Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Os chefes do Estado-Maior das Forças Armadas dos 32 aliados da NATO reafirmaram o seu apoio a uma paz “justa, credível e duradoura” na Ucrânia. Na primeira reunião que contou com o novo comandante supremo aliado Alexus Grynkewich, o presidente do Comité Militar da NATO, almirante Giuseppe Cavo Dragone, destacou a coragem dos militares ucranianos e a unidade entre os países membros da aliança.
    • A Polónia expressou protesto formal contra a queda de um drone russo no seu território, que provocou danos materiais mas não feridos. O ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Radosław Sikorski, sublinhou que a missão prioritária da Polónia é a defesa do seu território, destacando a importância da segurança nacional no âmbito da NATO.
    • A Rússia rejeitou discutir garantias de segurança para a Ucrânia sem a sua participação, considerando inválidas tais discussões. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, sublinhou que é impensável tratar tais questões sem incluir a posição russa, reforçando a sua intenção de participar no processo de paz.
    • Donald Trump contactou o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, para pressionar a aceitação da adesão da Ucrânia à União Europeia, após um pedido dos líderes europeus. A Hungria mostrou interesse em sediar uma reunião entre os presidentes da Ucrânia e da Rússia, um movimento que poderá servir os esforços diplomáticos para resolver o conflito.

    [Governo decide que é preciso invadir a embaixada para pôr fim ao sequestro. É chamada uma nova força de elite: o Grupo de Operações Especiais. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto uma embaixada em Lisboa e esta execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. Ouça no site do Observador o quinto episódiodeste podcastplus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui e o quarto aqui]

  • Encerramos aqui o liveblog desta quarta-feira. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia neste novo artigo em direto.

    Ataque russo mata uma pessoa e faz dois feridos em Lviv. Outras 12 pessoas ficaram feridas durante a noite

  • Chefes do Estado-Maior da NATO reiteram apoio a paz “justa, credível e duradoura” na Ucrânia

    Os chefes do Estado-Maior das Forças Armadas dos 32 aliados da NATO reiteraram hoje o apoio a uma paz “justa, credível e duradoura” na Ucrânia, destacando a coragem dos militares ucranianos que combatem a invasão russa.

    “Reafirmamos o nosso apoio. A prioridade continua a ser uma paz justa, credível e duradoura”, afirmou o presidente do Comité Militar da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental), o almirante Giuseppe Cavo Dragone, numa mensagem publicada nas redes sociais após a reunião convocada por videoconferência para abordar a situação na Ucrânia, perante os esforços diplomáticos para alcançar a paz.

    O almirante italiano emitiu também palavras de apoio aos militares ucranianos: “Os nossos pensamentos estão com os bravos homens e mulheres ucranianos. Admiramos a sua incansável coragem na defesa do seu país”.

    Esta reunião foi a primeira do organismo militar em que participou o novo comandante supremo aliado, Alexus Grynkewich, que apresentou uma atualização sobre o cenário de segurança da NATO.

    Além disso, o presidente do Comité Militar da NATO valorizou o “diálogo franco” entre os responsáveis da Defesa dos países aliados e invocou a unidade no seio da Aliança Atlântica.

    “Estamos unidos, e essa unidade foi claramente sentida hoje, como sempre”, sublinhou.

  • Negócios Estrangeiros da Polónia prometem nota formal de protesto por queda de drone russo

    A Polónia promete emitir uma nota formal de protesto pela queda do drone russo no território do país, anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros, Radosław Sikorski na rede social X.

    “A mais recente violação do nosso espaço aéreo pelo Leste confirma que a missão mais importante da Polónia em relação à NATO é a defesa do nosso próprio território”, acrescentou.

  • Um drone caiu na Polónia durante esta noite. País aponta o dedo à Rússia

    Um drone caiu e explodiu na zona leste da Polónia durante a noite de terça para quarta-feira, segundo as autoridades polacas, que apontam o dedo à Rússia por violar o espaço aéreo do país.

    Segundo o procurador Grzegorz Trusiewicz, o drone caiu e deixou uma cratera de cerca de 5 a 6 metros e 50 a 60 centímetros de profundidade. O jornal The Guardian refere que não houve ferimentos e que causou apensas janelas partidas.

    Mais tarde, o ministro da Defesa da Polónia, Władysław Kosiniak-Kamysz, apontou o dedo à Rússia, acusando de “provocar novamente países da NATO depois de incidentes de drone que ocorreram na Roménia, na Lituânia e na Letónia”.

    “Isto está a acontecer num momento particularmente importante, em que estão em curso discussões sobre a paz. Isto está a acontecer num momento em que há esperança de que a guerra iniciada pela Rússia — uma guerra contra o Estado ucraniano, mas também uma guerra que ameaça a segurança dos países da NATO — tenha a possibilidade de chegar ao fim”, acrescentou, citado pelo The Guardian.

