Nesta época do ano parece que a vida pulsa dentro de nós, com mais vigor e intensidade. Esta sensação de bem-estar que inunda a nossa existência estende-se obrigatoriamente a outras dimensões da nossa vida. E, em última análise, pode ser entendida como “a sensação” de estar feliz ou de experienciar momentos de felicidade (visão hedonista do bem-estar). Contudo, para que esta sensação seja plena e nos transcenda efetivamente temos de nos preparar para o óbvio neste período em específico, as férias de verão! E perguntam: “Preparação?!”

Sim, as férias de verão tendem a ser o momento de pausa, em família ou com amigos, este é o momento em que “criamos memórias”. Estas memórias são um bem imaterial de valor incalculável que perdura no tempo e no espaço e, que vai permitir alimentar “a alma dos nossos” quando por força da natureza abandonarmos esta “estranha” forma de vida. Posto isto, acresce a responsabilidade na preparação deste momento em específico, neste período do ano.

Até aqui, tudo bem! Mas, a sua preparação passa por todo um processo de “desconexão” com a realidade organizacional. Sim, porque esta é a dimensão que mais tempo ocupa na nossa vida e que mais desafios nos coloca aos mais diversos níveis. Se muitos de nós fazem o que gostam outros nem por isso, se trabalhar nos dá prazer a outros não, mas a realidade é que a complexidade do mundo em que vivemos exige respostas céleres da nossa parte. Mas, a bem da verdade não é saudável ou humanamente possível estar sempre conectado sem perder qualidade vida.

Temos cada vez mais estudos que apontam no sentido de compreender os custos para as Pessoas, associados a este mindset profundamente inculcado nas gerações mais velhas. As consequências podem manifestar-se a vários níveis: 1) ao nível da saúde física e mental, 2) da qualidade das relações sociais, 3) da falta de equilíbrio entre a vida pessoal e profissional (work/life balance) e 4) com custos para o bem-estar individual. Como em tudo na vida temos de gerir as várias dimensões com muito bom senso e inteligência.

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Não devemos deixar que nos digam que é normal ou aceitável que durante o período de férias (do “nosso” descanso reparador): 1) se realizem reuniões “muito importantes”, 2) se responda a e-mails “muito importantes”, 3) se dê resposta a chamadas telefónicas que “não podem de esperar” e/ou 4) se realizem relatórios “super importantes”. Nada é mais importante, que viver a vida!! Todas estas exigências se prolongam, intensificam os nossos níveis de stress e aumentam os nossos níveis de ansiedade. Fica para sempre tatuada na nossa mente, a CULPA!

Nada melhor que “ir a banhos” de forma simples e relaxada para cumprir com o processo de recuperação, até porque o sal do mar limpa as energias menos positivas que acumulamos e o sol hidrata e nutre a alma. Vamos brincar com os nossos filhos na areia. Sim! A areia nunca é suficiente para as nossas crianças que teimam em ser “os melhores” croquetes do mundo. Queremos ter tempo para beber da sabedoria dos nossos pais, vamos ser filhos e usufruir desta condição maravilhosa. Vamos apreciar os longos passeios pelo campo, os piqueniques, as flores e usufruir do melhor que a natureza proporciona, porque é válido e recomendável.

Independentemente das nossas escolhas de férias o que importa é o efeito produzido. As férias devem ser um bálsamo reparador para todas as nossas panaceias do dia-a-dia. A verdade é que não existem formulas certas para ser feliz, mas seja qual for o caminho da felicidade, espero que me permita ser uma melhor versão de MIM! Temos ainda de compreender que “não existem segundas oportunidades”, que temos de viver “o hoje”!  Vamos viver uma vida repleta de significado e de propósito! Quero e preciso desesperadamente de me “sentir bem”! Quero férias, como quando tinha 6 anos idade, sem culpa!