Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Novo episódio de Guerra Traduzida na Rádio Observador, agora com os destaques da imprensa da Ucrânia. Eu sou o Rui Casa Nova, continuamos aqui em estúdio com a jornalista Diana Rosa. Diana, Volodymyr Zelensky considera que os Estados Unidos conseguem, para a Ucrânia, um acordo parecido com o que foi alcançado na Faixa de Gaza.
Em declarações à Fox News e citado pela imprensa de Kiev, o presidente ucraniano diz que o cessar-fogo alcançado no Médio Oriente é um verdadeiro sucesso, um acordo que dá sinais de esperança e que com esta pressão, Trump consiga usar as mesmas ferramentas com Putin que usou com o Hamas e Benjamin Netanyahu. Os dois presidentes, ucraniano e norte-americano, falaram ao telefone duas vezes em apenas dois dias. Os dois líderes discutiram o apoio à defesa aérea e também ataques de longo alcance, à medida que a Rússia intensifica os ataques à infraestrutura energética da Ucrânia. Zelensky destaca também a importância de endurecer as sanções contra a economia russa para cortar o financiamento do esforço de guerra. A notícia é do Kyiv Independent.
O presidente da Bielorrússia alerta que a Ucrânia pode deixar de existir e culpa Volodymyr Zelensky pela estagnação das negociações.
Alexander Lukashenko diz que, a menos que Zelensky se sente à mesa a negociar e aja com urgência, Kiev desaparece. Numa entrevista a uma televisão russa controlada pelo Estado, Lukashenko culpa também os líderes europeus pela dificuldade em alcançar um acordo, mas acredita que a bola agora está do lado do presidente ucraniano, e não dos Estados Unidos, nem da Rússia. Considera o chefe de Estado bielorrusso que deve ser aplicada pressão sobre o líder de Kiev. Pede que sejam tomadas medidas urgentes. Lembra que a Rússia está a avançar na linha da frente e que, mais tarde ou mais cedo, vai conseguir a capitulação da Ucrânia. Lukashenko envia ainda um recado directamente a Zelensky e diz que nenhum país irá trazer felicidade à Ucrânia, à exceção dos Estados balcânicos. A notícia é do New Voice of Ukraine.
A Ucrânia afirma que a campanha de recrutamento da Rússia está a perder força, apesar dos bónus que o Kremlin atribuiu aos militares.
As tentativas da Rússia de atrair novos soldados para a frente de batalha com incentivos financeiros recorde parecem estar a perder eficácia. A conclusão é de um relatório do Instituto para o Estudo da Guerra, sediado nos Estados Unidos. Os recrutadores russos terão admitido que todos os que queriam ganhar dinheiro com a guerra já se alistaram. Há regiões da Rússia onde está a ser oferecido, por exemplo, um montante de quase 40 mil euros aos soldados que se queiram juntar à linha da frente, enquanto noutras zonas do país esses homens recebem cerca de seis mil euros a cada poucos meses. Mesmo com estes valores, que para a Rússia são consideráveis, as inscrições no exército não foram impulsionadas nos últimos tempos, não há aumento de voluntários. Agentes russos, sob anonimato, dizem que a maioria dos novos candidatos é de idade extremamente avançada ou têm doenças crónicas. O Instituto para o Estudo da Guerra alerta que, se a Rússia não puder compensar as perdas que tem sofrido no campo de batalha através do alistamento voluntário, Vladimir Putin poderá eventualmente enfrentar uma escolha difícil entre ordenar a mobilização, portanto, a mobilização forçada, ou entrar em negociações de paz para terminar a guerra.
Entretanto, a central nuclear de Zaporizhzhia está em blackout há quase três semanas, o que, Diana, representa uma grande ameaça à segurança. O aviso é do governo ucraniano.
A Rússia terá cortado de forma deliberada a ligação da central com a rede elétrica ucraniana, uma medida sem precedentes, com o objetivo de testar à força a integração desta instalação na própria rede russa. O alerta é deixado pelo ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros. Andrii Sybiha sublinha que as ações não autorizadas da Rússia violam protocolos de segurança nuclear reconhecidos internacionalmente e representam um risco direto de um incidente nuclear. De acordo com o governante, Moscovo está a tentar enganar a Agência Internacional de Energia Atómica, assim como a comunidade técnica em geral, fingindo que a Ucrânia é a culpada por esta crise. Andrii Sybiha apela à Rússia que interrompa os bombardeamentos e permita que sejam feitas as reparações necessárias nas linhas de energia para pôr fim ao perigoso apagão na central de Zaporizhzhia.
Destaques da imprensa da Ucrânia nesta Guerra Traduzida. Este episódio fica por aqui. Diana, voltamos amanhã com mais destaques do que nos dizem os jornais da Rússia e da Ucrânia sobre este conflito em curso.