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A deputada do Iniciativa Liberal (IL), Angélique da Teresa, intervém durante o debate de urgência, requerido pelo PCP, sobre “Exames Nacionais”, na Assembleia da República, em Lisboa, 17 de julho de 2026. MIGUEL A. LOPES/LUSA
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MIGUEL A. LOPES/LUSA

MIGUEL A. LOPES/LUSA

"Propunha que montássemos um acampamento à porta da sede do PS porque crise da habitação tem dono e chama-se PS"

Deputada da IL defende que é preciso "tomar medidas corajosas o quanto antes" para que efeitos possam ser visíveis em breve e não entende que partidos não consigam chegar a um acordo "pontos básicos".

Angélique Da Teresa, deputada da Iniciativa Liberal e coordenadora do partido na comissão que inclui a Habitação, considera que “o PS é o grande proprietário da crise da habitação” e que os dirigentes socialistas vivem num “mundo paralelo”, como se “não tivessem estado mais de oito anos no poder e não tivessem tomado muitas medidas” que levaram à atual situação. Aos olhos da antiga vice-presidente da IL “não faz sentido falar de pacotes legislativos de emergência” como fez o Chega porque “não vai ser com medidas de emergência que a coisa se vai resolver”, avisando que o importante é “tomar medidas corajosas o quanto antes” para começarem a produzir efeitos.

Em entrevista ao programa Vichyssoise, da Rádio Observador, Angélique Da Teresa reconheceu que “Passos Coelho continua a ter muito peso no panorama político português”, mas considerou “muito difícil” a IL estar “numa parceria com o Chega” por ser um “partido que todos os dias tem um posicionamento diferente”, mas avisou que “uma eventual geringonça de direita tem que ter liberalismo”.

Ouça aqui a primeira parte da Vichyssoise:

Egoístas, acampadas e encochadas constitucionais

Ouça aqui a segunda parte da Vichyssoise:

“Montenegro é quase socialista”

As manifestações pelo direito à habitação têm marcado os últimos dias. Como é que avalia as palavras de Luís Montenegro, quer antes, quer depois da carga policial no Porto? Foram adequadas?
Foram extremamente desadequadas, porque serviram como mote para inflamar algo que no início não tinha este volume. A nível de comunicação foi um desastre. Independentemente dos movimentos que estejam por trás desta manifestação, Luís Montenegro tem de assumir que há um problema gravíssimo, que é a falta de oferta da habitação, que faz com que os preços sejam muito elevados. Nem a classe média já consegue pagar uma casa em Portugal. Independentemente das pessoas que se juntem, têm de ser tratadas com respeito. Montenegro esteve pessimamente mal no início e isso só serviu para depois inflamar e tornar a manifestação mais robusta.

O Governo tem-se defendido com um ataque aos governos do PS e até agora não apresentou nenhum pacote de emergência, nem tem aparecido a dar mais respostas concretas. Há um erro de avaliação do Governo perante a dimensão das manifestações?
Concordo em parte: o PS é o grande proprietário, o dono desta crise na habitação, e isto tem de ser dito, porque às vezes ouvimos intervenções por parte do PS e dos seus dirigentes que parece que vivem num mundo paralelo, como se não tivessem estado mais de oito anos no poder e não tivessem tomado muitas medidas que levaram a que chegássemos ao que estamos neste momento a viver. Nesse aspeto, Montenegro tem razão. Relativamente a medidas de urgência, na habitação as casas não se constroem e o mercado de arrendamento não começa a funcionar de um dia para o outro. Temos de fazer reformas em várias áreas. Na questão fiscal, na questão da construção e dos temas do licenciamento e também no tema do arrendamento. Se nós estivéssemos no Governo perante este problema, aquilo que faríamos era logo agarrar no mercado de arrendamento porque é aquele que, se for dinamizado, vai trazer oferta muito mais rapidamente. Teria reformulado esse mercado para retirar todas as entropias que ele tem. E que levam a que, por exemplo, no caso de haver incumprimento, um proprietário que ponha um processo em tribunal tenha uma média para recuperação do seu imóvel de quase 293 dias. Isto é inaceitável.

