Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com a instabilidade geopolítica internacional ao longo do dia de ontem, quinta-feira.

    Numa escala de 1 a 10, Trump dá “12 a 15” à intervenção militar dos EUA contra o Irão

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que aconteceu até agora:

    • Os Estados Unidos e Israel intensificaram a sua ação militar contra o Irão, com as Forças de Defesa de Israel a realizarem uma “onda de ataques de larga escala” contra Teerão, visando infraestruturas do regime iraniano. A operação tem como objetivo destruir centros de comando e outras instalações críticas, num esforço conjunto para debilitar as capacidades militares iranianas.
    • A resposta iraniana incluiu uma nova vaga de ataques, com a Guarda Revolucionária a lançar operações combinadas de mísseis e drones contra posições de Israel e bases norte-americanas no Golfo. Esta escalada de violência continua a provocar tensão na região, afetando diretamente civis e infraestruturas críticas dos países envolvidos.
    • O Secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, afirmou que a campanha militar dos EUA e Israel está longe de terminar, prometendo uma intensificação das operações para garantir a derrota do regime iraniano. A confiança nos recursos militares norte-americanos foi destacada, sublinhando a capacidade dos EUA de sustentarem uma guerra prolongada.
    • A NATO condenou os ataques indiscriminados perpetrados pelo Irão na região, mas o artigo 5º da aliança, que compromete todos os seus membros a uma defesa conjunta em caso de ataque, não está em discussão neste momento. A reação da NATO tem como foco o reforço das defesas antimísseis na região e o apoio aos aliados afetados, sem envolvimento direto no conflito.

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  • Trump promete "imunidade" a militares iranianos que se rendam

    Ainda esta tarde, durante o discurso que fez durante a receção à equipa de futebol do Inter de Miami, Donald Trump voltou a apelar aos militares e à Guarda Revolucionária do Irão que se rendam, prometendo-lhes imunidade caso abandonem as armas.

    “Vamos dar-vos imunidade”, afirmou, sublinhando que caso se rendessem estariam a ficar do “lado certo da história” e teriam a garantia de estar “em perfeita segurança”. Caso contrário, “enfrentaram a morte garantida”.

    “Também apelamos aos diplomatas iranianos por todo o mundo que peçam asilo e nos ajudem a moldar um novo e melhor Irão, com grande potencial. É um país com grande potencial. Há um futuro muito melhor para o Irão. Está a começar agora. Vai ser, penso eu, um grande futuro”, afirmou.

  • Kuwait diz ter repelido ataque de míssil; sirenes de alerta soam no Bahrain

    Continua a avolumar-se a tensão nos países do Golfo, de acordo com a Al Jazeera.

    O Ministério da Defesa do Kuwait disse que a defesa aérea do país conseguiu repelir o ataque de um míssil que penetrou no espaço aéreo do Kuwait.

    No Bahrain, soaram esta noite as sirenes de alerta, com avisos para que os cidadãos e residentes procurem abrigo.

    Os Estados Unidos estarão, ao mesmo tempo, a evacuar a sua embaixada no Kuwait.

  • Curdos. A ambiciosa e arriscada aposta dos EUA e de Israel para derrotarem a República Islâmica e o regime dos ayatollahs

    “Seria fantástico” para Trump que os curdos iniciassem uma revolta no Irão, que ajudaria a derrotar o regime dos ayatollahs. Grupo étnico mantém reservas e não esquece histórico de abandono dos EUA.

    Curdos. A ambiciosa e arriscada aposta dos EUA e de Israel para derrotarem a República Islâmica e o regime dos ayatollahs

  • Secretário da Defesa dos EUA: "Ainda agora começámos a lutar. Se acham que viram alguma coisa, esperem"

    O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, está neste momento a dar uma conferência de imprensa ao lado do almirante Brad Cooper, comandante do Comando Central dos EUA, que está a conduzir as operações militares no Irão.

    Depois de longos elogios à robustez e à ferocidade dos militares norte-americanos na missão no Irão, Hegseth diz que o Irão está a cometer um “grave erro de análise” ao considerar que os EUA estão a esgotar a sua capacidade militar.

    “O Irão espera que não consigamos aguentar isto”, afirma o governante. “Não falta vontade americana”, acrescenta, dizendo que os EUA vão honrar os seis militares que morreram aumentando a dedicação à missão.

    “A nossa vantagem continua a aumentar”, afirma Hegseth, destacando que as munições à disposição dos EUA permitem continuar a guerra “enquanto for preciso”.

    “Ainda agora começámos a lutar. Se acham que viram alguma coisa, esperem”, sustenta o governante, acrescentando que os EUA têm capacidade para controlar o calendário da guerra.

    Ao seu lado, o almirante Brad Cooper destacou que, desde o primeiro dia até agora, os ataques iranianos com mísseis balísticos reduziram em 90%, enquanto os ataques com drones reduziram 83%. Além disso, mais de 30 naviso já foram destruídos.

    Cooper destacou ainda o apelo ao povo iraniano para que fique nas suas casas enquanto os EUA e Israel continuam a combater o regime iraniano, antes de saírem à rua para tomar o controlo do país.