  • Trump terá pressionado Orbán a aceitar Ucrânia na UE

    Donald Trump terá ligado a Viktor Orbán na segunda-feira, após a conversa com Volodymyr Zelensky e os líderes europeus, dizem fontes anónimas ouvidas pela Bloomberg. O objetivo da chamada terá sido pressionar o primeiro-ministro húngaro sobre a inclusão da Ucrânia na União Europeia.

    A chamada terá ocorrido depois de os líderes europeus pedirem para que o Presidente norte-americano usasse a sua influência para pressionar Orbán a abandonar a sua oposição à candidatura da Ucrânia à União Europeia. Terá sido nesta conversa que a Hungria terá manifestado interesse em sediar uma próxima ronda de negociações entre Putin e Zelensky.

    De acordo com a Bloomberg, o primeiro-ministro húngaro não confirmou a chamada, e a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, recusou-se na terça-feira a informar se Budapeste estava a ser considerada para o encontro entre Putin e Zelensky.

  • Reino Unido aplica novas sanções a redes de criptomoedas exploradas pela Rússia

    O Reino Unido anunciou esta quarta-feira novas sanções a redes de criptomoeadas exploradas pela Rússia. De acordo com o comunicado, a ação visa acabar com a tentativa do país de evitar as mais de 2700 sanções, ao explorar o sistema financeiro Kyrgyz e redes de criptomoedas. “A Rússia recorreu ao setor financeiro Kyrgyz para canalizar dinheiro por meio de redes financeiras obscuras, inclusive por meio do uso de criptomoedas. Essas redes criaram um esquema complexo para driblar as sanções impostas pelo Reino Unido e seus parceiros”, diz o comunicado do governo britânico.

    “A ação de hoje concentra-se no Capital Bank, sediado no Quirguistão, e em seu diretor, Kantemir Chalbayev, que a Rússia utiliza para pagar por suprimentos militares. As sanções também atingiram as corretoras de criptomoedas Grinex e Meer, a infraestrutura por trás de um novo token de criptomoeda A7A5 lastreado em rublos, que movimentou 9,3 mil milhões de dólares numa corretora dedicada em apenas quatro meses e foi projetada especificamente como uma tentativa de driblar as sanções ocidentais.”

    O comunicado diz ainda que “manter a pressão sobre a máquina de guerra russa é vital para reforçar os esforços do Presidente Trump para interromper a matança na Ucrânia e forçar Putin a se envolver em negociações significativas. É também um passo crucial para a segurança no Reino Unido e em outros lugares.”

  • Kremlin diz estar consciente das tentativas "desajeitadas" da UE para mudar posição de Trump sobre a guerra

    O ministro russo dos Negócios Estrangeiros disse ainda que está consciente das tentativas “desajeitadas” da UE de mudar a posição de Donald Trump em relação à guerra na Ucrânia.

    Sergei Lavrov alertou para a necessidade de preparar cuidadosamente qualquer eventual reunião entre os mais altos representantes de Rússia e Ucrânia, que considera que deverá ser o culminar do processo negocial entre os dos países.

  • Moscovo rejeita discussão sobre garantias de segurança sem a Rússia

    A Rússia advertiu hoje que qualquer discussão sobre as garantias de segurança ocidentais a oferecer à Ucrânia sem considerar a posição de Moscovo será inválida.

    “O Ocidente compreende perfeitamente que discutir seriamente garantias de segurança sem a Rússia é utópico, é um caminho que não leva a lado nenhum”, declarou o chefe da diplomacia russa, Serguei Lavrov, após conversações com o homólogo jordano, Ayman Safadi, em Moscovo.

    “Não podemos aceitar que as questões de segurança coletiva sejam agora abordadas sem a Rússia”, disse Lavrov, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).

  • Primeiro-ministro da Polónia é contra reunião Putin-Zelensky na Hungria

    O primeiro-ministro polaco mostrou-se contra a hipótese de a Hungria receber um encontro entre os Presidentes russo e ucraniano, como o líder norte-americano terá sugerido.

    “Budapeste? Nem todos se lembrarão disto, mas em 1994 a Ucrânia já recebeu garantias de integridade territorial dos EUA, da Rússia e do Reino Unido. Em Budapeste”, escreveu na rede social X. Donald Tusk referia-se ao memorando de Budapeste, que estabeleceu que Kiev abdicava do seu arsenal nuclear em troca de garantias de segurança. O acordo foi violado pela Rússia em 2014 com a anexação da península da Crimeia.

    “Posso estar a ser supersticioso, mas desta vez eu tentaria encontrar outro lugar”, acrescentou.

