Índice
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[Esta é a 2.ª parte de uma história dos nomes das marcas de relógios em cinco partes, que segue, aproximadamente, a ordem cronológica da sua fundação (real ou mítica). A 1.ª parte pode ser lida aqui]
Bovet
Édouard Bovet (1797-1849) nasceu em Fleurier, na Suíça, e foi iniciado na relojoaria pelo pai. Porém, a instabilidade económica gerada pelas Guerras Napoleónicas e a concorrência de relógios baratos fabricados na França e na Flandres deixou a indústria relojoeira de Fleurier em maus lençóis, o que terá pesado na decisão de Bovet, aos 17 anos, de tentar a sorte em Londres, no que foi acompanhado pelos irmãos Alphonse e Frédéric. Édouard Bovet começou a trabalhar para a firma Ilbury & Magniac, que, em 1818, o enviou para Cantão, na qualidade de reparador de relógios. Esta experiência despertou Bovet para as potencialidades do mercado oriental, levando-o, após o regresso a Londres, a fundar a sua própria firma, em 1822, em sociedade com os irmãos Alphonse e Frédéric e com outro irmão, Gustave, que permanecera em Fleurier.
Os relógios Bouvet foram acolhidos na China com tal entusiasmo que a empresa teve de recorrer à sub-contratação para poder corresponder à procura. Édouard Bovet, agora convertido em milionário, regressou à terra natal em 1830, mas o seu envolvimento nas disputas políticas locais levou a que fosse exilado, só tendo sido autorizado a regressar em 1848. Faleceria um ano depois, facto que, aliado ao declínio da marca no mercado chinês, devido à proliferação de contrafacções fabricadas na China e, em 1864, à eclosão da Guerra do Ópio, levou a família Bovet a vender a firma, que foi comprada por dois dos seus empregados. Desde então a Bovet mudou de mãos várias vezes – tendo, inclusive, regressado efemeramente (em 1932-48) à posse de dois irmãos Bovet, os relojoeiros Albert e Jean – e está presentemente focada no segmento de luxo, com uma produção limitada a 2000 exemplares por ano.
Verso e reverso do Bovet Virtuoso IX, um modelo de 2019: Os relógios mecânicos de luxo do nosso tempo fazem questão de exibir as suas entranhas, para que o comprador fique consciente do milagre que está por trás do seu funcionamento e sinta que são justificadas as quantias exorbitantes que desembolsa
H. Moser & Cie.
Se a Girard-Perregaux e a Bovet foram pioneiras na exploração dos mercados do Extremo Oriente, a H. Moser & Cie. foi a primeira lança da relojoaria suíça em terras russas – foi fundada em 1828, São Petersburgo, por Heinrich Moser (1805-1847), que nascera em Schaffhausen, no norte da Suíça (perto da fronteira com a Alemanha), e aí fora iniciado no ofício de relojoeiro, com o pai, tendo prosseguido a aprendizagem em Le Locle.
Apesar de o seu mercado estar centrado na Rússia, o fabrico da H. Moser era feito em Le Locle. A principal clientela da H. Moser era a família real e a aristocracia russas, mas sabe-se que Vladimir Ilyich Ulianov (mais conhecido como Lenin) também possuiu um dos seus relógios (não há que estranhar: a revolução requer a capacidade de sincronizar acções). Após a morte de Heinrich Moser, em 1874, a viúva vendeu a fábrica suíça e as operações na Rússia aos respectivos gerentes; o ramo suíço subsistiu até 1979, quando sucumbiu à concorrência dos relógios de quartzo; o ramo russo foi nacionalizado quando da Revolução Bolchevique (uma ingratidão, pela parte de Lenin).
Em 2002 foi constituída a firma Moser Schaffhausen AG, com a participação de um bisneto do fundador, e em 2005 a marca histórica H. Moser & Cie. foi ressuscitada. Entretanto, com a proliferação de oligarcas gerada pela privatização selvagem dos negócios e monopólios estatais soviéticos, a Rússia voltou a tornar-se num fervilhante mercado para relógios de luxo, mas a H. Moser & Cie. tem agora de partilhá-lo com dezenas de rivais.
