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Bem-vindo Pedro Frazão, à antena do Observador.
Boa tarde.
Hoje escutámos aqui na rádio os seus companheiros de partido, Pedro Pinto e Rita Matias, sobre o papel que o Chega deve assumir na procura de uma solução de governo que garanta estabilidade. Pedro Pinto expressou abertura para conversar com a AD. Rita Matias diz que não seria particularmente benéfico para o Chega e para o país que o partido viesse a integrar um executivo. E o Pedro Frazão admite essa hipótese de um governo maioritário AD Chega?
Quero desejar uma grande boa tarde a todos que estão a ouvir e agradecer a todo o país pela enorme confiança que depositaram em André Ventura e no Chega. Ao contrário do que vem sendo dito por muitos comentadores e até alguns jornalistas da nossa praça, que martelaram o povo português, martelaram-nos a nós com as desconfianças, com as supostas incoerências e com tudo e mais alguma coisa. De fato, o povo português deu uma chapada de luva branca, em Lisboa, no dia de ontem, e eu quero lhes agradecer muito por isso, porque provaram quem é o dono da democracia. Os eleitores somos todos nós, não são os jornalistas, nem os comentadores, nem as elites políticas que de fato não percebem nada do que se está a passar em Portugal. E em relação à pergunta que faz, Miguel Vieira, quero lhe dizer que essas duas posições dos meus colegas da Diretoria Nacional do Chega, Rita Matias e Pedro Pinto, são perfeitamente compatíveis e eu comungo totalmente dessas duas posições. Se por um lado, nós vamos continuar abertos ao diálogo, como sempre estivemos, desde a primeira hora do último governo, desde esta maioria pequena da AD no ano passado, em que André Ventura imediatamente se disponibilizou para dar uma solução de estabilidade ao país que respeitasse a viragem à direita que o povo quis, que o povo ordenou. Por outro lado, também neste momento, depois de passado este ano e depois de toda esta desconfiança que se abateu sobre a personalidade de Luís Montenegro e sobre toda a arrogância com que ele lidou com o Chega e até com as outras forças parlamentares durante a passada legislatura, vejo com muita dificuldade que possamos integrar um governo liderado por Luís Montenegro. E repare que durante esta campanha eleitoral, Luís Montenegro teve muitas oportunidades para responder aos senhores jornalistas sobre as perguntas que lhe eram dirigidas sobre a sua empresa familiar, que continua na sua esfera familiar. Ontem, aliás, na noite eleitoral, vimos todo o conselho de administração da Spinoriva no palco da AD, o que acaba por ser um pouco até caricato e quase anedótico, infelizmente. Mas não o fez. Luís Montenegro até se irritou um pouco com os jornalistas, que afinal não eram da RTP, eram da SIC. Não disponibilizou nenhum tipo de documentação sobre os clientes que podiam ser ou não beneficiados pela sua governação. Não explicou como é que fez o rebranding de uma gasolineira sem ter expertise nessa área de ação, de marketing e publicidade. Não explicou o negócio do betão para a sua casa, da ABD.
Portanto, com Luís Montenegro, não.
Existem uma série de dúvidas que permanecem.
Já percebi. Portanto, com Luís Montenegro, não. E com Luís Montenegro, será possível...?
Não, isso não quer dizer com Luís Montenegro. Isso quer dizer que Luís Montenegro tem que dar explicações. Há poucos dias, penso que no princípio da semana passada, André Ventura deu uma entrevista onde lhe foram colocadas essas questões e disse muito bem. Quer dizer, neste momento, Luís Montenegro tem, além das exigências que nós fizemos no ano passado de idoneidade dos nomes da integração do governo para podermos fazer um acordo de incidência parlamentar, neste momento, a essas exigências, acresce um banho de transparência.
Esse banho de transparência, Pedro Frazão, pode vir através da Comissão Parlamentar de Inquérito?
Pode. Todas as forças políticas já avançaram com esse desejo da CPI. O próprio PSD, quando foi do dia da discussão da moção de confiança, também o fez. Disse que era possível existir uma CPI. Vários ministros vieram às televisões dizer o mesmo. Portanto, pode muito bem, já que Luís Montenegro não avançou com isso, poderemos agora partir para esse mecanismo.
Não vai permitir é que...
Que o governo não entre já.
Pois, não vai permitir é os esclarecimentos em tempo útil para que num tempo mais curto do que distante, seja possível encontrar alguma forma de entendimento e garantir essa-
Nós vamos ter sempre, Miguel Vieira, que encontrar aqui uma solução de compromisso para respeitar os resultados eleitorais. E o Chega, desde a primeira hora, ao contrário do que também muitos dizem que somos um partido antidemocrático e de extrema-direita, etc. Isso não é de todo verdade. Nós sempre respeitamos os resultados eleitorais, sempre nos apresentamos em eleições democraticamente, somos um partido legal, inscrito no Tribunal Constitucional.
