A cidade de Belém, no estado do Pará, recebeu a COP 30 este mês de novembro. O evento recebeu comitivas de todo o mundo e, como tal, foi preciso alguma criatividade para receber milhares de pessoas numa região que não está preparada para alojar tantos visitantes.
Uma das apostas da organização brasileira foi a criação de navios-hotel, onde várias comitivas acabaram por ficar hospedadas. O Presidente Lula da Silva também ficou numa embarcação deste tipo. Os custos associados a esta opção de alojamento levantaram algumas críticas no meio mediático brasileiro, com a Presidência a não divulgar o número de hóspedes que ficaram neste navio. Sabe-se, no entanto, que uma das presenças “oficiais” nesta embarcação foi a primeira-dama, Janja da Silva, que esteve envolvida enquanto “representante das mulheres na COP30”, como avança a imprensa brasileira.
Como se trata de um evento onde o clima e o ambiente eram o tema principal, todos os dias houve vários ajuntamentos em frente ao recinto com diferentes apelos aos responsáveis políticos presentes. Uma das presenças mais assíduas nestas manifestações foi a comunidade indígena.
Assim, circulam nas redes sociais vídeos que aliam estes dois temas: a polémica em torno da embarcação onde a primeira-dama ficou hospedada e os protestos protagonizados por indígenas. Numa das imagens captadas alegadamente à porta do recinto em Belém, vê-se um coletivo indígena com tambores e cartazes a exigir um “navio igual ao de Janja”.
Contudo, após uma análise mais extensa das imagens, com recurso à plataforma Hive Moderation, é possível concluir que as imagens foram geradas através de inteligência artificial.
Conclusão
As imagens que mostram uma manifestação de indígenas à porta do recinto da COP30, em Belém, a exigir “um barco igual ao de Janja” da Silva foram geradas através de inteligência artificial.
Assim, de acordo com o sistema de classificação do Observador, este conteúdo é:
ERRADO
No sistema de classificação do Facebook, este conteúdo é:
FALSO: As principais alegações do conteúdo são factualmente imprecisas. Geralmente, esta opção corresponde às classificações “falso” ou “maioritariamente falso” nos sites de verificadores de factos.
NOTA: este conteúdo foi selecionado pelo Observador no âmbito de uma parceria de fact checking com o Facebook.