Momentos-chave
- Presidente dos EUA diz que Putin fez "declarações muito simpáticas" sobre ele
- Ucrânia destrói dois bombardeiros russos em ataque a base em Volgogrado
- Putin afirma que Rússia planeia reduzir gastos com defesa e nega planos agressivos
- Trump acha que "algo" irá acontecer para resolver a guerra na Ucrânia
- "Como esperado", os memorandos de paz da Ucrânia e da Rússia são "diametralmente opostos", diz Putin
- Putin "aberto" a encontrar-se com o Presidente dos EUA, por quem diz ter "um grande respeito"
- Putin diz que Rússia está pronta para nova ronda de negociações com a Ucrânia em Istambul
- Orbán acusa União Europeia de fazer "promessas impossíveis" à Ucrânia
- Ucrânia planeia avançar com produção conjunta de armamento com outros países do "Formato Ramstein"
- Kremlin alerta para risco de Estónia ter aviões de transporte de armas nucleares
- Ucrânia vai intensificar ataques no território russo nos próximos tempos
- Ataque russo com míssil balístico em Samar provocou cinco mortos e 23 feridos
- Coreia do Norte mobiliza quase 11 mil soldados de elite para ajudar a Rússia na Ucrânia
- Ucrânia quer reunião entre Zelensky e Putin como próximo passo nas negociações de paz
- Ataque russo na 3ª feira no Dnipro matou 21 pessoas e feriu mais de 300
- Rússia usa professores para "russificar" cidades ucranianas ocupadas
- ONU: Ataques com drones russos de curto alcance fizeram 3.000 vítimas na Ucrânia
- Trump quer cortar verbas para investigar crimes de guerra
Histórico de atualizações
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O que se passou até agora?
- O presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, lembrou um telefonema com Vladimir Putin, durante o qual o líder russo ofereceu ajuda com a situação do Irão, ao que Trump respondeu que preferia assistência russa na questão ucraniana.
- A Rússia e a Ucrânia mostraram posições opostas nos memorandos de paz recém-trocados, segundo Vladimir Putin. Apesar das divergências, negociadores de ambos os países estão a dialogar para tentar encontrar um terreno comum. A Rússia demonstra abertura para uma nova ronda de negociações a decorrer em Istambul, com o objetivo de discutir os memorandos de paz.
- A Ucrânia destruiu dois bombardeiros russos em um ataque à base aérea de Marynivka, localizada na região russa de Volgogrado. Este ataque foi uma operação especial conjunta entre os serviços secretos e a Força Aérea ucraniana, envolvendo o uso de drones de longo alcance.
- A Coreia do Norte enviou cerca de 11 mil soldados de elite para apoiar a Rússia na guerra contra a Ucrânia, segundo o ministro da Defesa ucraniano. Esta ação revela uma crescente dependência russa de forças estrangeiras.
[A polícia é chamada a uma casa após uma queixa por ruído. Quando chegam, os agentes encontram uma festa de aniversário de arromba. Mas o aniversariante, José Valbom, desapareceu. “O Zé faz 25” é o primeiro podcast de ficção do Observador, co-produzido pela Coyote Vadio e com as vozes de Tiago Teotónio Pereira, Sara Matos, Madalena Almeida, Cristovão Campos, Vicente Wallenstein, Beatriz Godinho, José Raposo e Carla Maciel. Pode ouvir o 6.º episódio no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube Music. E o primeiro episódio aqui, o segundo aqui, o terceiro aqui, o quarto aqui e o quinto aqui]
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Encerramos aqui este liveblog. Pode continuar a acompanhar todos os desenvolvimentos da guerra na Ucrânia no artigo deste sábado.
Parlamento ucraniano trabalha em projeto-lei para eleições pós-guerra
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Presidente dos EUA diz que Putin fez "declarações muito simpáticas" sobre ele
Falando na Casa Branca, o Presidente norte-american, Donald Trump, elogiou as “declarações muito simpáticas” feitas pelo homólogo russo, Vladimir Putin, esta sexta-feira.
“Putin respeita o nosso país”, acrescentou, citado pelo Washington Post.
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Ucrânia destrói dois bombardeiros russos em ataque a base em Volgogrado
A Ucrânia terá destruído dois caças-bombardeiros num ataque à base aérea de Marynivka, na região russa de Volgogrado, informam os serviços secretos num comunicado partilhado no Telegram.