Isso não há dúvidas.
Às vezes parece que há, porque eu já tenho ouvido aqui durante o dia de hoje, na emissão da Rádio Observador, alguns comentadores. Parece que pela narrativa que fazem, parece que têm algumas dúvidas acerca disso, mas isso é do domínio do imaginário.
Pedro Frazão, falava numa solução de compromisso.
Para respeitar os resultados.
Era isso que ia perguntar.
Para dar a estabilidade que os resultados denotam, denotam que o vencedor das eleições é o PSD, mais o outro partido, digamos que assim, a CDU. Depois, o Chega será o segundo grupo parlamentar Portanto, tem uma maioria muito clara à direita. Isso tem que ser respeitado.
E de forma, não é? E de forma, entendo.
Tem que existir uma solução de compromisso. Teremos que ouvir o senhor presidente da República também sobre o que ele dirá. O senhor presidente da República já foi muito claro dizendo que não iria dar posse a um governo que não tivesse um claro apoio parlamentar, dando já a indicar que essa será uma via possível de compromisso, o apoio parlamentar, uma via de compromisso para que possamos todos viver em estabilidade. Agora, essa via de compromisso de estabilidade tem que obedecer àquilo com que nós nos apresentamos aos portugueses. O Chega apresentou-se a eleições com um programa muito sólido, bastante bem construído, ao contrário do que também muitos dizem, e esse programa é para cumprir. E portanto, é com base nessas nossas bandeiras da corrupção, da imigração, da devolução da educação às famílias portuguesas, da restauração da saúde, do Sistema Nacional de Saúde, da baixa dos impostos, do controle da segurança e da criminalidade, de não apagarem a nossa identidade nacional e o orgulho que é ser português e de toda a história secular de Portugal. Portanto, será obviamente nessas bandeiras que iremos colocar o contrapeso da nossa solução de compromisso.
E é isso que vão dizer amanhã ao presidente da República, que aceitam comprometerem-se com uma solução de governo, seja sob que forma for, um governo de coligação ou um apoio no Parlamento, desde que essas condições impostas por Chega sejam respeitadas.
Miguel Vilaro, as nossas conversas com o presidente da República são no decorrer dos nossos deveres constitucionais e eu não posso estar, pelo cargo de responsabilidade que ocupo na Direção Nacional do Chega, de estar a comprometer, de qualquer forma, a solução governativa para o país, porque as eleições foram ontem. Estes dias que vamos viver são dias em que os partidos são chamados a ser muito sérios, muito responsáveis, de apresentar uma enorme fidedignidade e fiabilidade democrática, e o Chega assim o fará. E portanto, eu lamento imenso, eu percebo a sua pergunta, mas não poderei levantar o véu quanto ao que irá passar.
Quanto a essa conversa, claro. Mas falava de responsabilidade. Se algum partido apresentar uma moção de rejeição ao programa de governo, o que fará o Chega? De que forma vota?
O Chega estará sempre do lado da responsabilidade e dependerá, obviamente, da moção de rejeição. Tem aqui um filhote que precisa de atenção.
Eu já percebi que lhe está a dar indicações sobre o que dizer e como responder às perguntas que lhe estamos a fazer.
Exatamente. Às vezes as crianças são a melhor ajuda. Mas depende, obviamente, em primeiro lugar, do que é o programa do governo. E esse programa do governo tem que ser construído de acordo com a realidade parlamentar que saiu de ontem. Portanto, não podemos colocar o carro à frente dos bois. Não podemos colocar uma moção de rejeição antes de saber qual é o programa do governo.
Será baseado no programa eleitoral. Normalmente é o que acontece, não é?
É o que acontece, mas nós vemos que o programa eleitoral com que a AD se apresentou não singrou uma maioria absoluta e, portanto, obviamente, terá que, se quiser ter também o apoio de outra força parlamentar, e estou a falar em abstrato, se um governo, quando é minoritário, que quer singrar o apoio de outra força parlamentar no Parlamento, já sabemos o que é que tem que fazer. E portanto, terá que existir uma confluência de interesses políticos das forças políticas para que essas forças políticas possam apoiar esse programa do governo.
O reforço da votação na Aliança Democrática, pese embora todas as suspeitas em torno do caso Spinum viva, não acabam por condicionar também um bocadinho o Chega, e nesse caso em particular, de ser apresentada uma moção de rejeição ao programa do governo?
O que condiciona o Chega de uma forma superpositiva é o reforço da votação do próprio Chega, porque percentualmente, se nós formos fazer a proporcionalidade, o Chega teve um aumento maior do que a AD, porque em número de mandatos, proporcionalmente, nós tivemos um aumento bastante maior do que a AD, porque a AD já tinha 78 deputados, passou para 89, nós tínhamos 50, vamos passar para 61. Portanto, proporcionalmente, o aumento é maior do que o aumento da AD.
