O Observador já não suporta o Internet Explorer 11 ou versões inferiores. Por favor atualize o seu browser: Saiba mais.
  • Pesquisar artigos, autores...
  • Rádio

  • Apoio a Cliente
  • Assinar o Observador Assinar
  • Opinião
  • Rádio
  • Podcasts
  • Newsletters
  • Últimas
  • Jogos
  • Secções
      • Opinião
      • Política
      • Economia
      • País
      • Mundo
      • Desporto
      • Cultura
      • Lifestyle
      • Auto
      • Ciência
      • Tecnologia
      • Justiça
      • Ouvir rádio
      • Podcasts
      • Programação
      • Sobre
      • Últimas
      • Newsletters
      • Fact Check
      • Explicadores
      • Especiais
      • Vídeos
      • Dor
      • Mental
      • Cimeira da Indústria
      • Rádio ao Vivo
      • Lisbon AI Week
      • Prognósticos
      • Observador Lab
      • Loja
      • Votómetro
      • Publicidade e Branded Content
      • SudoCrime
      • AbraPalavra
      • Sudoku
      • App iOS
      • App Android
    Nas redes sociais

Apoio a Cliente

1233,6kWh poupados 1233,6 kWh poupados com a Logótipo da Xpeng Logótipo da Xpeng
i

A opção Dark Mode permite-lhe poupar até 30% de bateria.

Reduza a sua pegada ecológica.
Saiba mais

Logótipo da XPENG Logótipo da XPENG

Descubra a mobilidade elétrica e inteligente aqui.
Expanda o seu mundo.

  • Newsletters /
  • A Música na Minha Cabeça

Que tal lembrar o M de Mulher durante o resto do ano também?

16 mai. 2023, 18:23
0:00 -0:00

Partilhar artigo

  • Copiar ligação Copiado
  • Email
  • Facebook
  • X
  • Linkedin
  • WhatsApp

As mais lidas

*|IF:W_HEADER = TRUE|*
Caro assinante,
Está a receber esta nova Newsletter enquanto conteúdo exclusivo para assinantes. Caso não queria continuar a recebê-la, clique aqui. Esperamos que goste!
*|END:IF|*
*|IF:IS_PR != true|*
Torne-se assinante e leia sem limites
*|END:IF|*
Observador
A Música na Minha Cabeça

A Música na Minha Cabeça

Exclusivo assinantes terça, 16 mai. 2023
*|IF:IS_PR != true|* *|IF:TRIALS = 1|* Bem-vindo à primeira edição gratuita desta newsletter. Torne-se assinante para continuar a receber. Veja aqui todos os planos disponíveis. *|ELSEIF:TRIALS = 2|* O acesso gratuito a esta newsletter está quase a terminar. Torne-se assinante para continuar a receber. Veja aqui todos os planos disponíveis. *|ELSEIF:TRIALS = 3|* Esta é a última edição gratuita desta newsletter. Torne-se assinante para continuar a receber este e outros conteúdos exclusivos. Veja aqui todos os planos disponíveis. *|END:IF|* *|END:IF|*
Fotografia de Martim Sousa Tavares
Martim Sousa Tavares
Autor de Newsletter
Foto da Newsletter

Um calendário para celebrar a música no feminino? Que péssima ideia

Mais uma primavera que vai passando, mais um suspiro da minha parte: aí estão os ciclos de “música no feminino”. Sempre pontuais, sempre previsíveis, e sempre uma desculpa para esquecer a temática feminina o resto do ano.

A intenção é nobre, não há dúvida. Mas vem em forma de bonanza, pontual e concentrada, em vez de integrada e distribuída de forma coerente e orgânica ao longo do tempo. Março, o mês da mulher e da primavera, ou Maio, mês de Maria, deveriam, em boa verdade, ser todo e qualquer mês do ano. Deveria ser natural programar música escrita por mulheres, interpretada por mulheres e conduzida por mulheres, sem que fosse preciso fazer disso bandeira. É como dizia Oscar Wilde: sabemos que temos boas maneiras quando nos podemos esquecer delas. É sinal de que estão interiorizadas. O que sinto é que instituições que realizam os seus paulatinos ciclos positivistas e empoderadores dedicados à mulher são instituições que ainda não estão lá porque, precisamente, sentem a necessidade da afirmação. Se fosse uma coisa natural, não haveria necessidade de chamar a atenção.