Relógio de bolso H. Moser que foi propriedade de Lenin
Baume & Mercier
Foi fundada em 1830, em Les Bois, no Jura, pelos irmãos Louis-Victor e Céléstin Baume, com o nome Frères Baume. Em 1851, a empresa criou uma sucursal em Londres, como Baume Brothers e ganhou forte implantação no vasto Império Britânico, afirmando-se quer com peças de luxo, quer com máquinas de alta precisão – em 1892, a Baume & Mercier venceu um concurso de cronometragem realizado em Londres com um modelo que deteria o recorde de precisão durante uma década.
Em 1918, William Baume, então à frente dos destinos da empresa, associou-se ao relojoeiro e joalheiro suíço Paul Mercier para criar a Baume & Mercier, com sede em Genebra. Em 1964, a marca adoptou a letra grega phi (Ф) como logótipo, simbolizando equilíbrio de proporções. Desde 1988 que faz parte do grupo Richemont.
Longines
A Longines é uma das poucas marcas históricas suíças que não exibe o nome do seu fundador. A empresa foi fundada em 1832, em Saint-Imier, no Jura, por três sócios, Henri Raiguel, Florian Morel e Auguste Agassiz, irmão do célebre naturalista Louis Agassiz. A empresa começou por chamar-se Raiguel Jeune & Cie., mas Raiguel e Morel saíram da sociedade em 1846 e Agassiz ficou à sua frente apenas por dois anos, passando-a para o seu sobrinho, Ernest Francillon (1834-1900), que foi quem baptizou a empresa como Longines (por a primeira fábrica ter sido instalada num local de Saint-Imier conhecido como “Les Longines”, ou “prados longos”), Foi também Francillon quem lhe atribuiu o logótipo com a ampulheta alada que ainda hoje está em vigor e converteu a oficina local de relojoaria numa empresa de dimensão internacional.
Fábrica da Longines em Saint-Imier, 1867
Um dos momentos cruciais na expansão da Longines ocorreu quando lhe foi confiada a medição de tempos na primeira Olimpíada moderna, em 1896 – a marca voltaria a desempenhar esta função mais 13 vezes e acabou por ganhar forte conotação ao universo da competição desportiva. A Longines foi integrada na SSIH em 1983 e no grupo Swatch em 1988 e detém hoje uma quota de mercado de 6.6%, ocupando a 3.ª posição no ranking de vendas das marcas de luxo.
Longines n.º 183, de 1867, o mais antigo modelo da marca que chegou aos nossos dias
Jaeger-LeCoultre
Pierre LeCoultre (c.1530-c.1600), natural de Lizy-sur-Ourcq, em França, foi um dos huguenotes a quem as perseguições religiosas forçaram ao exílio na Suíça, estabelecendo-se no Vallée de Joux, no cantão de Vaud, no Jura. Os LeCoultre acabaram por ser determinantes na fundação da aldeia de Le Sentier, onde, em 1833, Antoine LeCoultre (1803-1881) abriu uma oficina de relojoaria. Até meados do século XIX, a relojoaria na região do Jura estava dispersa por centenas de oficinas familiares e Antoine foi pioneiro ao criar, em 1866, a primeira unidade fabril em grande escala – que, quatro anos depois, já albergava 500 trabalhadores.
A partir de 1902, além de produzir os seus próprios relógios, a LeCoultre começou também a fornecer “movimentos” (ou “calibres”, isto é, a componente mecânica, na terminologia da relojoaria) para a Patek Philippe. Em 1903, a LeCoultre, então dirigida por Jacques-David LeCoultre, associou-se ao relojoeiro parisiense Edmond Jaeger, que era fornecedor oficial da marinha francesa e inventara um tipo de movimentos de espessura muito reduzida. A colaboração entre ambos foi consolidada em 1937, com a criação da Jaeger-LeCoultre, que faz hoje parte do grupo Richemont. Detém 2.1% da quota de mercado da relojoaria de luxo e ocupa o 13.º lugar do ranking.
