Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Guerra traduzida na Rádio Observador. Trazemos os destaques da imprensa russa e da imprensa ucraniana com a jornalista Diana Rosa. Diana, boa noite. Começamos pelos jornais ucranianos, assim é que é. "Europa está a redescobrir a bomba", é a manchete do Kyiv Independent.

Um artigo que diz que presa entre uma Rússia belicista e os Estados Unidos instáveis, França está a expandir o arsenal nuclear e a tomar medidas para fortalecer a dissuasão europeia. A única potência nuclear da União Europeia vai aumentar o número das ogivas de aproximadamente 290 para um número ainda não divulgado. É a primeira medida deste tipo desde 1992. França também sinaliza que uma nova dissuasão avançada nuclear pode estender-se aos aliados europeus, ao mesmo tempo que os convida para exercícios nucleares conjuntos. O principal motivo é a defesa relativamente à Rússia. Daria Dozkilova, especialista em dissuasão nuclear e segurança do Royal United Services Institute, diz ao Kyiv Independent que as potências nucleares europeias, França e Reino Unido, nunca vão igualar a Rússia em termos de quantidade e diversidade de arsenais nucleares. Mas não é necessariamente assim que a dissuasão funciona, explica a especialista. A Rússia só precisa ter dúvidas se pode contar com o facto de os franceses não usarem as suas armas nucleares em defesa de aliados europeus. Certo é que o arsenal da Rússia inclui cerca de 5500 ogivas, o maior arsenal individual do mundo, com os Estados Unidos em segundo lugar.

E vamos ao Volodymyr Zelensky, que diz que a Ucrânia está aberta à troca de tecnologia ou armamento com os países do Golfo.

Os Estados Unidos e os aliados europeus e do Médio Oriente pediram à Ucrânia que partilhasse a experiência no combate aos drones iranianos, é o que revela o presidente da Ucrânia. No X, Zelensky diz que Kiev está disposta a partilhar conhecimentos e está aberta a uma troca de tecnologia e armas com os países do Golfo, como disseste, João, que tem sido alvo de ataques com drones iranianos ao longo da última semana. Mas alertou: no que diz respeito às armas, a própria Ucrânia está em guerra, ele precisa delas. Lembra que tem falta de mísseis, por exemplo, e, portanto, pode haver aqui uma troca de interesses. Recordo que a Rússia comprou e utilizou milhares de drones fabricados no Irão para utilizá-los nos ataques noturnos a Kiev.

E vamos até à Hungria, isto porque Viktor Orbán ameaça usar a força contra a Ucrânia na contenda entre os dois países acerca do petróleo. Já Zelensky diz que o exército ucraniano pode conversar com um dos bloqueadores de fundos da União Europeia, a Hungria.

Zelensky espera que o bloqueio de um empréstimo de 90 mil milhões de euros da União Europeia à Ucrânia, por Viktor Orbán, chegue ao fim, alertando que, caso contrário, pode fornecer a morada dessa pessoa às Forças Armadas ucranianas. Zelensky não mencionou especificamente o nome de Viktor Orbán, mas deu aqui vários sinais de que está a falar do primeiro-ministro húngaro. As declarações são dirigidas ao governante de Budapeste, que bloqueou o empréstimo a Kiev enquanto se debate com a suspensão do gasoduto Druzhba. Orbán escreveu anteriormente no X que a Hungria romperia, o que ele descreveu como um bloqueio de petróleo ucraniano à força, diz que não haverá acordos nem concessões. O presidente ucraniano não se conteve. Dá a entender que se a Hungria deixar de se opor ao apoio à Ucrânia, talvez Kiev reconsidere. Caso contrário, nada feito. É Zelensky a jogar literalmente com as armas que tem. O presidente ucraniano deixa até uma ameaça, diz que se assim for, pode dar a morada de Orbán aos soldados ucranianos e os militares falarem com ele na sua própria língua.

E fica tudo dito na imprensa ucraniana. Voltamos já a seguir para o que diz a imprensa russa.