Dir-me-ão que estas instituições o fazem porque é necessário lançar uma mensagem para a sociedade. Que não é uma coisa interna. Entendo. Mas essa posição só seria legítima se não tivessem telhados de vidro, como se verifica ao passarmos em revista a programação que desenvolvem durante o resto do ano ou conhecendo as tabelas de recursos humanos e a sua distribuição por géneros, tanto a nível global como na pirâmide hierárquica. A verdade é que nenhuma instituição em Portugal, ligada à música clássica, está sequer perto de atingir a paridade em termos de empregos e programação combinados. Mas é bom sinal se, genuinamente, lá quiserem chegar.

Voltemos ao tema. Experimentem uma pesquisa no Google com “música no feminino”. Com esta exacta designação, encontramos ciclos e eventos de música clássica dedicados à mulher na Fundação Calouste Gulbenkian, na Orquestra Metropolitana de Lisboa, na Casa da Música, na Câmara Municipal de Sintra, no Museu Municipal do Porto. Nem o título é diferente. Porquê inventar, quando já existe uma etiqueta tão boa?

Não tenho nada contra a celebração de efemérides. Sei bem que Março é o mês da mulher e, como tal, é natural que haja eventos dedicados ao tema. Da mesma forma, Fevereiro tem eventos de carnaval e Dezembro tem eventos natalícios. Ninguém pode celebrar o carnaval em Setembro, por isso faz sentido guardar a festa para o momento certo.

Mas as mulheres não são uma efeméride. Ao reservar um mês para a mulher, está a ser traçada uma linha de exclusão, mais do que de empoderamento. A integração tem de acontecer no quotidiano, mesmo (e sobretudo) quando ninguém está a ver e os microfones estão desligados.

É por isso que as quotas, os feudos e os pidgeon-holes têm tanto potencial de excluir como de integrar. E aqui, na música clássica como na vida, tanto faz falar de mulheres como de homens. Jovens ou velhos, portugueses ou estrangeiros, vivos ou mortos. A distinção não se deveria aplicar, a bem de uma pluralidade integrada.

Supõe-se que uma boa dieta é aquela que tem várias cores no prato e que conjuga de tudo um pouco, em proporções equilibradas. Se Abril fosse o mês da salada, isso dispensar-nos-ia de comer verduras o resto do ano?

As instituições e os artistas que fazem um trabalho constante e de forma natural pela integração e promoção da criatividade feminina são, em regra geral, aqueles que fazem menos alarido sobre isso mesmo. Porque, para estes, tocar música escrita por mulheres é uma terça-feira. No big deal. É ao fim de anos, décadas de trabalho, que se constata uma trajectória coesa e natural.

Estou a pensar, por exemplo, na Orquestra Sinfónica Nacional do México. O seu actual maestro titular, Ludwig Carrasco, foi meu colega de classe. Estudámos com o mesmo professor na Northwestern University, quando ele fazia um doutoramento em direcção de orquestra e eu um mestrado. Ainda antes de terminar o seu percurso naquela universidade, Carrasco foi nomeado maestro titular de uma orquestra mexicana, a Orquesta de Cámara de Bellas Artes.

E foi com grande admiração que o vi desenvolver, desde o primeiro minuto, uma programação de uma riqueza e vivacidade extraordinárias. Havia espaço para tudo: os clássicos, ao lado de obras antigas que o próprio transcrevia de velhos arquivos e dava a ouvir pela primeira vez, ao lado de encomendas à esquerda e à direita a autores mexicanos e não só. E, é claro, mulheres e homens, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Não me lembro de o ver envolvido na organização de qualquer ciclo de “música no feminino”, pois seria como promover um aspecto absolutamente normal do seu quotidiano, como usar sapatos ou lavar os dentes antes de dormir.

Bastaram alguns anos com este percurso, de enorme relevância, interesse e frescura, para que Carrasco chamasse a atenção a nível nacional e fosse nomeado maestro titular da mais importante orquestra do seu país, onde continua a aplicar o mesmo método, só que desta vez com um impacto já além-fronteiras. Vai-se tornando evidente que o México ganhou uma orquestra que não é só nacional (que o é, na defesa e promoção exímia do património mexicano), mas também internacional, na medida em que aponta um caminho de futuro e se correlaciona com os mais importantes músicos do nosso tempo.

Este é um processo em que não há volta a dar: quando as instituições e os decisores se habituam a conviver com a representatividade e a incorporam plenamente, isso torna-se parte do seu código genético. O mesmo está a acontecer, por exemplo, com as organizações por onde tem passado o maestro Yannick Nézet-Seguin, sobre quem já aqui escrevi.

