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Seguimos com a revista de imprensa da guerra, agora do lado da Ucrânia. Estamos no dia 708 da invasão. O jornalista Rui Casanova continua conosco. Rui, o grande destaque de hoje é o apoio de 50 mil milhões de euros de Bruxelas à Ucrânia.
O jornal ucraniano Pravda tem em manchete uma ilustração que mistura a bandeira ucraniana com a bandeira da União Europeia. É uma ilustração interessante no dia em que Bruxelas concordou em atribuir 50 mil milhões de euros para a Ucrânia e todos os 27 Estados-membros apoiaram esta decisão. Este é o título deste jornal ucraniano. O anúncio foi feito durante a manhã pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel. Diz que este apoio garante um financiamento estável, a longo prazo e previsível para a Ucrânia. Diz também o líder do Conselho Europeu que Bruxelas assume a liderança e a responsabilidade no apoio à Ucrânia. Também Ursula von der Leyen, presidente do Executivo Comunitário, saudou este acordo alcançado hoje no Conselho Europeu. Ursula von der Leyen fala num bom dia para a Europa. De resto, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, agradeceu a todos os líderes da União Europeia por este apoio. 50 mil milhões de euros da União Europeia a caminho da Ucrânia.
A Ucrânia afirma que abateu um navio de guerra russo no Mar Negro.
É uma notícia também em destaque na imprensa ucraniana desta quinta-feira, 1 de fevereiro. É o que avança uma unidade dos serviços secretos ucranianos. O navio foi atacado esta madrugada no Mar Negro. Esta unidade divulga imagens da operação nas redes sociais. É possível ver uma explosão neste navio. Trata-se de um navio de transporte de mísseis. De acordo com as autoridades ucranianas, foi afundado, foi destruído. O Ministério da Defesa da Ucrânia diz que o barco tinha um valor de entre 55 a 64 milhões de euros. Não há informações oficiais de quantas pessoas estariam a bordo ou até se há vítimas. A Rússia ainda não se pronunciou sobre este ataque. Certo é que é uma notícia em destaque no canal ucraniano Kyiv Independent.
Continuamos a falar de ataques da Ucrânia a armas de guerra russas. O governo ucraniano diz que só em janeiro destruiu 112 tanques de Moscovo.
São dados das tropas ucranianas. Dizem ter destruído ou desativado 112 tanques russos neste primeiro mês de 2024, janeiro. Ao todo, estes tanques valiam 277 milhões de euros. São dados do ministro da Administração Interna da Ucrânia, aqui citado pelo jornal RBK Ucrânia. O exército ucraniano diz que não há alvos impenetráveis para as armas ucranianas. É a reação a estas informações, a estes dados. O exército ucraniano avança que, ao todo, desde o início da invasão, a 24 de fevereiro de 2022, a Rússia perdeu 6322 tanques nesta invasão contra a Ucrânia.
O canal TSN destaca uma entrevista ao líder dos serviços secretos da Ucrânia.
Uma entrevista à CNN e ao The Telegraph, que é aqui citada pelo canal TSN. Kyrylo Budanov mostra-se convicto de que a guerra vai terminar com a restauração da justiça e a devolução do que foi perdido. São declarações nesta entrevista, citada aqui pelo canal ucraniano TSN. O líder dos serviços secretos da Ucrânia disse ainda que os próximos seis meses de guerra vão ser interessantes. Isto porque, diz Kyrylo Budanov, neste período, a ofensiva da Rússia na linha de frente vai terminar. O líder dos serviços secretos não concretiza ao certo, não diz exatamente o que quer dizer com isto. Certo é que promete que os próximos seis meses de guerra vão ser interessantes. Estaremos aqui na Guerra Traduzida para analisar.
E é assim que fechamos este episódio. Estamos de regresso amanhã, como sempre, aqui na Rádio Observador, como quase sempre, com Rui Casanova.