Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora?

    • Israel anunciou que as suas Forças de Defesa permanecerão em “zonas de segurança” na Faixa de Gaza, no Líbano e na Síria por tempo indeterminado. De acordo com o ministro da Defesa, Israel Katz, estas áreas servirão como tampões para proteger as comunidades israelitas, enquanto se discutem abordagens para a libertação de reféns e o enfraquecimento do Hamas.
    • A ONU e a organização Médicos Sem Fronteiras criticaram as restrições impostas por Israel à entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. Autoridades israelitas têm restringido este acesso como forma de pressão sobre o Hamas, mas alguns organismos internacionais alertam que tal impede a assistência necessária à população palestiniana, agravando a crise humanitária.
    • O enviado especial dos Estados Unidos, Adam Boehler, enfatizou a importância da libertação unilateral de todos os reféns detidos pelo Hamas na Faixa de Gaza como um passo essencial para qualquer eventual acordo. Este posicionamento destaca a tensão nas negociações que buscam pôr fim ao conflito de mais de 18 meses.

    Já saiu o quinto episódio de “O Misterioso Engenheiro Jardim”, o novo PodcastPlus do Observador que conta a história de Jorge Jardim, o empresário que, na verdade, era um agente secreto que liderou missões perigosas em todo o mundo, tentou criar um país e deu início a um clã de mulheres aventureiras. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E pode ouvir aqui o primeiro episódio, aqui o segundo, aqui o terceiro e aqui o quarto episódio]

  • Bom dia. Terminamos aqui a cobertura do conflito no Médio Oriente.

    Pode acompanhar todos os desenvolvimentos desta quinta-feira no liveblog que agora iniciamos. Obrigada por estar connosco.

    Israel queria atacar instalações nucleares iranianas em maio, mas Trump impediu que plano fosse avante

  • Enviado especial dos EUA apela à libertação unilateral de todos os reféns pelo Hamas

    O enviado especial dos EUA para a negociação dos reféns, Adam Boehler, pediu a libertação unilateral de todos os que ainda estão retidos em cativeiro pelo Hamas na Faixa de Gaza.

    Numa entrevista à Al Jazeera, o enviado disse que a libertação dos reféns era “muito importante” antes de se começar a discutir um acordo.

    “O Hamas tem de libertar os reféns. É muito difícil chegar a um acordo se o Hamas estiver a fazer reféns. Eles deviam libertar os reféns”, acrescentou como tendo de ser “o primeiro passo”.

    “O segundo passo é descobrir como será o dia seguinte”, disse ainda.

  • Netanyahu ordena “novas medidas” para libertar os reféns em Gaza

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, ordenou à equipa de negociação que “prossiga os seus esforços” para garantir a libertação dos reféns ainda detidos na Faixa de Gaza, anunciou o seu gabinete.

    “Benjamin Netanyahu realizou esta noite [quarta-feira] uma reunião de avaliação sobre a questão dos reféns com a equipa de negociação e os altos responsáveis do aparelho de segurança”, declarou o seu gabinete em comunicado. “O primeiro-ministro deu instruções para prosseguir as diligências com vista à libertação dos nossos reféns”, acrescentou o comunicado.

    Também nesta quarta-feira o Hamas adiantou que ainda está a preparar a sua resposta à proposta de trégua de Israel na Faixa de Gaza, segundo um responsável do movimento islamita palestiniano à agência de notícias AFP.

    Este responsável reafirmou ainda que está fora de questão que o Hamas negoceie o seu desarmamento, condição imposta por Israel para pôr fim à guerra que dura há 18 meses no território palestiniano.

  • Exército israelita faz de 30% de Gaza “perímetro de segurança”

    O Exército israelita anunciou nesta quarta-feira ter transformado cerca de 30% da Faixa de Gaza num “perímetro de segurança”, uma zona-tampão onde a população palestiniana não pode viver.

    Num comunicado, o Exército indicou igualmente ter atacado cerca de 1.200 “alvos terroristas” a partir do ar e efetuado mais de 100 “eliminações seletivas” desde que retomou a sua ofensiva no território palestiniano, a 18 de março, após um cessar-fogo de dois meses.

    Cerca de 500.000 palestinianos foram obrigados a deslocar-se na Faixa de Gaza desde o fim do cessar-fogo e o recomeço das operações militares israelitas, indicou hoje uma porta-voz do secretário-geral da ONU, António Guterres.

    “Os nossos parceiros humanitários estimam que, desde 18 de março, cerca de meio milhão de pessoas foram deslocadas pela primeira vez ou mais uma vez”, declarou Stéphanie Tremblay, numa altura em que quase todos os mais de dois milhões de habitantes do território palestiniano já tinham sido deslocados, muitos várias vezes, antes do cessar-fogo.

  • Katz diz que forças israelitas vão permanecer em "zonas de segurança" em Gaza, no Líbano e na Síria

    O ministro da Defesa, Israel Katz, anunciou que a presença israelita nas zonas que ocupou na Faixa de Gaza, na Síria e no Líbano vai continuar, sem esclarecer quando ou se iria haver uma retirada.

