Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • A Comissão Europeia não conseguiu consenso para eliminar a generalidade das tarifas dos EUA, após uma reunião com representantes da Casa Branca. Maroš Šefčovič, comissário europeu do comércio, saiu sem compreender os objetivos da administração Trump. As tarifas, que variam entre 20% e uma tarifa-base de 10%, dificilmente serão removidas num futuro próximo, de acordo com fontes próximas do processo.
    • Bruxelas solicita maior envolvimento dos EUA em negociações comerciais com a União Europeia. Mesmo após uma “reunião produtiva”, o porta-voz europeu sobre comércio, Olof Gill, afirmou que é necessário um maior compromisso por parte dos EUA para avançar nas discussões sobre tarifas zero em bens industriais, além de uma clarificação sobre os objetivos americanos neste processo.
    • A China instruiu as suas companhias aéreas a suspenderem as entregas de aviões Boeing, no contexto de uma guerra tarifária com os EUA. Pequim também pediu a suspensão de compras de equipamentos e peças de aeronaves de empresas americanas, o que poderia impactar significativamente a Boeing, aumentando os custos das suas aeronaves em comparação com os concorrentes.
    • Nos mercados financeiros, a bolsa nova-iorquina fechou em baixa, mantendo a tendência de volatilidade, enquanto os investidores aguardam avanços na guerra comercial. Em contraste, a bolsa de Lisboa encerrou em alta, impulsionada pelo desempenho do BCP e Mota-Engil, e acompanhando a tendência positiva das principais praças europeias.

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  • Bom dia.

    Encerramos este liveblog.

    Pode continuar a acompanhar a guerra comercial originada pelo pacote de tarifas anunciado por Donald Trump neste outro liveblog.

    Xi Jinping tenta posicionar China como garante de estabilidade para o Sudeste Asiático perante tarifas de Trump

  • Wall Street fecha em baixa após volatilidade elevada e atenta à guerra comercial

    A bolsa nova-iorquina fechou esta terça-feira em baixa, com os investidores a cederem a uma série de sessões voláteis e aguardarem os desenvolvimentos na guerra comercial desencadeada por Donald Trump.

    Depois de um início em alta, a sessão acabou com o índice seletivo Dow Jones Industrial Average a recuar 0,38%, o tecnológico Nasdaq a fechar com uma baixa mínima de 0,05% e o alargado S&P500 a perder 0,17%.

    No seu conjunto, a sessão foi globalmente “calma” e representou uma etapa de “consolidação de um mercado muito volátil nas últimas semanas”, destacou Adam Sarhan, da 50 Park Investments, em declarações à AFP.

    “A situação relativa às taxas alfandegárias vai melhorar ou agravar? Ninguém sabe. Esta interrogação incita os investigadores a não assumirem posições importantes (…) até que um acordo definitivo seja concluído”, desenvolveu.

  • Bolsa de Lisboa fecha a subir quase 2% impulsionada pelo BCP e pela Mota-Engil

    A bolsa de Lisboa fechou esta terça-feira em alta, a ganhar 1,87%, para 6.706,09 pontos, impulsionada pelo desempenho das ações do BCP e da Mota-Engil e acompanhando a tendência dos principais índices europeus.

    Das 15 cotadas no PSI, 11 subiram e quatro desceram, numa sessão em que vários títulos registaram valorizações superiores a 2%.

    Na sessão desta terça-feira, as principais praças europeias fecharam também no ‘verde’, com Londres a ganhar 1,41%, Paris 0,86%, Frankfurt 1,43%, Madrid 2,14% e Milão 2,39%.

  • Bolsa em Wall Street negoceia em ligeira alta perante incerteza sobre tarifas

    A bolsa de Nova Iorque abriu nesta segunda-feira a negociar em ligeira alta, num mercado que continua marcado pelas incertezas em torno das taxas alfandegárias impostas pelos Estados Unidos da América sobre as importações.

