Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Aqui na Rádio Observador seguimos com a Guerra Traduzida, agora com destaque para a imprensa russa, um trabalho do jornalista Miguel Cordeiro com a colaboração de Larissa Tovmazian. E para começar, olhamos já para Vladimir Putin, que explica que o número de pessoas mobilizadas é superior a 300 mil.
Já vai nos 318 mil. Putin diz que a culpa é dos voluntários. Houve mais pessoas a voluntariar-se para as Forças Armadas do que aquilo que era previsto na mobilização, as 300 mil. Putin referiu concretamente que mais de 300 mil pessoas foram mobilizadas, mais precisamente 318, e que o número aumentou e superou os objetivos porque o número de voluntários está a crescer. O presidente russo referiu também que grande parte dos mobilizados ainda está em treino, mas que 49 mil já estão no exército a realizar missões de combate. Os restantes ainda se estão a preparar, é o que diz Vladimir Putin. O presidente russo falou com membros de organizações de jovens e voluntários no Dia da Unidade Nacional. Putin disse que uma das áreas de trabalho mais importante do país nesta altura é ajudar as famílias dos mobilizados como parte desta operação especial.
Há também uma história partilhada na imprensa russa que conta como é que a Arménia cresceu por causa da migração russa.
A migração em massa de russos para a Arménia começou logo em fevereiro, no início da invasão à Ucrânia, mas prolongou-se e teve uma segunda vaga quando foi anunciada a mobilização no dia 21 de setembro. A língua russa é constantemente ouvida actualmente nas ruas de Yerevan, cada vez mais artistas de língua russa estão nos cartazes culturais. A publicação RBK tem uma reportagem em Yerevan e um dos comerciantes da capital da Arménia diz que por causa da segunda onda de migração, depois do início dessa mobilização parcial, não consegue usar a língua da Arménia normalmente, tem que falar muitas vezes russo. O serviço de migração da Arménia diz que desde o início do ano e até o final de outubro, mais de 786 mil russos entraram no país, sendo que 744 mil acabaram por regressar à Rússia, ou seja, mais de 30 mil cidadãos russos mudaram-se este ano de forma permanente para a Arménia. É quase o dobro face ao ano passado, o ano todo. Estes números são até o final de outubro. O ano passado completo, cerca de 16 mil russos tinham se mudado para a Arménia e portanto já vamos em quase o dobro ainda com o ano a decorrer. No início de setembro, o primeiro-ministro arménio Nikol Pashinyan avaliou o efeito deste fenómeno. Isto é muito positivo para a Arménia. Diz ele, os fluxos migratórios ajudaram muito a Arménia. No Fórum Económico Oriental, Pashinyan expressou a esperança de que, como resultado, a economia arménia mostre um crescimento de 7% este ano. Isto por causa deste fluxo migratório positivo para a Arménia. Em outubro, o Banco Central da Arménia fez uma nova avaliação das previsões de crescimento do PIB, aumentando-as de 1,6% para 13%. Diz o Banco Central da Arménia que estamos a ver um crescimento de 25% no capital humano, no sector de tecnologias de informação. Pessoas talentosas e instruídas estão a mudar-se para a Arménia, o que pode ter um efeito duradouro. Diz o presidente do Banco Nacional, Martin Galstyan, que este fluxo migratório é mesmo muito positivo. Ele referiu isto na conferência anual do Fundo Monetário Internacional.
Entretanto, o Medvedev classifica os russos que deixaram o país como traidores.
Traidores cobardes e desertores gananciosos. O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, utiliza a rede social Telegram para deixar uma curta mensagem que se baseia em insultos para aqueles que deixaram a Rússia. "Aqueles que partiram para terras distantes são traidores cobardes e desertores gananciosos. Vão deixar os ossos apodrecer numa terra estrangeira. Eles já não estão entre nós e assim ficamos mais fortes e mais limpos". Mensagem curta de Dmitry Medvedev.
Avançamos também para uma outra notícia que está a ser partilhada na imprensa da Rússia e destaque para o Ministério Chinês da Defesa que está a preparar-se para a guerra.
A Agência Ria Novosti escreve a seguinte notícia: "O Exército Popular da Libertação da China continua a preparar-se para a guerra e opõe-se fortemente a qualquer forma de separatismo em Taiwan", disse Ten Kefei, porta-voz do Ministério da Defesa chinês. Diz este porta-voz que este é um assunto interno da República Popular da China, que não tolera qualquer interferência externa. Atualmente, os Estados Unidos atravessam todas as fronteiras no esforço para usar Taiwan para controlar a China e tudo isto viola grosseiramente a soberania e integridade territorial da China e também ameaça seriamente a paz e estabilidade no Estreito de Taiwan. Isto é o que diz o porta-voz do Ministério enquanto comentava o relatório sobre a estratégia de defesa nacional dos Estados Unidos da América, que contém referências negativas à China e aos perigos que a China pode ter para a segurança mundial. Continua claro o clima de tensão, isto é espelhado nesta notícia. A Rússia aqui põe mais achas na fogueira, o título do artigo da Ria Novosti diz mesmo: "Ministério da Defesa chinês anuncia preparativos para a guerra". É o clima de tensão com a China a voltar a dizer que o exército está em prontidão e está preparado para a guerra.
A fechar, a Rússia e a Bielorrússia vão partilhar uma constelação de satélites.
A Bielorrússia planeia criar, juntamente com a Rússia, uma constelação de satélites no espaço e pode servir este projeto para fins militares. Isto é o que diz Alexander Lukashenko, presidente da Bielorrússia. Ele anunciou os acordos sobre este tema. Diz Lukashenko: "A Rússia e eu concordámos em criar um grupo conjunto no espaço, naves espaciais. Não é apenas para fins militares. A Rússia é enorme e conseguimos encaixar neste programa e junto com os russos estamos a criar esta constelação de satélites". A falar com representantes do pessoal da Corporação Nacional de Biotecnologia da Bielorrússia, a falar sobre os planos futuros para a exploração espacial, Lukashenko diz que a Bielorrússia também está a produzir a sua própria nave e que está pronta para enviar um cosmonauta ao espaço num futuro próximo.
Termina assim mais esta Guerra Traduzida, análise à imprensa russa neste dia 4 de novembro de 2022, aqui com o jornalista Miguel Cordeiro.