Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora?

    • O Presidente dos EUA, Donald Trump, acredita que é possível um novo cessar-fogo entre Israel e o Hamas dentro de uma semana, destacando os esforços dos EUA para mediar um acordo em Gaza.
    • O governo israelita está sob pressão crescente devido à sua resposta militar em Gaza, com várias organizações humanitárias, incluindo os Médicos Sem Fronteiras, a criticar duramente o plano de ajuda humanitária de Israel e dos EUA em Gaza, acusando-o de ser um “massacre disfarçado de ajuda”. O Secretário-geral da ONU, António Guterres, também criticou a operação.
    • A tensão entre Israel e o Irão aumentou, com Donald Trump a ameaçar bombardear novamente o Irão se este continuar o enriquecimento de urânio. Apesar disso, o Secretário da Defesa dos EUA afirmou não ter informações de que o Irão esteja a movimentar urânio enriquecido.
    • Forças israelitas intensificaram ataques no Médio Oriente, com operações significativas na Faixa de Gaza e no sul do Líbano, visando estruturas associadas ao Hezbollah. No entanto, estas ações resultaram em numerosas baixas civis, incluindo a morte de pelo menos 36 palestinianos num único dia em Gaza, aumentando a pressão internacional sobre Israel.

  • Encerramos aqui este liveblog. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos sobre a situação no Médio Oriente e a ofensiva israelita na Faixa de Gaza no artigo deste sábado.

    Israel diz ter matado fundador do Hamas em Gaza

  • O que se passou até agora

    • O Presidente dos EUA, Donald Trump, acredita na possibilidade de alcançar um novo cessar-fogo entre Israel e o Hamas dentro de uma semana, mencionando os esforços contínuos dos EUA para mediar um acordo em Gaza. No entanto, houve críticas significativas por parte de várias organizações humanitárias, incluindo os Médicos Sem Fronteiras, que descreveram a ajuda humanitária de Israel e dos EUA como um “massacre disfarçado”. O secretário-geral da ONU, António Guterres, também criticou a operação, alegando que o sistema de ajuda imposto por Israel em Gaza está a causar perda de vidas civis.
    • A tensão entre Israel e o Irão permanece elevada, com o Presidente Trump a ameaçar bombardear novamente o Irão, caso Teerão continue o enriquecimento de urânio. Apesar destas ameaças, o Secretário da Defesa dos EUA afirmou não ter informações sobre movimentações de urânio enriquecido por parte do Irão. A situação é agravada pelas declarações do Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, que criticou o tom desrespeitoso de Trump em relação ao ayatollah Ali Khamenei e reiterou a capacidade do Irão de revelar o seu potencial militar se ameaçado.
    • A Fundação Humanitária para Gaza, financiada por Israel e pelos EUA, tem enfrentado fortes críticas por parte de figuras internacionais, incluindo o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, que afirmou que a distribuição de ajuda liderada pela fundação está a matar pessoas. A pressão internacional sobre Israel aumentou com relatos de que soldados israelitas receberam ordens para dispararem sobre civis palestinianos desarmados em centros humanitários, informação que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeitou categoricamente.
    • O panorama na região do Médio Oriente mantém-se tenso com as operações militares contínuas por parte de Israel. Forças israelitas intensificaram ataques na Faixa de Gaza e no sul do Líbano, resultando em numerosas baixas civis. O governo israelita enfrenta crescente pressão internacional para justificar suas ações militares, especialmente considerando que ataques recentes culminaram na morte de pelo menos 36 palestinianos num único dia em Gaza.

    [A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 6.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto aqui]

  • Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano pede a Trump para por de lado "tom desrespeituoso" ao ayatollah para ter acordo

    O ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, pediu ao Presidente norte-americano, Donald Trump, para “pôr de lado o tom desrespeitoso e inaceitável” ao dirigir-se ao ayatollah Ali Khamenei se quiser “verdadeiramente um acordo”.

