Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com o conflito no Médio Oriente ao longo do dia de ontem, sexta-feira.

    Sete soldados israelitas feridos em emboscada com bomba em Gaza

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que se passou até agora

    • O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que irá recusar e revogar vistos de membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Palestiniana (AP) antes da próxima Assembleia Geral das Nações Unidas. Esta decisão afeta diretamente Mahmoud Abbas, Presidente da Autoridade Palestiniana, e cerca de 80 outros oficiais palestinianos, impossibilitando a sua participação na assembleia. A administração Trump justifica esta medida como uma resposta ao incumprimento de acordos e incentivos ao terrorismo por parte da AP e da OLP.
    • A ONU expressou preocupação com a intensificação da ofensiva israelita na cidade de Gaza, alertando que poderá ter um impacto terrível no enclave, afetando até um milhão de palestinianos ao forçá-los a abandonar as suas habitações. A organização destaca que a suspensão das pausas táticas nas operações militares ameaça ainda mais as vidas dos civis e dificulta a assistência por parte de trabalhadores humanitários.
    • Israel iniciou as operações preliminares e as fases iniciais do ataque à cidade de Gaza com o objetivo de desmantelar o Hamas militar e politicamente. A cidade foi declarada uma “zona de combate perigosa”, e a suspensão da pausa tática na atividade militar assinala uma escalada nos ataques.
    • Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Espanha, Irlanda, Noruega, Eslovénia, Islândia e Luxemburgo condenaram fortemente a nova ofensiva israelita na Faixa de Gaza. Estes seis países europeus pedem ao Governo israelita que reconsidere o plano militar, alertando para o risco para a vida dos reféns em poder do Hamas e para as mortes de civis palestinianos inocentes.
    [Meses depois de confessar o crime, o assassino de Sartawi é finalmente julgado. Mas, numa reviravolta, o terrorista do quarto 507 garante que é inocente. Como vai tudo acabar? “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Ouça no site do Observador o sexto e último episódio deste Podcast Plus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto episódio aqui]

  • Irão defenderá "energicamente" a sua posição em casa de ataque dos EUA e Israel

    O Presidente do Irão Masoud Pezeshkian disse hoje que o Irão não está à procura de uma guerra, mas avisa que defenderá a sua posição “energicamente” se Israel ou os Estados Unidos atacarem militarmente o país.

    “Os Estado Unidos da América e Israel procuram dividir e destruir o Irão, mas não há nenhum iraniano que queria uma divisão do Irão”, disse numa entrevista.

  • Presidente da Autoridade Palestiniana não terá permissão para entrar nos EUA

    Não será concedido um visto ao Presidente da Autoridade Palestiniana Mahmoud Abbas que permita a sua participação na Assembleia Geral das Nações Unidas, confirmou o departamento de Estado dos EUA ao jornal israelita Haaretz.

    A confirmação é dada depois de o mesmo departamento ter anunciado que vai recusar e revogar vistos de membros da OLP e da Autoridade Palestiniana, antes da próxima Assembleia Geral das ONU. “Abbas será afetado por esta ação, tal como aproximadamente 80 outros quadros da Autoridade Palestiniana”, disse a mesma fonte da administração Trump.

  • "Toda a gente olha para o 7 de outubro, ninguém olha para 77 anos de ocupação"

    Questionada sobre o reconhecimento tardio da Autoridade Palestiniana dos ataques terroristas do 7 de outubro, a embaixadora palestiniana disse que “após dois anos de genocídio, depois de termos mais de 6o mil pessoas mortas temos de fazer perguntas diferentes”.

    “Temos sido desde o início, contra matar civis, mas toda a gente olha para o 7 de outubro como o início de todo este genocídio e agressão contra o meu povo. Ninguém olha para 77 anos de ocupação [que antecederam essa data]”, acrescentou.

  • Embaixadora da Palestina em Portugal diz que "a fome está a acontecer" e "não pode ser negada"

    A embaixadora da missão diplomática da Palestina em Lisboa disse esta noite, numa entrevista à SIC, “a fome está a acontecer” em Gaza. Em resposta à posição do embaixador de Israel em Portugal, Rawan Sulaiman disse que a fome é algo que “não pode ser negado, nem rejeitado”, servindo-se dos dados de um relatório recente que levou a ONU a declarar situação de fome em Gaza.

  • Hamas avisa que reféns correm os "mesmos riscos" dos seus combatentes

    O grupo islamita palestiniano Hamas alertou hoje que os reféns na sua posse correm os “mesmos riscos” que os seus próprios combatentes enfrentam perante as tropas israelitas na Faixa de Gaza.

