Momentos-chave
Histórico de atualizações
  • O que se passou até agora

    • Donald Trump reiterou que sua administração não está a considerar uma pausa na aplicação das tarifas comerciais e celebrou o interesse dos países em negociar com os EUA, enfatizando que as tarifas têm enriquecido o país. Essa postura mantém a tensão comercial global, apesar de alguns senadores republicanos terem instado Trump a aceitar propostas de negociação, como a da Comissão Europeia, que sugeriu tarifas de “zero por zero” no comércio de bens industriais.
    • A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China intensificou-se com os EUA a aplicarem tarifas adicionais de 50% aos bens chineses, elevando as tarifas totais para 104%. Em resposta, a China expressou firme oposição, classificando as ações dos EUA como “bullying unilateral” e prometeu tomar contramedidas para proteger seus interesses.
    • A situação económica global está sob pressão, com bolsas internacionais a enfrentar volatilidade significativa e perdas acentuadas devido às tarifas. Empresas como a Tesla, liderada por Elon Musk, tiveram perdas notáveis no mercado, com bilionários a perderem grandes somas devido às alterações no cenário comercial.
    • Há um movimento crescente de representação internacional, com cerca de 70 países a abordarem os EUA para discutir as tarifas, sugerindo ajustamentos nas suas políticas comerciais.

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  • Bom dia, este liveblog fica por aqui, obrigada por nos ter acompanhado.

    Continue a seguir os principais desenvolvimentos ligados às tarifas comerciais dos EUA neste novo liveblog.

    Tarifas de Trump entram em vigor esta quarta-feira, com importações chinesas taxadas a 104%. Bolsas asiáticas no vermelho

  • "América vai voltar a ser muito rica". Trump afirma que as tarifas geram dois mil milhões de dólares por dia ao país

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou esta terça-feira que os direitos aduaneiros trazem dois mil milhões de dólares por dia para os Estados Unidos.

    No âmbito da “Unleashing American Energy Executive Order”, na Sala Oval da Casa Branca, Trump discursou e garantiu que “as tarifas estão a ser aplicadas e o dinheiro está a entrar a um nível nunca visto”. “A América vai voltar a ser muito rica muito em breve”, sublinhou.

  • Cotação do crude para entrega em junho baixa 2,16% para 62,82 dólares

    A cotação do barril de crude Brent para entrega em junho prosseguiu a sua queda, ao terminar esta segunda-feira no mercado de futuros de Londres em baixa de 2,16% para 62,82 dólares.

    O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no International Exchange a cotar 1,39 dólares abaixo dos 64,21 dólares com que encerrou as transações na segunda-feira.

    As taxas alfandegárias decididas por Donald Trump, que causaram tensões comerciais em geral e entre EUA e China em particular, são apontadas como a causa principal destas baixas pela possibilidade de levarem a uma recessão económica, e assim, reduzirem o consumo.

  • EUA consideram restrição de Angola a importações de carne “prática comercial desleal”

    O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) classificou como “práticas comerciais desleais” as restrições anunciadas por Angola a importações de carne bovina, suína e de aves, justificando a imposição de tarifas ao país africano.

    Numa publicação feita na segunda-feira na plataforma X, a agência norte-americana responsável por desenvolver e promover as políticas de comércio exterior dos Estados Unidos (EUA) destacou “10 práticas comerciais desleais” de vários países e que estão a ser enfrentadas pelos exportadores norte-americanos, incluindo o caso de Angola.

  • Meloni vai propor a Trump tarifa zero e a Bruxelas regime transitório

    A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, vai propor uma tarifa zero ao Presidente dos Estados Unidos numa reunião agendada para dia 17 de abril, em Washington, e depois da qual vai sugerir a Bruxelas um regime transitório de auxílios estatais.

    “Pretendemos tomar medidas imediatas para iniciar uma forte negociação com a Comissão Europeia para um regime transitório de auxílios estatais e maior flexibilidade na revisão do PRR, na utilização dos fundos de coesão e na definição do Plano Social para o clima”, afirmou a governante.

    Meloni pretende que se identifiquem os recursos “começando pelos disponíveis e que não têm impacto nas finanças públicas” para que se inicie uma discussão sobre a “melhor forma de gastar esses recursos”.

    A proposta ao executivo comunitário deverá ocorrer depois do encontro da responsável italiana com Donald Trump, no qual defenderá a abordagem zero por zero no âmbito das tarifas aduaneiras que os norte-americanos decidiram aplicar às importações e que no caso da União Europeia (UE) são de 20%.