    Pelas 15h00 (hora de Lisboa), o índice Dow Jones Industrial Average ganhava 0,40% para 40.692,54 pontos, o tecnológico Nasdaq avançava 0,59% para 16.931,77 pontos e o alargado S&P subia 0,55% pata 5.436,16 pontos.

    Também as bolsas europeias seguem a negociar em terreno positivo nesta segunda-feira.

  • UE prevê que tarifas dos EUA se mantenham. Comissário europeu do comércio não consegue perceber objetivos dos EUA

    A expectativa da Comissão Europeia, depois da viagem do comissário europeu do comércio a Washington, é que não será possível eliminar a generalidade das tarifas que foram aplicadas (e depois suspensas) pelos EUA. De acordo com a agência Bloomberg, após uma reunião de duas horas com representantes da Casa Branca, Maroš Šefčovič saiu da sala sem conseguir perceber objetivos da administração Trump.

    A notícia cita fontes próximas do processo. As autoridades norte-americanas terão dado a entender que as tarifas “recíprocas” de 20% — que foram reduzidas para a “tarifa-base” de 10% durante 90 dias — bem como outras tarifas direcionadas para setores como os automóveis e os metais não serão removidas no horizonte próximo.

    Bruxelas tem vindo a trabalhar num “caderno de encargos” de possíveis áreas para negociação, incluindo tarifas mais baixas e mudanças em alguns regulamentos e normas em vários setores. A Bloomberg também já tinha noticiado que está em cima da mesa a possibilidade de a UE aumentar as compras de gás natural liquefeito (GPL) aos EUA, mas até agora essas hipóteses não parecem estar a entusiasmar a administração Trump, dizem as fontes citadas pela agência financeira.

  • Bruxelas pede envolvimento dos EUA nas negociações com UE sobre tarifas e admite alargar oferta

    A Comissão Europeia pediu esta terça-feira, um dia após uma primeira reunião, o envolvimento dos Estados Unidos nas negociações com a União Europeia (UE) sobre o comércio transatlântico, após anúncios norte-americanos de pesadas tarifas, admitindo alargar a oferta comunitária.

    “Estamos dispostos a analisar uma série de outras áreas também [para a oferta de tarifas zero sobre bens industriais], mas precisaríamos de um nível adicional de compromisso por parte dos Estados Unidos para manter a bola a rolar”, disse o porta-voz do executivo comunitário para a área do Comércio, Olof Gill.

    O responsável falava na conferência de imprensa diária da instituição, em Bruxelas, um dia após uma “reunião muito concentrada e produtiva” entre os dois blocos transatlânticos, na qual a UE esteve representada pelo comissário europeu do Comércio, Maros Sefcovic, e os Estados Unidos pelo Secretário do Comércio norte-americano, Howard Lutnick.

    “Precisamos de ouvir mais da parte dos americanos. […] Precisamos de ter uma ideia mais clara sobre quais são os seus resultados preferidos nestas negociações”, insistiu o porta-voz.

  • China ordena a companhias aéreas que deixem de aceitar entregas da Boeing

    A China ordenou às suas companhias aéreas que deixem de aceitar entregas de aviões Boeing, no meio de uma guerra tarifária com os Estados Unidos (EUA), avançou hoje a Bloomberg, que cita fontes próximas do processo.

    Segundo a Bloomberg, Pequim pediu ainda às companhias aéreas chinesas que suspendam “quaisquer compras de equipamento e peças de aviões a empresas americanas”.

    Nas últimas semanas, alguns analistas têm apontado o setor da aviação dos EUA como um dos mais afetados pela guerra das tarifas, sobretudo a Boeing.

    A empresa sediada em Arlington, Virgínia, poderá ver o preço das suas aeronaves aumentar em comparação com os seus dois principais concorrentes

  • Primeiro-ministro francês alerta para situação económica e anuncia plano de choque

    O primeiro-ministro francês, François Bayrou, alertou esta terça-feira para a situação da economia sobre-endividada do país, sem produção suficiente e com um nível de emprego inferior ao dos seus concorrentes, e anunciou um plano de choque imediato.