    “Cuidaremos dos prisioneiros [reféns] da melhor forma possível, e eles estarão com os nossos combatentes nas zonas de combate e de confronto sujeitos aos mesmos riscos e às mesmas condições de vida”, afirmou o Hamas em comunicado, numa fase em que Israel se prepara para executar a sua operação militar para ocupar a Cidade de Gaza.

    A nova etapa do conflito, aprovada por Israel sob uma vaga de críticas internacionais e dentro do próprio país, é justificada com o objetivo de aniquilar o Hamas e recuperar os reféns ainda em cativeiro, embora o comandante do Exército israelita tenha advertido que a operação pode colocar as suas vidas em perigo.

    “Por cada refém morto na agressão, publicaremos o seu nome, foto e prova de morte”, acrescentou o comunicado do Hamas, atribuído ao porta-voz do braço armado do movimento, conhecido pelo nome de guerra Abu Obeida.

  • Gouveia e Melo diz que Mortágua "não pode obrigar" Estado a atuar no Médio Oriente

    Henrique Gouveia e Melo disse que “seria muito difícil” ao Governo assegurar a segurança de todos os cidadãos que “resolvem ter atos que podem ser considerados perigosos”, numa referência à flotilha humanitária de Mariana Mortágua.

    “A senhora deputada fará o que achar muito bem com o seu sentido de responsabilidade. Não poderá é obrigar o Estado português depois a atuar numa determinada zona, que é muito difícil e muito confusa e complexa no momento que estamos todos a viver”, acrescentou.

  • Mortágua diz que o "Governo português terá de responder" à missão humanitária da flotilha

    Mariana Mortágua reagiu aos comentários do ministério dos Negócios Estrangeiros que “não existe uma responsabilidade jurídica por parte do Estado português de proteção” da flotilha humanitária com destino a Gaza, ou dos seus tripulantes.

    “O Governo português terá de responder e tem de responder em relação a esta missão humanitária e a qualquer outra missão humanitária que tenta levar ajuda até Gaza”, disse Mortágua, prevendo a possibilidade de Israel desviar as embarcações ou “sequestrar” quem neles estiver.

    Essa seria a posição de um país que “respeita o direito internacional e que quer que os outros países também o façam”, defende.

    “A missão humanitária que leva bens de primeira necessidade a Gaza é uma missão legal do ponto de vista do direito internacional. O bloqueio que Israel está a fazer a toda e qualquer ajuda humanitária a Gaza, esse sim, é um ato ilegal e que vai contra todas as regras do direito internacional”, defendeu.

  • Um milhão de palestinianos em risco de deslocação forçada com ofensiva na cidade de Gaza

    A ONU está “preocupada” com o facto de uma intensificação da ofensiva israelita na cidade de Gaza poder vir a ter “um impacto ainda mais terrível” sobre do enclave, disse Stephane Dujarric.

    O porta-voz de António Guterres comentava o anúncio de Israel da suspensão das “pausas táticas” nas operações militares em Gaza. “Essa suspensão ameaçará ainda mais a vida das pessoas e a capacidade dos trabalhadores humanitários de apoiar as populações”, disse Dujarric.

    Nas redes sociais, a ONU publicou uma estimativa da número de população que poderá ser afetada por uma intensificação da ofensiva na cidade de Gaza: calculam que um milhão de pessoas estarão em risco de ser forçadas a deslocarem-se das suas habitações. “Além disso, forçar centenas de milhares de pessoas a se deslocarem para o sul é uma receita para mais desastres e pode equivaler a uma transferência forçada”, disse o porta-voz de Guterres.

  • Embaixador da Palestina na ONU diz que missão "vai responder adequadamente" a revogação de vistos

    O embaixador da Palestina na ONU disse hoje que está a avaliar a revogação de vistos, anunciado pela administração Trump, a membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Palestiniana (AP).

    “Vamos ver o que quer dizer exatamente e como se aplica à nossa delegação. E vamos responder adequadamente”, disse à imprensa em Nova Iorque.

  • Exército israelita assassinou líder da divisão de Gaza do Estado Islâmico

    O Exército israelita anunciou hoje que matou o responsável máximo da divisão da Gaza do Estado Islâmico, de acordo com o Haaretz.