  • Tailândia envia delegação aos EUA para negociar tarifas

    Uma delegação tailandesa vai deslocar-se nos próximos dias a Washington para negociar com as autoridades norte-americanas as relações comerciais entre os dois países, na sequência das tarifas impostas pelos EUA a vários países e que entram em vigor esta semana.

    De acordo com o jornal The Guardian, a delegação será liderada por Pichai Chunhavajira, vice-primeiro-ministro da Tailândia e ministro das Finanças do país, que é visado com tarifas de 36% pelos EUA.

  • Cerca de 70 países já abordaram os EUA para negociar após anúncio de tarifas, diz Casa Branca

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, revelou esta terça-feira que cerca de 70 países já abordaram os EUA para negociações na sequência das tarifas anunciadas na semana passada.

    “Os países estão desejosos”, disse. “Porquê? Porque estes países têm um grande respeito pelo Presidente Trump e pelo grande poder do mercado norte-americano.”

    De acordo com a porta-voz da Casa Branca, citada pelo The Guardian, Trump já deu instruções à sua equipa no sentido de serem planeados acordos personalizados com cada país.

  • EUA avançam mesmo com tarifa adicional de 50% contra a China. Importações da China sujeitas a tarifa de 104%

    Os Estados Unidos vão mesmo avançar com a imposição de uma tarifa adicional de 50% aos bens importados da China, confirmou esta terça-feira a porta-voz da Casa Branca, Karoline Levitt.

    Isto significa que as importações da China ficam, a partir desta quarta-feira, sujeitas a uma tarifa de 104%.

    Donald Trump cumpre assim a promessa que tinha feito na segunda-feira: se a China não retirasse a sua tarifa de retaliação até esta terça-feira, imporia uma tarifa adicional de 50% ao país.

    Na semana passada, depois do anúncio das tarifas de Donald Trump, a China anunciou que iria retaliar e impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA — a mesma taxa imposta por Trump à China.

    Em resposta, esta segunda-feira, Trump ameaçou Pequim: “Se a China não retirar até amanhã, 8 de abril, 2025, o aumento de 34% que acresce aos abusos comerciais de longo prazo, os Estados Unidos vão impor tarifas ADICIONAIS de 50% à China, efetivas a 9 de abril.”

    A embaixada da China em Washington respondeu à ameaça de Trump, afirmando que as ameaças não eram a forma correta de lidar com Pequim. “A China vai proteger firmemente os seus direitos e interesses legítimos”, afirmou o embaixador chinês nos EUA.

    Também o governo de Pequim emitiu um comunicado, acusando os EUA de “bullying“.

    Por seu turno, Washington, através do secretário do Tesouro de Donald Trump, Scott Bessent, acusou a China de cometer um “grande erro” com a escalada da guerra comercial. Esta terça-feira, Trump tinha dito que continuava à espera de um telefonema de Pequim.

  • Giorgia Meloni vai a Washington na próxima semana para discutir tarifas com Trump

    A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, vai visitar os Estados Unidos na próxima semana para se encontrar com o Presidente Donald Trump, anunciou a própria governante à imprensa italiana.

    A visita irá acontecer no dia 17 de abril, a quinta-feira da próxima semana.

    Meloni fez o anúncio após mais uma reunião com representantes de vários setores da economia italiana, em Roma, para discutir o estado da economia atual.

    Em declarações no final do encontro, Meloni disse que o objetivo do governo de Roma é “usar a crise” para tornar o sistema económico italiano “mais produtivo e competitivo”.

  • União Europeia coloca hipótese de comprar mais gás aos EUA

    O comissário europeu de Energia, Dan Jørgensen, colocou a hipótese de a União Europeia importar mais gás dos EUA, como sugeriu Donald Trump para reduzir as tarifas.

    Questionado sobre se a UE irá comprar mais gás aos EUA no futuro, depois de Trump ter dito que poderia baixar as tarifas se a UE comprasse 350 mil milhões de dólares (cerca de 319,5 mil milhões de euros) em energia aos EUA, Jørgensen disse que “é claramente uma possibilidade”.

    O comissário ressalvou, porém, que a UE não quer criar novas dependências e favoreceu a autossuficiência e a diversificação.

  • Bill Ackman volta a defender pausa de um a três meses antes da entrada em vigor das tarifas

    Bill Ackman, um dos mais conhecidos investidores norte-americanos, voltou esta terça-feira a pedir que a Casa Branca implemente uma pausa de um, dois ou três meses antes da entrada em vigor das tarifas comerciais de retaliação que vão afetar praticamente todo o planeta.

