Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Donald Trump expressou a sua crença de que os Estados Unidos alcançaram um acordo com a Rússia em relação ao conflito na Ucrânia, afirmando que a dificuldade maior reside em chegar a um entendimento com o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Trump criticou a resistência de Zelensky em ceder a Crimeia, argumentando que essa posição poderia ser prejudicial para as negociações de paz. Além disso, Trump sugeriu a possibilidade de um encontro com Vladimir Putin num futuro próximo para avançar com as negociações.
    • O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que a Rússia estaria disposta a terminar a invasão da Ucrânia se Kiev se retirasse das regiões de Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporíjia. No entanto, Peskov questionou a continuidade do apoio militar dos países ocidentais mesmo em caso de cessar-fogo, destacando que as relações com os Estados Unidos têm melhorado desde a chegada de Trump ao poder.
    • A proposta de cessar-fogo dos Estados Unidos foi colocada em discussão, incluindo concessões territoriais significativas por parte da Ucrânia, como a Crimeia, sem exigir a desmilitarização de Kiev. O vice-Presidente JD Vance comentou que as negociações demonstram boa fé de ambos os lados, mas destacou que, sem um acordo, os EUA poderão retirar-se do processo. As conversações em Londres foram descritas como produtivas, mas enfrentam resistência devido à posição firme de Zelensky sobre a integridade territorial da Ucrânia.
    • A situação militar na Ucrânia permanece tensa, com novos ataques aéreos por parte da Rússia às cidades de Kiev e Kharkiv, e um ataque com drones em Marhanets resultou em nove mortos e 30 feridos. Na região de Zaporíjia, ataques massivos durante a noite feriram 40 pessoas e causaram danos significativos às infraestruturas.

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  • Encerramos aqui este liveblog. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia desta quinta-feira neste novo artigo em direto.

    Ataque russo em Kiev mata nove pessoas e faz mais de 70 feridos

  • Trump diz que "acha" que EUA têm "um acordo com a Rússia" e que falta o mesmo com a Ucrânia

    O Presidente norte-americano Donald Trump afirma que “acha” que chegaram a um consenso com a Rússia sobre a Ucrânia quando foi questionado pelos jornalistas na Casa Branca

    “Acho que temos um acordo com a Rússia”, afirmou, citado pela AFP, ressalvando que falta concordarem termos com a outra parte na guerra.

    “Temos de chegar a um acordo com Zelensky”, disse, acrescentando que pensava que “seria mais fácil lidar” com o Presidente ucraniano. “Até agora tem sido mais difícil”, disse.

  • Novos ataques russos às cidades de Kiev e de Kharkiv

    As cidades de Kiev e Kharkiv foram alvos de ataques russos esta noite, informam as autarcas das cidades através do Telegram..

    Em Kiev, o autarca Vitali Kitschko denunciou a presença de drones em vários pontos da cidade, incluindo o centro da capital, no Telegram.

    Várias casas terão sido incendiadas, acrescentou ainda, com fragmentos de um drone a cair perto de uma habitação.

    Já o autarca da cidade de Kharkiv, Ihor Terekhov, falou em “ataques com mísseis”, feitos de forma repetida.

    “É possível haver mais ataques, cuidado!”, informou no seu canal do Telegram.

  • Trump sugere que encontro com Putin pode estar para breve

    O Presidente dos EUA, Donald Trump sugeriu que se pode encontrar com o homólogo russo, Vladimir Putin, em breve.

    O líder foi questionado na Casa Branca sobre se iria encontrar com Putin na Arábia Saudita, durante a viagem que irá fazer no próximo mês.

    “É possível, mas muito provavelmente não. Penso que nos vamos encontrar com ele pouco tempo depois”, respondeu Trump.

  • Reino Unido fala em "progressos significativos" no encontro de Londres

    O Reino Unido elogiou o encontro entre os aliados europeus, a Ucrânia e os Estados Unidos, falando em “conversas produtivas e bem-sucedidas” entre as partes, nas quais se atingiu “um progresso significativo para atingir uma posição comum nos próximos passos”.

    Num comunicado citado pela Sky News, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido afirmou que “todas as partes reiteraram o seu forte apoio ao empenho do Presidente Trump em pôr termo à matança e em alcançar uma paz justa e duradoura”.