  • Após noite de ataques russos, Zelensky pede garantias de segurança fortes para assegurar paz "duradoura"

    O Presidente ucraniano denunciou uma nova noite de ataques russos que provocaram vários feridos, incluindo três crianças de cinco meses, quatro e seis anos na região de Sumy. Volodymyr Zelensky também deu conta de um ataque a uma estação de distribuição de gás em Odesa e de bombardeamentos em Chernihiv, Kharkiv e Poltava. “No total, foram usados mais de 60 drones e um míssil balístico”, escreveu na rede social X.

    “Todas estes são ataques demonstrativos que só confirmam a necessidade de pressionar Moscovo, a necessidade de impor sanções e tarifas até que a diplomacia seja totalmente eficaz”, sublinhou o líder ucraniano, defendendo que são precisas “garantias de segurança fortes para assegurar uma paz verdadeiramente confiável e duradoura”.

  • Papa Leão pede um dia de jejum e orações pela paz na Ucrânia e Médio Oriente

    O Papa Leão pediu aos católicos que cumpram na sexta-feira um dia de jejum e orações pela paz na Ucrânia, Médio Oriente e outros países afetados pela guerra.

    “A nossa Terra continua ferida pelas guerras na Terra Santa e na Ucrânia e em muitas outras regiões … Convido todos os fiéis a viver o dia 22 de agosto em jejum e oração”, disse, segundo a Reuters, na audiência semanal no Vaticano.

  • "Faixa fortaleza". A última linha ucraniana que Putin não consegue conquistar pela força e quer ganhar nas negociações

    São 50 quilómetros e quatro cidades, urbanizadas e fortemente militarizadas. Rússia não consegue furar defesa e tenta a via diplomática. Mas controlo russo da faixa pode ameaçar Ucrânia no futuro.

    “Faixa fortaleza”. A última linha ucraniana que Putin não consegue conquistar pela força e quer ganhar nas negociações

  • A linha fortificada no Donbass que Putin não quebra

    A Ucrânia construiu uma eficaz linha defensiva ao longo de 50 km. Putin procura vencer a resistência através de um acordo. Madalena Moreira, jornalista, é a convidada.

    A linha fortificada no Donbass que Putin não quebra

  • Polícia ucraniana denuncia que ataque russo provocou 12 feridos na região de Sumy

    Pelo menos 12 pessoas, incluindo duas crianças, ficaram feridas num ataque russo que atingiu a cidade de Okhtyrka, na região de Sumy, denunciou a Polícia Nacional da Ucrânia.

    “O inimigo lançou um ataque de drones em larga escala na cidade de Okhtyrka na noite passada… Doze pessoas ficaram feridas no ataque, incluindo duas crianças. Um prédio alto, de 13 apartamentos, uma construção anexa e uma garagem ficaram danificados”, escreveu a força policial no Telegram.

  • Ucrânia diz que ataque russo danificou infraestrutura portuária em Odessa e provocou um ferido

    A administração militar do distrito de Izmail denunciou que um ataque russo danificou uma infraestrutura portuária na região de Odessa e provocou um ferido, “apesar da resposta ativa da defesa aérea”. Segundo as autoridades locais, foram usados drones Shahed kamikaze.

    “A infraestrutura portuária foi danificada no ataque. Deflagraram incêndios, que estão a ser extintos por unidades do Serviço Estatal de Emergência da Ucrânia na região de Odessa”, escreveu a administração militar no Telegram.

  • Trump questionou Órban sobre bloqueio da adesão de Kiev à UE

    Quando o Presidente norte-americano recebeu o homólogo ucraniano e vários líderes europeus na Casa Branca na segunda-feira, um encontro que durou várias horas, interrompeu os trabalhos para fazer uma chamada para o líder russo. Não terá, porém, sido o único telefonema do dia. Segundo a Bloomberg, Donald Trump ligou também para o primeiro-ministro da Hungria.

    A Bloomberg noticiou que Trump ligou a Viktor Órban para o questionar sobre o bloqueio da adesão da Ucrânia à União Europeia. Isto depois dos líderes europeus que viajaram até Washington para apoiar Volodymyr Zelensky nas negociações terem pedido que o líder norte-americano usasse a sua influência para pressionar o húngaro a aceitar a integração ucraniana no bloco comunitário.

    Durante a conversa Orbán também terá mostrado disponibilidade em acolher um eventual encontro entre os Presidentes ucraniano e russo, que Trump disse nos últimos dias estar a organizar.

  • Bom dia,

    Abrimos este liveblog para acompanhar os últimos desenvolvimentos sobre a guerra na Ucrânia.

    Pode recordar nesta ligação as notícias que marcaram o dia de ontem, terça-feira.

    Trump assegura que Putin e Zelensky estão “no processo” de organizar uma reunião

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