    Ackman foi um dos vários multimilionários norte-americanos que apoiaram Trump nas eleições e que esta semana se viraram contra o Presidente dos EUA devido à política de tarifas. Na segunda-feira, Ackman disse mesmo que Trump estava a “perder a confiança dos líderes empresariais de todo o mundo” e a “destruir a confiança no nosso país como parceiro comercial”.

    Numa nova publicação no X, Bill Ackman quis clarificar as suas declarações, que diz terem sido “mal interpretadas”.

    “Apoio totalmente o Presidente Donald Trump no uso de tarifas para eliminar tarifas e práticas comerciais injustas dos nossos parceiros comerciais, e para promover mais investimento e indústria no nosso país”, escreveu Ackman.

    “Defendo uma pausa de 30, 60 ou 90 dias antes de as tarifas serem implementadas, amanhã, para permitir que as negociações sem terminadas sem uma disrupção económica global de grandes proporções, que vai prejudicar as empresas e os cidadãos mais vulneráveis do nosso país”, disse ainda.

    “Se um país não negociar de boa-fé, então Donald Trump pode deixar cair o martelo, mas fazê-lo sem dar tempo para que se possa chegar a acordos causa danos desnecessários”, acrescentou.

    As principais tarifas de reciprocidade anunciadas por Trump entram em vigor na terça-feira.

  • Musk ataca conselheiro comercial de Trump e arquiteto das tarifas: é um "idiota" e "mais burro que um saco de tijolos"

    O multimilionário Elon Musk, dono da Tesla e do X e forte aliado de Donald Trump na Casa Branca, classificou esta terça-feira como “idiota” o economista Peter Navarro, conselheiro de Trump para os assuntos comerciais e um dos principais arquitetos da política de tarifas do Presidente norte-americano.

    “Navarro é verdadeiramente um idiota”, escreveu Elon Musk no X. “O que ele diz é comprovadamente falso.”

    Musk estava a responder a declarações feitas por Navarro numa entrevista à CNBC, na qual o economista disse que o multimilionário amigo de Trump não é um “fabricante de carros”, mas apenas alguém que “monta carros”, no sentido em que a maioria dos componentes usados nos carros da Tesla vêm do Japão, da China ou de Taiwan.

    “O que nós queremos — e e a diferença está no nosso pensamento e no pensamento de Elon sobre isto — é que os pneus sejam feitos em Akron, que as transmissões sejam feitas em Indianápolis, que os motores sejam feitos em Flint e em Saginaw. E queremos os carros fabricados aqui”, sublinhou, destacando o objetivo da política protecionista de Trump.

    Em resposta, Musk afirma que é fácil comprovar que a Tesla tem os “carros mais americanos” e que Navarro é “mais burro que um saco de tijolos”. O dono da Tesla vai mais longe e diz que a sua marca de carros elétricos é “o fabricante de carros mais integrado verticalmente dos Estados Unidos, com a maior percentagem de conteúdo norte-americano”.

    “Navarro devia ir perguntar ao especialista que ele inventou, Ron Vara”, acrescentou, referindo-se ao caso, conhecido há vários anos, de um economista inventado que Navarro citou em vários dos seus livros.

    O portal Axios descreve estas acusações de Musk como uma nova escalada na sua guerra de palavras com Navarro. O dono da Tesla, que Donald Trump levou para a esfera da Casa Branca para liderar o departamento de eficiência governamental, tem-se vindo a demarcar publicamente da política comercial de Trump.

  • CIP defende apoio à diversificação de mercados e aos seguros à exportação devido às tarifas

    O presidente da CIP — Confederação Empresarial de Portugal disse à Lusa que na reunião com o Governo foram abordados apoios aos seguros de crédito às exportações e a diversificação dos mercados como resposta às tarifas dos EUA.

    Esta foi uma “reunião interessante, porque estando o Governo em gestão houve uma preocupação de estar atento às necessidades das empresas”, salienta Armindo Monteiro à Lusa, acrescentando que além do ministro da Economia, também contou com a participação do ministro das Finanças “porque a parte tributária é muito importante”.

    “Houve uma preocupação de ter uma ‘task force’ forte para poder gizar um plano forte e abrangente e nesse sentido foi bom, porque temos que responder a isto de forma muito concertada porque o desafio é grande”, argumenta.

