Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Julho foi o mês com mais vítimas civis desde o início da guerra na Ucrânia
- Líderes europeus listam quatro princípios fundamentais para Trump levar a reunião com Putin
- Trump ameaça Putin com "consequências muito graves" se este não concordar com fim da guerra
- Trump diz "há grande probabilidade de uma segunda reunião" que junte Putin e Zelensky
- Costa destaca "conversas muito úteis" antes da "importante reunião bilateral" no Alasca
- JD Vance: "Vamos assumir como missão trazer novamente a paz à Europa"
- Após reunião entre aliados da NATO, Rutte diz que cessar-fogo está "nas mãos de Putin"
- Cimeira Trump-Putin realiza-se em base militar do Alasca
- Zelensky espera que encontro entre Trump e Putin resulte num cessar-fogo
- Merz defende maior pressão sobre a Rússia se Moscovo não ceder nas negociações
- Líderes europeus pediram a Trump garantias de segurança. Ucrânia disposta a discutir território
- Macron defende "paz duradoura" na Ucrânia
- Rússia e Bielorrússia vão realizar exercícios militares com armas nucleares e mísseis hipersónicos
- Rússia deixa aviso para negociações no Alasca: não vai abdicar das quatro regiões anexadas
- Ucrânia está disponível para discutir um cessar-fogo aéreo com a Rússia, diz conselheiro de Zelensky
- Zelenky reúne com Trump por videochamada às 14h
- Dois mortos em ataque russo a um carro na região de Kherson
- Defesas aéreas ucranianas neutralizaram dois mísseis Iskander e mais de 30 drones na última noite
- Zelensky vai reunir-se com Donald Trump através de videoconferência antes de encontro com Putin
- Ucrânia recuperou um terço das aldeias ocupadas pela Rússia em Sumy, diz Zelensky
- Reunião entre Trump e Putin deverá ter lugar numa base militar no Alasca
- Líderes europeus e Trump reúnem com Trump e Zelensky para preparar reunião com Putin
Histórico de atualizações
-
O que se passou até agora
- O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, irão reunir-se numa base militar no Alasca para discutir possíveis tréguas na Ucrânia. Apesar do encontro inicial não contar com a presença do presidente ucraniano Zelensky, Trump considera provável uma segunda reunião, que incluiria Zelensky, caso a primeira traga resultados produtivos. Trump enfatizou que caso não consiga um cessar-fogo, a Rússia enfrentará “consequências muito graves”.
- Os líderes da Alemanha, França e Reino Unido, juntamente com outros parceiros europeus, reuniram-se por videoconferência com Trump para coordenar esforços e garantir que os interesses da Ucrânia sejam representados nas negociações com Putin. Durante estas conversas, foi destacado que as negociações significativas devem apenas ocorrer no contexto de um cessar-fogo ou uma pausa duradoura das hostilidades. Além disso, foi frisada a importância de não permitir alterações forçadas das fronteiras internacionais e a necessidade de proporcionar à Ucrânia garantias de segurança robustas.
- O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, foi recebido em Berlim para participar nas videoconferências com Trump e líderes europeus, sublinhando que qualquer negociação de paz deve envolver a Ucrânia. Zelensky expressou a esperança de que o encontro entre Trump e Putin resulte num cessar-fogo e destacou que as sanções à Rússia deviam ser reforçadas caso estas tentativas falhem, afirmando que tais medidas estão a ter um impacto significativo na economia russa.
- Em paralelo às movimentações diplomáticas, a situação no terreno continua a ser crítica, com avanços militares significativos por parte das forças russas na região de Donetsk e ataques aéreos contínuos. No entanto, as forças ucranianas conseguiram recuperar parte do território na região de Sumy, demonstrando resistência e contra-ofensivas. Ao mesmo tempo, a Alemanha anunciou um pacote de apoio militar de 475 milhões de euros à Ucrânia, que incluirá munições e outros tipos de equipamento militar, para fazer face às necessidades operacionais urgentes no campo de batalha.
[Um homem desobedece às ordens dos terroristas e da polícia e entra sozinho na embaixada. Momentos depois, ouve-se uma enorme explosão. “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Um comando paramilitar tomou de assalto a embaixada turca em Lisboa e uma execução sumária no Algarve abalou o Médio Oriente. É narrada pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Ouça o quarto episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui]
-
Bom dia,
Vamos arquivar este liveblog, que acompanhou as notícias que marcaram a guerra na Ucrânia ao longo de quinta-feira.
