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Guerra traduzida na Rádio Observador. Nos próximos minutos falamos sobre as principais notícias que estão em destaque na imprensa ucraniana. Hoje com o jornalista Martim Madeira. No lado russo, a agência de notícias russa TASS dá destaque ao avanço territorial na região de Donetsk.
Uma informação do Ministério da Defesa russo noticiado pela TASS, que diz, e cito: "As forças do exército russo libertaram a região de Tikhonovkovka". Uma operação que aconteceu nas últimas 24 horas. A TASS apresenta esta operação como parte de um esforço coordenado da Rússia para consolidar o controle total sobre a região de Donbass, ao expulsarem o que Moscovo diz serem formações nacionalistas.
Falamos agora da interceção francesa do petroleiro russo no Atlântico. A Rússia considera o ato francês como ilegal.
Os jornais russos como o Komsomolskaya Pravda dão destaque à interceção deste navio que transportava petróleo e produtos sancionados pela União Europeia e o Reino Unido. De acordo com o porta-voz do Kremlin, este ato é ilegal e acusa também a França de fazer pirataria. Moscovo garante que o navio estava em águas internacionais a cumprir rotas comerciais legítimas e que, ao contrário do que noticiam os meios ocidentais, não fazia parte de uma frota fantasma russa. O Kremlin alerta ainda que não vai deixar este ato passar sem resposta. Sugerem que a detenção deste navio é uma provocação direta da NATO para asfixiar a economia russa.
E a Rússia vai banir a exportação de jet fuel até o final de novembro.
É o que nos indica o Moscow Times. O jornal explica que o governo russo decidiu banir a exportação de jet fuel na sequência de vários ataques ucranianos a refinarias de petróleo russas que levaram à escassez de gasolina e gasóleo em algumas cidades. De acordo com o governo russo, esta medida foi introduzida para garantir a estabilidade do mercado do petróleo russo. Algumas exportações vão se manter, neste caso, serão exportações com países que têm compromissos com a Rússia através de acordos e, portanto, estes países vão estar isentos desta proibição e as exportações vão se manter nesses países. O ministro do Transporte russo explica aos jornalistas que o país não tem falta de jet fuel. Diz que esta medida apenas foi introduzida para salvaguardar os interesses das companhias aéreas russas.
E ainda na Rússia, fala-se de que os recentes ataques ucranianos à base nuclear de Zaporízhia são um passo direto para terrorismo nuclear.
Uma ideia proposta por vários diplomatas russos e autoridades da região ocupada pela Rússia. Moscovo também descreve estes ataques como um precursor para um incidente nuclear deliberado e acusa a Ucrânia de querer estar a forçar uma intervenção internacional ou causar pânico. A imprensa russa destaca que estes ataques ocorrem no momento em que a Agência Internacional de Energia Atómica tenta obter acesso a áreas críticas desta central. O Kremlin diz ainda que o silêncio do Ocidente sobre esta matéria prova a conivência com as táticas perigosas ucranianas. Garante ainda que estão a fazer de tudo para proteger a central e diz que Kiev é o único responsável por qualquer catástrofe nuclear iminente.
Termina assim a edição de hoje da Guerra Traduzida. Vai ficar disponível em podcast.