    “Enquanto povo, a nossa premissa básica é muito simples e direta: sabemos o nosso valor, valorizamos a nossa independência e nunca permitimos que seja outra pessoa a decidir o nosso destino”, disse o ministro na rede social X.

    “O grande e poderoso Povo Iraniano, que mostrou ao mundo que o regime israelita NÃO TINHA ESCOLHA senão FUGIR para o ‘Papá’ para evitar ser arrasado pelos nossos mísseis, não gosta de ameaças e insultos”, acrescentou, deixando a ameaça de que “o Irão não hesitará em revelar as suas verdadeiras capacidades”.

    “Boa vontade gera boa vontade, e respeito gera respeito”, concluiu.

  • Trump diz ter salvo o ayatollah de uma "morte muito feia e vergonhosa"

    Numa longa publicação na rede social Truth Social, o Presidente dos EUA, Donald Trump criticou o ayatollah iraniano Ali Khamenei por afirmar que ganhou a guerra contra Israel e os EUA, alegando que sabia onde estava o líder e que o salvou de uma morte certa.

    “O seu país foi dizimado, as suas três maléficas instalações nucleares foram OBLITERADAS, e eu sabia EXATAMENTE onde ele estava abrigado, e não deixaria que Israel ou as Forças Armadas dos EUA, de longe as maiores e mais poderosas do mundo, acabassem com a sua vida”, escreveu o Presidente.

    “Eu salvei-o de uma morte muito feia e ignóbil, e ele não tem de dizer ”OBRIGADO, PRESIDENTE TRUMP!”, acrescentou.

  • Nove israelitas detidos por ataques a militares das IDF

    Nove cidadãos israelitas foram detidos esta noite após atacarem soldados das IDF na reserva perto de uma vila no centro da Cisjordânia, revelam militares citados pelo Haaretz.

    Segundo o comunicado, forças do exército e da polícia chegaram ao local onde estavam reunidos cerca de 40 israelitas, que atiraram pedras para os veículos dos soldados.

  • Israel acusa ONU de “alinhar com o Hamas” em Gaza

    O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel acusou hoje a ONU de “alinhar com o Hamas”, depois de o secretário-geral da organização ter criticado o sistema de assistência humanitária imposto por Telavive em Gaza.

    “A ONU está a fazer tudo o que pode para se opor a este esforço (da assistência pelo Fundo Humanitário de Gaza – FHG). Ao fazê-lo, a ONU está a alinhar com o Hamas, que também tenta sabotar as operações humanitárias do FHG, afirmou a diplomacia israelita em comunicado. “Culpar Israel pelas falhas da ONU e pelos actos do Hamas é uma táctica deliberada”, adiantou.

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou hoje que o sistema de ajuda imposto por Israel em Gaza “está a matar pessoas”, sublinhando que “qualquer operação que leve civis desesperados para zonas militarizadas é, inerentemente, insegura”. António Guterres referia-se às operações de ajuda lideradas pelo FHG, uma organização criada pelos Estados Unidos e aceite por Israel para distribuição de ajuda ao enclave, e que funciona à margem das Nações Unidas.

  • Um novo cessar-fogo em Gaza? Trump diz que é possível e dentro de uma semana

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que um novo cessar-fogo em Gaza entre Israel e o Hamas pode para breve, falando que é possível que um acordo surja na próxima semana, segundo a Reuters.

    “Estamos a trabalhar em Gaza, a tentar resolver o problema”, mencionou o Presidente na assinatura de um acordo entre o Ruanda e a República Democrática do Congo, citada pelo New York Times.

  • Netanyahu rejeita relatos de jornal Haaretz sobre disparos contra civis

    O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, rejeitou os relatos divulgados esta sexta-feira pelo jornal Haaretz, segundo os quais militares das Forças de Defesa de Israel (FDI) receberam ordens para disparar contra civis em centros humanitários na Faixa de Gaza.

    “O Estado de Israel rejeita categoricamente as acusações hediondas de assassínio ritual publicadas no jornal Haaretz”, escreveu Netanyahu num comunicado conjunto com o seu ministro da Defesa.