"Nem para pontos tão básicos, que nos deveriam unir até para mostrar às pessoas que a Assembleia da República consegue falar e fazer força política para que estas duas matérias avancem o mais rapidamente possível, os partidos estão disponíveis. Isso diz mais sobre esses mesmos partidos o que da IL."

Mas a IL concorda com as acampadas? Esta forma de protesto faz sentido?
Não temos de concordar nem de discordar, as pessoas é que decidem. Se querem fazer acampadas, que façam, desde que cumpram as regras e que não se desrespeite ninguém, e já agora que não vandalizem património público, porque isso custa dinheiro aos contribuintes. Não sei quem é que vai pagar as limpezas das estátuas que forem vandalizadas, não há necessidade absolutamente nenhuma. Também não gostei de muitas mensagens que li, de fotografias que até me foram enviadas, chegando a desrespeitar a polícia e a usar termos contra a polícia, um bocadinho numa importação daquilo que aconteceu em França. Espero que não se vá por aí, e tenho alguma pena de que um problema tão sério e que afeta tantos jovens, famílias monoparentais, todos aqueles que procuram uma casa, e que muitas vezes até têm dois empregos para poder pagar uma renda, que estão a preços elevadíssimos, e muitos deles até não vão para acampadas nenhumas; depois estes temas só têm algum destaque na comunicação social porque começam a aparecer os anarquistas e pessoas que querem reclamar de tudo e mais alguma coisa.

O CDS usou a expressão “minoria de arruaceiros”, o Chega chegou a dizer que são “pessoas que não tomam banho”. Para a IL, quem é que são aquelas pessoas que se manifestam e continuam a manifestar-se em Lisboa e no Porto?
Temos provavelmente de tudo, não é? Não estou ali a perguntar às pessoas de onde é que vêm e se pertencem a algum partido. As pessoas juntam-se, naturalmente há pessoas que reconheço de alguns movimentos e que são movimentos instrumentalizados por alguns partidos de esquerda. Para além desses movimentos e desses partidos, naturalmente estarão pessoas anónimas e que também se reveem nestes problemas. Respeito todos. O que condeno é todo o tipo de vandalizações e o desrespeito à polícia.

A IL convidou líderes de todos os partidos para uma reunião, onde se pretende chegar a consensos na habitação. Não era o Governo que devia ter esta função?
Mais uma vez, é a Iniciativa Liberal a mostrar aquilo que o Governo deveria fazer. Depois deste convite feito pela presidente da Iniciativa Liberal, o Governo depois também veio fazer o mesmo. Deveria ter feito isso, logo na primeira hora, mesmo sabendo que há muitos partidos que estão nos antípodas daquilo que se quer alterar, mas até é um respeito institucional por todos os partidos.

E o objetivo seria apresentar soluções que seja possível conciliar entre todos os partidos?
Sim, independentemente de termos visões completamente diferentes uns dos outros, há dois vetores em que concordamos. Um deles é o fim da burocracia e a flexibilização dos licenciamentos; se calhar uns são um pouco mais conservadores do que, por exemplo, a Iniciativa Liberal, aí estamos quase todos de acordo. Outra medida é o aproveitamento dos devolutos do Estado; independentemente do fim a que se dão esses devolutos, da esquerda à direita não há nenhum partido que não ache imoral um dos maiores proprietários do país, que é o Estado, ter imensas propriedades que nem sequer sabe que tem, muitas delas eventualmente em ruína e abandonadas. Desde que chegámos ao Parlamento temos insistido para que se faça de uma vez por todas a listagem de todos os devolutos do Estado.

Mais do que um partido veio recusar ou veio diminuir a necessidade dessa reunião promovida pela IL. Isso é uma derrota desta iniciativa? Prova que a IL não tem capacidade para agregar as restantes forças políticas?
Não, é um exemplo de que as pessoas nem para pontos tão óbvios estão disponíveis para falar. Estão é disponíveis para aproveitar este drama do acesso à habitação para fazerem política. A IL tem o seu posicionamento extremamente vincado no que toca a esta matéria e, ao contrário de outros, não dizemos uma coisa na segunda e o seu contrário na terça. Agora, a verdade é que nem para pontos tão básicos, que nos deveriam unir até para mostrar às pessoas que a Assembleia da República consegue falar e fazer força política para que estas duas matérias avancem o mais rapidamente possível, os partidos estão disponíveis. Isso diz mais sobre esses mesmos partidos o que da IL.

