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Guerra traduzida na Rádio Observador com o que dizem os jornais russos e ucranianos em tempo de guerra. São os principais destaques da imprensa dos dois países. Hoje com a jornalista Diana Rosa. Boa tarde, Diana.

Boa tarde, Luís.

Hoje vais começar pela imprensa russa, porque o conselheiro de Putin acusa várias forças de tentar manter a tensão entre a Rússia e os Estados Unidos. Diz que os opositores temem um terreno comum.

Kirill Dmitriev está em Washington, nos Estados Unidos. Diz que, a pedido do presidente russo, reúne-se com representantes da administração Trump, o que escreve no canal pessoal do Telegram, dizendo que as conversas começaram ainda ontem e hoje continuam. O artigo faz destaque no Moscow Times. O conselheiro de Putin escreve ainda que o restabelecimento das relações bilaterais entre os Estados Unidos e a Rússia vai ser um processo difícil, gradual, e acusa numerosas forças de tentarem manter as tensões entre os dois países, tal como disseste, Luís. Para Dmitriev, os opositores da reaproximação temem que a Rússia e Estados Unidos encontrem interesses em comum, é sabido que já os têm. Comecem a entender-se melhor e construam uma cooperação tanto nos assuntos internacionais como na economia. O enviado especial de Trump, Steve Witkoff, convidou Dmitriev para os Estados Unidos na semana passada e a Casa Branca instruiu o Departamento de Estado a emitir uma licença de curto prazo para permitir Dmitriev entrar no país. Isto porque ele tem estado sob sanções norte-americanas. Dmitriev promete dar a conhecer alguns detalhes sobre esta reunião ainda hoje.

E a Rússia, Diana, diz estar aberta a iniciativas de paz realistas na Ucrânia.

Isso e propostas de mediação que tenham em conta os interesses da Rússia. É o que afirma o Ministério dos Negócios Estrangeiros russos, numa declaração depois de uma reunião entre o vice-ministro também dos Negócios Estrangeiros e o ministro adjunto chinês. A informação é citada pela agência TASS. A Rússia sublinhou que para alcançar um acordo de paz abrangente, justo e duradouro, é necessário eliminar de forma incondicional as causas profundas do conflito, incluindo a dissolução das ameaças à segurança da Rússia, que emanam do território da Ucrânia, em resultado da expansão da NATO para a zona leste da Europa. Além disso, Moscovo insiste também por ter uma violação por Kiev dos direitos da população da língua russa. Obviamente, estou a citar este artigo. Quem também falou hoje sobre o tema é quem fala todos os dias no Kremlin, Dmitry Peskov, o porta-voz de Putin, diz que para resolver o conflito, não são precisas apenas palavras, também é necessário escuta activa e acredita que isso agora é possível com os Estados Unidos.

E o presidente finlandês afirma que a França ou o Reino Unido deveriam ser os únicos países a falar com Vladimir Putin, representando a Europa.

Ou seja, devem ser os porta-vozes do bloco europeu nas negociações. Os líderes dos dois países, que são aqueles que mais têm apoiado a Ucrânia. Já não é a primeira vez que o presidente da Finlândia diz que os países europeus abordaram o tópico de restaurar o contacto com a Rússia numa das cúpulas que decorreu em Paris, acrescentando que o diálogo deveria ser coordenado entre todas as partes. Datas para envolver Putin nestas conversas, no entanto, ainda não foram apontadas. É um artigo que está em destaque na TASS.

E um cidadão russo foi condenado por espionagem em favor da Ucrânia, estaria a desenvolver operações na Crimeia.

Vai ter de enfrentar uma pena de cinco anos de prisão, artigo do Komsomolskaya Pravda. Trata-se de um morador de Yalta, na região da Crimeia, península anexada pela Rússia, tem 31 anos, foi detido pelo FSB, acusado de colaborar com os serviços especiais ucranianos em caráter confidencial. A notícia é passada pelo Supremo Tribunal da República. Durante o julgamento, foi relatado que entre julho de 2023 e março do ano passado, este homem estabeleceu contacto com representantes dos serviços especiais ucranianos e ofereceu-lhes assistência. Entre as tarefas que lhe foram atribuídas, tinha de tirar fotografias, filmar e fazer esboços das localizações das Forças Armadas Russas nas proximidades desta localidade, localidade de Yalta. Os ucranianos estavam também interessados em informações sobre a localização de navios militares no Mar Negro. O homem foi apanhado pelas secretas russas quando enviou os dados ao seu responsável por meio de uma aplicação de telemóvel.

Uma história de espionagem a terminar o que diz a imprensa russa. Voltamos já a seguir com a imprensa ucraniana.