O presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, elogiou, na tarde desta terça-feira, a atuação da polícia durante a madrugada, ao retirar manifestantes e deter 55 pessoas na praça do Rossio, dizendo que atuou com “correção e proporcionalidade — fez o que tinha a fazer”.
“Estou com as pessoas na sua causa, mas temos de respeitar a lei. O direito à manifestação é sagrado, estão a manifestar-se e bem. Não podem é vandalizar uma estátua com 150 anos”, criticou, em declarações aos jornalistas, referindo-se à estátua de Dom Pedro IV que está no centro daquela praça.
Depois, atribuiu a situação atual à passividade do PS, no Governo e em Lisboa: “Em 2021 tínhamos tido dez anos perdidos, em que não se construía em Lisboa. O problema tem uma raiz e foram dez anos parados. Estamos a mudar esse paradigma. Ideologia não dá casa a ninguém. A responsabilidade é de quem não fez durante anos”.
Moedas fez ainda questão de lembrar que como autarca conhece “a aflição de pessoas que não conseguem pagar a renda e que não têm casa”. “Portanto, sou o primeiro a dizer que esta causa é muito justa. É connosco que as pessoas vêm ter quando não podem pagar a renda”, declarou o social-democrata, após o quarto dia de protestos em Lisboa.
O autarca voltou a enumerar os dados nesta área, sublinhando a entrega de 3.500 casas, sem precisar quantas destas são novas habitações e quantas resultam de troca de inquilinos em casas preexistentes, bem como o apoio de quase 2.000 famílias no pagamento da renda, referindo que existem 22.000 apartamentos municipais em Lisboa, onde vive “mais de 10% da população” da cidade, como acrescenta a Lusa.
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