Jaeger-LeCoultre Atmos: O conceito de um relógio cuja energia motriz provém das variações de temperatura e pressão atmosférica e é capaz de funcionar durante anos sem intervenção humana remonta ao século XVI, mas foi a Jaeger-LeCoultre que, em 1935, tomou o protótipo concebido em 1928 por Jean-Léon Reutter e iniciou a produção comercial de uma evolução do design de Reutter, sob o nome Atmos
Patek Philippe
O esmagamento do levantamento polaco contra o jugo do Império Russo, em 1830-31, fez com que dois jovens polacos que viriam a tornar-se mundialmente famosos, cada um na sua arte, fossem forçados a abandonar o país natal e a exilar-se em França. Um foi Fryderyk Chopin (1810-1849), o outro foi Antoni Patek (1812-1877). Patek tivera comportamento corajoso na guerra contra os russos, que lhe valera a promoção a tenente e uma medalha, mas, em terras de França, o seu papel no levantamento voltou-se contra ele, pois a embaixada russa pressionou o governo francês por dar guarida a “agitadores”. Patek (que entretanto adaptara o seu nome próprio para Antoine) acabou, como muitos outros camaradas, por ser expulso de França em 1834, e refugiou-se em Genebra. Embora não tivesse experiência prévia de relojoaria, foi para este ramo que orientou os seus interesses e em 1839 associou-se a Franciszek Czapek, que nascera em 1811 em Semonice, na Boémia, como František Čapek e emigrara para a Polónia, onde aprendera o ofício de relojoeiro.
Antoni Patek
Também Czapek se vira forçado a fugir da repressão russa, estabelecendo-se na Suíça em 1832, onde afrancesou o nome para François e formou sociedade com um relojoeiro local, dando origem à Czapek & Moreau. Pela junção de Patek, esta converteu-se na Patek, Czapek & Cie., que apostou na produção de peças de qualidade requintada, em edição limitada e com elementos decorativos alusivos à Polónia e produziu belas peças até que os sócios se desentenderam, em 1845.
Czapek fundou de imediato, em sociedade com Juliusz Grużewski (outro exilado polaco que combatera no levantamento contra os russos), a Czapek & Cie. Esta teve sucesso fulgurante, tornando-se fornecedora da corte de Napoleão III e abrindo lojas em Genebra, Paris e Varsóvia, o que não impediu que, em 1869, Czapek falecesse na mais completa indigência e a empresa se extinguisse com ele. Todavia, a Czapek & Cie. foi “ressuscitada” em 2012 por um trio de empresários fascinados por relojoaria e apresentou os seus primeiros modelos (com preços a começar nos 10.000 euros) em 2015 – claro que, como no caso da JeanRichard, não há nada de comum entre a antiga e a nova Czapek & Cie. excepto o nome, mas haverá sempre novos-ricos desejosos de se associar a relógios de marcas com história. A nova Czapek & Cie. dá tanta importância à vinculação a uma tradição ancestral que faz questão de publicitar que a sua loja em Genebra fica “a poucos passos de distância da oficina que Czapek abriu em 1845”.
Relógio de bolso da Czapek & Cie, 1876
Pelo seu lado, Patek associou-se ao relojoeiro francês Adrien Philippe e fundou, em 1845, a Patek & Cie, empresa cujo nome acomodou, em 1851, o nome do sócio: Patek, Philippe & Cie. Em 1877, tendo falecido Patek e não tendo o filho deste manifestado interesse em seguir as pisadas paternas, foi um genro de Philippe, Joseph-Antoine Bénassy-Philippe, que tomou o seu lugar na sociedade.