  • Exportações agroalimentares da UE atingem novo máximo de 235,4 mil ME em 2024

    As exportações agroalimentares da União Europeia (UE) atingiram, em 2024, um novo máximo 235,4 mil milhões de euros, com a maior subida a registar-se nas vendas para os Estados Unidos, o segundo destino.

    De acordo com os dados divulgados esta terça-feira pela Comissão Europeia, as exportações agroalimentares da UE aumentaram, no acumulado de 2024, 3% (6,6 mil milhões de euros) face ao ano anterior, para os 235,4 mil milhões de euros (ME), registando um novo pico.

    As importações agroalimentares da UE também atingiram um nível recorde de 171,8 mil milhões euros em 2024, um aumento de 8% em comparação com 2023 (12,4 mil milhões de euros) e ligeiramente superior ao recorde atingido em 2022.

  • Bolsas dos EUA abrem em forte subida, S&P 500 ganha mais de 3%

    As bolsas dos EUA abriram com valorizações expressivas nesta terça-feira, animadas pelos comentários – até do próprio Donald Trump – de que há abertura na Casa Branca para fazer acordos com os países visados pelas tarifas. O índice S&P 500 ganha mais de 3%, depois de já na última sessão ter esboçado uma recuperação nas últimas horas do dia.

    Estes ganhos estão a ser acompanhados pelas bolsas europeias, com o índice Stoxx 600 a subir 3,3% e, em Lisboa, o PSI a crescer 3,2%.

  • Bolsa. "Mercados europeus respiram de alívio"

    Depois de três dias de quebras no mercado bolsista que não se verificavam há quase um século o economista Pedro Lino refere que hoje o setor começa a mostrar sinais de recuperação.

    https://observador.pt/programas/resposta-pronta/bolsa-mercados-europeus-respiram-de-alivio/

  • Trump admite "acordo excelente" com Coreia do Sul e diz que está à espera que a China lhe telefone

    Donald Trump diz estar “à espera de um telefonema” por parte da China, para que se possa chegar a um acordo sobre as tarifas e o desequilíbrio da balança comercial. O Presidente dos EUA afirma, num post na sua rede social Truth Social, que a China está “desejosa” de fazer um acordo mas “não sabe como começar o processo de fazer isso”.

    O comentário foi feito depois de Trump ter tido, nas suas palavras, “um telefonema excelente” com a Coreia do Sul, que vai levar a que uma delegação coreana “de topo” já se tenha posto a bordo de um avião a caminho dos EUA. “As coisas estão bem encaminhadas” para se fazer “um acordo excelente” para ambos os países.

    “A China também quer fazer um acordo, intensamente, mas não sabem como começar. Estamos à espera de um telefonema deles. Sei que vai acontecer!”, afirma Trump, terminando com um “God Bless the USA” (Deus abençoe os EUA) em maíusculas.

  • Retaliação chinesa foi "um grande erro", avisa secretário do Tesouro dos EUA

    A retaliação por parte da China, anunciada na última sexta-feira em resposta às tarifas introduzidas por Trump na quarta-feira anterior, foi “um grande erro” cometido pelo regime chinês. Quem o diz é o responsável pelas Finanças da Casa Branca, o secretário do Tesouro de Donald Trump, Scott Bessent.

    “Penso que foi um grande erro, esta escalada feita pela China, porque eles estão a jogar com um par de duques”, afirmou Scott Bessent, recorrendo às regras do poker para dizer que Pequim não tem grandes trunfos nesta “guerra comercial”.

    “O que perdemos com os chineses a aumentarem as tarifas sobre nós? Exportamos um quinto para eles do que eles exportam para nós, por isso eles estão a jogar com uma mão perdedora”, afirmou o secretário do Tesouro dos EUA.

  • Insolvências a nível mundial podem aumentar até 6% em 2025 devido às tarifas

    As insolvências a nível mundial podem aumentar até 6% em 2025 devido à “guerra comercial” e às tarifas impostas por Donald Trump, segundo um estudo da Crédito y Caución.

    De acordo com o estudo, a previsão inicial era de que as insolvências iriam estabilizar. Contudo, a Crédito y Caución avaliou uma mudança de cenário face ao panorama internacional.

    A seguradora de crédito considera que as insolvências poderão manter-se ao mesmo nível de 2024 ou aumentar 6% a nível mundial.

    No caso da União Europeia, poderão crescer entre 1% e 5% este ano, dependendo do impacto das consequências da guerra comercial.

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