Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a guerra na Ucrânia ao longo do dia de ontem, quinta-feira.

    São como “o azeite e o vinagre”: Trump diz que preferia não estar presente num eventual encontro entre Putin e Zelensky

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que se passou até agora

    • O Presidente russo, Vladimir Putin, propõe um potencial acordo de paz que inclui a retirada de forças ocidentais da Ucrânia e a sua exclusão da NATO, além de reivindicar a região do Donbass, que compreende Donetsk e Luhansk. Esta proposta surge após negociações com o presidente dos EUA, Donald Trump, que, segundo informações, discutiram a possível renúncia russa às regiões de Kherson e Zaporíjia.
    • Donald Trump, no correr das negociações de paz, pretende afastar-se das conversas diretas entre a Rússia e a Ucrânia, permitindo que os líderes de ambos os países conduzam uma reunião bilateral. Estão a considerar uma cimeira trilateral posterior, que incluiria Trump, a fim de facilitar um acordo entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky.
    • O governo da Polónia protestou junto de Moscovo após a explosão de um drone russo no seu território, que classificou como uma “provocação deliberada”. O incidente, reconhecido pelas autoridades polacas como parte de uma “guerra híbrida”, coloca em questão a credibilidade da Rússia como participante confiável em qualquer processo de paz.
    • A Hungria criticou a União Europeia por não reagir a um alegado ataque ucraniano ao gasoduto de Druzhba, o que afeta a segurança energética do país. O ministro húngaro dos Negócios Estrangeiros acusou a UE de privilegiar os interesses ucranianos sobre os dos Estados-membros e anunciou que a Hungria pretende permanecer desvinculada do conflito russo-ucraniano.

    [Governo decide que é preciso invadir a embaixada para pôr fim ao sequestro. É chamada uma nova força de elite: o Grupo de Operações Especiais. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. Ouça no site do Observador o quinto episódiodeste podcastplus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui]

  • Comissário europeu para a Defesa questiona se Putin é "o verdadeiro patrão" do Kremlin

    O comissário europeu para a Defesa e o Espaço, Andrius Kubilius, lançou uma farpa para Vladimir Putin e a Rússia, questionando se o “verdadeiro patrão do Kremlin” era “Putin ou Lavrov?”.

    “Como é possível alguém negociar alguma coisa com Putin, se após a reunião entre Putin e Trump, Lavrov nega publicamente tudo o que Putin prometeu a Trump na reunião bilateral?”, provocou o comissário.

    “Se calhar, Putin não é o verdadeiro chefe do Kremlin?”, ironizou ainda.

  • Zelensky concorda com Trump sobre Ucrânia não ter tido permissão para contra-atacar

    Numa mensagem de vídeo publicada no seu canal de Telegram, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que Donald Trump estava “absolutamente certo” ao dizer que a Ucrânia não tinha permissão para contra-atacar, sublinhando que a força não pode ser usada “só à defesa”.

    “Esta guerra tem de acabar. Temos de pressionar a Rússia para que ponha fim à guerra. Putin não percebe nada senão força e pressão”, disse Zelensky

    “Mas, ao mesmo tempo, não reduzimos os esforços diplomáticos em todos os nossos contactos com os parceiros, para que as negociações continuem a decorrer”, sublinhou ainda assim Zelensky.

    O líder contou que os vários responsáveis militares estavam a trabalhar nos componentes das “garantias de segurança” para a Ucrânia.

    “Armas, financiamento, interação com os nossos parceiros, forças no terreno, no ar, no mar. E todos os dias haverá novas medidas por parte dos parceiros em apoio à Ucrânia — terei muito trabalho diplomático pela frente”, acrescentou Zelensky.

  • Polónia protesta junto de Moscovo após queda de drone no seu território

    A Polónia enviou uma nota de protesto a Moscovo após a queda e explosão de um drone no leste do país, informou hoje o Ministério dos Negócios Estrangeiros polaco, classificando o incidente como uma “provocação deliberada”.

    Um drone russo, segundo Varsóvia, explodiu durante a noite de terça para quarta-feira num campo de milho perto de Osiny, na região de Lublin, a cerca de 100 quilómetros de Varsóvia e a uma distância semelhante das fronteiras com a Ucrânia e a Bielorrússia.

    A explosão do drone, que o Ministério Público polaco disse ter tido origem provável na Bielorrússia, não causou vítimas.

    De acordo com os militares polacos, tratava-se de um drone chamariz desarmado, mas que transportava uma ogiva autodestrutiva.

