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Abrimos aqui o espaço para mais uma guerra traduzida na Rádio Observador, espaço em que trazemos os destaques da imprensa ucraniana e também da imprensa russa. Eu sou o Diogo Varela e hoje comigo tenho a jornalista Laura Figueiredo. Laura, boa noite. Começamos pela Ucrânia. Um drone russo caiu na região ucraniana de Volyn, a 4 km da fronteira com a Polónia.

Isto levou Varsóvia a colocar os caças em alerta. A informação foi avançada pelo primeiro-ministro polaco, que relata uma explosão muito forte. Citado pelo "Ukrainska Pravda", Donald Tusk explica que, mais uma vez, aparentemente, o ataque russo visava uma estação de serviço na Ucrânia. Já o porta-voz do Comando Operacional das Forças Armadas polacas adianta que o drone, movido a jato e que se aproximava rapidamente da fronteira, terá caído ou sido abatido a 4 km da fronteira, já em território ucraniano. As autoridades da Ucrânia também registaram explosões a poucos quilómetros da fronteira polaca, na região de Volyn.

Laura, depois deste incidente e outros semelhantes, Donald Tusk avisa que a Polónia e também aliados europeus da Ucrânia vão ser alvos de ataques alegadamente acidentais por parte da Rússia.

O primeiro-ministro polaco alerta que Moscovo vai aumentar a guerra híbrida contra países da Europa. Num discurso na Câmara Baixa do Parlamento polaco, Donald Tusk afirmou que existe um risco real de que drones ou outros tipos de projéteis possam voar para o território de um ou vários países da NATO no flanco leste, causando inclusivamente estragos. O primeiro-ministro polaco diz que a narrativa oficial será de que se tratou de um acaso e de que não há razão para que alguém pense numa resposta por parte da NATO. Donald Tusk afirma que os próximos meses vão exigir prontidão mental. Para além disso, alerta que seis das principais cidades ucranianas vão ser alvo de ataques intensos, como a destruição de armazéns de todo o tipo de produtos essenciais, sobretudo para a defesa do país, bem como da infraestrutura ferroviária.

O orçamento ucraniano para 2027 precisa de mais de 45 mil milhões de euros de financiamento estrangeiro.

O governo ucraniano aprovou o orçamento para o próximo ano e com uma necessidade de financiamento estrangeiro de cerca de 45,8 mil milhões de euros e de gastos militares a um nível recorde. De acordo com o documento, prevê-se a mobilização de recursos provenientes da União Europeia, dos países do G7, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial, do Reino Unido e de outros parceiros internacionais. O principal setor de despesa é o da defesa e segurança, com 95,9 mil milhões de euros previstos, um aumento de 11,9% face a 2026. Este montante representa mais de 43% do PIB da Ucrânia, uma fatia recorde desde o início da guerra e também a mais elevada do mundo.

Entretanto, Laura, Volodymyr Zelensky nomeou Anton Kowalski como procurador-geral interino da Ucrânia.

O presidente ucraniano escolheu o chefe da Procuradoria da região de Khmelnytsky para assumir interinamente o cargo de procurador-geral da Ucrânia. A nomeação foi formalizada através de um decreto presidencial assinado por Zelensky e no qual é atribuída a Kowalski a responsabilidade de exercer as funções de procurador-geral. Kowalski era apontado como um dos principais candidatos ao cargo, juntamente com o chefe da Procuradoria da região de Dnipropetrovsk. Este lugar estava vago desde a saída de Kravchenko, que apresentou a demissão na sequência de uma investigação do Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia e também da Procuradoria Especializada Anticorrupção sobre suposta protecção de call centers fraudulentas.

Foram estes os principais destaques da imprensa ucraniana com a jornalista Laura Figueiredo. Voltamos já a seguir com os destaques dos jornais russos.