Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Esta é a Guerra Traduzida da Rádio Observador. Vamos aos destaques da imprensa russa e ucraniana. Está conosco a Diana Rosa. Boa noite, Diana.
Boa noite, Nelson.
Vamos começar com os jornais ucranianos. Kiev diz que vai haver novos encontros com a delegação norte-americana no final desta semana.
Anúncio do conselheiro presidencial de Volodymyr Zelensky. Andriy Ermak assegura que o trabalho conjunto vai continuar no fim desta semana, por forma a fortalecer os resultados alcançados nas reuniões de Genebra. Sublinha ainda que é crucial não perder produtividade e trabalhar rapidamente para alcançar uma paz duradoura e digna para a Ucrânia o mais rápido possível. "Como fizemos em Genebra", diz este responsável que estou a citar, "estamos a preparar para um diálogo construtivo, para fazer progressos tangíveis e em definir os passos para acabar com a guerra". Andriy Ermak agradece novamente à equipe dos Estados Unidos pelos esforços inexcedíveis.
O secretário de Estado norte-americano diz que as condições de segurança para a Ucrânia só vão ser discutidas depois de um acordo de paz.
Conversa a ser feita depois com os aliados ocidentais. Isto porque as autoridades ucranianas afirmam que qualquer acordo deve incluir, naturalmente, garantias de segurança vinculativas para impedir que a Rússia lance uma nova ofensiva depois do cessar-fogo ou o fim formal da guerra. De acordo com o político, citado pelo Kyiv Independent, Marco Rubio afirma ainda que a integridade territorial da Ucrânia e o destino dos ativos russos congelados também são assuntos pendentes por resolver. Fica por saber quais as garantias que os Estados Unidos têm para oferecer à Ucrânia. Certo é que recentemente Donald Trump descartou o envio de tropas americanas para Kiev como forças de paz, enquanto Moscovo ameaça que vai tratar qualquer contingente estrangeiro como alvo legítimo.
A economia da Rússia está a deteriorar-se à medida que a guerra atinge o dia a dia do povo do país e a pressão das sanções também aumenta.
E quando falamos do dia a dia, Nelson, falamos de pessoas que atravessam o quarto inverno de guerra com sirenes noturnas de ataque aéreo nas regiões centrais, até à crescente pressão económica sobre famílias, indústrias e contas públicas. Dezenas de regiões no centro e sul da Rússia estão agora expostas a ataques de drones e mísseis que atingem instalações de energia e edifícios residenciais, evidenciam a crescente influência da guerra na vida civil. Analistas consultados pela Bloomberg, citada pelo Kyiv Post, dizem que com base nos indicadores econômicos gerais, seria do interesse da Rússia interromper a guerra agora mesmo. No entanto, para querer acabar com este conflito, é preciso visualizar a beira do precipício e a Rússia ainda não chegou lá. É o que se pode ler neste artigo. De acordo com os habitantes russos, as famílias estão a sentir cada vez mais o aperto na carteira, já que os preços estão a subir mais rápido do que os salários. Também as importações tornaram-se inacessíveis na Rússia. Os dados apontam que os russos estão a reduzir as compras de alimentos. Nos últimos dois meses, produtos básicos como leite, carne de porco, trigo e arroz caíram 10% no número de vendas.
Foi extraditado de Itália para a Alemanha o suspeito ucraniano de ter participado na sabotagem do gasoduto Nord Stream.
Anúncio da Procuradoria Federal Alemã esta quinta-feira, citada pela agência Ukrinform. Em comunicado, a Procuradoria indica que o suspeito deve comparecer perante um juiz de instrução amanhã. Os oleodutos que ligam a Rússia à Alemanha, através do Mar Báltico, estão atualmente inoperacionais. Kushnetsov, o suspeito, foi preso em agosto perto da cidade italiana de Rimini, depois de ser alvo de um mandado de detenção europeu. Em outubro, o Supremo Tribunal da Itália anulou a decisão de extraditá-lo para a Alemanha. O caso de Kushnetsov e de outros cidadãos ucranianos procurados pela Alemanha tornou-se num ponto de tensão diplomática entre os Estados europeus.
Voltamos já a seguir para falar da imprensa russa.