Segundo o comunicado, a base foi atacada numa “operação especial conjunta” dos serviços secretos com a Força Aérea, que envolveu “drones de longo alcance”. Dois aviões terão ainda sido danificados pelo ataque.
“Os ataques também provocaram um incêndio na unidade de manutenção do aeródromo inimigo, que é uma infraestrutura crítica da instalação militar”, lê-se ainda, explicando que é aí que a Rússia “prepara as aeronaves para os voos e efetua a manutenção e as reparações de rotina”.
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Putin afirma que Rússia planeia reduzir gastos com defesa e nega planos agressivos
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou hoje que a Rússia planeia reduzir os gastos com a Defesa, atualmente em 6,3% do PIB, e que não tem planos agressivos em relação aos países ocidentais.
“Nós planeamos reduzir os gastos [com Defesa] e eles [países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte — NATO] planeiam aumentá-los. E quem é que aqui é agressivo?”, perguntou Putin, durante a conferência de imprensa que marcou o final de uma cimeira da União Económica Eurasiática (UEE), que decorreu nos últimos dias em Minsk, na Bielorrússia.
O chefe do Kremlin precisou que este plano está traçado “para os próximos três anos” e revelou que atualmente as necessidades militares do país estão nos 6,3% do seu Produto Interno Bruto (PIB), o que “não é pouco”.
Ao mesmo tempo, reconheceu que “ainda não há um acordo definitivo” entre os ministérios russos da Defesa, das Finanças e do Desenvolvimento Económico, sublinhando que “em geral, todos pensam nessa direção”.
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Trump acha que "algo" irá acontecer para resolver a guerra na Ucrânia
Questionado sobre a Guerra na Ucrânia numa conferência de imprensa, Donald Trump disse que estavam “a trabalhar” para acabar com o conflito, repetindo a história do telefonema de Putin feito durante a troca de mísseis com o Irão e sublinhando que pensava “que algo vai acontecer nesse domínio”.
“O Presidente Putin telefonou e disse: ‘Gostaria muito de o ajudar com o Irão’. Eu disse: ‘Faça-me um favor: eu trato do Irão. Ajudem-me com a Rússia’. Temos de resolver essa questão”, afirmou o líder, citado pelo The Guardian.
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"Como esperado", os memorandos de paz da Ucrânia e da Rússia são "diametralmente opostos", diz Putin
O Presidente russo, Vladimir Putin, revelou que os memorandos de paz trocados entre Rússia e Ucrânia nas últimas horas manifestam opiniões “diametralmente opostas”, algo que diz que já era “esperado”.
“Mas as negociações são organizadas e feitas de forma a encontrar maneiras de as aproximar”, acrescentou o líder citado pela Interfax, insistindo que “não há nada de surpreendente” na diferença de opiniões.
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Putin "aberto" a encontrar-se com o Presidente dos EUA, por quem diz ter "um grande respeito"
O Presidente russo, Vladimir Putin, falou sobre o homólogo norte-americano, Donald Trump, abrindo a porta para um encontro com alguém por quem tem “um grande respeito”.
“Estou sempre aberto a contactos, a um encontro. Sei que o Sr. Trump também falou da possibilidade de uma reunião. Tal como ele, penso que essas reuniões devem ser preparadas e que os resultados devem conduzir-nos a novas fronteiras de cooperação”, afirmou o líder russo, citado pela Interfax.
“Tenho um grande respeito pelo atual Presidente dos Estados Unidos, que percorreu um caminho muito difícil, complexo e inseguro de regresso ao poder e à Casa Branca”, disse ainda, citado pela RIA Novosti.
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Putin diz que Rússia está pronta para nova ronda de negociações com a Ucrânia em Istambul
O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, diz que o país está pronto para uma nova ronda de conversações em Istambul, segundo a agência russa RIA Novosti.
Segundo a agência, Putin disse que os negociadores de ambos os países têm estado em conversações para decidir a data desse encontro. Segundo a TASS, esta nova ronda deverá discutir os memorandos para a paz trocados entre Kiev e Moscovo.
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Orbán acusa União Europeia de fazer "promessas impossíveis" à Ucrânia
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, acusou, esta sexta-feira, a União Europeia de fazer “promessas impossíveis” à Ucrânia relativamente à possível adesão do país ao bloco comunitário.
De acordo com o Ukrainska Pravda, o líder húngaro alegou que se a União Europeia aceitar Kiev no grupo, estaria também a “aceitar a guerra”.
