Momentos-chave
- O que se passou até agora
- Netanyahu confirma negociações sobre zona desmilitarizada no sul da Síria
- Ataque "mais grave" de Israel ao Iémen serviria para eliminar liderança dos houthis
- Houthis dizem que ataque israelita na capital do Iémen atingiu "alvos civis"
- Conselho de Segurança da ONU prolonga missão de paz no Líbano até ao final de 2026
- Irão avisa que sanções colocarão “seriamente em risco” cooperação com AIEA
- Israel elogia decisão europeia de reativar sanções contra o Irão sobre o programa nuclear
- Ataques israelitas na Faixa de Gaza desta quinta-feira fazem 36 mortos
- Exército israelita ataca Sanaa, a capital do Iémen
- Novos ataques israelitas provocam sete mortos no norte da Faixa de Gaza
- Irão promete resposta após decisão europeia "ilegal e injustificada" de reativar sanções ao programa nuclear
- Guterres aponta responsabilidades de Israel em Gaza, enquanto "poder ocupante"
- Exército israelita anuncia que vai abrir dois novos pontos de distribuição de ajuda humanitária
- MNE egípcio acusa Israel de "falta de resposta" às propostas de cessar-fogo
- Executivo israelita reunido para discutir anexação ilegal da Cisjordânia
- Ataques israelitas em Gaza fizeram 17 mortos na manhã desta quinta-feira
- Drone proveniente do Iémen intercetado pela força aérea isrealita
- Países europeus preparam-se para reinstaurar sanções sobre o Irão devido ao seu programa nuclear
- Dois trabalhadores da Microsoft foram despedidos após ocuparem o gabinete do presidente para protestar as ligações da empresa a Israel
- Vídeo divulgado pela CNN revela que ataque ao hospital Nasser foi com três mísseis e não dois
- Damasco diz que ataque de terça-feira aconteceu porque forças sírias encontraram material de escuta israelita
- Sem confirmar ataques na Síria, ministro da Defesa de Israel diz que as forças armadas estão a operar "em todas as frentes"
- Estados Unidos garantem “compromisso inabalável” com segurança de Israel
- Síria acusa Israel de conduzir novos ataques durante a noite. Há pelo menos 8 mortos
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora
- O conflito entre Israel e os rebeldes Houthis intensificou-se, com Israel a lançar um ataque na capital do Iémen, Sanaa, destinado a eliminar a liderança dos Houthis. Os Houthis acusam Israel de ter atingido “alvos civis”, enquanto as Forças Armadas de Israel afirmam ter visado uma “instalação militar” do grupo. Este ataque é descrito como o “mais grave” até ao momento e mostra a escalada na tensão entre as partes.
- Em Gaza, os ataques israelitas resultaram em pelo menos 36 mortes, incluindo aquelas de pessoas que procuravam ajuda humanitária. Estes números indicam um agravamento significativo do conflito na região, com a ocupação da Cidade de Gaza por Israel a marcar uma nova fase no contexto da Faixa de Gaza.
- A crise entre o Irão e as potências europeias escalou com França, Reino Unido e Alemanha a reativarem as sanções de 2015 sobre o programa nuclear iraniano. O Irão declarou que a cooperação com a AIEA está “seriamente em risco”, enquanto o ministro israelita Gideon Sa’ar destacou a inevitabilidade destas sanções, considerando-as cruciais para travar as ambições nucleares do Irão.
- A tensão entre a Síria e Israel aumentou após a realização de novos ataques aéreos israelitas em território sírio. Pelo menos oito soldados foram mortos em ataques realizados a pretexto de desmantelar dispositivos de escuta israelitas em solo sírio. O governo sírio descreve estas ações como parte de uma política agressiva por parte de Israel que visa desestabilizar a região.
[Meses depois de confessar o crime, o assassino de Sartawi é finalmente julgado. Mas, numa reviravolta, o terrorista do quarto 507 garante que é inocente. Como vai tudo acabar? “1983: Portugal à Queima-Roupa” é a história do ano em que dois grupos terroristas internacionais atacaram em Portugal. Ouça no site do Observador o sexto e último episódio deste Podcast Plus narrado pela atriz Victoria Guerra, com banda sonora original dos Linda Martini. Também o pode escutar na Apple Podcasts, no Spotify e no YoutubeMusic. E ouça o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto episódio aqui]
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Este liveblog fica por aqui.
Continue a acompanhar toda a atualidade da situação em Gaza neste novo liveblog que agora abrimos.
Até já.