    “Ao contrário do que acontecia no passado, os [soldados israelitas] não estão a evacuar as zonas que foram libertadas e ocupadas”, disse o ministro citado pela Associated Press.

    Katz sublinhou ainda que as tropas do país “vão permanecer nas zonas de segurança como um tampão entre o inimigo e as comunidades [israelitas] em qualquer situação temporária ou permanente em Gaza – tal como no Líbano e na Síria”.

  • Irão "não está muito longe" de obter armas nucleares, diz chefe da Agência Internacional de Energia Atómica

    O chefe da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, revelou numa entrevista ao Le Monde que o Irão “não está muito longe” de obter armas nucleares através do seu programa nacional, embora admita que há ainda um “longo caminho para percorrer”.

    “Embora o Irão tenha material suficiente para construir não uma, mas várias bombas, ainda não possui armas nucleares. É como um puzzle: têm as peças e, um dia, talvez consigam juntá-las”, revelou.

    A questão tem sido trazida novamente para cima da mesa pelo Presidente norte-americano, Donald Trump e faz parte da monitorização que a empresa está a fazer ao país, com Grossi a voltar ao país já esta quarta-feira.

    Na entrevista dada ao jornal francês, o chefe da agência das Nações Unidas contou ainda que, apesar da AIEA não participar nas negociações diretas que estão a ter lugar entre representantes diplomáticos dos EUA e do Irão, elas não lhes são indiferentes.

    “Eles estão bem cientes de que teremos de dar o nosso parecer sobre um eventual acordo, porque nos caberá a nós verificá-lo. Por isso, já tivemos discussões informais com eles. Mas, assim que houver um texto com disposições concretas, seremos chamados a dar o nosso parecer sobre os métodos e a extensão dos controlos a efetuar”, contou ainda Rafael Grossi.

  • Libertação de prisioneiros palestinianos é uma "prioridade máxima" num acordo de cessar-fogo, diz Hamas

    O Hamas afirmou, esta quarta-feira, que a libertação dos prisioneiros “continuará a ser a principal prioridade” num acordo de cessar-fogo, “em reconhecimento dos seus sacrifícios e firmeza”.

    O grupo denuncia os “tipos mais hediondos de tortura psicológica e física” a que os palestinianos têm sido expostos nas prisões israelitas, declarando que considera Israel “totalmente responsável” pelas vidas dos palestinianos “raptados” de Gaza desde o início da guerra.

    “Apelamos às organizações de direitos humanos para que exponham os crimes da ocupação contra os prisioneiros palestinianos e para que tomem medidas eficazes para pressionar a libertação imediata de todos”, sublinhou o Hamas, citado pela Al Jazeera.

  • Trump critica Harvard e diz que a universidade "é uma piada"

    Dois dias depois de ter cortado 2,2 mil milhões em financiamento para a instituição, Trump volta a criticar Harvard, afirmando que a universidade “não devia estar na lista das melhores do mundo”.

    Trump critica Harvard e diz que a universidade “é uma piada”

  • Jihad Islâmica divulga vídeo de refém israelita vivo

    A Jihad Islâmica divulgou nesta quarta-feira um vídeo que afirma ser de um refém israelita vivo sequestrado durante o ataque do movimento islamita palestiniano Hamas a 07 de outubro de 2023, no sul de Israel.

    O refém, provavelmente filmado sob coação, referiu a agência de notícias Associated Press (AP), identificou-se como Rom Braslavski, informação confirmada por vários órgãos de comunicação israelitas.

    No vídeo, de quase sete minutos, o refém, com o corpo cheio de feridas, segundo a AP, pediu ao primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que garantam a sua libertação.

    Na gravação, o refém queixou-se de comichões, levantou a ‘t-shirt’ para mostrar o tronco coberto de feridas e levou as mãos à cabeça, num claro sinal de sofrimento, indicou a agência de notícias France-Presse (AFP), que adiantou não ter conseguido determinar a autenticidade do vídeo nem a data em que foi gravado.

    No entanto, a imprensa israelita já avançou que Rom Braslavski, natural de Jerusalém, era agente de segurança no festival de música Nova, um dos locais visados no ataque de 07 de outubro de 2023 pelo Hamas e por outros combatentes palestinianos, entre os quais membros da Jihad Islâmica.

  • Manifestantes protestam contra o Hamas no norte de Gaza

    A imprensa local em Gaza está a noticiar a realização de um protesto contra a guerra e o Hamas em Beit Lahiya, no norte da Faixa de Gaza.

    Os cartazes dos manifestantes têm frases como “parem a agressão”, “queremos viver em liberdade” e as pessoas dizem “não ao terror, sim à paz”.

  • Israel ataca sul do Líbano pela segunda vez esta quarta-feira

    A Força Aérea de Israel atacou o sul do Líbano pela segunda vez esta quarta-feira.

    De acordo com a informação avançada pelo Haaretz, o ataque visou um membro do Hezbollah.