As dificuldades geradas pela Grande Depressão proporcionaram ensejo a que, em 1932, a Patek Philippe fosse adquirida pela família Stern, que continua hoje a gerir os seus destinos. A marca detém uma quota de mercado de 4.8% (em valor), o que a coloca no 5.º lugar do ranking da relojoaria de luxo.
A Patek Philippe tem vindo a cultivar uma aura de luxo, perfeição e exclusividade: a sua produção é deliberadamente limitada (62.000 relógios em 2018), a produção é executada integralmente dentro da empresa (enquanto outras marcas delegam a produção dos “movimentos” ou, pelo menos, de alguns componentes, noutros fabricantes), os relógios são laboriosamente construídos à mão e a aquisição dos modelos “grande complication” requer que o comprador se inscreva numa lista e aguarde alguns meses. Desde 1996 que a publicidade da marca assenta no conceito “Nunca somos verdadeiramente donos de um Patek Philippe. Apenas cuidamos dele para a geração seguinte”.
[Campanha “Gerações” da Patek Philippe:]
Não é, portanto, de estranhar que no top 10 dos relógios mais caros do mundo (em venda em leilão) sete sejam Patek Philippe. O campeão é o Grandmaster Chime de 2019, que foi vendido nesse mesmo ano por 31 milhões de dólares, e o n.º 2 é o Henry Graves Supercomplication, que foi encomendado em 1925 pelo banqueiro americano Henry Graves Jr., para fazer pirraça ao magnata da indústria automóvel James Packard, que também era coleccionador de relógios e possuía um Patek Philippe Grande Complication. Graves especificou que o seu relógio deveria ultrapassar tudo o que se vira em termos de “complicações” – a encomenda, com 24 “complicações”, só ficou pronta em 1933, mas era um prodígio tal que manteve o título de “relógio mais complicado do mundo” durante meio século. Em 2014, o Henry Graves Supercomplication foi vendido em leilão, a um comprador anónimo, por 24 milhões de dólares.
[Patek Philippe Henry Graves Supercomplication (1933):]
A excitação e a reverência em torno da alta relojoaria não conseguem, todavia, ocultar o comezinho facto de o mais caro e sofisticado relógio mecânico ter precisão inferior à de um relógio de quartzo comprado num bazar chinês por uma dúzia de euros. O que as marcas de “haute horlogerie” vendem não são dispositivos para medir o tempo – até porque todas as pessoas com dinheiro para comprar um dos seus relógios possuem um smartphone de última geração, cujo “relógio” está permanentemente a ser ajustado através dos sinais recebidos dos satélites GPS. Os Patek Philippe, os Breguet e os Audemars Piguet que as classes possidentes exibem no pulso até podem estar parados ou nem ter ponteiros, pois são meras braceletes destinadas a sinalizar o estatuto do seu possuidor.
Em contraste com os relógios baratos de quartzo, que são vistos como descartáveis, e com os smartphones, que ficam rapidamente obsoletos, os relógios mecânicos de luxo são um símbolo de perenidade, aspecto que é realçado pelo lema da Patek Philippe (“apenas cuidamos dele para a geração seguinte”). Com efeito, a sua mecânica é tão perfeita e sólida que muitos destes relógios continuam a funcionar impecavelmente muitas décadas após terem sido fabricados e podem, com efeito, ser passados de geração em geração. Ora, se somarmos a esta durabilidade o facto de a Suíça exportar anualmente cerca de 7 milhões de relógios mecânicos (maioritariamente de luxo), só pode concluir-se que o número de ricos (e obscenamente ricos) do planeta está a aumentar a um ritmo vertiginoso (o que é confirmado por outros indicadores). As crises económicas vêm e vão, mas o número de milionários no mundo não pára de crescer e até as desigualdades dentro do clube dos milionários têm aumentado de forma consistente.