    Muhammad Abd al-Aziz Abu Zubaida, que foi assassinado no enclave, “era responsável por determinar as políticas, o planeamento e a gestão da execução das atividades terroristas do Estado islâmico”, de acordo com o Exército israelita. O grupo terrorista “participava ativamente no combate contra as tropas israelitas na Faixa de Gaza”, acrescentam.

  • Espanha entre seis países europeus que condenam ofensiva israelita na cidade de Gaza

    Os ministros dos Negócios Estrangeiros de Espanha, Irlanda, Noruega, Eslovénia, Islândia e Luxemburgo emitiram um comunicado conjunto em que condenam “fortemente” a nova ofensiva israelita na Faixa de Gaza e pedem ao Governo israelita para reconsiderar o plano militar em curso.

    De acordo com os chefes da diplomacia deste seis países europeus, a expansão das operações do Exército israelita vai pôr em risco a vida dos reféns “que continuam de forma cruel nas mãos do Hamas”, algo que constitui uma “violação flagrante da lei internacional” com as “mortes intoleráveis de cidadãos palestinianos inocentes”. “Esta espiral de violência deve acabar”, exigem no comunicado.

  • EUA revoga vistos de membros da Autoridade Palestiniana e da Organização para a Libertação da Palestina

    O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que iria “recusar e revogar vistos de membros da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e da Autoridade Palestiniana (AP) antes da próxima Assembleia Geral das Nações Unidas”.

    Num comunicado publicado no site em nome do secretário de Estado, Marco Rubio, indica que “a administração Trump foi clara: é do interesse da nossa segurança nacional responsabilizar a OLP e a AP pelo incumprimento dos seus compromissos e por comprometer as perspetivas de paz”.

    “Antes que a OLP e a AP possam ser consideradas parceiras para a paz, elas devem repudiar consistentemente o terrorismo — incluindo o massacre de 7 de outubro — e acabar com o incitamento ao terrorismo na educação, conforme exigido pela legislação dos EUA e prometido pela OLP”, lê-se ainda.

    Para os Estados Unidos, a Autoridade Palestiniana “deve também acabar com as suas tentativas de contornar as negociações por meio de campanhas de guerra jurídica internacional, incluindo recursos ao Tribunal Penal Internacional e ao Tribunal Internacional de Justiça, e esforços para garantir o reconhecimento unilateral de um Estado palestiniano”, acrescentou o Departamento de Estado, defendendo que “ambas as medidas contribuíram significativamente para a recusa do Hamas em libertar os seus reféns e para o colapso das negociações de cessar-fogo em Gaza”.

    Apesar da recusa norte-americana, a missão da Autoridade Palestiniana nas Nações Unidas vai poder entrar no território para assistir à Assembleia Geral, explica ainda o comunicado.

    “Os Estados Unidos continuam abertos a um reengajamento que seja consistente com as nossas leis, caso a AP/OLP cumpra as suas obrigações e tome medidas concretas para retornar a um caminho construtivo de compromisso e coexistência pacífica com o Estado de Israel”, concluiu o Departmento de Estado.

  • Mortos na Faixa de Gaza ultrapassam os 63 mil

    Mais de 63 mil palestinianos foram mortos na ofensiva do Exército israelita na Faixa de Gaza, que teve início em outubro de 2023, declararam hoje as autoridades do enclave, controlado pelo grupo islamita Hamas.

    O Ministério da Saúde de Gaza declarou, em comunicado publicado na rede social Telegram, que foram confirmados 63.025 mortes e 159.490 feridos desde o início da guerra, incluindo 59 “mártires” e 224 feridos devido aos ataques israelitas nas últimas 24 horas.

    O ministério indicou ainda que corpos ainda estão entre os escombros ou em zonas de difícil acesso, aumentando o receio de que o número de mortos possa ser maior.

    Segundo as autoridades, este número inclui mais de 320 mortes devido à fome no enclave, causada pelas fortes restrições israelitas à entrega de ajuda humanitária.

    As autoridades de Gaza afirmaram ainda que pelo menos 11.178 pessoas morreram e 47.449 ficaram feridas desde 18 de março, data em que o exército israelita quebrou o cessar-fogo acordado em janeiro com o Hamas e relançou a sua ofensiva militar no enclave.

    O número de mortos em ataques de tropas israelitas enquanto tentavam obter ajuda humanitária subiu para 2.203, incluindo 23 nas últimas 24 horas.

  • Exército israelita arranca com "fases iniciais do ataque à cidade de Gaza"

    “Não estamos à espera. Iniciámos as operações preliminares e as fases iniciais do ataque à cidade de Gaza, e estamos atualmente a operar com grande força nos arredores da cidade”, escreveu na rede social X Avichay Adraee, porta-voz do exército israelita.