Pode continuar a seguir a nossa cobertura sobre o conflito nesta nova ligação.
Zelensky vai encontrar-se com Starmer antes da reunião entre Trump e Putin
-
Trump "não se mostrou muito otimista" sobre cimeira com Putin diz Presidente finlandês
O Presidente finlandês afirmou hoje que Donald Trump não está muito otimista em relação à cimeira de sexta-feira, no Alasca, com Vladimir Putin, para tentar chegar a um cessar-fogo na Ucrânia.
O chefe de Estado norte-americano “não se mostrou muito otimista nem excessivamente esperançoso de que esta reunião vá dar resultados. Disse que em dois minutos vai saber se [Vladimir] Putin tem como objetivo a paz”, disse Alexander Stubb, numa conferência de imprensa horas depois de participar numa reunião virtual com Trump, o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, e vários líderes europeus.
Stubb acrescentou que Donald Trump vai à reunião no Alasca para convencer o Presidente russo, Vladimir Putin, a aceitar um cessar-fogo, apesar de estar “um pouco cético” sobre se conseguirá, embora não tenha intenção de discutir com o líder russo a possível anexação de territórios ucranianos por Moscovo.
Se Trump não conseguir que Putin aceite um cessar-fogo, Stubb disse ser “muito provável que haja uma nova onda de sanções” de Washington, que podiam afetar diretamente a Rússia ou países terceiros que compram petróleo ou armamento russo.
Por outro lado, se for alcançado um acordo de cessar-fogo, o líder norte-americano está disposto a organizar imediatamente uma nova reunião, para a qual desta vez também seria convidado Zelensky, acrescentou.
O chefe de Estado da Finlândia salientou que Trump se comprometeu a realizar uma nova videoconferência com os mesmos participantes da reunião desta tarde, logo após o fim da cimeira com Putin, para explicar o resultado da mesma.
-
Um a um, o elenco europeu que falou com Donald Trump a "uma só voz" para "ajudar a definir a agenda" para o encontro com Vladimir Putin
Starmer, Macron e Merz consolidaram capacidades de liderança, Meloni mostrou-se próxima dos EUA. Polónia e Finlândia, críticos da Rússia, também marcaram presença. Juntos, tentaram influenciar Trump.
-
Julho foi o mês com mais vítimas civis desde o início da guerra na Ucrânia
A Organização das Nações Unidas (ONU) avançou hoje que julho foi o mês com o maior número de vítimas civis (mortos e feridos) na Ucrânia desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022, ultrapassando as 1.600.
A Missão de Observação das Nações Unidas sobre os Direitos Humanos na Ucrânia (HRMMU, na sigla em inglês) confirmou 286 mortos e 1.388 feridos durante o mês de julho.
“Pelo segundo mês consecutivo, o número de vítimas civis na Ucrânia atinge um novo recorde em três anos. Apenas nos primeiros três meses após o lançamento da invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia, houve mais mortos e feridos do que no último mês”, referiu a diretora da missão, Danielle Bell, citada pelas agências internacionais.
-
Merz, Macron e Starmer reafirmam disposição para enviar forças de paz para a Ucrânia
Os líderes da coligação dos dispostos [“coalition of the willing“] afirmaram ainda que estão prontos “para desempenhar um papel ativo”, inclusivamente através do envio de uma força de paz para a Ucrânia, assim que as hostilidades cessarem.
No comunicado publicado após as várias reuniões entre aliados ocidentais realizadas hoje, também “saudaram os esforços do Presidente Trump para pôr fim à matança na Ucrânia, acabar com a guerra de agressão da Rússia e alcançar uma paz justa e duradoura”.
-
Líderes europeus listam quatro princípios fundamentais para Trump levar a reunião com Putin
Os líderes de Alemanha, França e Reino Unido listaram os princípios fundamentais que devem ser tidos em conta por Trump nas negociações com Vladimir Putin, num comunicado publicado após ter terminado mais uma reunião diplomática que se realizou hoje sobre a guerra na Ucrânia.
Em primeiro lugar, dizem que os membros desta coligação — encabeçada por Friedrich Merz, Emmanuel Macron e Keir Starmer — só devem realizadas negociações significativas num contexto em que se discuta “um cessar-fogo ou de uma pausa duradoura e significativa das hostilidades”.
