Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • A administração Trump pressiona Israel para retomar negociações com o Hamas, enquanto especialistas israelitas consideram o momento complicado para tal comunicação. As tentativas diplomáticas dos EUA visam alcançar uma paz duradoura na região, particularmente na Faixa de Gaza, onde existe uma grande necessidade de apoio humanitário devido à crise em curso.
    • O Irão confirmou que as instalações nucleares sofreram danos severos após os bombardeamentos dos EUA, enquanto os líderes iranianos ameaçam tomar ações contra os centros norte-americanos na região se considerados necessários. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão expressou relutância em retomar negociações nucleares, apesar do interesse declarado por Donald Trump em encontrar uma solução diplomática.
    • A situação humanitária na Faixa de Gaza continua a deteriorar-se, com mais de 100 palestinianos mortos e cerca de 200 feridos em ataques israelitas nas últimas 24 horas. A Organização Mundial da Saúde destaca a grave necessidade de assistência médica, conseguindo entregar suprimentos pela primeira vez em três meses, mas sublinha que é necessária uma resposta em larga escala para aliviar o sofrimento humano.
    • O Conselho Europeu decidiu, por enquanto, não suspender o acordo de associação entre a União Europeia e Israel, apesar da tensão acumulada devido à situação humanitária em Gaza. Contudo, a situação continuará a ser monitorizada e reavaliada com base nos desenvolvimentos no território, à medida que aumentam os apelos por um levantamento completo do bloqueio em Gaza.

    [A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 6.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto aqui]

  • Encerramos aqui este artigo liveblog dedicado ao acompanhamento da situação no Médio Oriente. Continue a seguir as notícias mais recentes sobre o tema nesta nova ligação.

    Obrigado por seguir connosco.

  • EUA estão a pressionar Israel para retomar negociações com o Hamas

    A administração Trump está a pressionar Israel a retomar negociações com o Hamas, está a avançar o Hareetz. No entanto, fontes israelitas realçam que o estabelecimentos de contacto é, neste momento, complicado.

  • Sánchez "faz cruzada anti-israelita"? Espanha vai convocar encarregado de negócios

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol anunciou esta noite que vai convocar o encarregado de negócios em Madrid, Dan Poraz, avança a imprensa espanhola.

    Na origem, está o comunicado “inaceitável” emitido pela embaixada israelita em Espanha, que disse que o chefe do governo espanhol está a fazer uma “cruzada anti-israelita”.

  • Irão confirma: danos às instalações nucleares foram "severos"

    O ministro dos Negócios Iraniano, Abbas Araghchi, confirma também que os danos às instalações nucleares iranianas bombardeadas pelos Estados Unidos foram “severas”.

    “Um relatório detalhado dos danos está a ser elaborada pelos especialista da Organização de Energia Atómica [do Irão]”, disse o ministro numa entrevista à televisão estatal.

    Na “agenda diplomática” do Irão, o ministro frisou que, no centro, está a “necessidade” de entender os danos. “Os danos são severos”, reiterou.

  • Irão não confirma negociações sobre programa nuclear com Estados Unidos anunciadas por Trump

    O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, não confirma que o país vá encetar negociações sobre o programa nuclear com os Estados Unidos da América (EUA), uma notícia que foi avançada ontem pelo Presidente Donald Trump.

    Por agora, os iranianos estão avaliar se as negociações com os Estados Unidos fazem sentido, após ter havido cinco rondas.

  • Acordo de associação UE-Israel? Montenegro explica que UE está a espera de informações da equipa de Kaja Kallas

    Luís Montenegro, na conferência de imprensa após o Conselho Europeu, foi questionado sobre o acordo de associação entre a União Europeia e Israel.

    O primeiro-ministro recordou que há “conclusões inequívocas” de que a situação na Faixa de Gaza é “catastrófica” e que se deve “desbloquear todos os fluxos de apoio humanitário”.

    Sobre o acordo, Luís Montenegro frisou que o Conselho Europeu concordou em ser informado pela equipa da alta representante da UE para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, Kaja Kallas.

