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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador. Passamos agora em revista os destaques da imprensa russa com a jornalista Laura Figueiredo. Laura, o Kremlin confirmou as negociações trilaterais sobre a Ucrânia em Abu Dhabi a 10 e 11 de novembro.

É uma informação avançada pelo Moscow Times. O porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, adianta que Vladimir Medinsky, conselheiro do presidente russo, será o principal negociador de Moscovo neste encontro. As negociações vão ser mediadas pelos Estados Unidos e devem abordar as condições de segurança depois do fim da guerra, também a redução das tensões e as medidas humanitárias. Washington deverá ser representado pelo enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff e Jared Kushner.

Melania Trump vai reunir representantes da Rússia e da Ucrânia na Casa Branca.

De acordo com o Moscow Times, o encontro vai acontecer já na próxima quinta-feira, dia 5 de novembro, numa iniciativa diplomática relacionada com o cessar-fogo acordado pra cidade de Oleshky, na região ucraniana de Kherson. Segundo um comunicado da Casa Branca, Melania Trump tomou a iniciativa de estabelecer contactos entre os dois países e participou também na negociação de trégua localizada destinada a permitir a entrada de ajuda humanitária e também a retirada de civis da localidade que está sob ocupação russa. A primeira-dama deve depois fazer uma declaração pública sobre o acordo às 16h, hora de Lisboa. A presidência norte-americana não divulgou os nomes dos representantes russos e ucranianos que vão participar neste encontro, nem adiantou pormenores sobre o formato das conversações.

E um ataque com drones ucranianos matou duas pessoas, uma delas funcionária da central nuclear de Zaporizhzhia.

A central nuclear ucraniana é controlada pela Rússia desde 2022. De acordo com a Agência TASS, a directora da Central de Zaporizhzhia afirma que o regime ucraniano está a tentar semear o medo e o caos entre os civis. O drone da Ucrânia atingiu um carro onde seguiam as duas vítimas, uma delas trabalhadora da central nuclear.

A Rússia quer aproveitar uma possível derrota republicana para convencer Trump a aliviar sanções e intensificar ataques à Ucrânia.

A Rússia estará a planear usar a possível derrota republicana nas eleições intercalares norte-americanas para convencer o presidente dos Estados Unidos a aliviar sanções contra Moscovo. É uma informação avançada por uma fonte próxima do Kremlin à Bloomberg. De acordo com a mesma fonte, o objectivo será persuadir Trump a negociar acordos entre Moscovo e Washington, sem terminar com a guerra na Ucrânia. Além disso, o Kremlin acredita que Trump não será capaz de forçar a Ucrânia a aceitar um acordo nos termos russos, pelo que Moscovo deverá intensificar os ataques e aumentar a pressão sobre os aliados europeus de Kiev.

"Guerra Traduzida" fica por aqui e está de regresso amanhã.