  • Congresso rejeita resolução para limitar poderes de Trump na guerra contra o Irão

    O Congresso norte-americano voltou a rejeitar uma resolução para limitar os poderes do Presidente Donald Trump na guerra no Médio Oriente.

    Com 219 votos contra e 212 a favor, a resolução que obrigaria Trump a pedir autorização ao Congresso para qualquer ação militar contra o Irão foi rejeitada.

    A votação dividiu-se, praticamente, de acordo com a divisão partidária: apenas quatro democratas votaram contra e dois republicanos a favor.

  • Trump usa discurso a jogadores de futebol para elogiar poderio militar americano

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, está a receber na Casa Branca a equipa de futebol Inter de Miami (onde joga Lionel Messi), vencedora da última edição da MLS, e aproveitou o arranque do seu discurso aos futebolistas para falar da guerras no Irão.

    Durante a intervenção, Trump repetiu várias vezes que as forças armadas iranianas estão acabadas e que Teerão já não tem força aérea, defesa aérea nem capacidades de comunicação.

    “A marinha deles desapareceu, 24 navios em três dias, são muitos navios”, disse Trump. “Não têm força aérea, não têm defesa aérea, todos os aviões deles desapareceram.”

    Trump acrescentou ainda que 60% dos mísseis iranianos e 64% dos lançadores de mísseis também foram destruídos.

    “Mas eles são duros e querem lutar”, acrescentou.

    Trump gabou-se ainda do poderio militar norte-americano, ao mesmo tempo que admitiu: “Estamos a usá-lo mais do que eu gostaria de o usar, para ser honesto.”

    Trump aproveitou ainda o discurso para voltar a ameaçar Cuba, dizendo que será o próximo alvo.

  • Portugal repatria 186 pessoas do Médio Oriente

    Os ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Defesa anunciaram hoje que está em curso uma operação de repatriamento de 186 pessoas, quase todos portugueses, com chegada prevista na sexta-feira.

    Segundo comunicado conjunto dos dois ministérios, a operação envolve um avião C130 da Força Aérea Portuguesa e uma aeronave A330 fretada à TAP Air Portugal.

    O voo fretado transporta 147 passageiros, dos quais 139 são portugueses e oito estrangeiros (da Alemanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos da América e Peru), estando a sua hora de chegada por confirmar.

    Na missão que envolve o voo militar seguem 39 passageiros, dos quais 24 são portugueses e 15 estrangeiros (França, Grécia, Brasil e Israel).

    Está previsto que este voo chegue ao Aeroporto de Figo Maduro esta sexta-feira às 05h00 e o secretário de Estado das Comunidades estará presente para receber os cidadãos repatriados.

  • Contrariando sondagens, Trump diz que os americanos "estão a adorar o que está a acontecer" no Irão

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, diz que os norte-americanos estão “a adorar” o que está a acontecer no Irão.

    Numa entrevista ao Politico, Trump desvalorizou as recentes sondagens que indicam que a generalidade dos norte-americanos se opõem à intervenção dos EUA no Irão.

    “As pessoas estão a adorar o que está acontecer”, afirmou Trump, que também prometeu que não se ficará pelo Irão no que toca a derrubar regimes e sugeriu que fará o mesmo em Cuba.

    “Cuba também vai cair”, assinalou Trump.

    “Estamos a abater uma ameaça aos EUA, uma grande ameaça, e a fazê-lo como nunca ninguém o fez antes”, disse ainda, garantindo que os EUA têm “milhares e milhares” de munições enquanto a força militar iraniana está “dizimada”.

  • Soam alarmes em Israel após Irão ter lançado mísseis balísticos

    Estão a soar neste momento os alertas em Telavive, no centro de Israel e na Cisjordânia depois de o Irão ter lançado mísseis balísticos contra o território israelita, diz o jornal Haaretz.

    O mesmo jornal tinha dado conta, antes, de que um míssil balístico iraniano explodiu no centro de Israel sem que tivesse havido um alerta prévio com sirenes.

    A imprensa israelita diz ainda que, depois do início dos ataques contra Beirute, foram também disparados rockets a partir do território libanês contra Israel.

  • Israel está neste momento a atacar Beirute, no Líbano

    Israel está neste momento a atacar a capital do Líbano, Beirute.

    De acordo com o jornal Haaretz, as forças armadas israelitas começaram a “atacar infraestrutura do Hezbollah” nos subúrbios de Beirute, segundo informação dos próprios militares israelitas.

    A Sky News dá conta de que se estão a ouvir explosões na cidade libanesa — num dia em que Israel emitiu ordens de evacuação para os subúrbios da cidade.

  • Alemanha diz que não vai enviar mais forças militares para o Médio Oriente

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Alemanha adiantou hoje que não vai enviar forças militares adicionais para o Médio Oriente.

    “A Alemanha não planeia, neste momento, enviar nenhuma capacidade militar adicional”, disse o ministério em comunicado.

    No comunicado o ministério reiterou as declarações do ministro da Defesa alemão, Boris Pistorius, que no Parlamento declarou que “a Alemanha não é parte deste conflito”.