Para 61, Pedro Frazão, o que é que sabe que os eleitores portugueses ainda não sabem? Já sabe qual é o despacho do resultado do círculo de emigração?
Vários analistas políticos, até aqui mesmo na Rádio Observador, têm apontado o número de 60 ou de 61 para a bancada parlamentar do Chega. Acho que com alguma segurança podemos avançar esse número, sim.
O reforço da votação no Chega, a possibilidade de vir a ser a segunda força política no país, a confirmar-se essa perspectiva que agora aqui avançava, obriga a mudanças? Sente de alguma forma o peso de uma responsabilidade acrescida?
Eu sempre senti, desde que entrei para a política, um enorme peso de responsabilidade. Não sinto mais agora por termos na nossa bancada mais 10 deputados ou menos 10 deputados. O que eu sinto é mais confiança dos portugueses e uma demonstração que os portugueses entendem a nossa mensagem política e entendem aquilo que nós queremos para o país e que se identificam com o nosso desígnio para Portugal. E portanto, isso, obviamente, enche-me de muita alegria e também de muita gratidão e sim, de responsabilidade, obviamente.
Olhando para o mapa dos resultados, percebemos que há uma especial implantação do Chega no sul do país: Faro, Beja, Portalegre e, para surpresa de muitos, Setúbal. Que leitura faz destes resultados? Que justificação encontra para esta preferência mais evidente no sul do país?
Sim, também a norte do país, por exemplo, Aveiro, onde quem encabeçou a lista nestas eleições também conseguimos mais um deputado, passamos de três para quatro deputados, também no Porto, também em Braga. E, portanto, também existe uma implantação. Eu penso que é uma implantação absolutamente transversal, não só transversal geograficamente, mas também transversal nas várias camadas da sociedade. E isso só revela que o Chega tem uma mensagem que está a ser bem recebida pelos portugueses. A sul, obviamente que muitas vezes nós temos dito, até em discursos com carisma mais político, que a nossa reconquista de Portugal vai ser feita de uma forma inversa àquela que foi a conquista cristã e que vamos reconquistar Portugal de sul para norte. Efetivamente, é isso que está a acontecer. No ano passado, nós já ficamos à frente em Faro, agora conseguimos conquistar Beja, Setúbal e Portalegre. E continuamos a nossa ida para cima. Em Santarém também tivemos resultados superexpressivos e por aí adiante. Eu penso que é uma identificação no Chega daquilo que é também um desalento com as forças de esquerda, que classicamente estavam à frente nesses distritos, que abandonaram as classes trabalhadoras, abandonaram as causas mais classistas e passaram a dedicar-se a causas identitárias e a bandeiras que estão muito distantes dos problemas comuns dos portugueses. Um exemplo disso é, por exemplo, a líder do Bloco de Esquerda apresentar-se em comícios políticos e até ontem na noite eleitoral, com o símbolo de um território que nem sequer chega a ser um país, o que é a FIA. Portanto, aquele lenço palestino que nada diz aos portugueses. Portanto, tem sido a diferença que significa. O Chega fala de problemas concretos que as pessoas têm.
O tema da imigração, por exemplo, terá ajudado o Chega a crescer precisamente nesta zona sul do país?
O Chega não só fala desses problemas concretos como tem contribuído para que eles sejam solucionados, nomeadamente a abolição das portagens nas SCUT e a baixa do IVA da eletricidade e muitos outros assuntos. A causa da imigração e a nossa bandeira da imigração é por demais evidente, que está obviamente ligado ao aumento da insegurança e ao aumento da criminalidade. Por muito que queiram dizer que não, existe esse nexo causal.
Não comprovado em factos, a não ser dados empíricos que o Pedro Frazão está...
O diretor nacional da Polícia Judiciária não concorda consigo, Pedro Frazão.