José Luís Carneiro já respondeu a Mariana Leitão, disse que está disponível para receber na sede do Partido Socialista. A IL tem essa disponibilidade para ir ao Largo do Rato?
Não sei qual vai ser a resposta da Mariana Leitão [acabou por, duas horas depois da gravação desta entrevista, dizer que não havia condições para o diálogo entre os vários partidos]. Até propunha que fôssemos todos ao Rato e que montássemos um acampamento lá, à porta da sede do PS, porque a crise da habitação tem dono e chama-se PS e os seus companheiros de luta. Portanto, eu acharia muito, muito interessante montarmos tendas na sede, junto à sede do PS e termos lá a reunião.

Olhando para as propostas da IL e do Partido Socialista, há alguma oportunidade de consenso entre as propostas dos dois partidos?
Recentemente, o PS veio apresentar uma proposta sobre as mais-valias. E as mais-valias, para quem nos ouve, é o quê? As pessoas, quando vendem as suas casas, se depois não reinvestirem em habitação, vão pagar uma batelada de impostos. Para não pagar, aquilo que o PS agora nos diz é que seria interessante isentarmos as pessoas até um patamar de 300 milhões. Nós temos uma medida muito melhor do que a do PS, que é termos a isenção das mais-valias de forma ilimitada. Porque, se olharmos para a estatística, Portugal é um país de imensos proprietários, mais de 70% dos portugueses são proprietários e, para além do mais, temos uma enorme taxa de segundas habitações. Poderá haver até muitas pessoas que não precisem dessas casas ou já não queiram ter essas casas e que poderiam estar a ser vendidas e ir para quem precisa, termos aqui um choque de oferta. Isso é a nossa preocupação e era a preocupação que devia estar em cima da mesa de todos os partidos. Deveria dar-se essa possibilidade, que se dá aos idosos, aos jovens e à geração dos entalados, dos 40 e dos 50 anos, porque a casa já foi paga, já levou com imensos impostos em cima. Que pudessem com esse dinheiro ou reinvestir, se quiserem, mas, se não o quiserem, poderem aplicá-lo numa poupança.

"Passos Coelho continua a ter muito peso no panorama político português. Acho muito difícil estar-se numa parceria com o Chega, porque é um partido que todos os dias tem um posicionamento diferente."

Há um consenso bastante generalizado de que o problema da habitação não se resolve de um dia para o outro. Nessa perspetiva, faz sentido falar em pacotes legislativos de emergência, como fez o Chega?
Não faz sentido falar de pacotes legislativos de emergência, porque não vai ser com medidas de emergência que a coisa se vai resolver. Imagine que até se soubesse das casas do Estado, o que está em condição de ser habitado e o que não está. Imagine que metade até não está. Essas casas teriam de ser reabilitadas. Isso demora tempo. O que é importante é tomar medidas corajosas o quanto antes, porque quanto mais cedo as tomarmos, mais cedo começam a produzir efeitos. Portugal já teve casas acessíveis, Portugal já teve habitação pública a ser produzida. As pessoas da minha geração recordam-se que nos anos 1990 tivemos imensas casas a serem construídas e as pessoas conseguiam comprá-las – se calhar não eram nos centros das cidades, se calhar eram mais nas periferias, mas isso acontecia. Em 2002 Portugal construía 126 mil casas, isto no setor privado. Atualmente, em 2025, construíram-se 26 mil casas. Isto representa a loucura em que estamos. Portugal, para quem também se recorda de há 30 e 40 anos, estava com barracas por todo lado em que as pessoas viviam em condições completamente indignas. Tivemos o Programa de Realojamento, com o acordo do PSD e PS, para acabar com essas barracas. E a mesma coisa nas cooperativas. Agora está na moda, a esquerda só quer fazer cooperativas de propriedade coletiva, mas quando era jovem havia cooperativas de propriedade individual, em que a casa depois ficava para a própria pessoa, e era um sucesso. Portanto, Portugal já fez o que a IL defende. Não estamos a inventar a roda; estamos a dizer para voltarmos a fazer o que fazíamos, e para isso temos que acelerar.

