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"Guerra Traduzida", dia 8 de junho. Vamos olhar para a imprensa russa com a ajuda da Larissa Tovmazian. Larissa, bem-vinda. Vamos começar hoje com Lavrov, que quis apontar condições para o encontro entre Zelensky e Vladimir Putin. De facto, os diplomatas do lado russo têm falado muito sobre condições para este encontro. Hoje é Lavrov, mais uma vez, a falar sobre isto.
Antes de uma possível reunião entre os presidentes da Rússia e da Ucrânia, Putin e Zelensky, as equipas de negociação devem retomar o seu trabalho. Isto é afirmado precisamente pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergey Lavrov, durante uma conferência de imprensa na Turquia hoje, dia 8 de junho. Diz ele: o objectivo está do lado da Ucrânia há quase dois meses, desde meados de abril, que eles têm mudado as suas próprias abordagens descritas em Istambul. Segundo ele, Zelensky quer encontrar-se com o líder russo apenas por causa de uma simples reunião. E ele até utiliza uma expressão que é muito utilizada na Rússia, que é ele tem sete sextas-feiras por semana. Ele lembrou que a condição do líder ucraniano nas negociações com Putin era o retorno dos territórios à Ucrânia.
Portanto, condições aqui apontadas por Lavrov. Continuamos a falar de diplomacia, porque o embaixador russo nos Estados Unidos, Anatoli Antonov, diz que foi aliciado pelos Estados Unidos, pelos americanos, aliciado a trair os russos.
Exatamente. Vesti, canal estatal, conta que o embaixador russo nos Estados Unidos, Anatoli Antonov, disse que recebeu uma carta com uma proposta muito interessante, que era para condenar as ações do presidente da Federação Russa. O diplomata disse que lhe foi proposto abandonar a sua terra natal e entrar em contacto com o escritório da vice-secretária dos Estados Unidos. Antonov diz também que a embaixada já está a exigir explicações do Estado dos Estados Unidos e perceber, de facto, o que esta carta significa. Antonov também disse que a embaixada da Rússia em Washington distribui cartões para que as pessoas possam contactar os serviços secretos e, além disso, os media americanos publicam periodicamente artigos pedindo aos militares e diplomatas da Federação Russa que estes traiam a sua terra natal.
Situação a envolver o embaixador russo nos Estados Unidos da América, a dizer que está a ser aliciado pelos americanos para trair os russos. Seguimos para Melitopol, que está a preparar um referendo de adesão à Rússia.
Está a ser preparado este referendo sobre a adesão à Federação Russa da cidade de Melitopol, região de Zaporozhye. Isto é afirmado pelo chefe da administração militar e civil da cidade, Galina Danilchenko. Ela também falou sobre a visita do primeiro vice-chefe da administração presidencial da Federação Russa, Sergei Kirienko, a Melitopol. Ele agradeceu por terem estabelecido uma vida pacífica dos funcionários nos serviços comunitários, medicina, educação e gestão em geral. E mais, Galina Danilchenko expressou o seu agradecimento à Rússia pelo seu apoio e assistência.
Já uma situação em Melitopol, este referendo a avançar, um referendo para adesão à Rússia. Entretanto, vamos olhar agora também para a imprensa independente, neste caso a Mediazona, que conta como o rabino-chefe de Moscovo deixou a Rússia.
Exatamente, o rabino-chefe de Moscovo, Goldschmidt II, segundo a Mediazona, deixou a Rússia após a exigência das autoridades de apoiar publicamente a guerra na Ucrânia. Isto é contado no Twitter pela jornalista e curiosamente nora do rabino. De acordo com ela, primeiro Goldschmidt e a sua esposa Dara foram para a Hungria para arrecadar fundos para ajudar os refugiados ucranianos. Mais tarde, a família foi para Israel devido à doença do pai do rabino e, de acordo com o jornal francês, o rabino deixou a Rússia no início de maio. Ele foi substituído por um outro rabino, que agora é rabino-chefe de Moscovo. E a nora do rabino acrescenta que desde a recusa do apoio público à operação especial, os pais do seu marido estão em exílio da comunidade que tanto amaram e construíram e criaram os seus filhos por mais de 30 anos.
Jornal independente Mediazona a explicar como o rabino-chefe de Moscovo deixou a Rússia por ter efetivamente recusado posicionar-se a favor da guerra na Ucrânia. Entretanto, a Inditex prepara-se para reabrir na Rússia. Estamos a falar da empresa que tem lojas como a Zara ou Massimo Dutti e pode retomar o trabalho em breve.
Infelizmente. A espanhola Inditex planeia reabrir as suas lojas na Rússia, isto é observado que ainda não há uma data exata de abertura, mas planeia-se retornar às vendas durante o verão. Dizem eles que abrir durante este período é lógico do ponto de vista comercial. Isso permitirá que sejam vendidos os produtos que restaram das coleções anteriores e que no outono sejam lançadas as novas coleções. A empresa já afirmou anteriormente que a reabertura será de uma forma gradual. As primeiras lojas podem ser lançadas já em junho, segundo o jornal Izvestia. O vice-presidente da União de Centros Comerciais, Pavel Lyulin, confirmou à Izvestia que a empresa, por enquanto, não enviou nenhuma notificação por escrito aos proprietários. No entanto, lembrou que no início de maio, a Inditex alertou alguns centros comerciais sobre a extensão dos contratos de locação até 31 de agosto.
As lojas Inditex a prepararem-se para reabrir na Rússia em breve. Para fechar, hoje, Larissa, temos um artigo na Ren TV, um canal estatal, que diz que hackers russos conseguiram detectar mensagens que comprovam o desentendimento entre Zelensky e militares ucranianos.
Começou a surgir este desentendimento entre o presidente ucraniano e o exército da Ucrânia sobre o desenvolvimento da operação especial e o seu progresso. Isso é anunciado numa entrevista à Ria Novosti, sob a condição do hacker que não revela o seu nome. Note-se que no início da operação especial houve um grupo que invadiu todos os 755 sites ucranianos do governo de uma só vez.
Nós já falamos disso aqui também, esse grande ataque que foi feito às forças de segurança da Ucrânia, por exemplo.
Exatamente. A 1 de junho, quando publicaram dados sobre 700 funcionários das Forças Armadas e os seus dados pessoais. E o hacker diz que os militares acreditam que é necessário recuar em alguns sítios do ponto de vista da conveniência militar. O gabinete do presidente, por sua vez, insiste que isso não deve ser feito em caso algum. Ele ressalva também que, por causa disso, o exército sofre grandes perdas, o que não adiciona popularidade aos políticos ucranianos nas tropas.
Portanto, um ataque a hackers russos, também ao gabinete e a comunicações de Volodymyr Zelensky, neste caso a apontarem para desentendimentos entre Zelensky e os militares da Ucrânia. Terminamos assim a "Guerra Traduzida" de hoje com olhar para a imprensa russa e com a ajuda da Larissa Tovmazin.