Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • Vamos encerrar por aqui este artigo liveblog, que seguiu a atualidade relacionada com o conflito no Médio Oriente ao longo do dia de ontem, segunda-feira.

    Hamas pede tempo e maquinaria para recuperar todos os corpos de reféns

    Continue, por favor, a acompanhar-nos nesta nova ligação. Muito obrigado!

  • O que se passou até agora

    • Os enviados especiais de Donald Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, alertaram o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para não comprometer o cessar-fogo com o Hamas. A prioridade dos enviados norte-americanos é garantir a proteção deste cessar-fogo, considerando que é um passo crucial para avançar para a segunda fase do acordo. Jared Kushner sublinhou que, embora os Estados Unidos apoiem a legítima defesa de Israel, a manutenção da trégua é de máxima importância para assegurar a estabilidade na região.
    • Num contexto de cessar-fogo já considerado frágil, o executivo israelita foi acusado de violar o acordo através de múltiplos ataques que resultaram na morte de 97 palestinianos e ferimentos em outros 230, desde o início da trégua. Os ataques têm sido justificados por Israel como uma resposta a alegadas violações por parte do Hamas. As tensões mantêm um risco elevado de escalada, à medida que ambas as partes acusam-se mutuamente de quebrar o cessar-fogo.
    • O Vice-Presidente dos Estados Unidos, JD Vance, expressou o entendimento de que, apesar das tensões e dos constantes avanços e recuos no cessar-fogo entre Israel e Hamas, a busca por uma paz duradoura prossegue. A Casa Branca ainda não definiu um cronograma para o desarmamento do Hamas, dada a complexidade do cenário no terreno e a necessidade de estruturar infraestruturas de segurança adequadas com os aliados do Golfo Pérsico para garantir o cumprimento total do acordo de paz.
    • O chefe da UNRWA, Philippe Lazzarini, apelou a investigações independentes sobre as violações dos direitos internacionais humanitários, devido a recentes bombardeamentos na Faixa de Gaza. Estes ataques, que incluíram o bombardeamento de escolas usadas como abrigos, destacam a necessidade urgente de manutenção do cessar-fogo e de responsabilização por ações no terreno, evidenciando o continuado sofrimento civil numa região já pressionada por décadas de conflito.

    [A 14 de janeiro de 1986 um acontecimento muda o rumo da campanha das presidenciais: a inesperada agressão a Soares na Marinha Grande. Nas urnas, o socialista e Zenha lutam por um lugar na segunda volta frente a Freitas. A “Eleição Mais Louca de Sempre” é o novo Podcast Plus do Observador sobre as Presidenciais de 1986. Uma série narrada pelo ator Gonçalo Waddington, com banda sonora original de Samuel Úria. Pode ouvir aqui, no Observador, e também na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E pode ouvir o primeiro episódio aqui, o segundo aqui e o terceiro aqui.]

  • Israel identifica corpo entregue pelo Hamas como reservista morto no 7 de Outubro

    O corpo entregue esta noite pelos grupos armados palestinianos foi identificado como Tal Haimi, de 42 anos, segundo um comunicado do gabinete do primeiro-ministro, citado pelo Haaretz. O sargento na reserva foi morto “em combate” durante os ataques de 7 de outubro de 2023 no kibbutz Nir Yitzhak, onde vivia. O corpo foi depois levado para Gaza.

    A família (a mulher e quatro filhos, um nascido já depois da sua morte) foi informada da sua morte em dezembro de 2023 e realizou um funeral simbólico, tendo enterrado “um caixão vazio”.

  • Maccabi Telavive recusa pôr à venda bilhetes para jogo com o Aston Villa em Birmingham

    Primeiro, o Grupo de Aconselhamento de Segurança de Birmingham decidiu que adeptos visitantes do Macabbi Telavive não poderiam entrar no estádio do Aston Villa, no jogo para a Liga Europa, no início do próximo mês, por questões de segurança. A decisão foi criticada pelo poder político, incluindo pelo primeiro-ministro Keir Starmer, pelo que o Governo prometeu “encontrar recursos” para permitir o decorrer do jogo em segurança. Agora, afinal, o Maccabi Telavive anunciou hoje que não vai disponibilizar bilhetes para venda aos adeptos.

    “Não vamos tolerar antissemitismo”. Starmer contra exclusão de adeptos visitantes do Maccabi Telavive de jogo com Aston Villa

    Numa longa publicação nas redes sociais, o clube israelita justificou a decisão com “a atmosfera tóxica, resultante das falsidades cheias de ódio”. “Sugerir que a razão pela qual os nossos fãs não podem viajar é por causa do seu comportamento é uma tentativa de distorcer a realidade (…). Os nossos fãs, a comunidade judaica conhece muito bem esta tática e sabe onde é que leva”, pode ler-se nas redes sociais.

