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Vamos às notícias. Notícias das duas, com Miguel Videira. E Miguel, há um português desaparecido em Espanha. Está incontactável desde ontem. Receia-se que o desaparecimento possa estar relacionado com o acidente ferroviário em Toledo.

A informação está a ser avançada pela SIC. O Ministério dos Negócios Estrangeiros, contactado pelo Observador, dá conta que não há confirmação oficial deste desaparecimento. A estação televisiva adianta que o cidadão português tem 45 anos, vive em Espanha e trabalha numa empresa ferroviária. Está incontactável desde o acidente que aconteceu ontem por volta das 9h00. Conta também que a família já está no local onde se está a proceder à identificação das vítimas. O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, que hoje vai ser ouvido no Parlamento, daqui a pouco, precisamente, está agendada para esta hora a audição do Ministro dos Negócios Estrangeiros, no âmbito da discussão, na especialidade, do Orçamento do Estado para o próximo ano, vai fazer uma declaração à imprensa sobre este caso. Uma declaração nos Passos Perdidos da Assembleia da República que havemos de escutar, seguramente, ainda no decurso deste jornal. Paulo Rangel ainda não está no local onde os jornalistas aguardam pelas explicações do chefe da diplomacia portuguesa.

E Miguel, o número de mortos voltou a aumentar.

Sim, ao final da manhã, o presidente da Comunidade de Castela-La Mancha deu conta de 69 mortos. Mais uma vítima mortal face ao último balanço. Cento e dez feridos em Castela-La Mancha, 60 já receberam alta, 50 continuam hospitalizados. Há 15 dos feridos que estão nos cuidados intensivos. Há ainda registo de desaparecidos, 64, de acordo com a Guarda Civil. O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Espanha confirma, entretanto, nos dois comboios acidentados, seguiam 42 cidadãos estrangeiros de pelo menos sete nacionalidades. Para já, está apenas confirmada a morte de um cidadão argentino. Há também desaparecidos entre os estrangeiros, 24 continuam por localizar. E a esta hora, os reis de Espanha vão visitar alguns dos feridos que estão internados em unidades de saúde em Toledo. Esta manhã, o chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, também marcou presença na reunião do centro de controle que coordena as operações de resgate na sequência desta tragédia. Prometeu tudo fazer para ajudar os feridos e também garantir a segurança da ferrovia em Espanha depois deste segundo acidente no espaço de um ano.

O Banco Central Europeu decidiu não mexer nas taxas de juro, apesar da pressão inflacionista.

Sim, o BCE manteve inalterada a taxa diretora nos 2,5%. No comunicado em que é anunciada a decisão, o Banco Central sublinha que a subida de preços da energia está a pressionar a inflação e a reduzir as perspectivas de crescimento económico. Retomo a notícia de abertura desta edição das 14h00 da Rádio Observador. A informação avançada pela SIC Notícias, há um português desaparecido em Espanha. O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, fala sobre isso mesmo a esta hora na Assembleia da República. Vamos escutar a play da RTP Notícias.

