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Guerra traduzida na Rádio Observador, aquilo que nos dizem e destacam os jornais russos e ucranianos, hoje com o jornalista João Gama. Hoje, João, começamos pela imprensa russa. O destaque continua a ser a resposta do Kremlin às eleições na Venezuela.

E as críticas vincadas ao Ocidente. Citado pela agência de notícias Ria Novosti, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, lamenta que a oposição, quer na Venezuela, quer também no Ocidente, não queira aceitar a derrota e saudar a vitória de Nicolás Maduro. Dmitry Peskov foi também questionado esta tarde numa conferência com jornalistas sobre um relatório dos serviços de informação dos Estados Unidos a alegar que a Rússia, o Irão e a China estão a tentar interferir com o processo eleitoral norte-americano. São acusações que Peskov considera serem absurdas e que acredita que não ficarão por aqui, uma vez que a relação entre a Rússia e os Estados Unidos vai ser um ponto quente nos debates entre os democratas e os republicanos.

E não vão faltar armas pra guerra na Ucrânia, é a garantia deixada no final de uma reunião com Vladimir Putin.

Nas palavras dos meios de comunicação estatais da Rússia, na zona de operações especiais na Ucrânia, a Rostec garante que está a cumprir 99,5% do pedido de defesa do Estado russo e 100% do pedido de equipamento especificamente necessário nesta zona da operação militar especial. Uma garantia deixada pelo CEO da empresa no final de uma reunião com Vladimir Putin. No final de 2023, esta empresa estatal aumentou a produção de armas para o exército russo 25 vezes superior em relação ao que estava a ser enviado no ano anterior, em 2022. Ora os dados são relatados pela TASS e pelo RBC. Nos últimos anos, a produção de toda a linha de armas aumentou. Um dos exemplos é a produção de projéteis pra artilharia, que aumentou seis vezes nos últimos dois anos.

A imprensa independente destaca que em três dias, seis presos políticos foram retirados das prisões, mas não se sabe pra onde foram enviados.

É um alerta que vem escrito no jornal Meduza. Um dos casos é Lilia Chanysheva, a antiga chefe de um quartel general de Alexei Navalny, foi condenada a nove anos de prisão por uma criação de uma comunidade extremista e desapareceu da prisão onde estava detida no dia 26 de julho. Não é a única. Há também a história de Ilya Yashin, foi condenado a oito anos e meio de prisão por escrever supostas notícias falsas sobre o exército russo, e a sua equipa foi apenas informada de que tinha sido levado da prisão onde estava detido em Smolensk. E também há o caso de Kevin Lee, que tem apenas 19 anos, foi condenado a quatro anos de prisão por alta traição. Um grupo de amigos alertou que tinha desaparecido da prisão e a mãe recebeu uma resposta do serviço prisional a dizer apenas que o detido não se encontra nos registros da prisão onde estava detido.

E a fechar, o portal RBC faz um balanço das sanções contra a Rússia e explica como o país se está a adaptar depois de dois anos sem Coca-Cola.

São marcas como a Coca-Cola e a Pepsi que deixaram de produzir na Rússia como resultado da invasão da Ucrânia. Os russos foram rápidos a adaptar-se, começaram a produzir bebidas com um sabor semelhante, mas os preços estão a disparar. Em junho deste ano, o preço das bebidas com gás e com sabor a Coca-Cola aumentou 11% face ao ano passado. O perfil dos consumidores foi também obrigado a mudar. Há dois anos, a Coca-Cola era a bebida de eleição dos consumidores com mais de 16 anos. Mais de 50% escolhia a Coca-Cola como bebida de eleição. Depois do início da guerra na Ucrânia, tudo mudou. Os produtores russos tiveram que fazer alterações na receita e passaram a produzir uma Good Cola. E a variedade nos supermercados é hoje maior do que nunca.