Orbán reforçou, nas mesmas declarações, a opinião de que a Ucrânia deveria primeiro aderir à NATO antes de se tornar membro da União Europeia — à semelhança de outros países da Europa Central e Oriental. No entanto, afirmou que essa decisão é “perigosa”, uma vez que “provocaria a Rússia” e, portanto, a adesão ao bloco sem garantias de segurança militar é “impossível”.
“Isto é uma loucura. Um país que luta pelo seu futuro não deve ser enganado. Mas as pessoas em Bruxelas estão a mentir e a enganar os ucranianos. Estão a prometer algo que não é possível”, concluiu.
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Ucrânia planeia avançar com produção conjunta de armamento com outros países do "Formato Ramstein"
A Ucrânia planeia iniciar a produção conjunta de armamento com vários países que participam no Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, mais conhecido como “Formato Ramstein”, disse hoje o ministro da Defesa ucraniano.
As declarações Rustem Umerov surgem depois de a Ucrânia ter assinado esta semana um acordo nesse sentido com a Dinamarca. “A Ucrânia vai lançar um programa de produção conjunta de armamento com parceiros internacionais: na Ucrânia e nos países que participam no [Formato] Ramstein. Já registámos a lei correspondente no parlamento e esperamos que entre em vigor em setembro”, afirmou Umerov numa conferência de imprensa em Kiev.
Citado pela agência noticiosa Ukrinform, o ministro indicou que, neste momento, existem 21 iniciativas para produzir armamento em conjunto em território ucraniano com alguns dos maiores fabricantes globais e até dez projetos no estrangeiro.
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Kremlin alerta para risco de Estónia ter aviões de transporte de armas nucleares
O Kremlin alertou hoje para o “perigo iminente” para a segurança russa que representa o interesse da Estónia em receber aviões-caça capazes de transportar armas nucleares.
“Infelizmente, os líderes dos países bálticos expressam muitos pensamentos absurdos”, comentou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, numa entrevista aos meios de comunicação russos.
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Ucrânia vai intensificar ataques no território russo nos próximos tempos
A Ucrânia vai intensificar os ataques em território russo nos próximos tempos, prometeu o ministro da Defesa Rustem Umerov, na mesma conferência de imprensa onde revelou, por exemplo, a notícia de que a Coreia do Norte terá mobilizado milhares de soldados de elite para ajudar a Rússia.
O responsável explicou que é intenção da Ucrânia aumentar a produção de drones com longo alcance – o que permitirá aumentar a frequência e a escala dos ataques na Rússia.
“No ano passado, a Ucrânia desenvolveu um plano estratégico para operações sistemáticas de longo alcance e contratou dezenas de milhares de drones DeepStrike”, afirmou o ministro da Defesa ucraniano, acrescentando que “estas capacidades permitiram ataques regulares de precisão contra alvos críticos em território inimigo”.
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Ataque russo com míssil balístico em Samar provocou cinco mortos e 23 feridos
Um ataque de mísseis balísticos russos à cidade de Samar, na região de Dnipropetrovsk, provocou a morte de cinco pessoas, causando ainda 23 feridos, segundo as informações avançadas no Telegram por Serhiy Lysak, chefe da Administração Militar Regional.
De acordo com as informações citadas pela agência Ukrinform, foram ouvidas várias explosões na cidade e o primeiro balanço das autoridades ucranianas apontava para quatro óbitos e ferimentos em 17 pessoas.
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Coreia do Norte mobiliza quase 11 mil soldados de elite para ajudar a Rússia na Ucrânia
A Coreia do Norte terá mobilizado quase 11 mil soldados de elite para ajudar a Rússia na Ucrânia, revelou o ministro da Defesa ucraniano numa conferência de imprensa em Kiev.
“A dependência da Rússia em relação às forças de elite norte-coreanas não só sinaliza uma crescente dependência de regimes totalitários, como também demonstra graves problemas com as suas próprias reservas”, afirmou Rustem Umerov, garantindo que a Ucrânia “e os seus parceiros” estão a monitorizar os acontecimentos e irão “responder em conformidade”.
Umerov acrescentou que estas tropas são provenientes da chamada “reserva pessoal” do líder norte-coreano Kim Jong-un, um contingente de cerca de 50.000 combatentes especialmente selecionados com base em critérios físicos, psicológicos e outros rigorosos.
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Ucrânia quer reunião entre Zelensky e Putin como próximo passo nas negociações de paz
O próximo objetivo da Ucrânia nas negociações em curso com a Rússia é organizar um encontro presencial, cara a cara, entre o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e o Presidente russo Vladimir Putin. A revelação foi feita pelo ministro da Defesa, Rustem Umerov, numa conferência de imprensa nesta quinta-feira.
