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"Guerra Traduzida", agora na Rádio Observador. Trazemos todos os dias os destaques da imprensa russa e também da imprensa ucraniana. Conosco, como habitualmente, Laura Figueiredo. Laura, boa tarde. Começando pela imprensa ucraniana. A Ucrânia e os aliados europeus vão trabalhar proativamente num plano de cessar-fogo.
Uma revelação feita por Volodymyr Zelenskyy, citado pelo Ukrinform. De acordo com a agência de notícias, o presidente ucraniano diz que dentro de sete a 10 dias pode haver um plano para terminar com o conflito. Zelenskyy explica que os aliados estão a preparar pontos rápidos, como um plano de cessar-fogo, face à aparente falta de compromisso da Rússia. Esta iniciativa surge depois de, na semana passada, Donald Trump ter proposto terminar a guerra nas atuais linhas de batalha.
Laura, Volodymyr Zelenskyy ordenou a expansão dos ataques contra a Rússia.
É precisamente o que avança a Pravda, que cita uma publicação do presidente ucraniano. Na rede social X, Zelenskyy diz ter tomado hoje a decisão de expandir a geografia pra utilização das capacidades de longo alcance. O anúncio surge depois de uma reunião com os responsáveis das Forças Armadas, onde o tema central foi a utilização das armas de longo alcance. Zelenskyy afirma que esta decisão vai permitir às forças ucranianas atingir alvos russos dentro do país, ainda mais longe da linha da frente de batalha na Ucrânia.
Vladimir Putin rompeu o acordo nuclear com os Estados Unidos sobre o reprocessamento do plutónio.
De acordo com o The Kiev Independent, o presidente russo assinou hoje uma lei que rompe o acordo destinado a limitar a produção de novas armas nucleares e considerado obsoleto há vários anos. O acordo de gestão e processamento de plutónio, assinado em 2000 e revisto em 2010, comprometia Moscou e Washington a transformar 34 toneladas de plutónio proveniente da Guerra Fria em combustível para centrais nucleares. O Kremlin já tinha suspendido unilateralmente a aplicação do tratado em 2016, durante a presidência do democrata Barack Obama, num período de crescente tensão entre os dois países. A nova lei, aprovada este mês pelo Parlamento Russo e hoje promulgada, vem agora formalizar a denúncia definitiva do acordo.
Laura, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, vai encontrar-se com Donald Trump para discutir as sanções impostas à Rússia.
Um anúncio feito pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro. De acordo com a Pravda, Viktor Orbán vai viajar para os Estados Unidos na próxima semana para o encontro com o presidente norte-americano. Em cima da mesa, na reunião, vai estar a discussão das sanções impostas por Donald Trump às empresas de combustível russas. Esta reunião acontece depois de ter sido cancelada, na semana passada, a cimeira planeada entre o presidente russo e norte-americano em Budapeste. Apesar da pressão norte-americana, a Hungria continua a importar combustíveis russos.
Voltamos, a seguir, para a segunda parte, com destaques da imprensa da Rússia.