    “Todos concordaram em continuar a manter uma estreita coordenação e aguardam com expetativa a realização de novas conversações em breve”, disseram ainda.

  • "Emoções estiveram ao rubro". Zelensky manda farpa e diz esperar que os EUA mantenham apoio à Crimeia ucraniana

    “As emoções estiveram ao rubro hoje”, escreveu Volodymyr Zelensky na rede social X, no fim de um dia recheado de acusações de Trump e outros membros da Casa Branca.

    Na publicação, o Presidente ucraniano enviou uma farpa sobra as acusações feitas de estar a impedir as negociações ao não ceder às propostas norte-americanas.

    Na publicação, Zelensky partilhou uma imagem da declaração feita em 2018 pelo então secretário de Estado de Donald Trump, Mike Pompeo, na qual se lê que os Estados Unidos se recusam a reconhecer a soberania da Rússia sobre a península no Mar Negro.

    “Estamos absolutamente seguros que os nossos parceiros e, em particular, os EUA, irão agir em linha com as suas decisões fortes”, lê-se, como uma mensagem para os Estados Unidos que querem agora mudar essa política como forma de desbloquear as negociações com a Rússia.

    Já a Ucrânia, diz o Presidente, “irá sempre agir de acordo com a sua Constituição”, que não permite que qualquer parte do território seja cedido.

    O Presidente ucraniano aproveitou também para elogiar os trabalhos realizados em Londres, que serviram para “aproximar a paz”.

    “A parte americana partilhou a sua visão. A Ucrânia e outros países europeus apresentaram os seus contributos. E esperamos que seja exatamente esse trabalho conjunto que conduza a uma paz duradoura. Estamos gratos aos nossos parceiros”, disse ainda Zelensky.

  • Casa Branca diz que Zelensky está "a ir na direção errada"

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, lançou um aviso a Volodymyr Zelensky e afirmou que o Presidente ucraniano “parece estar a ir na direção errada” nas negociações de paz que os EUA têm coordenado.

    Numa conferência de imprensa na Casa Branca citada pela Reuters, Leavitt sublinhou que o Presidente dos EUA, Donald Trump, está “frustrado” com a paciência a “esgotar-se” com a falta de cedência do homólogo ucraniano.

    “Ele quer fazer o que é correto para o mundo. Quer ver a paz. Quer que a matança acabe, mas é preciso que ambos os lados da guerra estejam dispostos a fazê-lo”, acrescentou.

  • Witkoff vai encontrar-se novamente com Putin esta sexta-feira

    O enviado da Casa Branca, Steve Witkoff, vai encontrar-se com Vladimir Putin, Presidente da Rússia, na sexta-feira, noticia o orgão de comunicação norte-americano Axios.

    A possibilidade do enviado visitar a Rússia esta semana tinha sido confirmada esta terça-feira pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, mas esta não tinha especificado em que dia é que Witkoff iria viajar.

  • Kremlin diz que acabaria com a guerra se a Ucrânia se retirar das quatro zonas ocupadas pela Rússia

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, disse numa entrevista à revista francesa Le Point que a Rússia terminaria a invasão da Ucrânia, se Kiev se retirar das quatro regiões que a Rússia diz que lhe pertencem, falando de Luhansk, Donetsk, Kherson e Zaporíjia.

    Peskov insistiu também que o Presidente russo, Vladimir Putin, apoia um cessar-fogo mas que é preciso “responder a algumas questões específicas” antes.

    “Se houvesse um cessar-fogo hoje, a França deixaria de fornecer munições, armas, mísseis e sistemas de defesa aérea a Kiev amanhã? E o Reino Unido?”, questiona o porta-voz, que sublinha ainda as melhores relações que têm sido vividas com os Estados Unidos, desde a tomada de posse de Donald Trump, comparadas com a União Europeia.

    “Hoje, falamos de paz com os americanos, mas os europeus pedem guerra! Queremos atingir os nossos objetivos. Seja pacificamente ou militarmente, atingi-los-emos”, acrescentou ainda o representante do Kremlin.

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros britânico fala em reunião "valiosa" com Ucrânia e aliados

    O ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, David Lammy, diz que a reunião com os aliados europeus e a Ucrânia foi “valiosa” naquele que foi um “momento crítico para a nossa segurança”.