    “O bem-estar e a segurança dos nossos fãs é essencial e pelas duras lições aprendidas, tomámos a decisão de recusar a alocação oferecida em nome dos adeptos visitantes”, remata o clube. Na época passada, a deslocação do Maccabi a Amesterdão para um jogo contra o Ajax terminou com confrontos com grupos pró-Palestina, dez israelitas feridos e o envio de aviões para levar os adeptos de volta para Israel.

    Dez israelitas feridos em ataque de pró-palestinianos em Amesterdão. Telavive envia aviões para resgatar cidadãos dos Países Baixos

  • Missão humanitária da flotilha "tem muito de hipocrisia", critica Marques Mendes

    Já sobre a missão humanitária da flotilha, o candidato à Presidência República declara que “a iniciativa tem muito de hipocrisia”. “Se a ideia era dar visibilidade a Gaza, Gaza já tinha visibilidade”, afirma, acrescentando que a interceção em águas internacionais “não é novidade”, uma vez que já aconteceu nas flotilhas anteriores. Elogia ainda o apoio diplomático, notando que foi assegurado nos termos previstos.

    Questionado sobre se esta ação terá afetado os resultados do Bloco de Esquerda nas eleições autárquicas, Marques Mendes recusa comentar os resultados eleitorais, dizendo que essa “é a função de um comentador e não de um candidato ou Presidente”.

  • "Deixemo-nos de hipocrisias. Não era o reconhecimento do Estado da Palestina que fazia parar a guerra em Gaza", declara Marques Mendes

    “Antes um acordo frágil do que não haver acordo nenhum”. A interpretação é feita por Luís Marques Mendes, que diz que o cessar-fogo na Faixa de Gaza já valeu a pena só pelo regresso dos reféns e da entrada de ajuda humanitária em Gaza. Contudo, reconhece “vulnerabilidades” futuras: o calendário futuro é “ambíguo”, assim como a desmilitarização do Hamas e a Autoridade Palestiniana tem uma “voz muito passiva”. “O que estávamos a assistir era um massacre inqualificável em Gaza”, saúda, notando que por isso, tem “um sentimento de satisfação”.

    Em entrevista à CNN Portugal, o elogio estende-se ao reconhecimento do Estado da Palestina por parte do Governo, que ajuda à concretização da solução de dois Estados. Questionado sobre se a decisão devia ter surgido mais cedo, dado o desastre humanitário em Gaza, o candidato presidencial recusa. “Deixemo-nos de hipocrisias. Não era o reconhecimento do Estado da Palestina que fazia parar a guerra em Gaza”, responde. Por oposição, aponta que teria sido mais eficaz a suspensão do acordo de comércio livre com Israel.

  • JD Vance já está a caminho de Israel, onde se vai reunir com Netanyahu

    O vice-Presidente dos Estados Unidos, JD Vance, já está a caminho de Israel, onde deve chegar amanhã de manhã (hora local). Na agenda está um encontro com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que deverá servir para trabalhar na segunda fase do cessar-fogo.

    Este encontro já começou a ser preparado hoje, durante uma reunião de Netanyahu com os enviados norte-americanos, Steve Witkoff e Jared Kushner, relatou uma fonte com conhecimento do processo ao jornal Haaretz.

  • Witkoff e Kushner deverão encontrar-se com reféns israelitas amanhã

    O enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o genro do Presidente, Jared Kushner, que se encontram em Israel para discutir a segunda fase do cessar-fogo, deverão encontrar-se com os reféns libertados e com as suas famílias amanhã. A informação é avançada pelo jornal israelita Haaretz.

  • Chefe da UNRWA diz que "violações flagrantes do direito internacional" devem ser investigadas

    O diretor da UNRWA, agência da ONU para os refugiados palestinianos, apelou à realização de “investigações independentes” sobre “violações flagrantes do direito internacional humanitário”.

    “As armas devem silenciar e a responsabilização deve ser feita”, acrescentou, apelando a que o “frágil cessar-fogo” fosse mantido.

    “Ontem, quatro pessoas foram mortas após bombardeamentos pelas forças israelitas de uma escola da UNRWA transformada em abrigo no campo de refugiados de Nuseirat. Há relatos de mais feridos”, denunciou o chefe da agência, afirmando que “mais de 800 pessoas foram mortas e quase 2.600 ficaram feridas em incidentes separados que afetaram 300 instalações da UNRWA”.

