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Trazemos a guerra todos os dias aqui na Rádio Observador. Já olhámos para a imprensa ucraniana, tempo agora para a imprensa russa. Continua conosco o Rui Casanova, que conta como sempre, com a colaboração da Larissa Tovmazian. E Rui, mais de 80% dos cidadãos russos confiam em Vladimir Putin.
É a conclusão de um inquérito do Centro Pan-Russo para o Estudo da Opinião Pública. Este centro publicou os resultados de um estudo sobre o nível de confiança nos políticos, uma avaliação das atividades das instituições estatais e atitudes em relação aos partidos na Rússia. À pergunta direta sobre a confiança no presidente russo Vladimir Putin, 80,1% dos inquiridos deram nota positiva ao líder russo, responderam que estão satisfeitos com a prestação de Putin à frente dos destinos do país. Dão assim luz verde ao líder do Kremlin e 77,5% dos cidadãos afirmam que concordam com as decisões tomadas pelo presidente russo. De destacar também que ainda recentemente o secretário da imprensa presidencial, Dmitry Peskov, explicou as razões para um nível tão alto de confiança dos cidadãos em Vladimir Putin. De acordo com Dmitry Peskov, assessor de imprensa do Kremlin, há vários fatores que contribuem para esta situação. Afirma que o mais importante é, e passo a citar, "a complexidade do período de tempo em que todos os cidadãos russos atravessam neste momento". E os dados deste inquérito estão em destaque no jornal estatal russo KP.
Entretanto, Rui, o exército da Rússia atacou armazéns e centros de treino de unidades das Forças Armadas da Ucrânia.
Sim, as tropas russas lançaram ataque com mísseis contra os pontos de implantação em centros de treino das unidades ucranianas. É o que indica um comunicado do Ministério da Defesa da Rússia. De resto, o Ministério da Defesa da Rússia divulga habitualmente, diariamente, este tipo de informações, dá conta dos ataques que decorreram nas últimas horas. Este comunicado detalha que foram atingidos depósitos de munição, armas e equipamentos de fabrico estrangeiro que foi enviado para Kiev. Também o Ministério da Defesa da Rússia adianta que os militares conseguiram assim interromper o abastecimento, o treino e a formação das reservas das Forças Armadas da Ucrânia. Ontem já tinha sido divulgada uma notícia semelhante. Demos conta disso mesmo aqui na Guerra Traduzida, nos episódios de ontem. Agora uma nova notícia que dá conta deste ataque a centros de armazém e treino das Forças Armadas da Ucrânia.
Olhamos agora para um artigo publicado num jornal estatal que dá conta que a Rússia está a conseguir prejudicar a contraofensiva da Ucrânia.
Sim, tendo em conta que importa sublinhar que a Ucrânia ainda não confirmou oficialmente o início desta contraofensiva, mas para a Rússia, e nomeadamente para o grupo de mercenários Wagner, é claro que esta contraofensiva já começou e com maior incidência em Bakhmut. Ora, este artigo, Miguel, que falas, é assinado pelo correspondente militar do jornal estatal russo KP. Oleksandr Khots escreve habitualmente este tipo de artigos e reportagens. Neste artigo, escreve que o plano do comando russo interrompeu o mapa da contraofensiva da Ucrânia. Fala o correspondente militar do KP num bom trabalho por parte dos serviços secretos da Rússia e numa boa abordagem por parte do exército russo, no sentido de destruir o maior número de armas possíveis, armas ucranianas e com destaque para sistemas de defesa antiaérea. Além disso, Oleksandr Khots afirma que a Rússia tem uma nova técnica para destruição de alvos militares ucranianos, que passa pela modernização do armamento de Moscou.
Rui, outra vez o Reino Unido reforçou as sanções contra a Rússia.
É uma notícia em destaque na agência estatal RIA, como costumamos sublinhar aqui na Guerra Traduzida, é habitual a imprensa estatal divulgar este tipo de notícias, sanções impostas pelo Ocidente à Rússia. Ora o Reino Unido está a impor restrições a 86 indivíduos e entidades associadas à Rússia. A agência estatal RIA cita um comunicado divulgado pelo governo de Rishi Sunak. A nova lista de sanções inclui empresas associadas aos setores de energia, metalurgia e defesa, bem como setores de transportes e também o setor financeiro da Rússia.
Vamos terminar, como é habitual, com uma passagem de olhos pela imprensa da Rússia, que não é controlada pelo Kremlin.
Como é habitual, à boleia do canal independente Meduza, que tem em destaque uma notícia que indica que o Pentágono descobriu que cometeu um erro de cálculo nas estimativas e anunciou que o valor da ajuda militar fornecida à Ucrânia foi US$ 3 bilhões superior ao que era suposto. É uma informação confirmada pela porta-voz adjunta do Departamento de Defesa norte-americano. Explica que esta irregularidade foi detetada durante uma revisão rotineira dos gastos do governo de Joe Biden. Ainda assim, a porta-voz garante que esta sobrevalorização, este excesso, não vai limitar o apoio à Ucrânia, nem impedir que os Estados Unidos continuem a enviar apoio militar para Kiev nesta guerra contra a Rússia. É uma notícia em destaque no canal independente Meduza.
E é a notícia que marca o final deste episódio de A Guerra Traduzida, que está de regresso para a semana com o Rui Casanova.