    Questionado sobre o Irão, o primeiro-minsitro defendeu a “via diplomática” para “assegurar que” Teerão “não tem um programa nuclear”.

  • Pentágono diz que ataque a instalações nucleares iranianas culminou 15 anos de preparativos

    O Pentágono apresentou hoje novos pormenores sobre os bombardeamentos a três instalações nucleares iranianas, uma operação descrita como o culminar de 15 anos de preparativos para destruir as capacidades atómicas do Irão.

    Na operação Midnight Hammer, participaram cerca de 125 aviões, entre os quais bombardeiros B-2 que lançaram bombas antibunker de 13.600 quilos sobre duas unidades iranianas de enriquecimento de urânio consideradas essenciais, Fordo e Natanz, ao passo que um submarino disparou mísseis Tomahawk sobre a central nuclear de Isfahan, indicou o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, o general Dan Caine.

    Num relato das cerca de 36 horas de duração da operação, o general Dan Caine disse que esta foi “o culminar de mais de 15 anos de desenvolvimento e testes” para conseguir penetrar em instalações como Fordo, várias dezenas de metros abaixo do solo. Segundo Caine, vários militares norte-americanos “comiam, respiravam e sonhavam” com os preparativos para aquele momento.

    “Nesta missão havia pilotos homens e mulheres”, precisou o general, acrescentando que um dos militares participantes a comparou à Super Bowl (jogo final do campeonato da principal liga de futebol americano dos Estados Unidos), devido à envergadura e que, de acordo com os testemunhos dos pilotos, a explosão em Fordo “foi a mais brilhante que já viram”.

  • Houthis disparam míssil balístico para Israel, mas desintegrou-se

    Os Houthis, o grupo xiita pró-iraniano do Iémem, dispararam um míssil balístico dirigido a Israel, noticia o Hareetz.

    Contudo, o míssil desintegrou-se.

  • Casa Branca confirma que Netanyahu quer visitar EUA

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou, num briefing à imprensa, que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deseja visitar Washington, mas ainda não há uma data marcada.

  • Fim da guerra em Gaza? Netanyahu confirma que existe "oportunidade para uma expansão dramática dos acordos de paz"

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou as notícias de que Israel pode estar perto de terminar com a guerra na Faixa de Gaza, existindo uma “janela de oportunidade” para que tal aconteça, após a “vitória” de Telavive sobre o Irão.

    “Lutámos valentemente contra o Irão — e atingimos uma grande vitória. A vitória abre a possibilidade para uma expansão dramática dos acordos de paz. Estamos a trabalhar arduamente nisso”, declarou Benjamin Netanyahu, num vídeo citado pelo Times of Israel.

    O líder israelita coloca como foco a “libertação dos reféns” israelitas na Faixa de Gaza, assim como “a derrota do Hamas”.

    “Existe uma janela de oportunidade aqui que não deve ser desperdiçada. Nenhum dia pode ser desperdiçado”, insistiu o primeiro-ministro de Israel.

    Donald Trump, segundo avança a imprensa norte-americana, estará interessado em terminar a guerra na Faixa de Gaza e abrir caminho para novos acordos de Abraão — ou seja, o estabelecimento de relações diplomáticas entre Israel e países do Golfo Pérsico, em particular a Arábia Saudita.

  • Netanyahu quer ir a Washignton e realizar uma "festa da vitória depois da guerra no Irão" com Trump

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, planeia ir a Washington nas próximas semanas para realizar uma “festa da vitória depois da guerra no Irão” ao lado do Presidente norte-americano, Donald Trump, avança o jornal Axios.

    Uma fonte israelita ouvida por aquele jornal confirmou que estão a ser organizados os contornos da visita do primeiro-ministro de Israel. “Existe um interesse mútuo de ambos os lados de fazer uma festa da vitória após a guerra no Irão.”

    Ainda não há data oficial para esta “festa”, mas poderá ocorrer na segunda semana de julho.

    O objetivo seria cimentar a narrativa de que o conflito no Irão foi um sucesso — e também serviria para discutir os próximos passos no Médio Oriente.

