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Nesta Guerra Traduzida passamos agora para os destaques da imprensa ucraniana. Connosco está o jornalista Rui Casanova e começamos com os ataques da Rússia a várias regiões da Ucrânia nas últimas horas.
Ao longo da última noite, terroristas atacaram as nossas cidades e comunidades. É a reação de Volodymyr Zelensky a esta série de ataques. Foram bombardeadas várias regiões como Kiev, Kharkiv, Odessa e Zaporizhzhia. Ao todo, até agora, de acordo com as autoridades ucranianas, há registro de pelo menos 10 mortos e quase uma centena de feridos. Entre as vítimas mortais conta-se um bebê. O canal Pravda dá muito destaque a estes ataques. É uma notícia em manchete neste jornal online ucraniano a esta hora. O Pravda divulga também vídeos das equipes de emergência a limparem os destroços. É o som que ouvimos aqui em fundo, através de um vídeo divulgado pelo canal Pravda, várias equipes de emergência a limparem destroços, casas, edifícios que ficaram totalmente destruídos, particularmente em Zaporizhzhia. Há ainda um destaque, de acordo com o canal Pravda, as equipes de emergência conseguiram salvar entre os escombros três pessoas, incluindo duas crianças, na sequência destes ataques.
Rui, de Zaporizhzhia, uma das regiões atacadas, surge uma história impressionante. Foi encontrada entre os escombros de uma casa, uma fotografia que mostra uma mãe e um filho bebê que morreram nos ataques.
A história é divulgada pelo canal TSN. Em causa, uma fotografia que mostra uma mulher muito jovem com um bebê ao colo. Falamos de Sofia e Adam. Adam tinha apenas um ano e meio. Os dois morreram no ataque das últimas horas da Rússia a Zaporizhzhia. A fotografia foi, entretanto, encontrada entre os escombros da casa que foi atacada e foi divulgada pela irmã de Sofia nas redes sociais. Passo a citar o que ela escreveu: "Esta foto danificada foi a única coisa que sobrou depois deste ataque". Para além da mãe e do bebê, também a bisavó da família morreu. O canal TSN fala num ataque assustador. É esse o título do artigo que conta esta história e escreve: "Simplesmente não há limite para a sede de sangue do inimigo que mata civis implacavelmente".
Passamos para o jornal online Kyiv Independent, que fala outra vez sobre a relação entre os Estados Unidos da América, a Rússia e a Ucrânia depois da eleição de Donald Trump.
A imprensa ucraniana continua a dar muito destaque à vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais norte-americanas e também às possíveis consequências que daí podem sair para o decurso do conflito. O jornal Kyiv Independent cita hoje o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano, que, em conferência de imprensa, garante que os Estados Unidos vão apoiar Volodymyr Zelensky, se o presidente ucraniano decidir negociar um acordo de paz com Vladimir Putin.
"If President Zelensky decides that he wants to enter negotiations, of course, that's something that we would support. That has been our longstanding policy. That is up for President Zelensky to decide when it's time for negotiations. It's not something that is appropriate for us or for any other country to push him into. And we would support him in any process to try and ensure a just and lasting peace. But that is ultimately his decision, not ours".
"O nosso objetivo é garantir uma paz justa e duradoura", são as declarações de Matthew Miller, o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano. Declarações numa conferência de imprensa. Ainda sobre as exigências já reiteradas múltiplas vezes por Vladimir Putin, o porta-voz do Departamento de Estado norte-americano sublinha o direito da Ucrânia em manter as fronteiras do país, a integridade territorial e também a soberania. Isto de acordo com a Carta das Nações Unidas. São declarações deste responsável norte-americano que merecem o destaque hoje do jornal online Kyiv Independent.
A Guerra Traduzida fica por aqui. Estamos de regresso na próxima semana.