    Para Benjamin Netanyahu e Israel Katz, as alegações divulgadas no jornal “são mentiras maliciosas destinadas a difamar as FDI, o Exército mais moral do mundo”, acrescentou o comunicado.

    A acusação de “assassínio ritual” é uma expressão caluniosa antissemita que remonta pelo menos à Idade Média, alegando que os judeus matam crianças não judias para fins da sua religião.

    O Haaretz, jornal crítico dos conflitos de Israel na região, publicou esta sexta-feira uma investigação intitulada “É um campo de extermínio: soldados das FDI mandados disparar deliberadamente sobre os residentes de Gaza desarmados que aguardavam ajuda humanitária”.

  • Trump diz que consideraria bombardear o Irão novamente

    Donald Trump disse esta sexta-feira que consideraria bombardear novamente o Irão, caso Teerão continue o enriquecimento de urânio a um nível considerado preocupante para os EUA.

    “Claro, sem dúvida, com certeza”, disse o Presidente dos EUA, citado pela Reuters, quando questionado sobre a possibilidade de bombardear novamente instalações nucleares iranianas, em caso de necessidade. Numa conferência que durou cerca de uma hora, Trump defendeu também a inspeção das instalações nucleares bombardeadas.

  • "Alguém que respeitemos, incluindo nós". Presidente dos EUA quer vigilância no programa nuclear iraniano

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que o programa nuclear iraniano deve ter algum tipo de vigilância, que pode ser feita ONU — que vigia através da Agência Internacional da Energia Atómica.

    “Ou alguém que nós respeitemos, incluindo nós mesmos”, acrescentou o líder, citado pelo Haaretz.

  • Trump disse não acreditar que o Irão recomece o programa nuclear "tão cedo"

    O Presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou esta sexta-feira que o Irão deve abandonar o programa nuclear depois dos ataques norte-americanos, noticia o Haaretz.

    “Gastaram mais de 800 mil milhões de euros no sector nuclear e nunca o conseguiram fazer e, já agora, nenhum urânio foi retirado do local – fazer isso é muito perigoso”, afirmou o líder. “O tempo o dirá”, acrescentou.

  • "A Trump só interessa a gestão dos interesses americanos"

    Bruno Cardoso Reis afirma que decisão de Trump de cortar verbas para investigar crimes de guerra acabará por afetar conflito na Ucrânia. Classifica como “inaceitável” disparos israelitas contra civis.

    Ouça aqui o novo episódio do “Gabinete de Guerra” da Rádio Observador.

    “A Trump só interessa a gestão dos interesses americanos”

  • Guterres diz que distribuição de ajuda pela Fundação Humanitária para Gaza "está a matar pessoas"

    A distribuição de ajuda feita pela Fundação Humanitária para Gaza, apoiada por Israel e os EUA “está a matar pessoas”, denunciou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, citado pela Reuters.

    “Operações que colocam pessoas desesperadas em zonas militarizadas ou na sua proximidade são intrinsecamente inseguras”, acusou Guterres, numa conferência de imprensa na sede da ONU, em Nova Iorque.

    “Temos a solução: um plano pormenorizado baseado nos princípios humanitários de humanidade, imparcialidade, neutralidade e independência”, acrescentou.

  • Membros da comunidade judaica do Irão presos por suspeitas de colaborarem com Israel

    Algumas figuras públicas, incluindo rabinos, da comunidade judaica no Irão foram presos por suspeitas de terem ligações a Israel, de acordo com a associação Femme Azadi, uma organização de apoio a mulheres iranianas no exílio.

    Na quarta-feira, recorda o Haaretz, a Reuters avançou que as autoridades iranianas tinham iniciado uma repressão a larga escala contra pessoas com ligações a Israel, através de uma forte presença militar no país.

    A associação Femme Azadi disse que as detenções agora verificadas não são fundamentadas em “provas”, ou “vínculos a Israel”.

