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Junta-se esta tarde, em direto, Ana Pimentel, editora de tecnologias e startups do Observador. Ana, bem-vinda, boa semana.
Olá, Ana, boa tarde.
Olá, Ana. Filipe, olá, Ricardo. Há tanto tempo que não nos encontrávamos aqui.
É verdade, há bastante tempo que não nos encontrávamos.
Já desde o Web Summit.
Na app da vizinha, exatamente, vê bem o tempo que já passou.
Olha que isso foi-- quanta saudade! Hoje na app da vizinha, Ana.
Vamos todos dar um abraço de grupo .
Tu queres falar do Google Maps, não é assim?
É verdade. Até fiquei quase arrependida de ter trazido este tema, porque descobri que tínhamos aqui a pessoa ideal para vir falar do Google Maps na redação, que é o nosso vizinho João Francisco Gomes, o nosso colega. Ele esteve-me aqui a dar uma grande ajuda, é um ótimo utilizador, sabe todos os truques e mais alguns. Mas eu vou fazer aqui a vez dele e vou dar umas quantas dicas para usarmos o Google Maps, porque não sei como é que vocês estão em termos de arrumação de apps no telemóvel ou se têm muitas, se têm poucas, mas eu, quanto menos, melhor, e têm que estar todas arrumadinhas em pastinhas. Não sei como é que estão vocês.
Estão arrumadas em pastas, mas são muitas.
Mas muito bem arrumadas.
Sim.
E apagas quando deixas de utilizar ou manténs assim?
Sim, sou uma espécie-- como é que se chama aquela senhora japonesa?
Marie Kondo.
Eu uso o método Marie Kondo. Quando não uso há muito tempo, dou um beijinho à aplicação.
Agradeces.
E agradeço.
E deixa-la ir .
E digo: "Vai à tua vida".
Eu não tenho muitas apps no telefone, portanto, todas as apps que eu posso utilizar para várias coisas me dão jeito. E o Google Maps é uma dessas situações. Com uma app apenas conseguimos fazer uma série de coisas. E vamos a isso. O Google Maps começou por ser uma app de estilo GPS, que nos leva do ponto A ao ponto B, com informação sobre o tempo que demoramos e o trajeto que fazemos, quer optamos por ir de carro, a pé, se precisarmos de apps como a Uber, Bolt ou Captain, ou até transportes públicos.
Mas consegue fazer mais coisas?
Consegue fazer mais coisas, sim senhora. Só aqui na parte das TVDE, que são estas apps tipo Uber, Captain e Bolt, nós quando introduzimos esta opção, quando procuramos esta opção, até conseguimos perceber logo ali quanto é que vai custar para aquele trajeto em cada uma das apps, o tempo mais ou menos de espera e até podemos pedir a partir do Google Maps. Portanto, em vez de estarmos a abrir app a app e as consultar para ver qual é a mais económica, ali no Google Maps, nós conseguimos ter logo uma visão. E não é só isto. Depois ali há uma coisa que nós quando entramos na app, aparece-nos logo em cima uma coisa que diz restaurantes, farmácias, mercearias, etc. Então é assim, quando carregamos nesta parte, por exemplo, nos restaurantes, porque não sabemos onde ir almoçar ou que supermercado está aberto ou que farmácia é que está disponível àquela hora que precisamos de um medicamento. Ao entrarmos nestas opções, nós conseguimos perceber detalhadamente informação sobre, neste caso, os restaurantes, vou dar como exemplo, o horário de funcionamento diário, o preço médio da refeição, a avaliação que os consumidores já fizeram àquele restaurante, com a posição no ranking de estrelas de uma a cinco, se é indicado para crianças, se não é, quais são os contactos, dá para ligar diretamente, site, quais são os pratos populares, a descrição do menu e dá também, esta aqui foi a que eu achei mais surpreendente, porque por acaso ainda não tinha reparado, dá para saber o tempo de espera estimado para aquele dia da semana e para aquela hora em específico naquele restaurante. Ou seja, eu consigo ver logo que à segunda-feira, às 8 p.m., o tempo médio de espera naquele restaurante é de 15 minutos.
Mas essa informação é fiável?
À partida, sim, claro. É feita com base nos utilizadores. Lá está, depois ali também dá para ler todos os comentários que as pessoas foram fazendo, mas é assim, sobretudo para ter uma estimativa consoante a adesão àquele restaurante. E dá para ver o ranking.
Portanto, quanto tempo demoramos, quanto é que vamos gastar, quanto tempo vamos ter de esperar.
Dá para saber isso.
Mas há mais.
