Já tinha estado em junho nos Europeus de velocidade que se realizaram em Montemor-o-Velho, com uma medalha de ouro na prova de K1 5.000 depois de ter ficado com bronze na sua prova de eleição, o K1 1.000. Esteve agora recentemente nos Mundiais de velocidade que decorreram na cidade polaca de Poznan, com as reconquistas dos títulos no K1 1.000 e no K1 5.000. Realizou no início da temporada os Nacionais, onde se sagrou de novo campeão. Marcou também presença nas Taças do Mundo de Szeged e Montreal, com mais triunfos e pódios na Polónia e no Canadá. Aos 37 anos, Fernando Pimenta já podia ter a sua época mais do que feita. Mas não, não chegava. E havia ainda mais um desafio em 2026: os Mundiais de maratonas.

Um pódio (ainda mais) histórico: Pimenta sagra-se campeão mundial e é o canoísta mais medalhado de sempre em K1 1.000

Numa longa convocatória com 15 elementos entre seniores, Sub-23 e juniores, o duas vezes medalhado olímpico (prata no K2 1.000 em 2012, bronze no K1 1.000 em 2020) voltava a ser a figura de proa e era, ao mesmo tempo, um dos atletas que tentava defender títulos mundiais conseguidos em 2025, na short race e no K2 com José Ramalho, a par de Rui Lacerda e Ricardo Coelho no C2. E, logo no primeiro dia de provas na cidade argentina de Gualeguaychú, Pimenta e Ramalho entravam na decisão da short race, depois de uma qualificação na prova com cerca de 3.700 metros discreta mas tranquila e a gerir esforços para a tarde.

Canoísta Fernando Pimenta de novo campeão do Mundo de maratonas

Integrado na primeira eliminatória da short race, José Ramalho terminou a prova na quinta posição com o tempo de 12.05,19, carimbando a passagem numa situação confortável perante o domínio do dinamarquês Mads Pedersen (11.50,69), que bateu o sul-africano Ulvard Hart (11.52,02), o espanhol Adrian Padra (11.53,46) e o húngaro Bruno Kolozsvari (11.55,34). Seguiu-se Fernando Pimenta na segunda eliminatória, com um terceiro lugar com 12.03,85 dentro do mesmo segundo do argentino Franco Balboa (12.03,17) e do britânico James Russell (12.03,62). A final estava agora marcada para as 18 horas, mais quatro em Portugal, mas acabou por ser adiada apenas para a manhã desta sexta-feira na Argentina devido a uma tempestade.

Ramalho e Pimenta campeões da Europa em K2

Sem conseguir revalidar o título, Fernando Pimenta voltou ao pódio, conquistando a medalha de bronze numa prova que acabou por ser ganha pelo sul-africano Hamish Lovemore (11.20,92), que ficou à frente não só do português (11.24,45) como do seu maior rival em corridas de fundo, o dinamarquês Mads Pedersen (11.23,46). Já José Ramalho, o outro dos 20 finalistas, acabou por desistir nesta final.

Antes, Maria Sousa tinha conquistado a primeira medalha de Portugal nestes Mundiais de maratonas, com o bronze na prova de C1 júnior com o tempo de 1.04,09, apenas superada por Daria Ushakova, dos países neutrais (1.01,40), e Victoria Tran, do Canadá (1.02,07). Também Beatriz Sá (sétimo lugar) e Joana Peixoto (11.º) conseguiram o apuramento para a final do K1 júnior feminino, à semelhança de Martim Conceição (sexta posição na eliminatória 1) e Nuno Barros (sétimo posto na eliminatória 2) no K1 júnior masculino. Antes de Fernando Pimenta e José Ramalho, na short race sénior feminina, Mariana Morais ficou também no sétimo lugar da primeira eliminatória, qualificando-se para a decisão à tarde.

A paragem do primeiro dia chegaria com outra grande notícia para a comitiva nacional, neste caso na final de C1 júnior: Gabriel Fernandes sagrou-se campeão mundial da disciplina, vencendo na decisão com o tempo de 55.57,74, batendo na discussão pelo ouro o checo Danylo Martynenko (56.00,71) e o canadiano Matthew Brown (56.52,89). No ano passado, Leonardo Barbosa tinha ficado com a prata no C1 júnior.

Já esta manhã, antes da final da short race masculina, outros atletas portugueses participaram em finais que tinham ficado por realizar na véspera. Beatriz Sá foi 16.ª e Joana Peixoto 17.ª na final do K1 feminino de juniores, ganho pela britânica Dianora De Bilio, ao passo que Mariana Morais terminou a decisão da short race feminina de elites no 17.º posto. A sueca Melina Andersson conquistou o ouro. Mas havia ainda mais duas medalhas a caminho: Ricardo Coelho conquistou a prata na final da short race do C1 masculino de elites, sendo apenas superado pelo espanhol Jaime Duro, e Martim Conceição ficou com o bronze na short race de K1 masculino júnior (atrás do sul-africano Keegan Vogt e do húngaro Armin Palinkas), aumentando para quatro o número de pódios conseguidos nestes Mundiais de maratonas antes da short race de elites.