Pois, é normal, porque ele primeiro foi nomeado pelo governo do PS e agora foi renomeado por um governo do PSD. Portanto, é muito normal que ele concorde com a hegemonia do pensamento instituído, tanto no governo, nas forças políticas do bloco central, como na grande comunicação social. Acho perfeitamente normal que ele concorde. Agora, o que ele não é capaz de desmentir é que dentro da população prisional, a representatividade das nacionalidades estrangeiras é muito maior do que a representatividade cá fora, porque se neste momento temos cerca de 15 ou 16% de estrangeiros na população nacional, dentro das prisões ela ultrapassa os 20%. Portanto, isso é indementível. Ora, por maioria de razão, se as pessoas que estão dentro da população prisional pertencem mais a nacionalidades estrangeiras, é óbvio que isso tem uma leitura da criminalidade. E depois também nós não podemos dizer objetivamente que é assim. É verdade, porque o RASI não apresenta as nacionalidades dos delitos ou de quem comete os delitos, mas o contrário também é verdade. Também não podemos dizer que não, porque como esses dados não são apresentados, também não se pode tirar a ilação contrária. Portanto, vivemos numa penumbra. Penumbra, aliás, que ninguém quer acabar com ela. Já várias vezes no Parlamento foi discutido que deveria existir uma identificação clara de quem são os cometedores dos delitos por nacionalidade e tanto o PS como o PSD parecem não querer avançar com isso. Enquanto isso não avançar, não poderemos ter uma conclusão certa. Mas as pessoas nas ruas sabem o que é que acontece. As pessoas nas ruas, na baixa de Lisboa, sabem quem é que anda com facas na rua. Nós vemos nas redes sociais reiteradamente disseminadas imagens de pessoas estrangeiras com facas de dimensões extraordinariamente grandes a digladiarem-se na rua. Quando houve a famosa ação na Rua do Bem Formoso, foram de facto identificadas facas nessas pessoas.
Foram apanhadas duas ponta em mola nessa rusga. Apenas. Foi uma rusga bastante expressiva. E não sei se era português, se era estrangeiro. Não tenho essa informação.
Eu diria que bastava uma apontada ao seu pescoço para a preocupar bastante.
Com certeza. Uma era suficiente para isso, mas não era representativo para a alegação que fazia agora.
E também foi precisa apenas uma faca nas mãos de um paquistanês para matar uma portuguesa na zona do Oeste, que foi degolada exatamente com uma faca que seria supostamente religiosa. E também vemos em toda a Europa vários ataques terroristas que são feitos apenas com uma faca.
Não é o número de facas que está aqui em causa, Pedro Frazão.
Foi a Joana França que trouxe esse argumento, que eram apenas duas.
Eram apenas duas, porque falou nessa rusga terem sido apanhadas muitas facas. Entre muitas e duas, de fato, apenas duas.
Eu não utilizei muitas, disse só que tinham sido apanhadas armas brancas. E de fato existem armas brancas. Basta ir à Baixa de Lisboa ou à baixa de qualquer cidade para ver pessoas.
Mas deixe-me recentrar a nossa conversa na parte mais política, porque daqui a poucos meses vamos ter eleições autárquicas. É a segunda vez que o Chega concorre. Pergunto-lhe se espera que o resultado destas legislativas abra caminho a uma maior presença do partido nos municípios.
Eu espero que o país esteja a preparar para ter vários senhores presidentes de câmara do Chega, porque como vimos pela leitura dos resultados eleitorais de ontem, várias dezenas de municípios tiveram o Chega como primeira força política nas urnas.
Há alguma meta, Pedro Frazão, para essas eleições autárquicas?
Teremos que fazer uma leitura mais fina agora dos resultados eleitorais, que ainda não tivemos essa oportunidade. Os resultados saíram hoje de madrugada e, portanto, vamos fazer essa leitura. Mas existem, obviamente, municípios em que vamos colocar a meta da vitória na câmara. Isso já é muito claro para nós.
Os mesmos onde foram...
Se já era claro antes, agora ainda ficará mais claro.
Os mesmos onde tiveram bons resultados nestas eleições?
Como sabe, Joana França, nas eleições autárquicas existe sempre o binómio da personalidade e da força eleitoral. Portanto, teremos que, obviamente, fazer essa avaliação, mas, à partida, as câmaras em que nós ficamos como força vitoriosa ontem à noite serão câmaras em que temos que almejar a presidência.
Sintra, por exemplo?
Isso é muito claro.
Sintra, por exemplo?
Todas elas.
Todas elas. Pedro Frazão, deixe-me só fazer-lhe uma última pergunta, estamos em cima do nosso tempo. Este crescimento do partido torna necessária a captação de mais quadros?
O Chega teve mais de 1.300.000 votos e tem muitos quadros silenciosos. Há o voto silencioso no Chega e também existem os quadros silenciosos do Chega. E o Chega tem quadros. Tem quadros na sua bancada parlamentar, tem quadros nas suas estruturas de dirigentes e tem quadros que contribuem, contribuíram agora, por exemplo, para a elaboração do nosso programa eleitoral. Além disso, somos um partido que já ultrapassou os 60 mil militantes e essa acusação de que o Chega não tem quadros, também, sinceramente, já começa a ser um pouco indefensável.
Pedro Frazão, muito obrigado pela sua presença neste Explicador da Rádio Observador, vice-presidente do Chega, um dos partidos vitoriosos das eleições legislativas de ontem. Conseguiu o Chega, para já, eleger 58 deputados, mas escutávamos aqui Pedro Frazão dar conta da ambição de reforçar este número de mandatos. Tudo vai depender dos resultados do círculo da emigração.