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"Guerra Traduzida" na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e da imprensa russa. Hoje com a Laura Figueiredo. Boa noite, Laura. Começamos pela imprensa ucraniana. Volodymyr Zelensky anunciou um acordo político com os Estados Unidos para a produção de mísseis Patriot.

O presidente ucraniano adianta que a Ucrânia e os Estados Unidos chegaram a um acordo a nível político para o licenciamento da produção destes mísseis. Segundo o chefe de Estado ucraniano, seguem-se agora as negociações sobre os detalhes técnicos para concretizar o projecto. Zelensky revelou ainda que a Ucrânia deverá receber nos próximos dias um novo lote de mísseis interceptores PAC-3, considerados essenciais para reforçar a defesa aérea do país face aos ataques russos. Citado pelo Pravda, o presidente ucraniano sublinha que Donald Trump elogiou o fato de a Ucrânia estar pronta para produzir os mísseis Patriots, algo apenas feito em dois ou três países do mundo.

Laura, junho foi o mês com mais vítimas civis desde o início da guerra na Ucrânia.

Dados preliminares da ONU mostram o aumento do número de vítimas civis em junho, na Ucrânia, depois de maio ter sido o mês mais violento para a população civil desde o início da guerra. Pelo menos 265 pessoas foram mortas e mais de 1800 ficaram feridas em junho. A subsecretária-geral da ONU para Assuntos Políticos e de Consolidação da Paz alerta que a tendência preocupante parece manter-se também em julho. Desde o início da invasão da Ucrânia pela Federação Russa, em fevereiro de 2022, a ONU contabiliza pelo menos 16 mil civis mortos.

A Human Rights Watch denuncia que os habitantes da região de Kherson vivem em condições infernais.

A organização alerta que os civis que permanecem em zonas da região ucraniana de Kherson, ocupadas pela Rússia, vivem em condições infernais e não têm uma forma segura de sair da área. A directora ucraniana da Human Rights Watch explica que os residentes da cidade de Oleshky também enfrentam o colapso quase total dos serviços públicos. Há carências de alimentos, de cuidados médicos e serviços básicos, além de correrem o risco de morrer ou ficarem feridos devido aos ataques com drones e à presença de minas terrestres. Os testemunhos recolhidos descrevem uma cidade sem electricidade nem gás, onde a população depende de fogões a lenha e enfrenta a escassez de água, combustível e alimentos. O hospital local funciona apenas com geradores e com capacidade muito limitada. No documento divulgado pela organização, lê-se que a Rússia, na qualidade de potência ocupante, tem a obrigação de garantir que os civis no território ocupado têm acesso a alimentos, cuidados médicos e outros bens e serviços essenciais à sobrevivência.

E ataques russos mataram pelo menos 12 civis na Ucrânia, numa altura em que os aliados da NATO prometem 70 mil milhões em ajuda.

Uma nova vaga de bombardeamentos russos sobre a Ucrânia matou pelo menos 12 pessoas, feriu outras 100 em várias regiões do país durante a última madrugada. De acordo com o The Kyiv Independent, a Rússia disparou dois mísseis balísticos Iskander-M e 94 drones de ataque. A defesa aérea ucraniana abateu 72 drones, mas detritos e mísseis atingiram 13 locais em Kharkiv, Kherson, Donetsk, Zaporizhzhia e Dnipropetrovsk. O ataque aconteceu pouco depois do encerramento da Cimeira da NATO, na Turquia, onde a Ucrânia obteve um forte apoio diplomático e militar.

E foram as principais notícias dos jornais ucranianos com Laura Figueiredo. Voltamos já, em seguir, com a imprensa russa.