Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Mais uma edição da "Guerra Traduzida", especial para acompanhar a situação no Irão. Passamos em revista os destaques da imprensa do Médio Oriente e também dos Estados Unidos, hoje com o jornalista Martim Madeira. Martim, começamos pela atualidade no Irão, até porque continuam as cerimónias fúnebres de Ali Khamenei no Irão e Teerão suspendeu as negociações com Washington.
Milhares de pessoas reuniram-se hoje na cidade de Qom para o quarto dia das cerimónias fúnebres do ex-líder supremo Ali Khamenei. O corpo encontra-se na mesquita de Jamaran, num evento marcado pela ausência de Mojtaba Khamenei, filho do líder, porque as autoridades atribuem riscos de segurança. Já no plano diplomático, o Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano anuncia que as negociações para um acordo final não vão ser iniciadas enquanto continuarem as ameaças dos Estados Unidos ao Irão. Abbas Araqchi apelou a Washington para que respeite o memorando de entendimento assinado, especificamente o parágrafo número 13, que prevê o levantamento das sanções e o fim do bloqueio no estreito de Ormuz. Em Teerão, o regime aproveitou o momento para reconduzir o chefe do sistema judiciário com instruções para processar o que classificam como agressores globais.
Já que falamos do estreito de Ormuz e também ameaças, um ataque a um navio no estreito fez subir os preços da energia e Donald Trump admite uma intervenção militar.
Um navio-tanque foi atingido por um projétil ao largo da costa de Omã. Embora não exista registo de vítimas, as autoridades norte-americanas, segundo o portal Axios, atribuem as responsabilidades ao Irão. Enquanto fontes em Teerão alegam que a embarcação ignorou avisos por estar a utilizar uma rota não autorizada, apoiada pela Marinha dos Estados Unidos, e como consequência direta, o preço do gás natural na Europa subiu 4,5% e o petróleo Brent ultrapassou os US$ 73 por barril. Quanto às ameaças em Washington, Donald Trump afirma que os Estados Unidos estão prontos para terminar o trabalho caso não se chegue a um acordo. Menciona a capacidade de neutralizar a infraestrutura energética e elétrica do Irão num curto período de tempo.
Vamos agora até à Faixa de Gaza, até porque o Hamas dissolveu o comitê de emergência em Gaza e propõe a transferência de poder para a tecnocracia.
O Hamas confirmou oficialmente a dissolução deste comitê governamental na Faixa de Gaza. O objetivo é transferir a administração civil para o Comitê Nacional para a Administração de Gaza, um organismo composto por tecnocratas e figuras públicas palestinianas que têm operado a partir do Cairo, no Egito. Segundo os porta-vozes do grupo, esta medida visa retirar argumentos a Israel para a continuação do bloqueio e facilitar a entrada de ajuda humanitária. No entanto, em Israel, vários analistas veem este movimento como uma estratégia para o Hamas manter o controle das armas enquanto delega as responsabilidades administrativas. O Hamas instou até agora os mediadores internacionais a pressionarem Israel para permitir a entrada deste novo comitê no território.
E voamos até ao Líbano. Alguns comandantes militares israelitas questionam a capacidade do exército libanês para assegurar o sul do Líbano.
No norte, os chefes militares de Israel mostram algum ceticismo quanto à aplicação real do acordo de segurança na fronteira. Vários oficiais do Comando Norte da IDF consideram ser difícil que o exército libanês consiga desmantelar as infraestruturas do Hezbollah. Apontam mesmo para a presença de soldados com relações com este grupo dentro do exército libanês. Por esta razão, Israel diz que não vai retirar as tropas de certas posições estratégicas até ver resultados práticos no terreno. Ainda no Líbano, vários representantes de aldeias cristãs no sul do país emitiram um comunicado conjunto a rejeitar as recentes afirmações de Benjamin Netanyahu, isto porque o primeiro-ministro israelita tinha sugerido que estas comunidades pediram para ser anexadas por Israel. No entanto, os líderes locais reafirmaram a identidade e lealdade exclusiva ao Estado libanês.
Em Israel, o Supremo Tribunal de Tel Aviv alerta para o risco de anarquia face à desobediência do governo.
Uma nota do Supremo Tribunal que avisa que a recusa do governo em acatar decisões judiciais pode levar ao colapso da ordem social. Os juízes sublinharam que funcionários públicos que desobedeçam ao tribunal poderão perder a imunidade e enfrentar processos civis. Em resposta, ministros da coligação do governo israelita criticaram duramente o Supremo Tribunal. Classificam as advertências como métodos de pressão inaceitáveis. Este clima de tensão interno coincide com dados de uma nova sondagem do Israel Democracy Institute, que dita que apenas 28% dos israelitas acreditam que Donald Trump está a priorizar a segurança de Israel nas atuais negociações com o Irão, uma queda significativa face aos 44% registados no mês anterior.
Ponto final neste episódio da "Guerra Traduzida" do Irão, hoje com Martim Madeira. Voltamos amanhã com mais destaques da imprensa sobre este conflito.