  • O que se passou até agora

    • O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, revelou que o país teve a intenção de eliminar o líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, mas justificou que nunca surgiu uma oportunidade operacional para tal. Katz negou a necessidade de autorização norte-americana para concretizar a eliminação, sublinhando a autonomia de Israel em tomar tais decisões.
    • Em resposta às tensões crescentes no Médio Oriente, países europeus expressaram preocupação com o facto da riqueza de urânio enriquecido do Irão não ter sido significativamente afetada pelos ataques dos Estados Unidos, como inicialmente reportado pelo governo de Trump. Informações preliminares europeias indicam que as reservas de urânio não estavam presente nas instalações nucleares atacadas, contrariando assim declarações do governo norte-americano sobre os danos causados.
    • A situação humanitária em Gaza continua a deteriorar-se, com relatos de mais de 100 palestinianos mortos e cerca de 200 feridos nas últimas 24 horas devido a ataques israelitas. A Organização Mundial de Saúde conseguiu entregar uma carga significativa de suprimentos médicos na região pela primeira vez em três meses, mas enfatiza que a necessidade de uma resposta em grande escala é imprescindível para salvar vidas.
    • Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, solicitou uma pausa de duas semanas no seu julgamento por corrupção, alegando necessidades urgentes de tratar de questões diplomáticas e de segurança devido aos desenvolvimentos regionais e globais. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, interveio declarando o julgamento de Netanyahu uma “caça às bruxas”, um sentimento que encontrou eco entre vários ministros do governo israelita, que advogaram pelo cancelamento imediato do processo judicial.

    [A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 6.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto aqui]



  • Conselho Europeu não suspende acordo entre UE e Israel, mas vai continuar a avaliar situação "conforme a realidade no terreno"

    Após o que Politico considerou um “longo almoço” para debater a situação no Médio Oriente, o Conselho Europeu já chegou a uma conclusão. O acordo de associação entre a União Europeia (UE) e Israel não será suspenso, pelo menos para já.

    “O Conselho Europeu toma nota do cumprimento do artigo 2 do Acordo de Associação UE-Israel e convida o Conselho a continuar a discussão no futuro, em julho de 2025, tendo em consideração a evolução da situação no terreno”, lê-se no documento assinado por todos os Estados-membros.

    Havia algum desacordo entre os Estados-membros sobre esta questão. A Alemanha garantiu que se oporia à suspensão do acordo, ao passo que Espanha defendia que deveria ser suspenso.

    O Conselho Europeu lamentou, ainda assim, a “situação humanitária em Gaza”. “Deplora a situação humanitária terrível em Gaza, o número inaceitável de baixas civis e os níveis de fome”. “O Conselho Europeu apela a Israel para levantar completamente o bloqueio em Gaza.”

  • Putin: "Graças a Deus, conflito entre Israel e o Irão é uma coisa do passado"

    O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, está a discurso no Fórum Económico Euroasiático, que ocorre entre esta quinta e sexta-feira na capital bielorrussa, Minsk.

    Neste discurso, citado pela agência RIA, Vladimir Putin falou sobre a “situação do Médio Oriente”, saudando que “esteja a ficar mais calma”.

    “Graças a Deus, o conflito entre Israel e o Irão é uma coisa do passado”, afirmou Vladimir Putin.

  • Israel ataca Sánchez e acusa-o de ter começado uma "cruzada anti-israelita"

    A embaixada israelita em Espanha emitiu hoje um comunicado em que condena as “declarações que demonizam Israel” realizadas pelo chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez.

    A embaixada critica que Espanha nunca tenha “condenado” os ataques do Irão “deliberados e contínuos contra os civis israelitas” da semana passada. Israel considera que Espanha preferiu iniciar uma “cruzada anti-israelita”.

    “Pediu para suspender os acordos europeus com Israel e impor um embargo de armas ao país que estava a ser atacado”, denunciou a embaixada israelita em Espanha, algo que “não só é profundamente lamentável, como é moralmente indefensável”.

