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Segunda parte da Guerra Traduzida na Rádio Observador, desta feita com os destaques da imprensa russa. Estou a falar com o jornalista Martim Madeira. Boa noite, Martim.

Boa noite.

Começamos por falar de um bombardeiro estratégico russo que se despenhou durante um voo de treino na região de Amur.

É o jornal The Moscow Times que dá este destaque. Um bombardeiro estratégico do modelo Tu-95MS despenhou-se numa zona remota da província de Amur, no Extremo Oriente da Rússia, e provocou a morte de seis membros da tripulação. O Ministério da Defesa russo confirmou este acidente, explica que a aeronave se encontrava a cumprir uma missão de treino noturna de rotina. As investigações preliminares das autoridades locais apontam para uma explosão no sistema de combustível a bordo como a causa mais provável desta queda de avião.

Falamos agora de Vladimir Putin, que assinou um decreto para aumentar o exército para 1 milhão e meio de soldados.

É a notícia em destaque no jornal russo "Komsomolskaya Pravda". O presidente Vladimir Putin assinou um novo decreto presidencial que fixa o número total de efetivos das Forças Armadas da Federação Russa em cerca de 1,55 milhões de militares no ativo. Trata-se de um aumento de cerca de 15 mil homens relativamente aos valores fixados em julho do ano passado, sendo a quarta revisão em alta do contingente militar promovido pelo Kremlin neste ano. Esta medida insere-se no plano de reestruturação militar de Moscovo para acompanhar o crescimento do orçamento da Defesa, que está previsto para os próximos anos.

Houve um incêndio contra uma fábrica robótica na Estónia, mas Martim, Kremlin nega qualquer envolvimento.

De acordo com a agência estatal TASS, a presidência russa rejeitou categoricamente as acusações feitas pelo governo estónio. As autoridades de Tallin acusavam os serviços secretos russos de estarem por trás de um incêndio criminoso que atingiu as instalações da empresa Milrem Robotics, que produz veículos não tripulados para a Ucrânia. Dois homens letões foram detidos na sequência deste incêndio e então a Estónia acusou a Rússia e acusou os serviços secretos russos de serem os sérvios de estarem por trás deste ataque incendiário. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, classifica estas alegações como infundadas e sem qualquer prova material. Moscovo acusa os governos dos países bálticos de manterem uma retórica de confronto constante para justificar o aumento dos próprios gastos militares.

Falamos agora de uma notícia que dá conta que a Rússia fixou novos limites à saída de dinheiro líquido para países vizinhos.

Uma medida financeira de última hora anunciada pelo jornal The Moscow Times. O governo russo decidiu impor restrições adicionais e limites rigorosos ao montante de papel-moeda em rublos que os cidadãos e as empresas podem retirar do país quando destina a Estados vizinhos. A ordem presidencial proíbe o transporte transfronteiriço de valores em dinheiro vivo superiores a 1 milhão de rublos, sem autorização prévia das autoridades bancárias. Esta decisão tem o objetivo de travar a fuga de capitais e proteger a estabilidade do sistema financeiro interno perante o impacto das sanções internacionais e também da inflação.

Continuamos a falar da Rússia, mas a olhar para os Estados Unidos, isto porque a imprensa internacional avança que Donald Trump está a ponderar aliviar sanções, isto em troca de prisioneiros.

A última notícia deste Guerra Traduzida, que dá um destaque diplomático e um destaque com olhar russo para a imprensa internacional, através do jornal Kommersant. A publicação russa analisa vários relatórios divulgados pelos meios de comunicação norte-americanos que indicam que Donald Trump terá dado apoio a um plano de aproximação a Moscovo. Esta proposta prevê o alívio gradual de sanções económicas impostas à Rússia, em contrapartida pela libertação de cidadãos ocidentais e prisioneiros políticos detidos em território russo. Embora ainda não haja uma confirmação oficial de Washington ou de Moscovo, este tema está a gerar uma expectativa forte diplomática nos bastidores internacionais e é esta a análise feita pelo jornal russo Kommersant.

Terminamos assim este episódio da Guerra Traduzida, que regressa já amanhã.