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"Guerra Traduzida", agora com tempo para olhar para a imprensa da Ucrânia desta quinta-feira. O jornalista Rui Casanova continua conosco. Rui, em destaque mais um ataque massivo da Rússia à Ucrânia nas últimas horas.

Esse é o título da notícia do canal TSN. A manhã começou com explosões em várias regiões. Destaque para Kiev, Lviv, Zaporíjia ou Kharkiv. Há registro de mortos e feridos, de acordo com a imprensa ucraniana. Ainda não há um número oficial, não há dados oficiais do número exato de vítimas. Certo é que há também registro de vários edifícios civis destruídos. O canal TSN, que descreve assim estes ataques como massivos, destaca todos os detalhes, de resto, como é habitual, do que se passou em cada uma das regiões. Divulga também fotografias dos edifícios danificados: há escolas, prédios residenciais completamente destruídos. Foi assim mais uma manhã de ataques da Rússia à Ucrânia, com mais destruição e também vítimas civis.

Falamos então de uma sondagem sobre os índices de confiança em torno do novo chefe das Forças Armadas da Ucrânia.

E são positivos. Neste mês, 40% dos cidadãos ucranianos afirmam que confiam no novo comandante-chefe das Forças Armadas. É Oleksandr Syrskyi, recentemente nomeado líder das Forças Armadas da Ucrânia. Esta é a conclusão de um estudo do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev, um estudo aqui citado pelo jornal "Pravda". É muito frequente este tipo de sondagens, este tipo de inquéritos estão sempre em destaque praticamente todas as semanas na imprensa ucraniana. E há aqui outro dado curioso: é que esta sondagem mostra que o antecessor de Oleksandr Syrskyi, Valery Zaluzhnyi, o antigo chefe das Forças Armadas, tem o nível de confiança mais elevado, cerca de 94%. Sempre foi muito popular, se é que podemos dizer assim, entre os cidadãos ucranianos. Este antigo líder das Forças Armadas da Ucrânia era também frequentemente apontado como sucessor a Volodymyr Zelensky, que era apontado ao próximo presidente da Ucrânia. Recentemente, e como demos conta aqui nas últimas semanas na "Guerra Traduzida", foi destituído. Volodymyr Zelensky destituiu e nomeou como sucessor Oleksandr Syrskyi, que agora também apresenta índices de confiança elevados por parte dos cidadãos ucranianos.

Entretanto, notícias sobre a visita de Zelensky amanhã a Paris.

Sim, vai ser recebido por Emmanuel Macron, o presidente francês, para assinar um acordo de segurança, uma informação avançada pelo Palácio do Eliseu e como costuma ser habitual, esta notícia, visitas oficiais Volodymyr Zelensky ao estrangeiro estão sempre em destaque na imprensa ucraniana. Hoje não é exceção. O jornal online Kyiv Independent dá destaque a esta notícia. Depois de Paris, e de acordo com a agenda divulgada pela presidência ucraniana, Volodymyr Zelensky segue para a Alemanha, onde vai participar na Conferência de Munique. Já tínhamos também antecipado esta informação aqui na "Guerra Traduzida" há uns dias atrás. Vai também, precisamente na Alemanha, encontrar-se com Kamala Harris, a vice-presidente dos Estados Unidos da América, e também outros chefes de Estado no âmbito desta Conferência de Munique sobre Segurança.

Para fechar, vamos voltar a uma notícia de ontem, porque a imprensa ucraniana continua a dar destaque ao ataque a um navio de guerra russo no Mar Negro.

Foi um tema muito em destaque nos episódios de ontem de "Guerra Traduzida", tanto do lado ucraniano como do lado da imprensa russa. Este navio de guerra, e como noticiamos ontem, o navio de guerra Caesar Kunikov foi destruído no Mar Negro pelas tropas ucranianas, foi afundado. O jornal RBK destaca hoje a reação do Ministério da Defesa do Reino Unido. O Ministério britânico afirma que a destruição deste navio vai limitar ainda mais, a partir de agora, as capacidades logísticas da Rússia no Mar Negro. O Ministério da Defesa do Reino Unido afirma que a Rússia utilizava este navio para apoio logístico da frota russa no Mar Negro, neste esforço de guerra contra a Ucrânia. Agora que o navio foi destruído, Londres afirma que as capacidades logísticas da Rússia vão ficar ainda mais limitadas nesta invasão contra a Ucrânia, que já leva mais de 700 dias.

A imprensa ucraniana na "Guerra Traduzida".