Caso as exigências do partido de André Ventura na lei do arrendamento sejam cumpridas pelo Governo, a IL deixa ou não passar o documento na especialidade?
Na especialidade vai depender muito daquilo que for alterado, porque até pode sair de lá completamente desvirtuado. Há coisas com que não concordamos e também vamos apresentar as nossas propostas de alteração.

E as exigências do Chega desvirtuam a lei?
Ainda não percebi muito bem qual é a posição do Chega, porque começou a dizer que a lei não passava sequer na generalidade. Depois passou a dizer que queria negociar e depois absteve-se. Portanto, isto é quase um pacote da reforma laboral, estamos quase lá. Esta semana, André Ventura dá uma entrevista em que fala do tema das cauções, e queria aproveitar isto para clarificar o tema. Da esquerda à direita há um consenso de que deveria haver um limite de cauções – depois há uns que devem achar que tem que haver menos, ou nada, e outros mais. Mas o Governo já mostrou essa abertura para alterar. Portanto, uma das medidas sobre as quais André Ventura diz “se isto não for assim e vou rasgar as vestes” é tanga, porque isto está mais conversado e mais do que esclarecido. Depois, outra medida que André Ventura anunciou era de que tinha que haver um limite aos aumentos das rendas. Qual? Vamos outra vez congelar rendas? É isto que se propõe? Limitação e teto às rendas é algo que a IL nunca acompanhará, porque não funciona, está mais que provado em vários países europeus que até pode funcionar num muitíssimo curto espaço de tempo, mas a médio e longo prazo não funciona. Porquê? Porque os proprietários depois retiram as casas do mercado. Mesmo as pessoas que são de esquerda, por favor façam uma pesquisa na internet e vejam o que é que aconteceu há meia dúzia de dias em Espanha. Sánchez apresentou no Parlamento espanhol uma série de medidas, e uma delas era precisamente o teto às rendas. Em 10 dias foram retiradas do mercado 4.200 casas. Isto dá 420 casas por dia. Eu percebo, quando estamos com um problema, queremos é resolver no imediato e não queremos saber do amanhã. Mas apelo às pessoas que tenham gelo nos pulsos, porque não podemos ir por estas promessas fáceis que já foram testadas e não funcionam. E temos de ter a coragem de dizer: isto não vamos aceitar, porque vamos dar cabo das casas em Portugal e, principalmente, vamos dar cabo daqueles que procuram casa e que não têm dinheiro para pagar.

Passos Coelho assumiu-se como o protocandidato a primeiro-ministro e acusou o governo de não ter sido capaz de utilizar a maioria de direita no Parlamento, numa coligação PSD-CDS-Iniciativa Liberal e Chega. Caso este cenário venha a ser real, o que é que a Iniciativa Liberal faria?
Isso teria de ser negociado nos órgãos do partido, não pertenço a nenhum e, portanto, não vou falar pelo partido. É mais um “e se”. Passos Coelho continua a ter muito peso no panorama político português. Acho muito difícil estar-se numa parceria com o Chega, porque é um partido que todos os dias tem um posicionamento diferente. Se houvesse um movimento que fosse para as redes do Chega e dissesse coisas que são, inclusive, contra bandeiras muito conhecidas do Chega, o Chega também trocava de camisola. É muito difícil poder-se trabalhar com um eventual parceiro que não seja minimamente fiável, porque troca consoante o dia e conforme a situação que apetece a André Ventura.

E noutro cenário hipotético, mas em que a Iniciativa Liberal não teria de fazer parte dessa coligação, acha que o partido viabilizaria ou deveria viabilizar um governo do Chega no caso de André Ventura conseguir o primeiro lugar nas eleições?
São hipóteses inéditas. Eu não me vou pronunciar sobre potenciais governos do Chega, se ganharem as eleições, se o que quer que seja. Agora, temos um problema muito grave em mãos, que é o problema da habitação e, portanto, é nesse que estou focada.