    “Os edifícios da UNRWA em toda a Faixa de Gaza foram transformados em abrigos para pessoas deslocadas que procuravam refúgio e proteção no início da guerra”, apontou.

  • Enviados de Trump terão avisado Netanyahu para não colocar cessar-fogo em risco

    Steve Witkoff e Jared Kushner, enviados especiais do Presidente norte-americano, terão deixado avisos ao primeiro-ministro israelita para que não ponha em risco o cessar-fogo durante uma reunião com Benjamin Netanyahu e um dos seus ministros mais próximos, Ron Dermer, que detém a pasta dos Assuntos Estratégicos.

    “Não ajam de forma a colocar o cessar-fogo em risco. Queremos fazer de tudo para chegar à segunda fase”, terão dito os enviados a Netanyahu, segundo pessoas com conhecimento da conversa citadas pelo Channel 12. Kushner e Witkoff terão sublinhado o apoio de Washington pela legítima defesa de Israel, mas notado que a prioridade é proteger o cessar-fogo — objetivo que os levou a viajar para o Médio Oriente.

    Os dois norte-americanos tiveram ainda reuniões com líderes militares do Exército israelita, para discutir “o mecanismo para desmantelar e desmilitarizar Gaza no pós guerra” e garantir que as forças israelitas estão prontas para cumprir a segunda fase do acordo.

  • Corpo entregue à Cruz Vermelha será de soldado israelita

    O corpo entregue há momentos à Cruz Vermelha será um soldado israelita. A identificação é avançada pela Al Jazeera Arabic, que cita declarações das Brigadas Abu Ali Mustafa, o braço armado da Frente Popular pela Libertação da Palestina, um dos vários grupos da resistência palestiniana.

  • Hamas já entregou corpo de mais um refém à Cruz Vermelha

    O Exército israelita confirmou que o Hamas já entregou o corpo de mais um refém israelita, que morreu em cativeiro, à Cruz Vermelha. A organização dirige-se agora para o ponto de encontro com as forças militares e de segurança de Israel. O Hamas não deu qualquer indicação sobre a identidade deste que é o 13.º que entrega — de um total de 28 que estavam no enclave à data da assinatura do acordo de cessar-fogo.

  • Exército israelita coloca blocos de cimento em Gaza para delimitar zona ocupada

    O Exército israelita começou hoje a marcar fisicamente a “Linha Amarela” — uma linha, até hoje, imaginária prevista no acordo de cessar-fogo que delimita o espaço da Faixa de Gaza que continua a ser ocupado por Israel. As forças israelitas publicaram fotos e vídeos desta operação, em que é possível ver retroescavadora a colocar blocos de cimento amarelos no enclave palestinianos.

    Os blocos têm um poste, também amarelo, com uma altura de 3,5 metros e são colocados a 200 metros de distância uns dos outros.

  • Irão põe fim a acordo de cooperação com agência de supervisão nuclear da ONU

    O secretariado do Supremo Conselho de Segurança Nacional do Irão formalizou hoje o fim do acordo de cooperação com a Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA na sigla em inglês), que tinha sido assinado em setembro — a cooperação acontecia no âmbito do fim do acordo de não proliferação nuclear e da reimposição de sanções pelas potências ocidentais a Teerão.

    No entanto, em linha com as declarações do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, o secretariado disse estar disponível para analisar novas propostas de cooperação, se a IAEA tiver um novo documento para apresentar, segundo declarações publicadas nos meios estatais, citadas pelo Times of Israel.

  • Há condições para avançar com o cessar-fogo em Gaza?

    O acordo é “frágil” e o caos violento pode ter uma leitura: não está a funcionar. Bruno Cardoso Reis revela algum ceticismo e sublinha risco elevado de os objetivos levantarem problemas ainda maiores.

    Há condições para avançar com o cessar-fogo em Gaza?

  • Trump: "[O Hamas] vai ser bem-comportado, e se não for, nós vamos erradicá-lo"

    Donald Trump voltou a ameaçar o Hamas com a sua destruição, caso não cumpram o cessar-fogo — uma acusação deixada nos últimos dias por Israel para justificar novos ataques que mataram dezenas de palestinianos na Faixa de Gaza. “Eles vão ser bem-comportados, e se não forem, vamos entrar e vamos erradicá-los”, declarou o Presidente dos Estados Unidos.