Dá mais, sim senhora. Por exemplo, não sei também como é que vocês são em matéria de estacionamento, mas eu perco-me facilmente, eu nunca sei onde é que está o carro. Quer seja eu a conduzir, quer sejam outras pessoas, eu nunca me lembro. Portanto, aqui também dá para assinalar o sítio de estacionamento. Quando entramos no Google Maps, na app, temos a bolinha azul que indica o sítio onde estamos. Se carregarmos nessa bolinha azul, podemos acionar logo ali a parte que diz deixar o carro estacionado aqui, assim qualquer coisa, definir o local de estacionamento. E fica guardado, portanto, ficando guardado, podemos ir onde quisermos que já sabemos que depois o itinerário de volta é ali para aquele sítio e podemos pedir ajuda ao próprio Google Maps para nos levar de volta ao lugar de estacionamento. Uma coisa que também podemos fazer aqui, e que é bastante útil, é que nós podemos partilhar a nossa localização. E aqui não é uma localização estática, é uma localização em movimento. Vamos imaginar que eu agora na próxima hora vou andar por vários sítios e quero que alguém acompanhe o meu trajeto, por vários motivos, ou porque não sei onde é que aquela pessoa se vai encontrar comigo, por questões de segurança, etc. Se eu ativar esta opção e escolher um contacto da minha lista de contactos com o qual queira enviar por mensagem a minha localização, durante o tempo que eu definir, pode ser uma hora, duas horas, três horas, ou então até posso não pôr tempo limite e depois decido quando a quero parar, aquela pessoa que eu escolhi ou aquelas pessoas que eu escolhi vão aceder em tempo real a todos os passos que eu estou a dar e, portanto, se for para irem ter comigo, é uma forma de saberem onde é que eu estouSe for por um motivo mais de proteção ou de segurança, eles já sabem quando é que eu cheguei àquele local.
Esta funcionalidade tem de ser ativada pelo próprio utilizador.
Sim, exatamente. Portanto, eu agora saio daqui e vou para casa. Por acaso a minha mãe, quando eu chegava tarde a casa, aqui em Lisboa, é verdade.
Obrigada a manter esta funcionalidade ativa ou não.
Mas a minha querida mãe fazia uma coisa que achava que eu não percebia, que era: "Ah, então onde é que estás?" Ia ao telefone comigo e eu percebia que ela ia fazendo muita conversa até saber que eu tinha chegado a casa. Portanto, aqui é uma boa forma de não estando ao telefone ir acompanhando o percurso que qualquer pessoa esteja a fazer, neste caso um familiar, um amigo.
Pode ser útil também no caso dos mais idosos, sobretudo nos casos em que as pessoas já sofrem de algum tipo de demência e pode ser muito útil aí também para controlar os passos dos mais idosos que saem de casa.
Convém sempre ser alguém que aciona essa opção no Google Maps dessa pessoa. E ainda há mais, ainda tenho aqui mais duas.
Ainda tens mais?
Sim, é verdade. Imagina, Ricardo, que vais jantar à casa de um amigo e sabes que volta e meia vais lá e estás sempre a pôr a morada.
Ou sempre a perguntar ao amigo, não é?
Isto acontece muito frequentemente. "Ah, então como é que é mesmo a tua morada?" E lá estou eu a pôr a morada.
Eu lembro-me do local onde estaciono o carro, mas nunca me lembro das moradas.
Pronto, ok. Então aqui podes guardar as moradas, é muito fácil. Inseres a morada na aplicação, no ícone do motor de busca onde colocamos a morada de destino e depois, quando clicamos nessa morada, cá em baixo até costuma aparecer a fotografia, etc. Cá em baixo aparece o nome da morada e depois aparece uma etiqueta, um íconezinho no canto inferior direito. Se não estou em erro, no canto inferior direito. Ao clicarmos na etiqueta, damos um nome, por exemplo, pode ser casa da Ana Filipa, não é? E guardas. Quando fazes essa ação, fica guardado como uma pasta e sempre que quiseres ir a casa da Ana Filipa, escusas de mandar WhatsApp a perguntar: "Diz-me lá qual é a tua morada?"
Porque já lá está.
Porque já lá está.
Dizer: "Ana Filipa vem-me buscar que eu não sei onde estou." Exato.
Há outra funcionalidade, Ana. Imagina, eu vou de viagem, eu posso descarregar um mapa mesmo sem ter dados e depois consultá-lo, não é?
Sim, senhora. Escolhes os trajetos que queres fazer e depois também clicas. Dá a aparecer clicando na bolinha azul onde te encontras descarregar mapa offline ou então basta inserires a morada e depois também vens à parte debaixo do ecrã e clicas também no descarregar mapa offline e é só esperar que o Google Maps se descarregue para o teu telefone e utilizas depois sempre quando não tens dados móveis e quando tens dados faz. Isso dá muito jeito. Também podes nas férias marcar sítios favoritos, que é imagina que tiveste uma experiência muito emocionante naquele café, daquela rua, daquela cidade espetacular em Itália. Marcas como sítio favorito e depois fica na tua app e um dia mais tarde quando quiseres dar uma dica de viagem a uma amiga que for, aqueles: "Olha vens vir a este café está aqui no meu sítio."
Vai estar para lá.
Sim, exatamente.
O que não precisa de GPS é a tua newsletter, certo Ana?
Não precisa nunca, sabe ir diretamente para os nossos leitores. Portanto, amanhã ali a meio da tarde, novidades sobre startups, negócios tecnológicos é no e-mail, claro que sim.
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Até para a semana. Obrigada
Obrigada.
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