[Outra amostra da campanha “Gerações” da Patek Philippe:]
A. Lange & Söhne
A Alemanha, que tinha estado na linha da frente na relojoaria nos séculos XV-XVI, só voltaria a ganhar proeminência a partir de 1845, quando Ferdinand Adolph Lange (1815-1875) fundou a A. Lange & Cie. em Glashütte, cidade da “Suíça Saxã”, assim conhecida, não pela proximidade geográfica à Suíça, mas por dois artistas suíços de visita à região, em 1776, terem encontrado semelhanças entre a sua paisagem e a do seu Jura natal. Glashütte viria a tornar-se no principal polo da indústria relojoeira alemã, com o estabelecimento de firmas como J. Assmann, Union Glashütte, NOMOS e Tutima (ou seja, Suíça e relógios parecem andar sempre juntos, mesmo fora das fronteiras helvéticas).
Ferdinand Adolph Lange
Ferdinand Adolph Lange recebeu formação em mecânica na sua Dresden natal e dilatou os conhecimentos de relojoaria em França e na Suíça, antes de se estabelecer na então remota e pouco desenvolvida cidade de Glashütte. Em 1868, o filho de Lange, Richard, juntou-se-lhe no negócio e a firma passou a denominar-se A. Lange & Söhne.
Durante as duas Guerras Mundiais, a empresa reorientou a produção dos relógios de luxo para os relógios de precisão para militares (sobretudo aviadores), mas sofreu um rude golpe em 1945, quando, no último dia da guerra, as instalações foram destruídas por um raid aéreo soviético. O que restava da A. Lange & Söhne ficou na zona de ocupação soviética e foi nacionalizada (tal como as outras fábricas de relógios de Glashütte) e, após alguns anos na obscuridade, a marca foi extinta em 1951. Renasceu, após meio século de interregno, em 1990, em Glashütte, imediatamente após a reunificação alemã e 145 anos após a fundação original, e lançou os primeiros relógios quatro anos depois. Faz hoje parte do grupo Richemont.
Entre as personalidades famosas que usam ou usaram relógios A. Lange & Söhne contam-se os czares Alexandre II e Vladimir Putin.
Relógio de bolso A. Lange & Söhne de 1902
Ulysse Nardin
Ulysse Nardin (1823-1876) nasceu em Le Locle, no Jura, e aí foi iniciado na arte da relojoaria pelo pai – foi também em Le Locle que, em 1846, fundou a sua oficina, vocacionada para os cronógrafos marítimos, aparelhos que eram, naquele tempo, indispensáveis para uma navegação precisa e segura. Apesar da intensa competição entre relojoeiros para desenvolver cronógrafos cada vez mais precisos, os aparelhos de Nardin conseguiram obter o primeiro prémio na Feira Mundial de Londres de 1862. Paul-David Nardin herdou a direcção da companhia em 1876, pela morte do pai, e continuou a consolidar o prestígio da firma no domínio dos cronógrafos marítimos, tornando-a no fornecedor oficial na Marinha dos EUA.
Porém, os novos recursos tecnológicos de navegação converteram o cronógrafo marítimo num anacronismo e a concorrência dos relógios de quartzo quebrou as vendas dos relógios mecânicos, pelo que a Ulysse Nardin atravessava sérias dificuldades em 1983, quando foi adquirida pelo empresário Rols Schnyder. Desde então, o foco da empresa foi redireccionado para o segmento de luxo, através de relógios de design arrojado e múltiplas e engenhosas “complicações”, embora o seu logótipo com uma âncora continue a remeter para as suas origens marítimas. Uma das primeiras marcas da renovação trazida por Schnyder foi o lançamento, a partir de 1985, de uma trilogia de elaboradíssimos relógios de temática astronómica, evocando os nomes de Galileu, Copérnico e Kepler.
A Ulysse Nardin faz parte do grupo de luxo Kering desde 2014.
Ulysse Nardin Astrolabium Galileo Galilei (1985), o primeiro modelo da “trilogia do tempo”