Alvalade chamou por nós. E bem cedo, pelo menos no campeonato do rock’n’roll. Eram dez da manhã quando nos apresentámos no estúdio dos Capitão Fausto, aquela hora em que por norma ninguém está para grandes conversas, onde pouco mais sobra que o usual “queres café?”. Claro, café, claro que sim.

Nada como dar música à cabeça, para que esta arranque, para a máquina ligar. E isso, neste caso, significa ver a banda de Tomás Wallenstein, Domingos Coimbra, Francisco Ferreira, Manuel Palha e Salvador Seabra a ensaiar. Por entre uma porrada de tapetes e instrumentos e fita adesiva, lá vão eles aquecendo, naquilo que por agora, ao arranque, podia bem ser uma festa jamaicana, ou pelo menos com morada no litoral, numa terra rodeada de água. Afinam tempos e tocam “Lentamente” – uma das oito canções do novíssimo A Invenção do Dia Claro, a sair na próxima sexta, dia 15 de março – uma canção que podia ser de baile dos anos 20, com a atualização necessária, logicamente. Uma canção que questiona: “Qual é que é a guerra que acaba amanhã?”.

[“Faço as Vontades” e a imagem da capa do novo disco, com edição agendada para 15 de março:]

Este artigo é exclusivo para os nossos assinantes: assine agora e beneficie de leitura ilimitada e outras vantagens. Caso já seja assinante inicie aqui a sua sessão. Se pensa que esta mensagem está em erro, contacte o nosso apoio a cliente.