    “Este acontecimento é uma provocação deliberada da Federação Russa, um elemento de guerra híbrida e um novo ato altamente hostil contra a República da Polónia, bem como contra os países europeus”, acusou um porta-voz da diplomacia de Varsóvia aos jornalistas.

    Segundo Pawel Wronski, a Polónia instou a Rússia “a fornecer explicações sobre este incidente e a interromper este tipo de ações provocatórias”.

    O porta-voz afirmou ainda que “este acontecimento põe em causa a credibilidade da Federação Russa como participante fiável em qualquer processo de paz”, referindo-se às conversações em curso, promovidas pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, com a participação de líderes europeus, sobre o fim do conflito na Ucrânia.

  • Hungria critica "silêncio" de Bruxelas a ataque ucraniano a gasoduto

    O ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Peter Szijjartó, criticou a falta de reação da União Europeia ao ataque ucraniano desta semana ao gasoduto de Druzhba, que fornece a Hungria.

    “Em janeiro, a Comissão Europeia comprometeu-se a apoiar os Estados-Membros caso a segurança energética dos Estados-Membros fosse atacada de fora da União Europeia. No entanto, a Comissão Europeia permaneceu em silêncio”, disse Szijjartó.

    “A Comissão Europeia, Bruxelas e a Sra. Von der Leyen representam os interesses da Ucrânia e não os da União Europeia, e de certeza que não os dos estados-membros da UE. Isto pode ser visto quando a União Europeia está a ser arrastada para uma guerra por causa da Ucrânia, ou pode ser visto no próximo período orçamental de sete anos, em que não foi o orçamento da União Europeia, mas praticamente o orçamento da Ucrânia que foi elaborado”, acrescentou.

    “A Ucrânia lançou um ataque contra a segurança energética da Hungria. Isto é inaceitável. Se alguém ataca a nossa segurança energética, na realidade, está a atacar a nossa soberania”, criticou o ministro, tendo apelado “firmemente à Ucrânia para que pare de pôr em risco a segurança energética da Hungria”.

    “A guerra entre a Ucrânia e a Rússia é uma guerra da qual queremos ficar fora. Apelamos aos ucranianos para que não nos arrastem para esta guerra e não queremos que o povo húngaro pague um preço ainda mais alto por uma guerra com a qual não temos absolutamente nada a ver”, acrescentou.

  • Putin quer região do Donbass e Ucrânia fora da NATO e sem tropas ocidentais

    As novas exigências do Presidente russo, Vladimir Putin, para a Ucrânia incluem a região do Donbas — regiões de Donetsk e Luhansk — e que a Ucrânia seja neutral, fora da NATO e sem tropas ocidentais dentro do país, segundo três fontes próximas do Kremlin citadas pela Reuters.

    Em comparação com as exigências apresentadas em junho do ano passado, a Rússia passa a abdicar das regiões de Kherson e Zaporíjia, a maioria dos quais controla militarmente.

    Segundo a agência, Putin e o homólogo norte-americano, Donald Trump, terão discutido estas exigências durante a reunião entre ambos, à procura de um compromisso de como a Ucrânia pode ficar num eventual acordo.

  • Donald Trump deve afastar-se da participação nas negociações de paz entre Rússia e Ucrânia

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, deve afastar-se da participação direta nas negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, de acordo com fontes próximas citadas pelo jornal The Guardian.

    O plano de Trump, segundo conta o jornal britânico, é que o chefe norte-americano deixe agora os líderes de ambos os países combinarem uma reunião bilateral, com a possibilidade de uma reunião a três incluindo o norte-americano deixada para depois do primeiro encontro entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky.

  • Trump critica Biden por não deixar a Ucrânia "contra-atacar" contra a Rússia

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a atacar ao seu antecessor, Joe Biden, numa publicação na rede social Truth Social, chamando-lhe de “desonesto e extremamente incompetente” por não deixar “a Ucrânia contra-atacar, apenas defender-se”

    “É muito difícil, se não impossível, ganhar uma guerra sem atacar o país invasor. É como uma grande equipa desportiva que tem uma defesa fantástica, mas não pode jogar no ataque. Não há hipótese de ganhar!”, criticou o líder norte-americano, questionando a política de Biden.

    “Como é que isso acabou? Independentemente disso, esta é uma guerra que NUNCA teria acontecido se eu fosse presidente – ZERO HIPÓTESE”, concluiu.