Umerov, que participou na delegação ucraniana nas recentes negociações de paz, sublinhou que a Ucrânia acolheu desde sempre a ideia de um cessar-fogo, desde que foi proposta pela administração Trump.
“A Ucrânia manteve-se sempre consistente na sua busca pela paz”, disse Umerov. “Apoiamos a iniciativa americana para um cessar-fogo total desde o início e demonstrámos o nosso empenho através de várias rondas de negociações. Mas qualquer diálogo deve ocorrer sem ultimatos e com total respeito pela soberania do nosso país”, afirma o responsável.
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Ataque russo na 3ª feira no Dnipro matou 21 pessoas e feriu mais de 300
O ataque russo na terça-feira em Dnipro matou 21 pessoas e feriu mais de 300. Os mísseis utilizados pelas forças armadas russas atingiram um comboio (de passageiros) e várias casas e infraestruras civis, segundo a imprensa ucraniana.
O ataque aconteceu na manhã de dia 24 e, de acordo com o governador de Dnipropetrovsk, Serhii Lysak, causou um grande incêndio e danificou um dormitório, um ginásio e um edifício administrativo na cidade.
“Infelizmente, [havia] mortos e feridos em todo o lado”, descreveu o responsável, falando de um dos mais mortíferos ataques russos desde o início da guerra.
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Ucrânia interceta 365 mísseis e drones russos só na última noite
A Ucrânia intercetou 365 mísseis e drones russos só na última noite, segundo dados oficiais veiculados pela Força Aérea ucraniana – a larga maioria dos 371 objetos que foram utilizados pela Rússia neste período.
De acordo com a informação oficial, a cidade ucraniana de Starokostiantyniv foi o alvo deste ataque aéreo. A Rússia utilizou 363 aeronaves não-tripuladas do tipo Shahed e, também, drones “engodo” de vários tipos. Entre as armas utilizadas estavam, também mísseis balísticos aéreos Kh-47 M2 Kinzhal e seis mísseis de cruzeiro Kalibr.
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Rússia usa professores para "russificar" cidades ucranianas ocupadas
Moscovo está a usar professores para ajudar a “russificar” as cidades ucranianas ocupadas, de acordo com um relatório publicado pelo Center for European Policy Analysis (CEPA). Estão a ser usados incentivos financeiros generosos para levar professores, educadores e treinadores a trabalharem nesses territórios e ajudarem a fomentar a lealdade das crianças em relação à Rússia.
De acordo com o relatório, o Kremlin está a oferecer um “bónus” de dois milhões de rublos (cerca de 20 mil euros ao câmbio atual) aos professores que aceitem assinar um contrato para trabalhar cinco anos nas zonas ocupadas de Donetsk, Lugansk, Zaporíjia e Kherson. Quem for trabalhar para a Crimeia recebe um bónus de metade, cerca de um milhão de rublos, ao abrigo deste programa cujo foco principal é enviar professores para zonas mais rurais.
O relatório indica, também, que os professores ucranianos que já estavam nessas escolas estão a ser coagidos a adaptar as aulas para contribuírem, também, para essa “russificação” das crianças.
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ONU: Ataques com drones russos de curto alcance fizeram 3.000 vítimas na Ucrânia
Os ataques com drones russos de curto alcance fizeram 3.000 vítimas civis na Ucrânia, revela um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU). O relatório diz que esse tipo de ataques, que se têm revelado dos mais perigosos para a população ucraniana, causou a morte de 395 pessoas e ferimentos a 2.635.
De acordo com o relatório, a Rússia usou este tipo de armas para atingir civis que estavam a circular nas cidades ucranianas a fazer atividades mundanas como caminhar nas ruas ou andar de bicicleta.
“Embora sejam menos destrutivos do que a artilharia ou os mísseis, a escala e a frequência crescente dos ataques com drones de curto alcance tornaram-nos uma das armas mais letais na Ucrânia”, escreveu Danielle Bell, chefe da equipa que elaborou este relatório.
O facto de ter causado “mais de 3.000 vítimas civis — e a frequência implacável destes ataques — não só causaram imenso sofrimento humano, como também incutiram medo, perturbaram gravemente a vida quotidiana e prejudicaram o acesso a serviços essenciais em diversas comunidades da linha da frente”, acrescenta o relatório.