    “Estamos a trabalhar a um ritmo acelerado com os EUA, a Ucrânia e os aliados europeus para pôr fim à guerra e garantir uma paz justa e duradoura, com conversações oficiais de alto nível hoje em Londres”, disse Lammy, citado pela Sky News.

  • Putin afirma que Moscovo não tem drones suficientes para o conflito na Ucrânia

    O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou esta quarta-feira que as Forças Armadas do país não possuem drones suficientes para a guerra na Ucrânia, apesar de terem recebido cerca de 1,5 milhões de equipamentos de vários tipos em 2024.

    “No entanto, estas ferramentas de combate ainda estão em falta”, afirmou Putin durante uma reunião da Comissão de Defesa em Moscovo.

    O líder do Kremlin observou que “os drones controlados com câmaras são urgentemente necessários nas linhas da frente porque são cruciais para o sucesso da guerra” desencadeada por Moscovo no país vizinho em fevereiro de 2022.

  • Trump critica e ameaça Zelensky: ou cede ou "perde o país inteiro" daqui a três anos

    Donald Trump lançou novas críticas ao Presidente da Ucrânia numa longa publicação na rede social Truth Social em que ataca a rejeição de Volodymyr Zelensky em ceder a Crimeia à Rússia como sendo “muito prejudicial para as negociações de paz com a Rússia”.

    Para Trump, Zelensky tem de ceder, ou arrisca-se a “lutar por mais três anos antes de perder o país inteiro”, falando que o país está numa “situação terrível”.

    “São declarações inflamadas como as de Zelensky que tornam tão difícil a resolução desta guerra. Ele não tem nada de que se possa gabar!”, acusou o Presidente dos EUA, acrescentando que isto irá “prolongar o ‘campo de morte’” da Ucrânia.

    O Presidente norte-americano relembrou que a tomada da península no Mar Negro pela Rússia em 2014, que aconteceu sem um conflito de maior intensidade naquela altura.

    “Ninguém está a pedir a Zelensky que reconheça a Crimeia como território russo, mas, se ele quer a Crimeia, porque é que não lutaram por ela há onze anos, quando foi entregue à Rússia sem que fosse disparado um tiro?”, disse.

    “Estamos muito perto de um acordo, mas o homem que ‘não tem cartas para jogar’ deve agora, finalmente, terminá-lo! Estou ansioso por poder ajudar a Ucrânia e a Rússia a saírem desta completa e total confusão, que nunca teria começado se eu fosse Presidente!”, disse ainda Trump.

  • Polónia avisa Rússia que “nunca mais” vai dominar países europeus

    O ministro polaco dos Negócios Estrangeiros, Radoslaw Sikorski, avisou esta quarta-feira a Rússia que “nunca mais” dominará países europeus como na altura do Império Russo, em que a Polónia também estava integrada nesse território.

    “Nunca mais vão dominar aqui, nem em Kiev, nem em Vilnius, nem em Riga, nem em Tallinn, nem em Chisinau”, afirmou o chefe da diplomacia polaca numa intervenção na câmara baixa do parlamento polaco.

    O ministro apelou à Europa e à NATO para que tirem as suas conclusões da guerra russa na Ucrânia, com mais de três anos, em termos de capacidades de aquisição, doutrina de defesa e formação.

    Para Sikorski, se a NATO for uma aliança eficaz, a Rússia não será vencedora.

  • Secretário-geral da NATO visita Estados Unidos esta semana

    Nos dias 24 e 25 de abril, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, vai viajar até Washington D.C. para se encontrar com o Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, com o Secretário da Defesa, Pete Hegseth, e o Conselheiro para a Segurança Nacional dos EUA, Mike Waltz, de acordo com um comunicado emitido pela Aliança.

  • Produção de drones vai aumentar na Rússia, garante Putin

    Num encontro da comissão da indústria militar russa, Vladimir Putin diz que não existem drones suficientes ao dispor do exército russo, mas garante que a sua produção está a ser aumentada. De acordo com o Chefe de Estado, este tipo de armamento tem sido um dos principais fatores para o sucesso da Rússia em combate.