  • Controlo de Israel nas operações em Gaza coloca em risco assistência humanitária, diz ONU

    Em resposta às declarações do ministro da Defesa israelita, Israel Katz, sobre o impedimento da entrada de ajuda humanitária no enclave, as Nações Unidas afirmaram que “a entrega de ajuda em Gaza tem sido obstruída há demasiado tempo”.

    A ONU sublinhou que as organizações de ajuda humanitária já dispõem de mecanismos para garantir que a ajuda não seja desviada [para o Hamas] e que estão “prontas para prestar assistência aos mais necessitados com base em princípios humanitários”. Contudo, as imposições de Israel dificultam o processo.

    “Um maior controlo sobre as operações de ajuda por uma das partes no conflito implicaria o risco de a ajuda não chegar aos mais vulneráveis numa altura em que é mais necessária”, conclui a organização, citada pela Al Jazeera.

  • Número total de mortos em Gaza desde o início do conflito sobe para 51.025

    O Ministério da Saúde do enclave palestiniano revelou os mais recentes dados sobre o conflito entre Israel e o Hamas.

    De acordo com o relatório, citado pela Al Jazeera, desde o início da guerra, a 7 de outubro de 2023, 51.025 palestinianos foram mortos e 116.432 ficaram feridos. Milhares ainda estão desaparecidos.

    Desde 18 de março deste ano (altura em que o cessar-fogo foi quebrado), os ataques israelitas mataram 1.652 pessoas e feriram mais de quatro mil.

  • 400 comandantes do Hezbollah transferidos para países sul-americanos por questões de segurança

    Cerca de 400 comandantes do Hezbollah e respetivas famílias deixaram o Líbano e foram transferidos para países sul-americanos como a Venezuela, o Equador, a Colômbia e o Brasil.

    De acordo com o Times of Israel, que cita uma fonte da embaixada argentina no Líbano, esta mudança deve-se à preocupação de os oficiais serem supervisionados no âmbito do desmantelamento da infraestrutura militar do Hezbollah.

    No entanto, a imprensa ressalva que não há confirmação desta informação por parte de qualquer fonte oficial libanesa ou do Hezbollah.

  • Hamas afirma que possível acordo de tréguas tem de incluir fim permanente da guerra e retirada das tropas israelitas de Gaza

    O representante do Hamas em Teerão, Khaled Qaddoumi, afirmou que qualquer acordo de cessar-fogo terá de incluir o fim permanente da guerra e a retirada das tropas israelitas do enclave palestiniano, segundo a Al Jazeera.

    Num primeiro acordo assinado em janeiro, o Hamas e Israel negociaram um cessar-fogo em três fases, que incluía a retirada das tropas israelitas e as conversações iniciais para pôr fim à guerra na segunda fase. No entanto, Israel recusou-se a entrar na segunda fase, exigindo o prolongamento da primeira e a libertação de todos os prisioneiros sem se comprometer com uma paragem permanente das hostilidades.

  • 25 mortos e 89 feridos nas últimas 24 horas na Faixa de Gaza

    O Ministério da Saúde de Gaza avançou com os mais recentes números de vítimas mortais em ataques israelitas no enclave palestiniano.

    Nas últimas 24 horas, foram registados 25 mortos e 89 feridos hospitalizados.

  • Funcionário do Shin Bet que foi detido por fuga de informações confidenciais vai ser colocado em prisão domiciliária

    Um funcionário do Shin Bet (o Serviço de Segurança Interna de Israel) que tinha sido detido por fuga de informações confidenciais vai agora ser libertado e colocado em prisão domiciliária.

    De acordo com o Times of Israel, que cita a imprensa hebraica, o funcionário “Aleph” deverá ser transferido para prisão domiciliária após uma audiência em tribunal, depois de o Departamento de Investigações Policiais Internas do Ministério da Justiça ter concordado com a libertação.

  • Autor do ataque a al-Funduq, na Cisjordânia, foi morto pelo exército de Israel

    Um “terrorista palestiniano” da Jihad Islâmica foi morto pelas forças israelitas, perto de Jenin, na manhã desta quarta-feira.

    Segundo o Times of Israel, que cita o exército israelita, trata-se de um dos autores do ataque a tiro na aldeia de al-Funduq, na Cisjordânia, em janeiro.

    Muhammad Zakarna foi um dos três homens armados que atacaram civis em al-Funduq, onde existe uma importante autoestrada utilizada diariamente por milhares de condutores israelitas e palestinianos.

    Os outros dois “terroristas”, Qutaiba al-Shalabi e Mohammed Nazal, foram mortos pelas forças israelitas em Qabatiya a 23 de janeiro.

  • Israel liberta dez prisioneiros na Faixa de Gaza

    Israel libertou dez prisioneiros palestinianos em Gaza, avança a Al Jazeera.

    Os prisioneiros foram entregues ao Comité Internacional da Cruz Vermelha antes de chegarem ao Hospital Europeu de Gaza.

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