Presidente da Autoridade Palestiniana não terá permissão para entrar nos EUA
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Netanyahu confirma negociações sobre zona desmilitarizada no sul da Síria
O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, confirmou hoje negociações em curso sobre uma zona desmilitarizada no sul da Síria e abertura de um corredor humanitário para apoiar a comunidade da minoria drusa na região.
De acordo com um vídeo divulgado pelo seu gabinete, o chefe do Governo israelita afirmou que “as discussões estão a decorrer agora, neste preciso momento”, discursando perante representantes drusos, uma minoria religiosa esotérica, presente em vários países do Médio Oriente.
Prime Minister Benjamin Netanyahu visited the Julis Local Council in northern Israel and met with Druze community spiritual leader Sheikh Mowafaq Tarif and community MKs.https://t.co/dVken8F7FT pic.twitter.com/VvwPzVSAcP
— Prime Minister of Israel (@IsraeliPM) August 28, 2025
“Por enquanto, estamos a concentrar-nos em três coisas: proteger a comunidade drusa na província de Sweida [no sul da Síria], mas não apenas lá, criar uma zona desmilitarizada que se estenda dos Montes Golã até ao sul de Damasco, incluindo Sweida, e estabelecer um corredor humanitário para permitir a entrega de ajuda”, elencou o líder israelita.
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Ataque "mais grave" de Israel ao Iémen serviria para eliminar liderança dos houthis
Os meios de comunicação hebraicos citados pelo Times of Israel adiantam que o ataque de Israel ao Iémen, o “mais grave” até agora, teve o objetivo de eliminar a liderança dos rebeldes houthis.
Segundo responsáveis de segurança israelita que falaram em anonimato, os serviços secretos do país souberam que dez altos responsáveis dos houthis — ministros no governo controlado pelos rebeldes — e outros responsáveis estavam reunidos para ouvir um discurso do líder, Abdul Malik al-Houthi. O ataque visava atingir esse encontro.
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Houthis dizem que ataque israelita na capital do Iémen atingiu "alvos civis"
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Conselho de Segurança da ONU prolonga missão de paz no Líbano até ao final de 2026
O Conselho de Segurança da ONU decidiu, por unanimidade, estender o mandato da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (UNIFIL, na sigla inglesa) até 31 de dezembro de 2026. A partir dessa data, será iniciado um processo de retirada “ordenada e segura” das tropas, previsto para durar um ano, noticia o Times of Israel.
Criada em 1978, a UNIFIL tem como principal missão patrulhar a fronteira sul do Líbano com Israel e apoiar a manutenção da estabilidade na região. Ao longo das últimas décadas, a força de paz tem desempenhado um papel central na prevenção de confrontos diretos e no apoio às autoridades libanesas.
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Irão avisa que sanções colocarão “seriamente em risco” cooperação com AIEA
O Irão avisou hoje que a cooperação com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) ficará “seriamente em risco”, após França, Reino Unido e Alemanha anunciarem a ativação do mecanismo de sanções por incumprimento do programa nuclear iraniano.
“Esta decisão dos três países europeus colocará seriamente em risco o processo de interação e cooperação em curso entre o Irão e a Agência”, declarou em comunicado o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Teerão, referindo-se à entidade das Nações Unidas que supervisiona o programa nuclear iraniano.
Em reação à decisão dos três países europeus, conhecidos como grupo E3, o chefe da diplomacia da República Islâmica, Abbas Araghchi, considerou que se trata de uma “ação ilegal e injustiçada” que terá uma reposta.
No comunicado, o ministério iraniano indicou que, após tomar conhecimento do anúncio dos países europeus, Abbas Araghchi falou por telefone com os homólogos do E3, a quem transmitiu que espera que “corrijam adequadamente esta decisão errada nos próximos dias” e atendendo às “realidades existentes”.
Segundo a carta hoje divulgada, os três países notificam o Conselho de Segurança da ONU, “com base em provas factuais”, que o Irão “está em incumprimento significativo dos seus compromissos” do acordo nuclear de 2015.
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Israel elogia decisão europeia de reativar sanções contra o Irão sobre o programa nuclear
O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Sa’ar, considerou “inevitável” o regresso das sanções contra o Irão e descreveu a medida como “um passo importante na campanha diplomática para travar as ambições nucleares do regime iraniano”.
Na rede social X, o ministro israelita afirmou, também, que o Irão “não desistiu do objetivo de obter uma arma nuclear”, após a decisão de França, Alemanha e Reino Unido de iniciarem o processo de reativação das sanções da ONU ligadas ao acordo nuclear de 2015.