    Donald Trump/Truth Social

  • Rússia precisaria de mais quatro anos para ocupar todo o Donbass, diz Zelensky

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, diz que a Rússia precisaria de mais quatro anos para ocupar toda a região do Donbass. Neste momento, as forças russas já controlam toda a região de Lugansk e cerca de 70% da região de Donetsk.

    “Eu expliquei ao Presidente Donald Trump que declarações [dos responsáveis da Rússia] sobre ocuparem o nosso Donbass até o final de 2025 são apenas conversa”, disse Zelensky, citado pelo Kyiv Independent, num encontro com jornalistas esta quinta-feira.

    O presidente ucraniano acredita que a Rússia vai insistir na retirada completa das forças ucranianas da região de Donetsk que ainda estão sob controlo de Kiev como uma condição fundamental de um acordo de paz. “Acho que isso é algo que eles inventaram como uma vitória”, vincou.

    Zelensky reiterou que está disposto a discutir questões territoriais diretamente com o presidente russo Vladimir Putin durante uma possível reunião presencial.

  • Lavrov acusa Coligação dos Disponíveis de minar os "progressos" que Trump e Putin fizeram no Alasca

    O ministro dos Negócios Estrangeiros voltou a recusar a presença de tropas internacionais na Ucrânia e acusou os países ocidentais que propõem essa solução de estarem a minar os “progressos” alcançados por Putin e Trump no Alasca.

    “A chamada Coligação dos Disponíveis está a tentar alterar o foco da resolução das causas de raiz. Espero que este aventureirismo europeu falhe”, criticou Sergey Lavrov, em declarações citadas pela Sky News.

  • Ucraniano suspeito de ter provocado explosões no Nord Stream foi detido em Itália

    Os procuradores alemães anunciaram hoje que foi detido em Itália um cidadão ucraniano suspeito de ter estado envolvido nas explosões subaquáticas que danificaram os gasodutos Nord Stream em 2022. Os Nord Stream conectam a Alemanha à Rússia através do Mar Báltico e asseguram o fornecimento de gás natural russo diretamente à Europa Central.

    O homem foi identificado apenas como Serhii K e as autoridades alemãs acreditam que é um dos responsáveis pelo plano e a sua operacionalização. Foi detido durante a madrugada na província de Rimini, no norte de Itália, cita a Associated Press.

  • Rússia bateu "anti-record louco", "como se não houvesse esforços globais para acabar a guerra", acusa Zelensky

    Volodymyr Zelensky criticou o ataque russo da passada madrugada, dizendo que o “Exército russo bateu um dos anti-recordes loucos”. Segundo os números das Forças Armadas ucranianas, o número de drones e mísseis nos fez do ataque desta madrugada, o terceiro maior ataque aéreo noturno de três anos e meio de guerra

    O ataque russo atingiu “infraestruturas civis, edifícios residenciais e o nosso povo”, relatou o Presidente ucraniano, que detalhou que a fábrica atingida em Mukachevo, era “apoiada por investimentos norte-americanos” e que se tratava de um “negócio civil normal”, que produzia “items quotidianos como máquinas de café”. Atualizou ainda o número de feridos neste ataque para 15 — anteriormente tinham sido relatados doze feridos.

    “E os russos conduziram este ataque como se nada tivesse mudado, como se não houvesse esforços globais para parar esta guerra”, escreveu ainda o líder ucraniano nas suas redes sociais. “Continua a não haver sinal de Moscovo de que pretendem realmente empenhar-se em negociações substanciais e acabar esta guerra”, acrescentou.

  • Rússia lançou 574 "drones" e 40 mísseis no maior ataque à Ucrânia desde julho

    A Força Aérea Ucraniana disse hoje que a Rússia lançou 574 drones e disparou 40 mísseis contra a Ucrânia durante a noite de quarta-feira, tendo provocado a morte de uma pessoa na zona ocidental do país.

    De acordo com um comunicado da Força Aérea de Kiev, este foi o maior ataque aéreo da Rússia desde julho.

  • Yermak diz que Budpeste não está "entre os destinos favoritos" para encontro com Putin

    O chefe de gabinete de Volodymyr Zelensky afirmou acreditar que Volodymyr Zelensky e Vladimir Putin irão mesmo encontrar-se num formato bilateral, “seguido rapidamente de uma cimeira trilateral com Trump”. No entanto, o local da reunião ainda não está decidido, relatou Andriy Yermak.

