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Novo episódio de Guerra Traduzida, agora com os destaques da imprensa russa, com a Laura Figueiredo. Em destaque nos jornais russos, Kiev quase em apagão total.

É esta a manchete da Ria Novosti. O jornal dá conta do ataque russo na noite passada contra instalações e empresas de energia ligadas às Forças Armadas da Ucrânia. No entanto, ao contrário da imprensa ucraniana, não cita fontes com dados concretos sobre que quantidade da capital estará efetivamente sem energia. Ria Novosti cita apenas o Ministério da Energia ucraniano, que informou que os danos resultaram em cortes de energia nas regiões de Kiev, Odessa, Kharkiv, Dnipropetrovsk e Chernihiv.

E Laura, Moscou classifica os ataques desta noite como uma resposta aos ataques terroristas da Ucrânia contra alvos civis no território russo.

É o que diz o ministério russo, depois de ter reivindicado o ataque maciço contra as instalações de infraestruturas energéticas utilizadas pelas Forças Armadas Ucranianas. De acordo com a Ria Novosti, o ministério justifica este ataque contra várias regiões da Ucrânia como sendo uma resposta aos ataques de Kiev contra alvos civis no território russo.

Uma das maiores redes de supermercados da Rússia está a preparar-se para expandir o negócio para os territórios da Ucrânia ocupados por Moscou.

A notícia é avançada pelo Moscow Times, que cita um jornal econômico russo. De acordo com as fontes, a cadeia de supermercados está já a fornecer produtos para uma rede de lojas que funciona nas regiões de Donetsk, Mariupol e Lugansk. A empresa de supermercados russa não nega que esteja a tentar expandir o negócio. Afirma, no entanto, que os planos de expansão para este ano estão focados principalmente no leste da Sibéria e também no extremo oriente da Rússia. Ainda assim, de acordo com o CEO de uma empresa de investimentos, as autoridades federais estão a apoiar o desenvolvimento da cadeia de supermercados nas tais áreas ocupadas pela Rússia.

Dois cidadãos ucranianos foram acusados pela Justiça Federal alemã de espionagem.

É o que noticia o jornal Izvestia, que cita o comunicado da Procuradoria-Geral Federal alemã. De acordo com a nota, os dois ucranianos são acusados de espionagem, de recolha de informações com o objetivo de sabotagem e também de conspiração para cometer fogo posto em circunstâncias agravantes. Segundo a investigação, no final de março do ano passado, os suspeitos, em conjunto com outro detido, enviaram duas encomendas equipadas com localizadores GPS ativados desde a cidade alemã de Colônia até à Ucrânia. De acordo com as autoridades alemãs, a missão foi encomendada por um serviço de espionagem russo através de intermediários em Mariupol. O objetivo desta operação seria recolher informações sobre rotas de envio e procedimentos de transporte da empresa de entregas, para posteriormente enviar encomendas com dispositivos incendiários. Na nota, lê-se ainda que os pacotes destinavam-se a ser detonados na Alemanha ou noutro local durante o trajeto até partes da Ucrânia não ocupadas pela Rússia. O objetivo seria também causar o máximo de danos possível para minar a sensação de segurança pública.

É o ponto final na Guerra Traduzida, que está de regresso amanhã.