Em segundo lugar, estes líderes europeus propõem agravar as punições económicas aplicadas à Rússia, caso Putin não aceite um acordo de cessar-fogo, durante as negociações com Trump.
Em terceiro lugar, afirmam que as fronteiras internacionais não podem ser alteradas pela força. E, por último, defendem que devem ser dadas à Ucrânia “garantias de segurança robustas e credíveis para defender eficazmente a sua soberania e integridade territorial”.
Nesse sentido, afirmam que “não devem ser impostas limitações às forças armadas da Ucrânia ou à sua cooperação com países terceiros” e que a Rússia não pode impedir o país vizinho de aderir à NATO ou à UE.
-
Montenegro destaca "unidade e determinação" de Europa com EUA na reunião desta tarde
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, pediu hoje que se chegue a um cessar-fogo e a uma “paz justa e duradoura na Ucrânia” o mais rapidamente possível e frisou que a União Europeia e os Estados Unidos estão unidos e determinados.
“Unidade e determinação — foi este o espírito da Coligação e desta com os Estados Unidos da América (EUA) na reunião que tivemos esta tarde. Juntos temos de conseguir, o mais rapidamente possível, o cessar-fogo e uma paz justa e duradoura na Ucrânia”, lê-se numa publicação de Luís Montenegro na rede social X.
Unidade e determinação — foi este o espírito da Coligação e desta com os EUA, na reunião que tivemos esta tarde. Juntos temos de conseguir, o mais rapidamente possível, o cessar fogo e uma paz justa e duradoura na Ucrânia. pic.twitter.com/8q71IhVW09
— Luís Montenegro (@LMontenegro_PT) August 13, 2025
-
Papa Leão: "Estou sempre à espera de que cheguem a um acordo de cessar-fogo"
O Papa Leão XIV também reagiu à reunião virtual entre Trump, Zelensky e líderes europeus, numa curta mensagem citada pela SkyNews. “Eu estou sempre à espera de um cessar-fogo, do fim da violência e de que eles cheguem a um acordo.”
“Porquê a guerra depois de tanto tempo? Qual é o objetivo?”, perguntou o líder da Igreja católica.
-
Sergei Kiriyenko. O "oportunista" e leal "soldado de Putin" que agora lidera a política para a Ucrânia e pode vir a liderar a Rússia
Foi primeiro-ministro cinco meses nos anos 90 e ajudou Putin a chegar à liderança dos serviços secretos. No Kremlin desde 2016, Kiriyenko gere tudo sobre a Ucrânia, sob ordens do Presidente.
-
Alemanha anuncia novo pacote de apoio militar à Ucrânia de 475 milhões de euros
A Alemanha vai ajudar o esforço de guerra da Ucrânia com um pacote de apoio no valor de 500 milhões de dólares norte-americanos (475 milhões de euros), anunciou esta quarta-feira a NATO.
Para entregar à Ucrânia um pacote que incluirá munições e outros tipos de equipamento militar, a Alemanha vai recorrer a material de guerra norte-americano, numa iniciativa que foi provida pela Aliança do Atlântico Norte. De acordo com a NATO, este pacote tem como objetivo “satisfazer as necessidades operacionais mais urgentes da Ucrânia” no campo de batalha.
“A Alemanha é quem mais contribui na Europa para a ajuda militar à Ucrânia e o anúncio de hoje reforça ainda mais o compromisso em ajudar o povo ucraniano a defender a sua liberdade e soberania”, disse o Secretário-Geral da NATO Mark Rutte, que destacou a “posição de líder” assumida pelo país com a maior economia na UE. Na semana passada, os Países Baixos, a Noruega, a Dinamarca e a Suécia anunciaram ajuda à Ucrânia, através do mesmo mecanismo, num valor total que ultrapassa os mil milhões de dólares.
-
Trump ameaça Putin com "consequências muito graves" se este não concordar com fim da guerra
Questionado se a Rússia será alvo de repercussões caso Putin não concorde em pôr fim à guerra na Ucrânia, Donald Trump disse: “Sim, haverá consequências.”
Em relação à forma como os EUA poderiam punir a Rússia, o Presidente norte-americano não quis, para já, comentar, por considerar que “não é preciso dizê-lo”. Trump repetiu apenas a garantia dada anteriormente: “Haverá consequências muito graves.”
Trump lembra que teve “conversas boas” com o Presidente da Rússia no passado, mas conta que, depois das mesmas, costuma ser confrontado com notícias que dão conta de “um rocket atingiu um lar de idosos ou um prédio e que há pessoas mortas na rua” quando chega a casa.