  • Exército alvo de ordem para investigar possíveis crimes de guerra nas mortes em centros de ajuda

    O jornal Haaretz avança hoje que o exército israelita terá de investigar possíveis crimes de guerra face às suspeitas de que os militares dispararam de forma deliberada sobre civis palestinianos desarmados e que não representavam uma ameaça quando procuravam obter ajuda humanitária nos centros geridos pela Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês).

    Mais de 500 palestinianos já terão perdido a vida junto destas infraestruturas nos últimos meses, segundo as autoridades de saúde do território, controladas pelo Hamas.

    De acordo com o jornal israelita, que contou com testemunhos de soldados israelitas sob condição de anonimato, os militares terão sido instruídos a disparar contra as multidões para as manter afastadas e a utilizar força letal desnecessária contra pessoas que não representavam perigo para os soldados.

    “É um campo de morte. Onde eu estava estacionado, morriam entre uma e cinco pessoas por dia. São tratados como uma força hostil — sem medidas de controlo de multidões, sem gás lacrimogéneo — apenas fogo real com tudo o que se possa imaginar: metralhadoras pesadas, lançadores de granadas, morteiros. Depois, quando o centro abre, o tiroteio pára e eles sabem que podem aproximar-se. A nossa forma de comunicação é o tiroteio”, afirmou um soldado.

  • Mais de 100.000 afegãos regressam ao país a partir do Irão

    Mais de 100 mil afegãos regressaram ao seu país na última semana a partir do Irão, aprofundando uma grave crise humanitária provocada pelo retorno de um milhão de pessoas este ano.

    Milhares de pessoas atravessaram nos últimos dias a fronteira de Islam Qala, a principal passagem entre o Afeganistão e o Irão, onde as autoridades afegãs e as agências das Nações Unidas registam os recém-chegados antes de estes se dirigirem para as suas províncias de origem.

    Este fluxo massivo é atribuído a uma combinação de fatores que passam pela expiração das autorizações de residência, o declínio económico, as expulsões forçadas por parte das autoridades em países vizinhos como o Irão e o Paquistão e, agora, a recente crise entre Israel e o Irão.

  • Defesa de Netanyahu entrega segundo pedido para interromper julgamento por corrupção

    A defesa do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, apresentou já um segundo pedido de interrupção de duas semanas do seu julgamento por corrupção, após o tribunal distrital de Jerusalém ter recusado a primeira proposta.

    A juíza alegou que faltava fundamentação ao primeiro pedido para adiar sessões do julgamento, pelo que, agora, a defesa do chefe do Governo israelita vai entregar uma cópia da agenda de Netanyahu como prova da necessidade de adiar as sessões, segundo o jornal Times of Israel.

  • "Massacre disfarçado de ajuda". Médicos Sem Fronteiras pede suspensão da Fundação Humanitária de Gaza

    A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) pediu, esta sexta-feira, para que o plano de distribuição de ajuda humanitária a Gaza de Israel e dos Estados Unidos seja suspenso, uma vez que se trata de um “massacre disfarçado de ajuda”.

    A Fundação Humanitária de Gaza (GHF, na sigla em inglês), lançada no mês passado, “está a degradar os palestinianos de forma deliberada, forçando-os a escolher entre passar fome ou arriscar as vidas por suprimentos mínimos”, sublinhou a organização num comunicado citado pela Al Jazeera.

    As Nações Unidas e vários grupos de ajuda humanitária reconhecidos recusaram-se a trabalhar com a nova organização israelo-americana, acusando-a de violar princípios humanitários básicos e de causar a morte de centenas de palestinianos.

  • Presidente do Líbano apela ao fim dos ataques de Israel ao país

    Joseph Aoun, Presidente do Líbano, apelou à condenação dos ataques de Israel desta sexta-feira ao sul do país.

    “Israel continua a ignorar as resoluções regionais e internacionais e os apelos para que cesse a violência e a escalada na região”, afirmou Aouno, exigindo “uma ação eficaz da comunidade internacional para pôr fim a estes ataques que não contribuem para os esforços envidados para estabelecer a estabilidade no Líbano e nos países da região”.

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