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“Somos dinossauros, não é a primeira empresa que lançamos.” Nils Henning, 41 anos, e Mila Suhareva, 39, estão em Lisboa há oito meses. Chegaram ao segundo andar da incubadora do Lx Factory em janeiro com uma tecnologia de inteligência artificial nas mãos, uma aliança no dedo, 13 anos de “confiança cega” um no outro e a cadela Nikki, que já foi estrela televisiva, no colo. Nas malas que fizeram em Espanha antes de se mudarem para Lisboa, trouxeram a experiência de quem já ajudou a fundar duas startups de sucesso na Alemanha, o fundo de investimento que lançaram com o retorno dessas mesmas empresas e os milhões necessários para lançarem a Casafari numa Lisboa “maravilhosa”, sem precisarem de pagar a si próprios. “Não pagamos os nossos salários”, explica Mila. Nils ri-se: “Mas pago a minha segurança social todos os meses”.

No escritório que ocupam no Lx Factory, trabalham 30 pessoas (e estão a recrutar) de várias nacionalidades num regime de meritocracia, como fazem questão de sublinhar ao Observador. Querem pessoas com “liberdade” e autonomia a trabalhar no sistema de inteligência artificial com o qual pretendem revolucionar o mercado das agências imobiliárias e no qual investiram cerca de 1,2 milhões de euros. Tudo do bolso do casal, tudo com financiamento próprio: o dinheiro que põe a andar a tecnologia da Casafari vem do fundo de investimento que lançaram inicialmente com 5 milhões de euros, o YoungBrains, e que desde 2009 financiou 12 empresas em cerca de 3 milhões de euros.

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