    “O Hamas tem sido muito violento, mas já não têm o apoio do Irão. Eles já não têm o apoio de ninguém. Eles têm de ser bons e se não forem bons, vão ser erradicados”, acrescentou, em declarações na Sala Oval, citadas pelo The Guardian.

    “Houve países que me ligaram quando viram as matanças do Hamas, a dizer ‘nós adorávamos entrar e tomar conta disto’. Além disso, Israel entrava em dois minutos se eu lhe pedisse. Neste momento, ainda não dissemos isso, vamos dar uma pequena oportunidade”, alegou também, ainda que Israel já tenha respondido ao ataque que atribuiu ao Hamas.

  • 135 dos corpos de palestinianos entregues por Israel mostram sinais de terem sido torturados na prisão israelita de Sde Teiman

    Aos longos dos últimos dias, no âmbito do cessar-fogo, Israel devolveu os corpos de 150 palestinianos, que estão a ser examinados no hospital de Nasser. O diretor geral do Ministério da Saúde da Faixa de Gaza e um porta-voz do hospital relataram hoje ao The Guardian que todos os corpos estavam identificados com um documento em hebreu que indicava que os corpos tinham estado, até à devolução, em Sde Teiman. Desses corpos, 135 revelam sinais de tortura.

    Sde Teiman é um base militar israelita no deserto de Negev, que já foi investigada pelo Exército devido à morte de 36 prisioneiros no ano passado. Vários relatos dos meios de comunicação, denunciantes israelitas e prisioneiros palestinianos denunciam o recurso a tortura e execuções sumárias contra prisioneiros palestinianos.

    Segundo médicos israelitas e palestinianos contactados pelo jornal britânico e que tiveram acesso a fotografias dos corpos agora devolvidos por Israel, os prisioneiros palestinianos terão sido mortos com tiros à queima-roupa ou esmagados por tanques israelitas, muitos com as mãos amarradas ao ponto de ferida e pelo menos um corpo foi entregue ainda com uma corda amarrada à volta do pescoço.

    Os ferimentos são consistentes com os métodos de tortura de que denunciantes e antigos prisioneiros já tinham acusado a prisão: palestinianos que morrem com ferimentos por tratar, que são sujeitos a amputações devido à utilização de algemas demasiado apertadas nos pés e nas mãos, que são vendados e obrigados a utilizar fraldas e ainda alvo de violência sexual.

  • Netanyahu: "Se eu tivesse ouvido os que me disseram para parar a guerra, [Israel] teria ido para o céu numa nuvem de fumo nuclear"

    O Parlamento israelita, o Knesset, iniciou hoje a sessão legislativa de inverno. Num discurso durante a sessão de abertura, o primeiro-ministro defendeu a sua gestão da ofensiva militar na Faixa Gaza, afirmando que o Hamas só aceitou os termos atuais do acordo de cessar-fogo, porque “sentiu a espada encostada ao pescoço” e porque “percebeu que enfrentava aniquilação”.

    “Se eu tivesse ouvido as todos aqueles neste auditório e fora dele que me disseram para parar a guerra, para me render, para levantar as minhas mãos. Se eu tivesse cedido a essas exigências, a guerra teria acabado com uma vitória esmagadora do Hamas e de todo o eixo iraniano”, argumentou Benjamin Netanyahu.

    “Vocês sabem isso, e todos nós sabemos isso”, continuou, acrescentando que, se a guerra tivesse parado mais cedo, o país “teria ido para o céu numa nuvem de fumo nuclear”.

  • Netanyahu: "Atacámos o Hamas com 153 toneladas de bombas"

    O primeiro-ministro israelita acusa o Hamas de violar o cessar-fogo no domingo. “Ontem vimos o Hamas a violar descaradamente o acordo de cessar-fogo. O Hamas sentiu de imediato o nosso poder — atacámos o Hamas com 153 toneladas de bombas”, disse no Knesset, citado pela Ynetnews.

    Benjamin Netanyahu disse que foram atingidos vários alvos na Faixa de Gaza e Israel eliminou “muitos terroristas”, incluindo comandantes. O líder israelita acrescenta que “um cessar-fogo” não é uma carta branca para o Hamas ameaçar Israel.

  • Ataques israelitas atingem o Líbano

    Uma aeronave israelita atingiu as cidades de Jarmaq e Mahmoudiyeh, no sul do Líbano, informam jornais locais citados pelo Haaretz.

    As Forças de Defesa israelitas revelaram que atingiram “infraestruturas terroristas que pertencem ao Hezbollah”, acrescentando que o grupo “continua a tentar reabilitar” estas infraestruturas.

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