Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Guerra traduzida na Rádio Observador. Seguimos com a imprensa ucraniana, com a jornalista Diana Rosa. E começamos com a defesa aérea ucraniana que travou um ataque massivo de 200 drones russos.

Uma das maiores operações de defesa dos últimos meses. Apesar da elevada taxa de sucesso, destroços e mísseis balísticos causaram a morte a pelo menos seis pessoas em várias regiões do país. O ataque mais grave registou-se em Pryluky, onde um míssil atingiu o centro da cidade, vitimando três civis, incluindo um adolescente de 15 anos. Em Sumy e Kharkiv, os bombardeamentos continuam a visar áreas residenciais, provocando dezenas de feridos e a destruição de infraestruturas administrativas. O comandante-chefe Syrskyi afirma que as forças ucranianas estão a adaptar-se à nova tática russa de saturação, mas sublinha a necessidade urgente de mais munições para os sistemas Patriot, por forma a conter os mísseis balísticos que ainda conseguem furar o cerco defensivo.

E olhamos agora para uma notícia que dá conta de que a Rússia está a intensificar os ataques cirúrgicos contra infraestruturas de gás da Naftogaz.

Os ataques realizados com drones em profundidade causaram danos severos em equipamentos de produção criticamente importantes, forçando a evacuação de emergência das instalações. Embora não se tenham registado vítimas neste ataque, a Naftogaz alerta para o impacto sistémico que estas incursões podem ter no fornecimento de energia a longo prazo. Simultaneamente, em Donetsk, a cidade de Kramatorsk foi alvo de três bombas aéreas guiadas que feriram seis pessoas e destruíram edifícios civis. É uma estratégia russa de focar o poder de fogo em nós logísticos e energéticos, que é vista por Kiev como uma tentativa deliberada de paralisar a economia ucraniana antes do próximo ciclo sazonal, tornando a reconstrução das redes de energia uma prioridade de segurança nacional absoluta.

E Diana, um incidente inédito marcou hoje o espaço aéreo báltico. Um caça F-16 romeno, em missão de policiamento aéreo da NATO, abateu um drone ucraniano sobre a Estónia.

O aparelho que se encontrava em missão contra alvos russos terá sido desviado da sua rota por contramedidas de guerra eletrónica da Federação Russa, entrando inadvertidamente em território aliado. O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia emitiu um pedido de desculpas imediato a Tallinn e aos parceiros da aliança, descrevendo o evento como um incidente não intencional. Apesar do abate, as autoridades estonias mantiveram o seu apoio inabalável a Kiev, com o ministro Margus Tsahkna a declarar que a Ucrânia tem pleno direito de atacar alvos na Rússia para se defender. Ora, o comando da NATO elogiou a prontidão operacional dos pilotos, sublinhando que a decisão de abate, de neutralização deste equipamento, foi tomada ao nível tático mais baixo, garantindo a segurança do flanco leste sem necessidade de uma escalada diplomática.

E seguimos com uma revelação de que um treino secreto de soldados russos está a decorrer na China, enquanto a Ucrânia pede o congelamento de ativos russos.

Relatórios das secretas europeias confirmam que a China treinou de forma secreta cerca de 200 militares russos em técnicas avançadas de drones e guerra eletrónica no final de 2025. Alguns destes soldados já terão sido destacados para frentes de combate na Crimeia e Zaporíjia, o que levanta questões sobre a alegada neutralidade de Pequim no conflito. No plano diplomático, o ministro ucraniano das Finanças reuniu-se em Paris com os homólogos franceses e britânicos para exigir o uso imediato dos 300 mil milhões de euros em ativos russos congelados.

E fica por aqui esta edição desta terça-feira com a Diana Rosa. A Guerra Traduzida está de regresso amanhã.