    As opções em cima da mesa incluem “Genebra, Istambul, o Vaticano e Arábia Saudita”, elencou Yermak, em entrevista ao Corriere della Sera. Sobre a preferência russa de que o encontro fosse em Moscovo, o braço direito de Zelensky afirmou que essa hipótese não foi discutida. Já sobre a preferência da Casa Branca, de realizar a reunião em Budapeste, Yermak admitiu que a capital húngara “não está entre os destinos favoritos”.

    “[Essa opção] foi mencionada. Obviamente, há a memória do acordo quebrado de 1994”, justificou o chefe de gabinete, referindo-se ao Memorando de Budapeste, em que a Ucrânia aceitou abdicar das suas armas nucleares, em troca da proteção contra ataques russos. O acordo foi quebrado em 2014, quando a Rússia invadiu a Crimeia.

  • Zelensky pediu a Trump para que Hungria permita adesão à UE

    O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse hoje que pediu ao chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, para convencer a Hungria a desbloquear o processo de adesão da Ucrânia na União Europeia.

    O governo de Budapeste, liderado por Viktor Órban, que mantém relações estreitas com o Preside dos Estados Unidas, demonstrou reiteradamente nos últimos meses oposição à entrada da Ucrânia na União Europeia.

  • Ministro húngaro nega relatos de conversa entre Orbán e Trump, mas diz que há disponibilidade para receber cimeira Zelensky-Putin

    Peter Szijjarto, ministro dos Negócios Estrangeiros da Hungria, negou hoje que o governo de Viktor Orbán tenha sido contactado pela Casa Branca para receber a cimeira que Donald Trump está a organizar entre Vladimir Putin e Volodymyr Zelensky.

    “Quero deixar claro que não houve essa chamada. Não houve. Ponto final”, declarou, no seu podcast diário, citado pela Reuters, contrariando a informação divulgada ontem pela imprensa internacional. Ainda assim, o chefe da diplomacia húngara assegurou que Budapeste está de portas abertas à possibilidade de receber o encontro.

    “Se formos precisos, estamos prontos para providenciar condições justas e seguras para essas negociações de paz. Estamos satisfeitos de pudermos contribuir para o sucesso dos esforços da paz”, afirmou Szijjarto.

  • Pentágono terá informado aliados que Estados Unidos terão "papel mínimo" nas garantias de segurança à Ucrânia

    O subsecretário da Defesa Elbridge Colby informou ontem os chefes do Estado-Maior dos restantes países da NATO que os Estados Unidos irão desempenhar um papel mínimo nas garantias de seguranças prometidas pelos aliados à Ucrânia. A informação foi transmitida durante a reunião dos chefes da NATO, depois de Colby ter sido pressionado pelos líderes do Reino Unido, França, Alemanha e Finlândia a partilhar os detalhes do plano norte-americano, e revelada pelo Politico, que cita um responsável europeu e uma pessoa com conhecimento das conversas.

    “Há uma realidade crescente de que será a Europa a fazer isto acontecer no terreno. Os EUA não estão totalmente comprometidos com nada”, relatou um diplomata da NATO ao jornal. O sentimento de preocupação de que a Europa terá de acartar a maior parte da responsabilidade começa a generalizar-se, confirmaram outros seis responsáveis, europeus e norte-americanos.

  • Ataques russos no extremo oeste da Ucrânia matam uma pessoa em Lviv

    Numa semana em que as negociações para pôr fim à guerra na Ucrânia se intensificaram, os ataques aéreos russos durante a noite não abrandaram. Esta madrugada, a defesa ucraniana detetou uma vaga de drones Shahed e “alvos de alta velocidade” no espaço aéreo que atingiram alvos nas zonas mais a oeste da Ucrânia, na direção oposta da frente de batalha.

    Em Mukachevo, perto da fronteira com a Hungria, foi atingida uma fábrica de aparelhos eletrónicos. Doze pessoas ficaram feridas e deflagraram vários incêndios, relata o Kyiv Independent. Já em Lviv, um ataque com mísseis cruzeiros atingiu a rua Olena Stepanivna — que já tinha sido atingida no mês passado — matando pelo menos uma pessoa e fazendo outros dois feridos, informou o autarca de Lviv, citado pelo Ukrainska Pravda.

  • Bom dia! Abrimos este liveblog para continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia ao longo desta quinta-feira. Para recordar o que aconteceu ontem, pode conferir este outro artigo em direto, que agora arquivamos.

    Moscovo rejeita discussão sobre garantias de segurança sem a Rússia

1 de 1