    Israel é, lembra a embaixada, um “país democrático que enfrenta ameaças existenciais em múltiplas frentes”. “Tem o direito — e o dever — de defender os seus cidadãos.”

    A embaixada “agradece e valoriza o apoio claro” demonstrado por países europeus. E depois deixa uma crítica à “postura adotada pelo governo espanhol”: “Espanha está à margem e cada vez mais isolada na posição europeia no Médio Oriente”. “Está, lamentavelmente, no lado errado da História.”

  • "Questões diplomáticas." Netanyahu pede "pausa de duas semanas" no julgamento por corrupção

    Benjamin Netanyahu pediu uma “pausa de duas semanas” no julgamento por corrupção que está a enfrentar em Israel. Caso o pedido não seja aceite, o julgamento deverá ser retomado em Jerusalém, na próxima segunda-feira.

    O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu uma “pausa de duas semanas” no longo julgamento por corrupção que tem a decorrer em tribunal e que deveria ser retomado na segunda-feira, em Jerusalém.

    O pedido foi apresentado pelo advogado do primeiro-ministro israelita, Amit Hadad, argumentando que Netanyahu deve dedicar os próximos dias a “questões diplomáticas, nacionais e de segurança”, à luz dos “desenvolvimentos regionais e globais”.

  • OMS anuncia primeira entrega em Gaza em mais de três meses

    A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou hoje ter feito na quarta-feira a sua primeira entrega de suprimentos médicos a Gaza desde 02 de março, quando Israel impôs um bloqueio ao território palestiniano, parcialmente aliviado desde 19 de maio.

    “Ontem [quarta-feira], a OMS entregou a sua primeira carga médica em Gaza desde 02 de março — nove camiões transportando suprimentos médicos essenciais, 2.000 unidades de sangue e 1.500 unidades de plasma”, relatou o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, na rede social X.

    “Estes suprimentos médicos são apenas uma gota no oceano. É essencial uma ajuda em grande escala para salvar vidas”, avisou.

    Na mesma publicação, o líder da OMS apelou “ao envio imediato, sem obstáculos e sustentável de ajuda sanitária a Gaza por todos os meios possíveis”.

    “Os suprimentos serão distribuídos aos hospitais prioritários nos próximos dias. O sangue e o plasma foram entregues no armazém frigorífico do complexo médico Nasser para serem distribuídos aos hospitais que enfrentam graves carências”, explicou Tedros.

  • Informações confidenciais europeias contrariam Trump: stocks do Irão de urânio enriquecido praticamente intactos após ataques dos EUA

    Os líderes europeus receberam informações confidenciais — ainda preliminares — que apontam para a tese de que os stocks de urânio enriquecidos iranianos ficaram praticamente inalterados, na sequência dos ataques norte-americanos às instalações nucleares iranianos.

    A notícia está a ser avançada pelo Financial Times. Segundo as informações confidenciais, os stocks de urânio enriquecido não estavam na instalação nuclear de Fordow durante o ataque norte-americano. Os stocks estavam noutros locais.

    Estas informações preliminares desmentem a versão que tem sido apresentada pela presidência de Donald Trump — de que o ataque tinha causado “danos muitos severos” aos stocks de urânio enriquecido.

    Os dirigentes da União Europeia ainda aguardam também por um relatório mais completo sobre o que aconteceu a Fordow. Houve, de acordo com o documento, “danos consideráveis, mas não se assistiu à destruição total”.

  • Israel admite que "queria eliminar" Líder Supremo, mas não surgiu a "oportunidade operacional"

    O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, admitiu, numa entrevista, que Telavive quis “eliminar” o Líder Supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei.

    No entanto, segundo o governante numa entrevista ao canal 13 israelita citado pelo Times of Israel, nunca houve uma “oportunidade operacional”.

    “Se estivesse estado na nossa mira, tê-lo-íamos abatido. Queríamos eliminar Khamenei, mas não houve oportunidade estratégica”, disse Israel Katz.

    O governante recusou também que Israel precisasse de autorização norte-americana para matar o ayatollah: “Não precisamos de autorização para essas coisas”.

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