-
Trump diz "há grande probabilidade de uma segunda reunião" que junte Putin e Zelensky
Donald Trump disse hoje que uma “segunda reunião rápida” que junte Putin, Zelensky e o próprio Presidente dos EUA provavelmente ocorrerá após a cimeira na sexta-feira, no Alasca.
“Há uma grande probabilidade de termos uma segunda reunião, que será mais produtiva do que a primeira, porque na primeira vou descobrir onde estamos e o que estamos a fazer”, disse Trump, em declarações feitas num evento em Washington.
O Presidente norte-americano prevê que, se a primeira reunião com Putin na sexta-feira “correr bem”, haverá uma “segunda reunião rápida” entre Putin e Zelensky. “E eu, se eles quiserem que eu esteja presente”, acrescentou Trump.
Contudo, o líder norte-americano admite também que essa reunião possa não vir a acontecer. “Pode não haver uma segunda reunião, porque se eu achar que não é apropriado realizá-la, por não ter obtido as respostas que preciso, então não teremos uma segunda reunião”.
Confrontado pelos jornalistas presentes, não comentou a alegação de que terá procurado que a sua primeira reunião com Putin não incluísse Zelensky. Sobre a reunião com os líderes europeus realizada hoje, disse que a conversa foi “muito amigável”.
-
Von der Leyen: "Ninguém deseja a paz mais do que nós"
Ursula von der Leyen disse que a conversa muito positiva com Trump e Zelensky foi “muito positiva”, confirmando que na mesma foram “trocadas impressões” sobre a reunião entre Trump e Putin que se realizar esta sexta-feira.
“Hoje, a Europa, os EUA e a OTAN reforçaram o terreno comum em relação à Ucrânia. Continuaremos a manter uma coordenação estreita”, escreveu nas redes sociais. “Ninguém deseja a paz mais do que nós, uma paz justa e duradoura”, concluiu a Presidente da Comissão Europeia.
Together with @POTUS, @ZelenskyyUa and other European leaders, we have had a very good call.
We exchanged on the upcoming bilateral meeting in Alaska.
Today Europe, the US and NATO have strengthened the common ground for Ukraine.
We will remain in close coordination. Nobody…
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) August 13, 2025
-
Costa destaca "conversas muito úteis" antes da "importante reunião bilateral" no Alasca
O Presidente do Conselho Europeu António Costa disse que os líderes europeu tiveram com Trump e Zelensky “conversas muito úteis sobre a Ucrânia”, em antecipação da “importante reunião bilateral” no Alasca.
O ex-primeiro-ministro, que esteve presente na reunião, disse que a “UE está determinada a trabalhar em estreita colaboração e em união com os EUA para pôr fim à guerra de agressão da Rússia e garantir uma paz justa e duradoura”.
“Estamos prontos para fazer a nossa parte. Alcançar um cessar-fogo continua a ser a prioridade — como um passo necessário para negociações significativas com a Ucrânia”, concluiu.
Very useful calls today on Ukraine ???????? with @POTUS, @ZelenskyyUa, and European leaders, ahead of the important bilateral meeting in Alaska.
The EU is determined to work closely and in unity with the U.S. to end Russia’s war of aggression and secure a just and lasting peace.
We… pic.twitter.com/dWr1Nnn5Vk
— António Costa (@eucopresident) August 13, 2025
-
JD Vance: "Vamos assumir como missão trazer novamente a paz à Europa"
JD Vance afirmou, numa base militar em Inglaterra, o empenho dos EUA em alcançar “uma grande vitória pela liberdade”, em conjunto com o Reino Unido. “Vamos assumir como missão da nossa administração trazer novamente a paz à Europa”, disse o vice-presidente norte-americano, em referência à guerra na Ucrânia.
-
Após reunião entre aliados da NATO, Rutte diz que cessar-fogo está "nas mãos de Putin"
O secretário-Geral da NATO disse que “agora a decisão é de Putin”, após a conferência entre líderes europeus e Trump realizada hoje.
“Ótima conversa com [Donald Trump], [Zelensky] e líderes europeus, antes da reunião do presidente Trump com Putin no Alasca. Estamos unidos para pressionar pelo fim desta terrível guerra contra a Ucrânia e alcançar uma paz justa e duradoura”, escreveu Mark Rutte nas redes sociais.