    As Forças de Defesa de Israel prometem intensificar os ataques e garante que não hesitará até “recuperar todos os reféns e desmantelar o Hamas militar e politicamente”.

    Mais cedo esta sexta-feira, o exército já tinha classificado a Cidade de Gaza como uma “zona de combate perigosa”, mas não pediu a saída imediata da população, quando Israel ameaça lançar uma grande ofensiva militar contra o grupo islamita Hamas.

    “A partir de hoje, às 10h00, no horário local (8h00 em Lisboa), a pausa tática local na atividade militar não se aplicará à área da Cidade de Gaza, que constitui uma zona de combate perigosa”, de acordo com um comunicado militar publicado na rede social X.

  • Al Jazeera destaca Mariana Mortágua como uma das principais figuras a bordo da Flotilha humanitária para Gaza

    As preparações estão em curso para as centenas de ativistas e figuras públicas seguirem rumo a Gaza no domingo, no que será a maior flotilha até agora a tentar romper o bloqueio naval feito por Israel em torno do enclave palestiniano.

    Esta sexta-feira, a Al Jazeera destacou os esforços dos membros das várias tripulações que representam 44 países, sublinhando duas das personalidades que acreditam ser mais sonantes dentro das que integram a lista. A primeira pessoa é a ativista sueca Greta Thunberg, que vai agora na sua segunda tentativa de penetrar o espaço marítimo israelita para chegar a Gaza, depois de ter sido impedida e deportada no início de junho.

    A segunda é a líder do Bloco de Esquerda Mariana Mortágua, descrita apenas como “política de esquerda portuguesa” pelo canal qatari. Mortágua, apesar de ter sido a única portuguesa mencionada no artigo — e uma de duas pessoas entre as centenas que vão participar na iniciativa — não é a única a integrar o coletivo, sendo acompanhada pelo ativista Miguel Duarte e a atriz Sofia Aparício.

  • Quem era Ilan Weiss?

    O corpo que terá sido recuperado esta manhã pelo exército israelita será o de Ilan Weiss, como noticiámos há minutos. Segundo a imprensa israelita o homem de 56 anos terá sido morto durante os ataques do Hamas na manhã de 7 de outubro de 2023 e fazia parte da equipa de resposta imediata do exército de Israel.

    As Forças de Defesa de Israel (IDF, em inglês) publicaram nas redes sociais uma fotografia de Weiss, que esteve refém 693 dias, segundo as IDF.

    A mulher, Shiri Weiss, e a filha, Noga Weiss, também estiveram reféns do Hamas, mas acabariam por ser libertadas com vida no âmbito de um acordo de libertação de reféns em novembro de 2023. Na altura, Ilan era dado como desaparecido.

  • Exército israelita recupera corpos de dois reféns em Gaza

    O exército israelita confirmou ter recuperado os corpos de dois reféns que estavam em Gaza. De acordo com o The Times of Israel, que cita um comunicado das IDF e do gabinete do primeiro-ministro, um dos reféns será Ilan Weiss, um homem de 56 anos que terá sido morto durante os ataques do Hamas no dia 7 de outubro de 2023. O comunicado reforça que continuam em Gaza 48 reféns, dos quais acreditam que 20 ainda possam regressar a Israel com vida.

  • Exército israelita declara Cidade de Gaza zona de combate perigosa

    O exército israelita classificou hoje a Cidade de Gaza como uma “zona de combate perigosa”, mas não pediu a saída imediata da população, quando Israel ameaça lançar uma grande ofensiva militar contra o grupo islamita Hamas.

    “A partir de hoje, às 10h00, no horário local (8h00 em Lisboa), a pausa tática local na atividade militar não se aplicará à área da Cidade de Gaza, que constitui uma zona de combate perigosa”, de acordo com um comunicado militar publicado na rede social X.

    “As IDF [Força de Defesa de Israel] vão continuar a apoiar os esforços humanitários enquanto conduzem operações para proteger Israel”, disse o exército na mesma nota.

    Esta “pausa tática local” diária foi anunciada no final de julho para a Cidade de Gaza e outras zonas da Faixa de Gaza, referiu o exército israelita, para “permitir a passagem segura de comboios da ONU” e de organizações não-governamentais (ONG) humanitárias para o território palestiniano devastado pela guerra, que teve início em outubro de 2023.

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