  • Curdos negam planear enviar elementos armados para o Irão

    O Governo Regional do Curdistão negou os relatos de que está a planear enviar elementos armados para o Irão: “São completamente infundados”. Garantiu numa publicação nas redes sociais que “não faz parte de nenhuma campanha para expandir a guerra e as tensões na região”.

    “Pelo contrário, apelamos à paz e à estabilidade na região. Condenamos veementemente os ataques cobardes contra a Região do Curdistão e apelamos ao governo federal e à comunidade internacional que intervenham a fim de pôr fim a estes ataques e proteger a nossa terra, o nosso povo e a nossa região”, lê-se na publicação.

  • Israel diz que destruiu 80% das defesas aéreas do Irão

    O chefe do Estado-maior israelita disse hoje que Israel já destruiu 80% das defesas aéreas do Irão, alcançando uma “quase total superioridade aérea”.

    O general Eyal Zamir disse ainda, citado pelo New York Times, que Israel destruiu cerca de 60% dos lançadores de mísseis balísticos do Irão.

  • NATO reforça defesa contra mísseis balísticos após ataque a Turquia

    A NATO reforçou a sua defesa contra mísseis balísticos em toda a Aliança, após os ataques iranianos na região que visaram a Turquia, anunciou hoje um porta-voz do Comando Supremo Aliado na Europa (SHAPE).

    O chefe do Comando Aéreo da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) também recomendou que a defesa antimísseis balísticos seja mantida “neste nível elevado até que a ameaça representada pelos contínuos ataques indiscriminados do Irão na região diminua”, indicou o porta-voz do SHAPE, o coronel Martin O’Donnell, na rede social X.

    “Este ajustamento dá ao Comandante Supremo Aliado na Europa exatamente aquilo de que ele precisa para defender a Aliança contra a atual ameaça”, acrescentou.

    Os embaixadores dos 32 Estados-membros da NATO, hoje reunidos em Bruxelas, manifestaram o seu apoio a esta medida e condenaram veementemente o ataque do Irão à Turquia na quarta-feira, sublinhou o porta-voz.

  • "A diplomacia, para já, perdeu a voz". Marcelo critica ataque norte-americano ao Irão

    O Presidente da República criticou o ataque dos Estados Unidos da América ao Irão durante um discurso breve na cerimónia de tomada de posse do general João Cartaxo Alves, novo chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, na segunda-feira.

    “A diplomacia, para já, perdeu a voz, e, com ela, o multilateralismo, as organizações internacionais e os princípios e regras de direito internacional. São invocados quando são para justificar a posteriori factos consumados”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, citado pelo Expresso.

    A cerimónia não contou com jornalistas e só foi anunciada com 45 minutos de antecedência. “O mundo está mais perigoso, mais instável, mais casuístico, a viver de interesses e da sua transação, e com a gestão ao ritmo de um clique de emoção imediatista. Mesmo quando o que se faz parece estratégico e a pensar para além do dia seguinte, logo aparece o desmentido a ritmo alucinante. Dá-se um passo e depois se verá o que fazer”, afirmou.

  • Um travão comercial dos EUA a Espanha é uma "agressão à União Europeia". O que dificulta o embargo que Trump prometeu fazer

    Trump ameaçou travar qualquer negócio com Espanha. Pode não ter legitimidade legal, mas tal pode não impedir que vá para a frente. Mas, mesmo assim, há entraves pelo caminho.

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  • Macron anuncia plano para impedir que o Líbano “seja arrastado para a guerra”

    O Presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou hoje um plano para impedir que o Líbano “seja arrastado para a guerra”, através de apoio às autoridades de Beirute nos seus esforços para desarmar o grupo xiita libanês Hezbollah.

    Numa mensagem nas redes sociais, o Presidente francês afirmou que manteve conversações ao mais alto nível com as “partes interessadas”, com o objetivo de “estabelecer um plano para encerrar as operações militares que o Hezbollah e Israel estão atualmente a realizar em ambos os lados da fronteira”.

    Emmanuel Macron anunciou também o envio imediato de ajuda humanitária para os milhares de deslocados no Líbano, que resultaram da intensificação dos confrontos militares entre as forças israelitas e as milícias do Hezbollah, desde o início da ofensiva israelo-americana contra o Irão, principal aliado do grupo libanês.

    “Pelo Líbano, devemos agir. Tudo deve ser feito para impedir que este país, tão próximo de França, seja arrastado para a guerra”, disse Macron, em resposta a um apelo nesse sentido do homólogo libanês, Josef Aoun.

  • Guerra no Irão avança para a "próxima fase", que inclui "jogadas surpresa", avisa líder militar israelita

    A guerra no Irão está a avançar para a “próxima fase”, que vai incluir “jogadas surpresa”, disse esta quinta-feira o Chefe do Estado-Maior General das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir.

    “Estamos agora a transitar para a próxima fase da campanha, na qual vamos intensificar os ataques contra os alicerces do regime e as suas capacidades militar”, disse Zamir.

    “Temos jogadas surpresa adicionais à nossa disposição, que não pretendo revelar”, afirmou ainda.

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