  • Rússia mantém diálogo com os Estados Unidos da América, mas não existe comunicação com a Europa e Ucrânia

    O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, confirmou que, nesta fase de negociação, a Rússia mantém diálogo com os Estados Unidos da América, mas que não existe qualquer comunicação com a Europa e Ucrânia — apesar de Moscovo manifestar essa disponibilidade.

    Em declarações citadas pela agência estatal TASS, Peskov garante que o Kremlin aprecia os esforços norte-americanos de mediação do conflito, apesar de continuar a discordar com o envio de tropas europeias enquanto forças de manutenção da paz na Ucrânia.

    Sobre o encontro entre o enviado especial dos EUA, Steve Witkoff, e o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, o porta-voz do Kremlin esclarece que só haverá comunicação à imprensa quando a reunião tiver terminado.

  • O que aconteceu até agora

    • As negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia estão em destaque, com uma proposta de cessar-fogo colocada sobre a mesa pelos Estados Unidos. O vice-presidente norte-americano JD Vance expressou otimismo sobre o andamento das conversações, afirmando que tanto Moscovo como Kiev têm demonstrado boa fé. A proposta sugere que cheguem a um acordo ou os Estados Unidos se desligarão do processo.
    • A proposta norte-americana inclui concessões territoriais significativas, com um foco notável na cedência da Crimeia à Rússia. Contudo, ao contrário das exigências russas, os Estados Unidos não estão a pressionar pela desmilitarização da Ucrânia e aceitam a possibilidade de forças de manutenção da paz em território ucraniano, para garantir a implementação do cessar-fogo.
    • As discussões de paz previstas para uma reunião em Londres foram alteradas, com representantes a substituir os ministros dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, Estados Unidos da América, França, Alemanha e Ucrânia.
    • A situação no terreno mantém-se tensa, com ataques aéreos russos a causarem várias baixas na Ucrânia. Na cidade de Marhanets, um ataque com drones resultou em nove mortos e 30 feridos, enquanto na região de Zaporíjia, ataques noturnos deixaram 40 feridos e causaram danos materiais significativos.

    [Já saiu o sexto e último episódio de “O Misterioso Engenheiro Jardim”, o novo PodcastPlus do Observador que conta a história de Jorge Jardim, o empresário que, na verdade, era um agente secreto que liderou missões perigosas em todo o mundo, tentou criar um país e deu início a um clã de mulheres aventureiras. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro, aqui o quarto e aqui o quinto episódio]



  • "Otimista" Vance diz que "está na altura" de Rússia e Ucrânia aceitarem proposta de cessar-fogo, ou então "os EUA afastam-se"

    Com uma proposta de cessar-fogo em cima da mesa, o vice-presidente dos Estados Unidos da América JD Vance acredita que o documento é “muito explícito”, e que chegou a “altura de dizerem que sim ou de os Estados Unidos se afastarem deste processo”. Neste instante, o republicano revelou estar “otimista” com o decorrer das negociações, e que tanto Moscovo como Kiev têm “conversado em boa fé”.

    “Acredito que se vão traças novas linhas no conflito”, adianta Vance em declarações à imprensa após uma visita guiada ao Taj Mahal, na Índia. O vice-presidente garante que “vão haver trocas territoriais”, aludindo à cláusula da proposta que prevê o reconhecimento da Crimeia como território russo. Diz, também, que as novas fronteiras podem não ser exatamente como estão agora as linhas de combate, mas que é necessário “baixar as armas e congelar” as ofensivas para “construir uma melhor Rússia e Ucrânia”.

  • Apesar das concessões territoriais, EUA não pedem desmilitarização da Ucrânia em proposta avançada

    A proposta de cessar-fogo norte-americana foi apresentada na semana passada, com um grande foco sobre cedências territoriais da Ucrânia, como a Crimeia e o território atualmente ocupado pela Rússia, mas os Estados Unidos da América, ao contrário das exigências de Moscovo, não pede a desmilitarização de Kiev e não se opõe à permanência de forças de manutenção da paz em solo ucraniano para assegurar a implementação do cessar-fogo, de acordo com a Reuters.

    Esta proposta estará em cima da mesa esta quarta-feira, em Londres, numa reunião entre delegações dos EUA, do Reino Unido e da Ucrânia, entre outros países europeus, onde era previsto estarem reunidos os respetivos ministros dos Negócios Estrangeiros, mas que agora são representados por outros oficiais.

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