Even after Israel and the U.S. operation against Iran’s nuclear program, Iran hasn’t abandoned its desire to acquire a nuclear weapon. This is why the E3’s move to initiate the return of UN sanctions on Iran is inevitable. It is an important step in the diplomatic campaign to…
— Gideon Sa'ar | גדעון סער (@gidonsaar) August 28, 2025
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Ataques israelitas na Faixa de Gaza desta quinta-feira fazem 36 mortos
O número de mortos em ataques israelitas esta quinta-feira na Faixa de Gaza subiu para 36, relata a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde administrado pelo Hamas.
O número de vítimas mortais inclui 19 pessoas que procuravam ajuda humanitária.
Antes deste novo balanço, o número de mortos em Gaza desde o amanhecer desta quinta-feira fixava-se em 17, como o Observador deu conta neste mesmo liveblog.
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Exército israelita ataca Sanaa, a capital do Iémen
As Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) lançaram um ataque à capital do Iémen, Sanaa.
De acordo com a Al Jazeera, o ataque teve como alvo militares dos houthis, que, segundo os forças de Israel, “comprometem a estabilidade regional e perturbam a liberdade de navegação mundial”.
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Novos ataques israelitas provocam sete mortos no norte da Faixa de Gaza
Pelo menos sete pessoas morreram em novos ataques israelitas no norte da Faixa de Gaza esta quinta-feira, noticiou a agência palestiniana Wafa.
Um dos ataques atingiu uma zona próxima de uma escola em Jabalia an-Nazla, provocando a morte de cinco pessoas. Outro ataque, a oeste da Cidade de Gaza, atingiu um apartamento, causando mais duas vítimas mortais e vários feridos.
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Irão promete resposta após decisão europeia "ilegal e injustificada" de reativar sanções ao programa nuclear
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, afirmou esta quinta-feira que Teerão dará uma “resposta adequada” à decisão de França, Alemanha e Reino Unido de acionarem o mecanismo que pode voltar a impor sanções da ONU ligadas ao acordo nuclear de 2015.
Segundo Araghchi, citado pelo Times of Israel, a medida dos três países europeus é “ilegal e injustificada”, mas o Irão irá continuar a apostar na via diplomática, embora “não ceda sob pressão”.
Do lado europeu, os ministros dos Negócios Estrangeiros sublinharam que a decisão não significa o fim do diálogo: o francês Jean-Noël Barrot disse estar empenhado em manter conversações com Teerão e o alemão Johann Wadephul apelou à plena cooperação iraniana com a Agência Internacional de Energia Atómica e a uma abertura para negociações diretas com os Estados Unidos.
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Guterres aponta responsabilidades de Israel em Gaza, enquanto "poder ocupante"
O secretário-geral das Nações Unidas voltou a alertar hoje a “tragédia que se está a desenrolar” na Faixa de Gaza, salientando a “nova escalada que assinala uma nova e perigosa fase”: a ocupação da Cidade de Gaza por Israel. Tendo em conta este contexto, António Guterres apelou à proteção dos civis, que se encontram “exaustos, traumatizados” e são forçados a deslocar-se uma vez mais.
Entre os civis, Guterres apontou os ataques contra “pessoal médico e jornalistas”, que, lembrou, configuram crimes de guerra. Portanto, apelou que “haja responsabilização” pela situação e apontou o dedo ao governo de Telavive e às suas “decisões deliberadas”. “Israel é um poder ocupante e tem obrigações”, sublinhou, elencando, uma vez mais, a proteção dos civis e a entrada de ajuda humanitária em Gaza como prioridades.
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Exército israelita anuncia que vai abrir dois novos pontos de distribuição de ajuda humanitária
O Exército israelita comunicou hoje que nos próximos dias irá construir dois novos pontos de distribuição de ajuda humanitária no sul de Gaza, “de acordo com as diretivas da liderança política”, cita o Haaretz. Com os dois novos postos, a Fundação Humanitária de Gaza (GHF), passará a operar cinco pontos de distribuição no enclave, todos eles no sul de Gaza. A organização chegou a ter um ponto na Cidade de Gaza, mas este já não é contabilizado pelo Exército israelita.
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MNE egípcio acusa Israel de "falta de resposta" às propostas de cessar-fogo
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Egito garantiu hoje que o Cairo e Doha continuam empenhados na mediação de um cessar-fogo que ponha fim à ofensiva israelita na Faixa de Gaza. No entanto, Badr Abdelatty apontou que estes esforços estão bloqueados pela “infeliz falta de resposta da parte israelita e a insistência na sua posição”.