No que diz respeito, quer às pessoas que faleceram, quer àquelas que estão em recuperação, algumas delas em risco de vida, é que, como é evidente, a primeira preocupação das autoridades espanholas não é a identificação das pessoas nem das nacionalidades. É que tudo seja tratado com dignidade relativamente às vítimas mortais e que, nomeadamente, a preocupação em que as pessoas que estão hospitalizadas possam recuperar. E por isso, é natural que nós tenhamos a informação muito, até agora, escassa. E isto vale para vários países. Vários países têm dado nota disso. No caso português, com toda a compreensão, porque nós sabemos que são sempre momentos muito difíceis. É verdade, de facto, que o gabinete de emergência consular foi contactado por um familiar de um cidadão português, dizendo que não conseguia contactá-lo e que tinha uma convicção fundada de que seria passageiro deste comboio. Nós não temos mais nenhum dado. Temos, de facto, o reporte de um desaparecido português, o que não quer dizer que não possa acontecer que até não estivesse neste comboio. Nós não sabemos, está desaparecido, ou que até já esteja eventualmente bem, mas ainda não contactável. Pode acontecer isso. Também pode acontecer que se encontre entre os feridos ou as vítimas mortais. Não sabemos. Estamos a fazer todas as diligências para averiguar, uma vez que houve, agora sim, um reporte de uma pessoa desaparecida, que há uma probabilidade muito forte de estar num dos dois comboios e, portanto, estamos a envidar esforços. Isso não quer dizer que não haja ainda, mais tarde, notícia de outras vítimas, seja feridos, seja eventualmente falecidos portugueses. Portanto, neste momento, eu pedia mesmo isso, é que olhemos para isto com a prioridade que tem que ser dada às operações de resgate, seja do resgate que foi feito dos feridos e de seu tratamento, seja ainda de alguns corpos que estão no terreno e que as operações de identificação são extremamente difíceis. O único caso que chegou à autoridade portuguesa. Isto, no fundo, é confirmar uma notícia que já há várias horas a comunicação social tinha transmitido, de que haveria um desaparecido, mas é justamente isso que nós temos que dizer: é uma pessoa que não está localizada. Depois, qual é efetivamente a situação em que ela se encontra, nós não sabemos. Claro que, com estes dados, do ponto de vista das autoridades portuguesas e, em particular, das nossas autoridades consulares na embaixada em Madrid, torna as coisas mais simples, no sentido de que pelo menos temos um nome e temos dados sobre essa pessoa. Obviamente que não vamos revelá-lo por respeito à família ou ao familiar que deu nota disso. Portanto, assim que nós tivermos mais informação, ela será canalizada para a comunicação social. E se tivermos outra, como eu digo, sinceramente, eu não excluo, infelizmente, que nós possamos ter outras notícias, porque aquilo que nos deram conta as autoridades espanholas é que tudo está a ser processado com alguma lentidão e complexidade e pediram-nos alguma paciência e até respeito por essas dificuldades. Portanto, sinceramente, eu compreendo muito bem a ansiedade, porque isto é uma coisa que traumatiza também a opinião pública, não apenas, obviamente, todos aqueles que estão mais próximos. Eu compreendo muito bem a vossa curiosidade, que, aliás, é para dar a notícia e para corresponder à opinião pública, mas temos ainda que esperar. Temos que esperar quer para saber exatamente qual é a situação do reportado como desaparecido português, seja até eventualmente, como eu digo, que eu não excluo, não temos nenhuma indicação, não pensem que temos alguma pré-indicação. Mas esta cautela foi-nos pedida pelas autoridades espanholas e, portanto, nós estamos a tê-la. Ainda está aberto poder haver, obviamente, não será muito mais gente, mas poder haver, imaginemos mais uma pessoa. Nós não podemos excluir isso de maneira nenhuma, porque, de facto, as operações estão a decorrer com complexidade e temos de aguardar. Muito obrigado.

A declaração do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, nos Passos Perdidos antes da audição no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para o próximo ano. O chefe da diplomacia portuguesa confirma que, de facto, há um português desaparecido. O gabinete de emergência consular foi contactado por um familiar de um cidadão português que estava incontactável. Este familiar tem a convicção de que o português desaparecido estava entre os passageiros dos comboios acidentados em Toledo, Espanha. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, não exclui também que mais portugueses possam ter sido vítimas deste acidente, sendo que não é certo que o português desaparecido, de facto, tenha estado nos comboios ou que seja uma vítima deste acidente. Informação para confirmar mais tarde, sendo que Paulo Rangel também dava conta de que o processo está a ser gerido com alguma lentidão, tendo em conta a complexidade desse mesmo processo.

Notícia de fecho do Jornal das Duas, teve edição do Miguel Videira.