No passado dia 18 de maio, todos os caminhos foram dar à Avenida da Liberdade. Sendo uma das zonas mais poluídas da cidade, foi o palco escolhido para a inauguração de um Mural, uma ação da campanha “Mais Ar Para Viver”, pensada pela Sanofi e parceiros. Aqui, o mote foi tornar o invisível, visível, com uma intervenção artística pintada ao pormenor, pela artista Mariana Malhão, a convite da plataforma Underdogs.
Esta ação aconteceu graças à parceria com entidades como a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo (CCDR LVT), o apoio da Câmara Municipal de Lisboa, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), do Grupo de Estudos de Doenças Respiratórias (GRESP) da APMGF, da Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), da Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e outras Doenças Respiratórias Crónicas (RESPIRA), e da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP). Com o objetivo de continuar a alertar para a Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC), a quinta principal causa de morte em Portugal, a campanha deu agora mais um passo na sensibilização para esta doença e recorreu à arte para apelar à reflexão e ao diálogo.
Provavelmente já passou por ela, sem nunca lhe ter dado a devida atenção. Provavelmente não se terá apercebido de que se trata de uma Estação de Monitorização da Qualidade do Ar. O que é certo é que esta estrutura, situada na Avenida da Liberdade, em Lisboa, foi a tela escolhida para a concretização do colorido mural, que funcionará, daqui em diante, como um lembrete para a importância do ar que respiramos. Com uma história circular, cada capítulo é contado de acordo com o lado em que decidirmos começar a vê-la. Nesta paisagem, os balões assumem a forma de brônquios – ora vivos, leves e cheios de ar; ora murchos e vazios, privados de oxigénio e vitalidade. No fundo, a obra é um contraste entre os fatores que se associam à doença e a esperança num futuro mais consciente. Sempre com o lembrete de que as crianças de hoje simbolizam os idosos saudáveis do futuro e que os elementos naturais são a ideia de regeneração, cuidado e continuidade.
Para Mariana Malhão, a artista por detrás da obra, “os elementos de natureza, como as árvores, têm a forma de um pulmão e, na verdade, essa é a sua função no planeta. As borboletas também se parecem com um pulmão e também elas são sensíveis ao ambiente onde vivem, tal como nós, humanos. Como é uma doença que afeta principalmente as pessoas mais velhas, decidimos incluir duas pessoas idosas. Mas a criança também está presente para mostrar que as crianças de hoje são os idosos de amanhã e que o que fazemos hoje vai influenciar-nos mais tarde. É essa a ideia de esperança, de poder agir e não ser uma coisa fatalista. A doença acontece, mas nós podemos fazer alguma coisa para melhorar”.
A inauguração aconteceu entre as 15h e as 17h, com o ritmo da cidade como pano de fundo, e contou com momentos de intervenção de cada um dos parceiros. Em todos eles, ficou clara a noção da importância do dia vivido, e da iniciativa, para uma consciencialização, e ação, que se quer cada vez mais evidente.
Palavra de Parceiro
Duarte Mesquita, Diretor Médico da Sanofi Portugal, alertou para a importância de reconhecer os sinais, muitas vezes esquecidos e desvalorizados, bem como de procurar ajuda junto dos profissionais de saúde, sempre que for necessário. Para este responsável, a arte pode assumir um papel fundamental neste caminho, dando uma perspetiva um bocadinho diferente, “que acreditamos que também apele mais às emoções das pessoas”. E concluiu: “Que, através da arte, a mensagem fique de alguma forma interiorizada e as pessoas possam procurar ajuda sempre que necessário”.
A tarde terminou com uma certeza: o ganho está em prevenir. Se a DPOC é uma realidade, viver com ela também pode ser possível. Mas, para lá chegar, é preciso adquirir conhecimento, diagnosticar a doença e perceber o que podemos fazer para a controlar. O primeiro passo pode ser passar pela Avenida da Liberdade, apreciar este novo Mural e perceber como é que podemos ter “Mais Ar Para Viver”. Acredite, as suas cores não passarão despercebidas. Vamos a isso? Não deixe para amanhã o ar que pode respirar hoje!