Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Guerra traduzida, edição especial Irão, espaço em que falamos sobre o que conta a imprensa israelita, norte-americana e iraniana em plena guerra do Irão. Hoje com a edição do jornalista Martim Madeira. Vamos começar a olhar pra imprensa norte-americana. No 30° dia da guerra do Irão, em destaque nos jornais norte-americanos, está a entrevista de Donald Trump ao Financial Times.
O presidente norte-americano avisa que os Estados Unidos podem tomar muito facilmente a ilha de Kharg e ficar com o petróleo do Irão. Na entrevista ao Financial Times, o líder norte-americano mantém a postura expansionista e admite alargar a ofensiva. Ontem à noite, a bordo do Air Force One, Donald Trump afirmou que a morte dos líderes iranianos refletiu-se numa verdadeira mudança de regime e agora, no momento em que a guerra entra no 30° dia, também há negociações entre quatro países para tentar pôr fim ao conflito. Esses países são Paquistão, a Arábia Saudita, o Egito e a Turquia.
E o Wall Street Journal dá conta de que Donald Trump está a ponderar uma operação militar para extrair o urânio do Irão.
Como fontes, o jornal norte-americano cita militares norte-americanos familiarizados com a operação. De acordo com o artigo, ainda não há nenhuma decisão tomada. A missão terá como objetivo a extração de 453 quilos de urânio enriquecido. As fontes dizem ao Wall Street Journal que a operação seria sempre complexa e muito perigosa e pode mesmo ser a maior operação orquestrada por Trump em termos de risco. Isto porque pode resultar numa retaliação forte por parte do Irão e pode também estender o conflito por quatro a seis semanas.
Mas Martim, como seria essa operação?
O artigo explica que várias equipes das forças norte-americanas teriam de sobrevoar as localizações sob fogo iraniano. Já no local, teriam de colocar as botas no terreno para tomarem conta do perímetro, para depois os engenheiros começarem a escavar e procurarem minas com equipamentos específicos. A extração do urânio teria de ser feita com uma equipe de operações especiais, treinada especificamente para manusear material radioativo. Para concluir a extração das equipes e também do urânio enriquecido, é necessário que um aeródromo esteja disponível. Caso não esteja, teria de ser construído um. O secretário da Defesa, Pete Hegseth, confirmou que os Estados Unidos mantêm uma gama de opções e preferem que o Irão entregue o material livremente, mas avisa que estão preparados para remover à força caso as negociações falhem. É importante relembrar, Nadine, que nenhuma decisão está tomada e que os Estados Unidos já enviaram mais de 10 mil soldados pra região.
E a imprensa iraniana dá conta de que o Irão acusa os Estados Unidos de estarem a preparar uma invasão terrestre enquanto procuram um cessar-fogo no conflito.
Uma acusação feita pelo presidente do Parlamento iraniano numa mensagem publicada pela agência de notícias iraniana IRNA, Mohammad Baqer Ghalibaf escreve, e cito: "que o inimigo em público diz que quer negociar, mas em privado prepara-se para uma invasão terrestre". Na mensagem, Ghalibaf avisa que os mísseis iranianos estão a postos e que as Forças Armadas iranianas estão prontas para combater no terreno os norte-americanos. Deixa também um alerta de que todos os parceiros dos Estados Unidos na região são alvo do Irão, caso se dê esta invasão terrestre. Para além de Ghalibaf, também o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão comenta sobre as negociações. Diz o ministério que não há nenhumas negociações diretas com os Estados Unidos, apenas mensagens indiretas que dizem que os norte-americanos querem negociar.
E apesar do aviso do Irão, o grande destaque na imprensa iraniana é a confirmação da morte do comandante da Marinha do Irão.
É o que dá conta a agência de notícias iraniana Tasnim. A morte do comandante iraniano Alireza Tangsiri já tinha sido avançada pelo Ministério da Defesa Israelita na semana passada. Israel Katz tinha dito que Tangsiri foi vítima de um ataque geral e preciso conduzido por Israel. Só que agora há uma confirmação oficial do Irão. Em comunicado, a Guarda Revolucionária Iraniana diz que o comandante morreu devido à gravidade das lesões que sofreu e que não conseguiu aguentar. Alireza Tangsiri foi o comandante principal da Marinha Iraniana, desempenhou um papel fundamental no fecho do estreito de Ormuz e foi quem comandou a plantação de minas por todo o estreito.
E analisamos agora a imprensa israelita. Martim, em destaque está o anúncio de Benjamin Netanyahu. O primeiro-ministro israelita anuncia que vai expandir a invasão terrestre no Líbano.
Benjamin Netanyahu ordenou o alargamento da zona de segurança pra lá do rio Litani. De acordo com o Jerusalem Post, esta decisão baseia-se numa mudança de paradigma que rejeita os acordos de cessar-fogo anteriores como insuficientes. Ainda, a Força Aérea Israelita intensificou os ataques em Beirute e a imprensa israelita reporta que os alvos são as infraestruturas do Hezbollah e os centros do comando da Força Quds iraniana. No entanto, esta expansão tem um custo humano elevado, a morte de jornalistas, socorristas e a mais recente morte de um capacete azul da UNIFIL, perto da fronteira, que gerou algumas condenações internacionais.
E ainda em Jerusalém, o governo de Netanyahu aprovou um orçamento do Estado recorde para 2026.
850 mil milhões de shekels. Se estás a perguntar quanto é que isto equivale em euros, Nadine, não te preocupes, eu vou dizer. São aproximadamente 240 mil milhões de euros. Este orçamento é o maior da história do país e, de acordo com os jornais, mostra um país totalmente mobilizado pra guerra. Isto porque mais de 35 mil milhões de euros são destinados diretamente e especificamente para o Departamento de Defesa.
E, por fim, uma notícia que envolve um país que é nosso vizinho. Espanha fechou o espaço aéreo a todos os voos envolvidos em ataques ao Irão.
Uma notícia do jornal El País, que cita fontes militares. Para além de ter recusado a utilização de duas bases militares espanholas pelos Estados Unidos, agora o governo espanhol diz que não vai permitir a aviões norte-americanos que estão destacados para ir para o Reino Unido ou pra França e que estão diretamente envolvidos nesta guerra do Irão. Esses aviões não vão poder utilizar o espaço aéreo espanhol.
Fica por aqui mais um episódio da Guerra Traduzida, da Rádio Observador. Esta é uma edição especial dedicada à guerra no Irão, hoje com edição do jornalista Martim Madeira.