Sei que este é um tema sensível, e é importante que o seja. Entre nós, como esquecer o momento em que o cartaz do Vodafone Paredes de Coura para 2022 gerou polémica (#mulhernãoentra) ao apresentar um dia extra no seu programa, inteiramente dedicado à música portuguesa, onde, entre 21 nomes de artistas e bandas, apenas Rita Vian dava voz ao feminino? Também havia mulheres entre as outras bandas e colectivos mas, ainda assim, a desproporção estava à vista e o tema, como se viu, estava bem vivo.

Isto aconteceu num meio mais mediático do que a música clássica, é certo. No entanto, é importante que também no nosso nicho vamos dando eco a este pensamento crítico e atento. E sim, celebremos as mulheres ao longo deste mês de Maio, mas também em Junho, em Julho, em Agosto…

Martim Sousa Tavares desenvolve uma atividade múltipla em prol da música clássica e da cultura. Dirige orquestras, é autor de programas na televisão, na rádio e em podcast, escreve música e sobre a música e realiza conferências [ver o perfil completo].

 

*|IF:IS_PR != true|* Torne-se assinante e leia sem limites *|END:IF|*

Precisa de ajuda? Contacte-nos

Para deixar de receber esta newsletter clique aqui

ou pode gerir e descobrir as nossas outras Newsletters aqui

Observador - Rua João Saraiva, nº 7, 1700-248 Lisboa

Receba a próxima edição da newsletter A Música na Minha Cabeça diretamente no seu email

Às terças-feiras, Martim Sousa Tavares assina uma newsletter sobre música clássica, as artes e a cultura.

  • Newsletter
  • Observador
  • Música
  • Cultura
  • Cultura
  • Observamos Mais
  • Observador Lab
  • Nova Iorque
  • Estados Unidos da América
  • América
  • Mundo
Proponha uma correção, sugira uma pista: leitor@observador.pt

Partilhar artigo

  • Copiar ligação Copiado
  • Email
  • Facebook
  • X
  • Linkedin
  • WhatsApp

Mais newsletters

A Música na Minha Cabeça

O que é que os lagos têm?

25/7/2023, 18:06
A Música na Minha Cabeça

A greve que mudou a música que ouvimos

18/7/2023, 21:27
A Música na Minha Cabeça

São precisas mais orquestras como esta

11/7/2023, 17:10
A Música na Minha Cabeça

O verão pode e deve ser uma estação da cultura

4/7/2023, 19:33

Últimas

Ofereça este artigo a um amigo

Enquanto assinante, tem para partilhar este mês.

Oferecer agora

A enviar artigo...

Artigo oferecido com sucesso

Ainda tem para partilhar este mês.

O seu amigo vai receber, nos próximos minutos, um e-mail com uma ligação para ler este artigo gratuitamente.

Voltar ao artigo

O seu plano não inclui a oferta de artigos

Para poder oferecer artigos aos seus amigos, faça upgrade para um plano de subscrição superior.

Ver planos

Ofereça até artigos por mês ao ser assinante do Observador

Partilhe os seus artigos preferidos com os seus amigos.
Quem recebe só precisa de iniciar a sessão na conta Observador e poderá ler o artigo, mesmo que não seja assinante.

Assinar agora

Este artigo foi-lhe oferecido pelo nosso assinante . Assine o Observador hoje, e tenha acesso ilimitado a todo o nosso conteúdo. Veja aqui as suas opções.

Atingiu o limite de artigos que pode oferecer

Já ofereceu artigos este mês.
A partir de 1 de poderá oferecer mais artigos aos seus amigos.

Voltar ao artigo

Aconteceu um erro

Por favor tente mais tarde.

Fechar

Atenção

Para ler este artigo grátis, registe-se gratuitamente no Observador com o mesmo email com o qual recebeu esta oferta.

Registar-me

Caso já tenha uma conta, faça login aqui.

Obrigado por assinar o jornalismo que faz a diferença.

Sem interesses.
Muito interessante.


Seguir
Seguir
  • Facebook
  • X
  • LinkedIn
  • Instagram
  • Youtube
Sobre
  • Política de Privacidade e Cookies
  • Termos e Condições
  • Termos e Condições da Compra
  • Como anunciar
  • Ficha Técnica
  • Estatuto Editorial
  • Política de correções
  • Regras da Comunidade
  • Contactos
  • Carreiras
Descobrir
  • Programas
  • Podcasts
  • Autores
  • Colunistas
  • Tópicos
  • Newsletters
  • Abrapalavra
  • Sudoku
Instale a nossa App

Disponível gratuitamente para iPhone, iPad, Apple Watch e Android

  • Descarregar na App Store
  • Descarregar na App Store
Recommendation Partner