Mas numa posição de princípio, uma geringonça de direita em que o PS vencesse as eleições a IL estaria disponível?
Tem de se esperar por essa altura, mas em geringonças de direita tem que haver liberalismo, porque se não houver liberalismo, não faz sentido a Iniciativa Liberal lá estar.

E o princípio do mais votado é que tem que governar não é uma condição inultrapassável?
Acho que Portugal ficou em choque com aquela golpada que António Costa fez, que é legal obviamente. Não estou aqui a pronunciar-me sobre se quem ganha tem que ir para o governo e tem que formar governo. Volto a reforçar: numa eventual geringonça de direita tem que ter liberalismo, caso não haja liberalismo, não vamos conseguir pôr a economia a crescer. Se não pusermos a economia a crescer, as pessoas não vão poder viver melhor e, portanto, isso não faz sentido absolutamente nenhum para um partido que é a Iniciativa Liberal.

Em Lisboa, a Iniciativa Liberal votou contra a suspensão das trotinetes elétricas. Em comunicado reconheceu a existência de problemas, mas esses também nunca foram resolvidos. Qual é a proposta da Iniciativa Liberal para controlar esta situação?
Essa proposta foi à Câmara Municipal de Lisboa e foi chumbada pelos dois vereadores liberais que consideraram que a proposta deveria ser feita de outra forma, ou seja, em vez de ser uma medida totalmente restritiva, deveria ter havido aqui um posicionamento de negociação tal como, por exemplo, houve relativamente aos tuk-tuks, em que o presidente Carlos Moedas também tinha um problema de falta de regulação e de ter espalhado pela cidade e de estacionamento de tuk-tuks um pouco por todo lado, de forma um bocadinho selvagem, e houve aqui uma negociação e, hoje em dia, acho que o problema está resolvido e é uma solução de sucesso.

Na Assembleia Municipal vai votar igual?
Vamos ver se a proposta eventualmente poderá vir a ser alterada ou não no seio da vereação, mas não posso falar por todos os deputados municipais da IL, mas diria que, a manter-se tal como está, com certeza que a IL acompanhará o posicionamento dos seus vereadores.

Vai existir uma convenção nacional da IL antes de novas legislativas, portanto, vai ter de haver uma votação para a liderança. A Mariana Leitão deve ter a oportunidade de ir a votos como líder da IL nas próximas legislativas, sejam elas quando forem?
A Mariana primeiro terá de passar pela convenção. Ainda não conheço as listas, não sei quantas haverá ou se será novamente lista única. Isso desconheço completamente. Mas a Mariana tem todas as capacidades para se apresentar às próximas eleições legislativas, disso não tenho dúvidas nenhumas.

Vamos para a fase do Carne ou Peixe, em que o convidado tem de escolher uma de duas opções. Preferia ser vice-primeira-ministra de Pedro Passos Coelho ou de Luís Montenegro?
Montenegro é quase socialista, portanto, se tivesse que escolher os dois, Montenegro não escolheria, de certeza absoluta. Acredito mais num governo liberal e, portanto, liderado pela IL do que propriamente por Passos Coelho, porque tem sido o nosso D. Sebastião e sabemos o que é que aconteceu ao D. Sebastião: ele nunca voltou.

E com quem partilharia uma trotinete em Lisboa, Carlos Moedas ou João Ferreira?
Não sei andar de trotinete porque sou muito desengonçada. E é proibido andar a dois na trotinete; isto é uma banana no chão, para ver se escorrego. Mas se fosse legal poder andar de trotinete a dois, escolheria Carlos Moedas, porque acho que o João Ferreira ia fazer com que batesse contra algo muito significativo.

Preferia ser ministra num governo liderado por Carla Castro ou estar na oposição enquanto havia um governo liderado por José Luís Carneiro?
A Carla Castro não é da Iniciativa Liberal, portanto estaria onde está a Iniciativa Liberal.

Se estivesse à procura de casa, a quem preferia comprar um apartamento: a João Cotrim Figueiredo ou a Mariana Leitão?
João Cotrim Figueiredo.

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