Cinco casos de sarampo foram identificados em Lisboa e Vale do Tejo desde 6 de outubro, elevando para 15 o número de infeções confirmadas este ano no país, anunciou esta quinta-feira a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Segundo os dados disponibilizados à Lusa, os cinco casos referem-se a três adultos, uma criança e um lactente com menos de um ano, sendo três importados, sem relação entre si, e que correspondem a pessoas que viajaram recentemente para um país com elevada incidência de sarampo, sem registo de vacinação contra a doença.

“Estes três casos geraram contactos, estando a ser articulada a orientação dos mesmos”, avançou a direção-geral.

Os restantes dois casos são secundários, sendo um deles referente a uma pessoa não vacinada, adiantou a DGS, assegurando que todos os doentes que necessitaram de internamento já tiveram alta clínica.

“A rede de autoridades de saúde encontra-se a diligenciar pela investigação epidemiológica dos casos e pela implementação de medidas de saúde pública de acordo com as normas da DGS, incluindo a identificação de contactos, avaliação do estado vacinal e encaminhamento para vacinação ou administração de imunoglobulina em contexto de pós-exposição, quando indicado”, referiu ainda a direção-geral.

De acordo com a DGS, entre 1 de janeiro e 21 de outubro, foram confirmados 15 casos de sarampo em Portugal, notificados através do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE), que foram alvo de investigação epidemiológica pelas autoridades de saúde, tendo sido implementadas as medidas de controlo e prevenção, tendo em conta o nível de risco.

Os dados da direção-geral indicam também que, em 2024 e 2025, foram confirmados 21 casos de sarampo em cada um dos anos.

Salientou ainda que Portugal mantém elevadas coberturas vacinais contra o sarampo, que constituem uma “importante barreira à transmissão e contribuem para a minimização do risco de cadeias de transmissão”.

A circulação do vírus a nível internacional pode resultar na importação de casos para Portugal, sobretudo num contexto de elevada mobilidade, mas não significa, por si só, um risco de transmissão sustentada no país, salientou ainda a DGS.

O sarampo é uma das infeções mais contagiosas e transmite-se de pessoa a pessoa por via aérea, através de gotículas ou aerossóis de pessoas infetadas (tosse ou espirro). Habitualmente a doença é benigna, mas, em alguns casos, pode ser grave ou levar à morte.

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