As declarações foram feitas durante uma conferência de imprensa com o seu homólogo qatari. “Continuaremos a exercer pressão e a manter-nos em contacto com as partes regionais e internacionais para que pressionem o lado israelita a aceitar a proposta de cessar-fogo, que se baseia na iniciativa apresentada pelo mediador americano Witkoff”, declarou Abdelatty, citado pelo Times of Israel.
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Ministros da UE vão estar em Copenhaga para reunião marcada por ataque russo em Kiev e invasão a Gaza
Os ministros da diplomacia reúnem-se em Copenhaga, na Dinamarca, na sexta-feira e sábado, para uma reunião, um dia depois de o bombardeamento russo que danificou instalações da União Europeia na capital da Ucrânia.
A estratégia de Israel de ocupar a Cidade de Gaza, no território palestiniano da Faixa de Gaza, vai fazer parte dos dois dias de reunião.
Numa altura em que aumenta a pressão política internacional sobre o Governo de Benjamin Netanyahu, a Comissão Europeia, o Parlamento Europeu, o Conselho Europeu, presidido por António Costa, e o Conselho da UE estão a ser criticados por mais de 200 diplomatas e funcionários europeus, que acusam Bruxelas de cumplicidade com Telavive devido ao silêncio e falta de medidas concretas perante a ofensiva militar israelita, em curso há quase 23 meses.
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Executivo israelita reunido para discutir anexação ilegal da Cisjordânia
Os media israelitas avançam que Benjamin Netanyahu está, a esta hora, reunido com o seu executivo para discutir “a aplicação de soberania em certas partes da Cisjordânia”. O encontro acontece no âmbito dos apelos crescentes de vários ministros para anexar, de forma ilegal, o maior território palestiniano. O plano é apoiado pelo ministro da extrema-direita, Bezalel Smotrich, mas também pelo ministro dos Assuntos Estratégicos, Ron Dermer, que pertence ao partido de Benjamin Netanyahu.
Segundo relatos noticiosos, Dermer terá dito que a anexação de partes da Cisjordânia é certa e que a única questão que resta é “que partes [devem ser anexadas]”. A anexação de partes ou da Cisjordânia é uma violação do Direito Internacional, que reconhece a governação da Autoridade Palestiniana nas fronteiras do território palestiniano.
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Ataques israelitas em Gaza fizeram 17 mortos na manhã desta quinta-feira
Desde o amanhecer, morreram na Faixa de Gaza 17 palestinianos, vítimas de ataques israelitas, avança a Al Jazeera, que cita o Ministério da Saúde do enclave, administrado pelo Hamas.
O número de mortos inclui nova pessoas que procuravam ajuda humanitária.
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Drone proveniente do Iémen intercetado pela força aérea isrealita
Segundo o Times of Israel, que cita uma fonte oficial das IDF, um drone lançado a partir do Iémen foi intercetado na área de Bnei Netzarim, povoação israelita próxima da Faixa de Gaza.
A interceção, feita pela força aérea israelita, decorreu depois de soarem sirenes espoletadas por uma “infiltração de aeronaves hostis”.
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Países europeus preparam-se para reinstaurar sanções sobre o Irão devido ao seu programa nuclear
O Reino Unido, a França e a Alemanha deverão aproveitar a reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas desta quinta-feira para reimpor as sanções sobre o Irão devido ao seu programa nuclear, escreve a Reuters.
Diplomatas deste trio de países reuníram-se com os seus homólogos iranianos esta terça-feira para tentar chegar a uma solução diplomática quanto ao programa nuclear de Teerão, mas as conversas não produziram compromissos suficientemente tangíveis por parte do Irão, entenderam os parceiros ocidentais.
A urgência desta decisão prende-se com o facto de, 10 anos após o acordo nuclear de 2015 celebrado entre o Irão e as várias potências mundiais, o prazo de reimpor sanções estar prestes a chegar ao fim, já que o acordo expira a 18 de outubro.
As sanções ao programa nuclear do Irão, que tinham sido levantadas em 2015, serão agora alvo de “snapback” — mecanismo legal que ativa sanções num acordo quando critérios não são cumpridos. No entender dos três países, o Irão violou o acordo de 2015 devido às suspeitas de que está a utilizar o programa para desenvolver armas nucleares.
Os três países ofereceram-se para adiar a reintrodução das medidas por um período que pode ir até seis meses, a fim de permitir negociações sérias se o Irão retomar as inspeções da ONU e iniciar conversações com os Estados Unidos.