O Benfica vive um momento histórico. E não me refiro a mais uma troca de treinador mas sim a uma mudança muito mais profunda e necessária. Outubro de 2025 traz consigo eleições para os Órgãos Sociais do Sport Lisboa e Benfica. Neste sentido, há uma candidatura que se realça pela positiva. Depois de ter representado, em 2020, o maior abanão que o vieirismo alguma vez havia sentido, João Noronha Lopes volta a apresentar-se a eleições e a sua campanha tem vindo a crescer de dia para dia, sócio a sócio. Não surpreende. Não só Noronha Lopes já tinha feito um enorme trabalho em 2020 como foi parte activa em vários momentos da fundamental revisão Estatutária completada em Março deste ano. Desde a criação de uma comissão independente para construir uma proposta global passando pelas várias intervenções em Assembleias Gerais, Noronha Lopes personificou aquilo que é elementar para qualquer sócio que se predisponha a liderar o Clube: Do Benfica não se desiste.

Após ter anunciado a sua candidatura num pavilhão a rebentar pelas costuras em Junho de 2025, a candidatura de Noronha Lopes tem comprovado aquilo que se esperava. Uma enorme capacidade agregadora junto de figuras históricas do Clube como por exemplo, à data de hoje, Luís Tadeu (mandatário da campanha) e Manuel Vilarinho no panorama directivo, passando por Carlos Seixas ou Panchito Velazquez, figuras históricas respectivamente do Basquetebol e do Hóquei em Patins do Benfica. Do mesmo modo, a candidatura de Noronha Lopes vai anunciando com quem quer trabalhar e mostrando que saberá exactamente o que fazer quando passar de candidatura a Estrutura Directiva. Nomes como Nuno Gomes que, ao contrário de outros, perseguiu uma série de qualificações numa óptica independente em vez de esperar que o Clube lhe resolvesse a vida ou Vítor Paneira, mandatário da campanha em 2020 e que carrega como poucos o Benfiquismo de 1904, trazem conhecimento profundo do futebol, exigência e a mística benfiquista que tão apagada tem estado. Depois, há nomes como José Theotónio, CEO do Grupo Pestana que carrega experiência corporativa e competência a um nível distinto mas condizente com aquilo que se exige ao Vice Presidente para a Área Financeira do Benfica, cargo que desempenhará. Finalmente, os sócios. Que a cada dia se manifestam mais em apoio à candidatura como se comprova pela autêntica onda criada nas várias visitas às Casas do Benfica por todo o país.

Além desta equipa que compõe a sua candidatura, há o candidato. Noronha Lopes é um dos melhores gestores a nível internacional. E isto não é exagero. É um facto atestado pelo seu percurso empresarial onde assumiu posições de liderança nos mais exigentes ambientes corporativos multinacionais. Ser Vice Presidente Corporativo e Chief Franchising Officer da Mc Donalds a nível mundial não é “perceber de hambúrgueres”. É, isso sim, uma enorme prova de competência individual naquilo que o Benfica mais precisa neste momento: capacidade de liderança, capacidade de cooperação enquanto equipa de Estrutura e, fundamentalmente, visão estratégica sustentável. Mas se o lado empresarial de Noronha Lopes é positivamente diferenciado a todos os níveis, poder-se ia argumentar que o Benfica não é uma empresa como outras e o Futebol não é só negócio. Aí, entra o João Noronha Lopes sócio 5001 do Sport Lisboa e Benfica. Que esteve com Manuel Vilarinho num dos momentos mais importantes da história do Benfica como foi a eleição que afastou Vale e Azevedo da presidência do Clube. Que, além da eleição de 2020 e do supra mencionado processo de Revisão Estatutária, é presença constante nas bancadas dos Estádios por onde o Benfica joga tanto em Portugal como no Estrangeiro. Que a cada intervenção pública demonstra não só entendimento daquilo que são os valores fundacionais do Sport Lisboa e Benfica como, acima de tudo, sabe que quando for presidente terá como função decisiva trabalhar para aqueles que, no podcast “Mata-Mata” apelidou e muito bem como “o fundo soberano do Clube”: os sócios. Não tenho dúvidas que Noronha Lopes e a sua equipa são a única candidatura com real possibilidade de vencer esta eleição, rompendo com o regime vigente que desgasta o Clube há demasiado tempo. Chegou a hora de, em conjunto, concretizar esta mudança

Vieira foi o melhor presidente da história do Porto, depois de Pinto da Costa. Rui Costa é o melhor presidente de história do Sporting, depois de Varandas. Respectivamente responsáveis pela hegemonia dum e pelo renascimento do outro. São mais de 20 anos disto. 22 anos de 8 campeonatos e 3 Taças de Portugal. Nos últimos 2 mandatos, Vieira e Rui Costa ganharam 2 Campeonatos em 8 e 1 Taça de Portugal em 8. É um atentado aos pergaminhos do clube. Acabou. Acabou o status quo, acabou a normalização da derrota, acabou o carrossel de jogadores, as comissões milionárias, os negócios ruinosos como os 40 milhões rebentados no mesmo ano em Cabral e Jurasek, ou as vendas criminosas como a de João Neves. Em Outubro de 2025 é preciso virar a página de forma definitiva. Em Outubro de 2025 é preciso iniciar um novo capítulo da Gloriosa história do Benfica de 1904 e por fim à decadência do Benfica de 2003. Em Outubro de 2025 é preciso colocar o Benfica Acima de Tudo.