    “Há datas cruciais na agenda política do governo, há horas decisivas, e esta é uma delas”, afirmou François Bayrou numa conferência de imprensa para assinalar o lançamento do Comité de Alerta para o Orçamento de 2026, em que referiu que quer “falar a linguagem da verdade” para os franceses.

    Numa conferência com os membros do seu Governo, Bayrou apontou que a situação do país é agravada pelas crises internacionais, que obrigam a um aumento do esforço de Defesa, e pela guerra comercial lançada pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Perante a guerra na Ucrânia e a reviravolta estratégica dos Estados Unidos, “a União Europeia tem o dever imperativo de construir uma defesa autónoma”, graças a “um imenso esforço partilhado, necessário por parte dos outros países europeus”, no qual “o esforço francês” será reforçado, declarou o chefe do governo.

  • Bolsa de Lisboa abre a subir 0,64%

    A bolsa de Lisboa abriu em alta, com o principal índice (PSI) a ganhar 0,64% para 6.624,64 pontos, depois de ter encerrado a última sessão igualmente a subir.

    Na segunda-feira, o PSI fechou a avançar 0,95% para 6.582,73 pontos, num dia de recuperação para as principais praças europeias.

    Entre as 15 cotadas do índice de referência nacional, três fecharam a sessão em queda, a REN permaneceu inalterada nos 2,76 euros e as restantes registaram ganhos.

  • Vietname e China assinam 45 acordos de cooperação durante visita de Xi Jinping

    Vietname e China assinaram 45 acordos de cooperação em áreas como a inteligência artificial (IA), comércio agrícola e cooperação aduaneira, durante uma visita a Hanói do Presidente chinês, Xi Jinping, que está a realizar um périplo pelo Sudeste Asiático.

    Xi e o líder máximo do Vietname, To Lam, secretário-geral do Partido Comunista do país do Sudeste Asiático, testemunharam a assinatura dos 45 acordos, segundo a imprensa oficial de ambos os países, que não entraram em detalhes sobre os acordos.

    A visita de Xi ao país vizinho está carregada de simbolismo e ocorre numa altura em que ambas as partes ponderam opções face à guerra comercial lançada pelo Presidente dos EUA, Donald Trump.

  • Secretário do Tesouro dos EUA minimiza queda da dívida pública norte-americana

    O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, minimizou a recente venda de títulos norte-americanos no mercado de obrigações, rejeitando especulação de que estados estrangeiros estariam a desfazer-se da dívida pública do país.

    “Não creio que haja ‘dumping’” por parte dos investidores estrangeiros, disse Bessent, numa entrevista à emissora Bloomberg Television na segunda-feira, durante uma visita a Buenos Aires. Na semana passada, os títulos do Tesouro a 10 e 30 anos registaram a maior queda semanal desde 2001, a par de uma descida do dólar – algo que participantes no mercado destacaram como um sinal de diminuição da confiança internacional nos ativos norte-americanos.

    Na interpretação de Bessent, é principalmente um movimento de desalavancagem. “Não tenho provas de que sejam os soberanos” os responsáveis pela queda, disse. “Estamos muito longe” da necessidade de tomar medidas, afirmou, ainda, Bessent. Mas “temos um grande conjunto de ferramentas que podemos utilizar” se for caso disso, acrescentou.

  • Bom dia, abrimos este liveblog para acompanhar as principais notícias sobre os impactos das tarifas aplicadas pela administração de Donald Trump nos EUA e no mundo.

    Neste outro artigo pode recuperar tudo o que aconteceu ontem sobre o tema.

    Nova Iorque confirma investigação à administração Trump por abuso de informação privilegiada depois das ações subirem

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