“Agradecemos a liderança de [Donald Trump] e a coordenação próxima com os aliados. Agora, a decisão está nas mãos de Putin”, concluiu.
Great call with @POTUS, @ZelenskyyUA & European leaders ahead of President Trump’s meeting with Putin in Alaska. We are united in pushing to end to this terrible war against ???????? & achieve just and lasting peace. Appreciate @realDonaldTrump leadership & close coordination with…
— Mark Rutte (@SecGenNATO) August 13, 2025
-
Starmer: "Líderes concordaram que esta semana marca momento importante para futuro da Ucrânia"
Depois da reunião virtual de líderes europeus desta tarde, Keir Starmer afirmou que o apoio do Reino Unido à Ucrânia é “inabalável”.”Todos os líderes concordaram que esta semana marca um momento importante para o futuro da Ucrânia”, lê-se num comunicado oficial.
O líder britânico diz que, na chamada com Trump, os restantes líderes agradecerem ao Presidente dos EUA pelos seus “esforços para trazer Putin para a mesa de negociações em busca de um cessar-fogo para acabar com o derramamento de sangue em curso”.
“As fronteiras internacionais não devem ser alteradas pela força e a Ucrânia deve ter garantias de segurança robustas e credíveis para defender a sua integridade territorial como parte de qualquer acordo”, acrescenta Starmer.
O primeiro-ministro britânico diz que a Europa e os EUA vão continuar a lutar por uma “paz justa e duradoura na Ucrânia” e revela ainda que está marcada uma nova reunião entre os líderes da aliança transatlântica após a reunião entre Putin e Trump no Alaska.
Admitindo que a esta reunião entre os líderes de Rússia e EUa será “muito importante”, Starmer diz. “Como disse pessoalmente ao Presidente Trump, há mais de três anos que este conflito se arrasta e ainda não chegámos nem perto de uma solução viável. Uma forma viável de chegar a um cessar-fogo e agora temos essa oportunidade graças ao trabalho que o presidente tem feito.»
-
Cimeira Trump-Putin realiza-se em base militar do Alasca
A cimeira de sexta-feira entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, vai realizar-se na base militar de Elmendorf-Richardson, em Anchorage, no Alasca, confirmou hoje a Casa Branca (presidência).
O anúncio sobre o local da reunião bilateral para discutir as tréguas na Ucrânia confirmou a informação divulgada inicialmente pelo jornal The Washington Post, segundo a agência de notícias espanhola EFE.
O enclave militar localizada no norte de Anchorage é considerada o único local no Alasca que cumpre os requisitos de segurança para uma reunião da magnitude da que vai ocorrer na sexta-feira.
-
Zelensky espera que encontro entre Trump e Putin resulte num cessar-fogo
Depois de Merz, é a vez das declarações do Presidente Zelensky. O líder ucraniano revelou que Trump disse que lhe vai ligar após o encontro entre Trump e Putin no Alaska.
“Falámos sobre a reunião no Alasca e esperamos que haja um cessar-fogo”, disse Zelensky, após a videoconferência que teve com o chanceler alemão, Friedrich Merz, e Trump, diálogo que ocorreu depois de líderes europeus também terem participado nessa reunião virtual.
Zelensky voltou a sublinhar que “as negociações de paz têm de envolver a Ucrânia” e acrescentou que tudo aquilo que foi hoje discutido nas conversas com os vários parceiros internacionais “pressupõe um cenário de vitória”.
O Presidente da Ucrânia disse também que há consenso entre os aliados europeus ucranianos à volta da ideia de que “caso não concorde com as propostas de paz, as sanções aplicadas à Rússia devem ser endurecidas”. Zelensky garante que estas estão a ter “um impacto enorme na economia russa”, ao contrário do que alega Putin.
“Putin está a tentar enganar-nos, está a tentar demonstrar que consegue ocupar toda a Ucrânia e, obviamente, isso é impossível”, disse o Presidente ucraniano. “Putin não quer paz, o que ele quer é ocupar todo o território da Ucrânia”, acrescenta.
De acordo com o Presidente ucraniano, também foi discutida com Merz e Trump a situação na linha da frente de guerra, onde a Rússia tem feito ganhos importantes nos últimos dias. Zelensky disse ainda que foi discutida um futuro encontro com Trump, mas afirmou que a prioridade, por agora, é chegar a um cessar-fogo. “Neste momento, o que precisamos é garantir a segurança”, concluiu.
com Lusa